quinta-feira, 13 de março de 2014

O mistério do avião e uma certeza: algo de terrível, de súbito, de catastrófico!

Gonçalo Osório, o especialista em aviação deste blog, faz uma boa síntese do que se sabe até agora e chega a uma conclusão: “O avião caiu de maneira tão repentina que nem sequer os sensores de bordo detectaram qualquer anomalia minutos antes; caiu de maneira tão violenta que não permitiu a transmissão de qualquer mensagem de voz; tão catastrófica que interrompeu de uma vez só todas as comunicações, automáticas ou não, com o mundo exterior. É de arrepiar, sem dúvida, qualquer que seja a causa”. Leiam seu texto.
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Rei,
Enquanto é noite profunda por lá, e todo mundo continua tenso à espera de pelo menos uma solução parcial desse mistério, vamos sintetizar o que se sabe, de acordo com minhas fontes (imprensa especializada e pessoal do setor):
Fatos indisputados:
1) última transmissão do transponder captada em terra foi às 01h22 (confirmação pelo site Flighradar24, que capta mensagens de transponders ADS-B, do tipo empregado pelo B777, de forma INDEPENDENTE de qualquer autoridade civil ou militar);
2) última transmissão do sistema automático de mensagens sobre funcionamentos de vários aspectos do avião (o tal do ACARS) foi às 01h07 (confirmado pela Boeing, pela fabricante dos motores (Rolls Royce e pela NTSB, a instituição americana que investiga acidentes aéreos, entre outros);
3) autoridades do serviço de busca e salvamento do Vietnã afirmam ter detectado no dia 8 (já tinha trocado o dia para eles, aqui ainda não) um sinal de ELT umas 80 milhas a nordeste da última posição conhecida do B777 (a posição indicada pela transmissão confirmada do transponder, acima)
4) autoridades da China disseram ter captado, pouco depois do horário da última transmissão do transponder (dia 8 para eles), uma “assinatura” de radar indicando que a aeronave abandonara o FL350 (nível de voo de 35.000 pés) e o rumo 024 em rápida descida e curvando à esquerda, para o rumo 333, quando o sinal se perde;
5) autoridades chinesas divulgaram no dia 12 imagens feitas por satélite deles no dia 9, 34 horas depois do último sinal do transponder, de grandes pedaços boiando em posição 120 milhas náuticas a Sudeste da última posição conhecida do avião (posição essa, não custa lembrar, consistente com a rota do plano de voo).
Bom, Rei, esses são os fatos que ninguém disputa e são, digamos assim, “científicos”. O que eles sugerem? O óbvio: que alguma coisa violenta e súbita derrubou esse avião do céu. Há um relato de uma testemunha ocular situada numa plataforma off shore naquela região. É possível que ele tivesse visto alguma coisa, sim, pois, a 35 mil pés de altitude, a distância do horizonte é de 370 quilômetros. Em outras palavras: um observador verá na linha do horizonte um objeto que está a 370 quilômetros de distância e 35 mil pés de altitude.
Acho que é hora de esquecer essa bagunça toda se o avião voou mais “xis” horas; se foi para a direita ou esquerda ou em frente. Caiu ali, de maneira tão repentina que nem sequer os sensores de bordo detectaram qualquer anomalia minutos antes; caiu de maneira tão violenta que não permitiu a transmissão de qualquer mensagem de voz; tão catastrófica que interrompeu de uma vez só todas as comunicações, automáticas ou não, com o mundo exterior. É de arrepiar, sem dúvida, qualquer que seja a causa. Pelo que se pode deduzir, só mesmo o estado dos destroços, quando encontrados, e os dados da caixa preta dirão o que aconteceu. Acho que nem o CVR (cockpit voice recorder) vai dizer alguma coisa.
Por Reinaldo Azevedo

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