terça-feira, 10 de junho de 2014

Caio Blinder-Hillary, Jeb e o game of thrones da política americana




O jogo das monarquias presidenciais
As casas monárquicas Bush e Clinton geram reações viscerais. Se Hillary ou Jeb for coroado candidato partidário, a eleição presidencial de 2016 será a oitava das últimas dez com a presença de um Bush ou de um Clinton na chapa republicana ou democrata. Constrangedor para a república americana, mas…
Vamos ser cerebrais. Edward Luce, no Financial Times, levanta um ponto persuasivo: Hillary é ex-primeira-dama e Jeb é filho e irmão de presidente, mas ambos são políticos e candidatos competentes. Mais: hoje em dia, são os mais qualificados. Merecem a indicação por mérito e não por mero direito adquirido. Para Luce, o duelo entre as monarquias Clinton e Bush será benéfico para a república americana.
Hillary, que nesta terça-feira está lançando mais um livro, Escolhas Difíceis, sobre sua atuação como secretária de Estado, enfrenta bem menos dificuldades para ser candidata democrata, caso formalize a entrada na competição, do que o ex-governador da Flórida Jeb Bush na arena republicana. Em 2016, pode aparecer um raio como Barack Obama, que em 2008 eletrocutou a ambição de Hillary, mas raio duas vezes seguidas?
Jeb Bush enfrenta mais intempéries. Existe uma aglomeração de presidenciáveis republicanos, como Rand Paul, Marco Rubio e Ted Cruz. Eles têm espaço, pois o Partido Republicano se deslocou muito para a direita desde a coroação de George W. Bush no ano 2000. A base quer distância da dinastia Bush, vista como moderada em termos ideológicos (quem diria) e gastadora em termos fiscais.
No entanto, o establishment republicano faz as contas e prefere um candidato menos afinado com a base radical. Faz o que pode para enquadrar o Tea Party nas primárias para a escolha de candidatos ao Congresso e governos estaduais nas eleições agora em novembro. O plebeu Chris Christie despontava como uma boa opção moderada para 2016 até cair do cavalo, ou melhor dizendo, da ponte, no escândalo sobre perseguição política no seu estado de Nova Jersey. O monárquico Jeb tem uma queda por imigrantes, até ilegais, é casado com uma mexicana e fala espanhol. É um currículo essencial para cortejar a minoria latina, além das reformas educacionais que implantou quando era governador.
Hillary e Jeb querem se apresentar como o futuro. A ex-primeira-dama se distancia de Barack Obama sem dar a impressão de que está apunhalando o presidente nas costas e Jeb faz o mesmo com o irmão mais velho. Algumas coisas, porém, estão na cara. A associação televisiva de Hillary pode ser feita não apenas com o seriado Game of Thrones, mas com Golden Girls. Ela terá 69 anos na próxima eleição. E Jeb não será um garotão aos 63.
No entanto, expressões como competência e experiência têm peso no caso de Hillary Clinton e Jeb Bush. Os americanos vão se curvar à monarquia meritocrática. Um deles vai terminar no palácio presidencial conhecido como Casa Branca.
***
Colher de chá para o Ronaldo por corrigir o Instituto Blinder & Blainder, que com mais um erro matemático preserva sua “reputação”. Texto foi corrigido. Bushes e Clintons estiveram em sete chapas presidenciais desde 1980. Logo se mais um concorrer em 2016 será a oitava em dez eleições.

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