sábado, 12 de abril de 2014

Blog do Ricardo Setti- André Vargas continuará na campanha de Gleisi?


ANDRÉ VARGAS: Na mira da Polícia Federal renunciou à vice-presidência da Câmara, se licenciou como deputado… Mas continuará coordenando a campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná?

Gleisi com o deputado envolvido com o doleiro preso: fica ou continua na campanha? (Foto: Gazeta do Povo)
Gleisi com o deputado envolvido com o doleiro preso: fica ou continua na campanha? (Foto: Gazeta do Povo)
Investigações da Polícia Federal na chamada “Operação Lava-Jato” identificaram o deputado André Vargas (PT-PR), então vice-presidente da Câmara, como atuando em sintonia com o doleiro Alberto Youssef na captação de verbas em projeto do Ministério da Saúde. Além disso, o deputado usou em janeiro jatinho fretado pelo doleiro para viajar de férias com a família.
A operação Lava Jato envolve atividade gravíssimas: deflagrada no dia 17 do mês passado, em Curitiba e outras 16 cidades do Paraná, de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal, já levou a duas dezenas de prisões, inclusive à do doleiro.
A Polícia Federal informa estar atrás dos operadores de um mercado clandestino de câmbio no Brasil que envolve 10 bilhões de dólares e é responsável pela movimentação financeira e a lavagem de ativos de pessoas e empresas envolvidas em vários crimes — coisa do porte de tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e ladroagem de dinheiro público.
Apanhado segurando o pincel, o deputado André Vargas primeiro afirmou ser vítima de uma “campanha pela mídia”, o velho recurso petista de negar tudo quando se trata de bandalheira. Em seguida, decidiu tirar licença do mandato para cuidar de “interesses particulares” — a ponto de eu haver perguntado, aqui, se ele já não fazia isso, em seu envolvimento com o doleiro. Mais adiante, renunciou à vice-presidência da Câmara, oficialmente para “preservar a instituição”.
Está submetido a processo de cassação de mandato e a uma investigação interna no PT — esta, com certeza, resultará em nada. No final, acabarão dando uma medalha ao deputado, haja visto a verdadeira celebração que o partido faz com os mensaleiros condenados como criminosos.
De toda forma, um personagem como André Vargas não parece ser a criatura mais indicada para continuar coordenando a campanha da ex-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, pelo PT.
O homem na mira da Polícia Federal continua ou não com aquela que foi o braço direito da presidente Dilma?
Gleisi é casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo que, indagado a respeito, saiu de fininho:
– A Gleisi não tem campanha — alegou Bernardo, contra todas as evidências possíveis e imagináveis. — É só a partir de junho [que a campanha vai começar], portanto, não tem coordenação de campanha — jurou.
O PT promete realizar na semana que vem uma reunião para avaliar a situação de Vargas e seu papel na campanha eleitoral de Gleisi.
“Não sei se vai permanecer ou não na coordenação”, afirmou à Agência Estado o presidente do PT do Paraná, Ênio Verri. “Acredito que neste momento ele deve priorizar a defesa dele, o que acho natural. Consequentemente não terá tempo para ajudar na coordenação, essa é minha opinião” — o que é outra forma de sair de fininho.
Verri continuou: “O cenário muda, lógico, embora a posição do André é de não renunciar e fazer o debate com a sociedade sobre as acusações que está recebendo. Mas é cedo para dizer o que vai acontecer, a expectativa nossa é passar a Semana Santa, sentar e ver para onde nós vamos”.
Quanto a Gleisi, está quietinha.

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