quinta-feira, 29 de maio de 2014

Caio Blinder-O copo meio vazio da Copa




O estado das obras em Fortaleza, na foto que ilustra a reportagem
Com um dia de atraso, mas, mesmo na instântanea era digital, antes tarde do que nunca. No cardápio do meu café da manhã está o 10-Point, o memo online aos assinantes de Gerald Baker, o editor-chefe do Wall Street Journal. Na quarta-feira, um dos pontos era sobre a reportagem devastadora do jornalão sobre a Copa no Brasil.
A reportagem começa na primeira página e cobre quase uma página interna inteira. O resumão do Baker tem título com trocadilho precioso: The Cup Half Empty. E para quem acompanha oManhattan Connection, da Globo News, há um sabor especial pelos nossos comentários e brincadeiras se o copo brasileiro está meio cheio ou meio vazio (ok, preferem, meio vazio ou meio cheio?).
Baker lembra a seus leitores gringos que o Brasil é recordista de consagração na Copa e que sua população diz viver no “pais do futebol”. Aí, é a observação de que agora apenas 48% dos habitantes do país do futebol acham uma boa ideia sediar o torneio, em comparação a 79% em 2008, nos tempos da euforia Lula.
A vasta reportagem do jornal mostra como a Cup se tornou um símbolo de promessas cheias não concretizadas de um boom econômico no Brasil, com o custo recordista de US$ 11.5 bilhões (e olhe lá ou não olhe ). E a exatas duas semanas do pontapé inicial, o Brasil toma um pé naquele lugar com os atrasos nas obras e os vexames na infra-estrutura. O editor-chefe do Wall Street Journal chuta que a chiadeira vai baixar se o Brasil ao menos corresponder às expectativas e levar a taça em 13 de julho.
Por ora, a reportagem do jornal americano merece não apenas uma colher de chá dos cartolas do Instituto Blinder & Blainder, mas a cup of tea.

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