domingo, 8 de junho de 2014

A importância dos livros e os analfabetos voluntários

Rodrigo Constantino
Sou suspeito para falar, mas falo mesmo assim: a leitura é uma das melhores coisas do mundo! Entrar em contato com as mentes mais brilhantes que já existiram, participar desta grande “conversação” contínua, entre gerações, entre diferentes épocas e culturas, isso não tem preço. Beber dessa fonte de conhecimento, de um estoque de séculos de acúmulo de informação, expressão e sentimentos humanos, isso costuma ser algo transformador na vida de uma pessoa.
Falo isso após ler a coluna de J.R. Guzzo na Veja desta semana, sobre os “analfabetos voluntários”. Em tom de desabafo, Guzzo lamenta a grande quantidade de gente que pode, mas não lê, por falta de interesse. E diz que essa turma não difere daquela outra, de analfabetos que simplesmente não podem ler, pois não sabem. De fato, foi Mario Quintana quem disse: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem”.
Guzzo pensa que as tecnologias modernas podem ter facilitado bastante o contado e o acesso à informação, mas nem por isso fizeram a comunicação avançar, a escrita evoluir, as pessoas lerem mais. Ao contrário: hoje tudo seria resumido, cortado, apressado, para caber em 140 caracteres.
Não sei se sou tão pessimista assim, e penso também na quantidade enorme de coisas profundas que pensadores como Nietzsche e Karl Kraus disseram em poucas frases; mas acho o alerta válido, pois sem dúvida o risco de banalização existe. Segue um trecho do artigo:
Guzzo

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