domingo, 20 de abril de 2014

Os ingleses têm Osborne, mas nós temos o Mantega!

Dificilmente um ministro das Finanças, o homem da mala, que precisa dizer “não” a todos os políticos ansiosos por mais gastos, será muito popular se for eficiente. Seu papel é mesmo ingrato. Em entrevista a Veja desta semana, o ministro das Finanças britânico, George Osborne, do Partido Conservador e segundo homem mais importante do governo, reconhece que não se pode olhar para a popularidade quando é preciso cortar gastos. Segue um trecho da entrevista:
IMG_0058
Absolutamente correto! Mas exige coragem passar a tesoura e assumir a fama de impopular. Agora, se é verdade que o bom ministro das Finanças será um tanto impopular, o contrário nem sempre é verdadeiro. Ou seja, ministros bastante impopulares não necessariamente serão bons. É o caso de nosso ilustre Guido Mantega, impopular (acima de tudo perante os investidores), mas medíocre em sua gestão, para dizer o mínimo.
Mantega é popular apenas entre os governantes que adoram um cofre aberto. Durante algum tempo foi possível gerar resultados satisfatórios, ainda que insustentáveis. Mas a conta chegou, a economia não cresce, e a inflação permanece muito elevada. Mantega, atuando mais como marionete da presidente Dilma do que como responsável pela chave do cofre, não levou em conta o “bem-estar dos cidadãos”, preferindo se deixar seduzir pelos afagos do poder.
Se Osborne não quer que digam que não teve coragem de tomar as medidas certas por serem impopulares, Mantega sem dúvida não poderá desejar o mesmo, pois sabe, no fundo, que toma as medidas erradas, ainda que nem assim consiga ser popular, pois o modelo já se esgotou. O pior dos mundos para um ministro das Finanças: populista, mas impopular.
Rodrigo Constantino

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.