segunda-feira, 14 de abril de 2014

Caio Blinder- Os passos de Tito Mainardi em São Paulo



Tito, Diogo e Nico (Foto Ruy Teixeira/Divulgação)
Pessoal, estou colocando na praça novamente meu texto sobre o Tito, o filho do Diogo Mainardi. Quem acabou de assistir ao Manhattan Connection deste domingo, entende este passo. Boa leitura ou releitura. O Tito merece.

Estou em São Paulo. No sábado à noite, eu acompanhei os passos de Tito Mainardi pelas ruas dos Jardins. Por alguns minutos fiz o que Diogo, meu amigo e colega de serviço no Manhattan Connection, no canal GloboNews, faz de sua vida. Diogo faz e conta de forma arrebatadora (qualquer adjetivo emocional positivo envolvendo Diogo me deixa intimidado, pois ele é arredio para tal). Ok, ok, mas Diogo sendo Diogo, também é duro, duríssimo.
Seu livro A Queda: As Memórias de um Pai em 424 Passos (editora Record) é uma obra (e que obra literária) sobre a caminhada de Diogo e de Tito, o filho que nasceu com paralisia cerebral, numa narrativa enredada na história familiar (na caminhada que tem também a mulher Anna e o filho mais novo Nico), na literatura, na arte e nas ideias. Tudo enredado, mas meu amigo se solta na sua catarse.
Sei, sei, amigo, melhor foi a indenização devido ao crime cometido no hospital de Veneza no nascimento do Tito. Mas agora, nós, leitores, também somos recompensados com este livro sobre os passos cambaleantes de Tito e as rasteiras que Diogo dá na vaidade humana (e bem típico dele, num autogolpe).
Não estou aqui para fazer resenha do livro (para isto recomendo o detalhado e decodificantetexto de Mario Sabino na edição corrente de VEJA e publicada no site). Estou aqui para dizer que gosto muito da família Mainardi e recomendar a leitura para todos (sei, sei, os detratores panacas do Diogo vão denunciar o golpe do veneziano para se humanizar e gerar compaixão). Meu amigo deveria processar quem o denuncia por autocomiseração.
Diogo talvez possa ser processado por excesso de resmungos. Além de nossas divergências políticas e sobre qual é a melhor água mineral do mundo, discordamos sobre São Paulo. Ele até me acusa de hipócrita por cantar uma ode à nossa cidade natal (argumenta que eu gosto, mas estou fora há quase 25 anos). Eu realmente gosto de visitar São Paulo. Diogo nem isso.
A gente conversava sobre o assunto (que falta de assunto) andando na rua Bela Cintra, ao lado de Anna, Nico e Tito. No livro. Diogo fulmina que “saber cair tem muito mais valor do que saber caminhar”. Coitado do Tito e de todos nós. Nas ruas de São Paulo, tem muito valor saber caminhar nas ruas. Aqui o resmungo do Diogo é inacatável. As ruas de nossa cidade natal são muito esburacadas.
Diogo, perdão se esta coluna está muito pedestre. 
PS – e por que Diogo e eu viemos para São Paulo? Ele para lançar o livro e também para a participação ontem, no domingo à noite, ao lado do nosso Reinaldo Azevedo (feliz aniversário!), do “Papo de Redação”, promovido pela Federação Israelita do Estado de São Paulo e A Hebraica (foi lá, claro, no clube onde bati muita bola de moleque) sobre Israel, Primavera Árabe, antissemitismo e eleição americana (go Obama?). No papo, dei meus passos familiares, sempre em defesa de Israel e bem menos do governo de plantão. Naquelas bandas do Oriente Médio, está tudo mais esburacado do que nas calçadas de São Paulo.
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