sábado, 8 de fevereiro de 2014

RICARDO SETTI- MENSALÃO: Fuga de Pizzolato, preparada com ANOS de antecedência, prova que, se houve uma farsa, esta se encontra nas reações histéricas dos defensores do indefensável

Pizzolato desde 2007 já sabia que seria condenado. E desde então orquestrou sua fuga (Foto: Divulgação / Polícia de Modena)
“Pizzolato desde 2007 já sabia que seria condenado. E desde então orquestrou sua fuga (Foto: Polizia di la Provincia di Modena)
Post do leitor e amigo do blog Reynaldo-BH
Post do LeitorQue não sejamos, por cá, vítimas da amnésia que parece ser a marca registrada do Brasil.
Quando do julgamento e prisão dos mensaleiros, lembro-me que esta coluna foi inundada pordefensores do direito de Pizzolato à fuga.
E o argumento era uma pretensa “busca de justiça” na Itália. Lá sim, o veredicto seria outro, o processo legal respeitado e a justiça enfim seria feita. Enfim, o que restava a um homem injustiçado em defesa de sua liberdade.
Pizzolato desde 2007 já sabia que seria condenado. E passou, meticulosamente como cabe a bandidos experientes, a preparar a fuga da condenação que sabia inevitável. Pela robustez das provas e pela inexistência de fatos que pudessem inocentá-lo.
Providenciou documentos em nome do irmão já falecido. Carteira de Identidade, Certificado de Reservista, Título de Eleitor e naturalmente, o passaporte italiano.
Testou as falsificações. Votou em 2008 nos dois turnos das eleições. Pagou a multa por não ter votado em 2010.
Declarou Imposto de Renda em nome do irmão morto e usado – sem pudor – para criar uma persona a se preparar para a fuga.
Corrupto e falsário. Aqui e na Itália.
Tudo detalhadamente planejado.
Pergunto aos que por cá se posicionaram como defensores deste criminoso comum e que, a partir daí, estendiam a acusação ao processo do mensalão como sendo uma farsa: como sustentar esta posição?
Desde a aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, Pizzolato sabia-se condenado. Pelo que fez. Pelos roubos de dinheiro público do Banco do Brasil.
Farsa? Inexistência de fatos? Perseguição política?
Ou esta fuga tão bem planejada – de modo imoral por usar um ser humano após a morte, e pior, irmão! – não é prova de que se houve uma farsa esta se encontra nas reações histéricas dos defensores do indefensável?
Pizzolato é a prova mais intensa – pós-julgamento – de como funcionava a organização criminosa encabeçada por José Dirceu (até onde se sabe, pois pode ter outro chefe nunca incomodado).
A certeza da condenação não nasce da inocência. A fuga antecipadamente engendrada é comum a quem sabe que não há como escapar das grades. E Pizzolato não poderia agir solitariamente. Não teria como cometer os crimes que sabia ter cometido sem fazer parte de uma quadrilha.
A dor de parentes – uma tia se sente envergonhada, pois diz que Henrique/“Celso” jogou o nome da família na lama – é compreensível. São pessoas honestas. Certamente fazem parte do Brasil decente.
Ao contrário do lulopetismo.
Os adeptos deste provavelmente terão mais uma explicação para estes fatos esclarecedores. E como sempre, tentando inocentar bandidos.

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