domingo, 1 de junho de 2014

Do blog do Felipe Moura Brasil- CASO DG – Preso em Niterói, ex-chefe do tráfico do PPG teria informações sobre a morte do dançarino do Esquenta



Wellington delegado
Delegado Wellington Vieira chegou ao acusado através de denúncia anônima. Foto: Julio Silva
Veja abaixo (alô, imprensa!) a notícia de sexta-feira do jornal O Fluminense (com grifos meus para os leitores preguiçosos).
Volto em seguida:
Foragido escondido no Hospital Antônio Pedro em Niterói
Ex-gerente do tráfico no Rio prestava serviços para hospital, afirma delegado
Após receber denúncia anônima, o delegado Wellington Vieira, titular da Divisão de Homicídios (DH) de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, prendeu no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), Leandro Oliveira Resende, apontado pela polícia como ex-chefe do tráfico de drogas dos Morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo [vulgo PPG], em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, antes da instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital. O acusado, que trabalhava no hospital como prestador de serviço contratado por uma empresa terceirizada, não resistiu à prisão.
De acordo com o delegado, contra Leandro existiam três mandados de prisão, sendo dois por roubo e um por tráfico de drogas. O nome de Leandro aparece em 10 inquéritos policiais de delegacias da Zona Sul do Rio. 
Segundo as investigações, Azul, como era conhecido, teria informações sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 26 anos, o DG, do programa Esquenta, da Rede Globo, morto em abril. O corpo do dançarino foi encontrado dentro de uma creche na comunidade do Morro Pavão-Pavãozinho. O crime foi atribuído a policiais militares.
O Serviço Disque-Denúncia oferecia R$ 2 mil de recompensa por informações que levassem ao acusado. 
Esconderijo – Ainda de acordo com o delegado, o Azul usava o nome falso de André Luiz Ferreira, além dos apelidos de Macaco e Preto. Ele teria migrado para Niterói após a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em dezembro de 2009, na comunidade onde controlaria o tráfico. 
“Na hora da prisão, ele alegou que não fazia mais parte do tráfico, que agora frequentava a igreja. Mas a polícia acredita que ele ainda trabalhava nos bastidores do crime, passando informações a comparsas. Ele também será interrogado por delegados do Rio, por causa de informações que teria sobre a morte do dançarino”, afirmou o delegado, sem mencionar que informações poderiam ser.
Segundo o Disque-Denúncia, o tráfico do morro Pavão-Pavãozinho lucrava antes da UPP, em média, R$ 3 milhões por mês, sendo R$ 1,4 milhão somente com a venda de crack. O morro do Pavão-Pavãozinho possuía a maior cracolândia da Zona Sul carioca. Ainda de acordo com o Disque-Denúncia, eram vendidos em média 40 quilos da droga por mês, o que gerava um faturamento de cerca de R$ 1,4 milhão.
O-dancarino-DG-ao-lado-de-Regina-Case-apresentadora-do-Esquenta--size-598Muito bem. O título da matéria é um. O título do meu post é outro. Chamo a atenção para o caso DG, sobre o qual escrevi uma porção de artigos (que seguem abaixo), repletos de informações em primeira mão, e do qual os repórteres da grande imprensa parecem ter se esquecido. Durante cerca de dez dias, o assunto recebeu enorme atenção dos jornais e da TV. Depois,puf! Sumiu, como o Compadre Washington naquela propaganda censurada pela Conar. Mas que fim levaram as investigações da polícia, assumidas pelo delegado Gilberto da Cruz Ribeiro? De quem afinal partiu o tiro: dos PMs ou dos traficantes? A reportagem do Fluminensefala que “o crime foi atribuído a policiais millitares”, mas atribuído por quem? Pelos traficantes e pela militância de esquerda, sem dúvida. Pelos fanáticos da desmilitarização e do fim da UPP, também. Pelos “especialistas” do Esquenta, talvez. E era possível que o tiro tivesse vindo da PM? Sim, era uma possibilidade. E era também precipitado culpar os policiais e cínico culpar a instituição inteira. Mas cadê a conclusão do caso? A prisão de Azul pode ser importante para desvendar esse mistério e cabe aos jornalistas ficar de olho. Há relatos públicos de que Azul, quando era o “frente” do morro, colocava DG para dançar em eventos na quadra do Cantagalo, antes de o dançarino virar mototáxi com a chegada da UPP. Decerto, o traficante o conhecia. Se tem informações sobre sua morte, é outra história que ainda precisamos descobrir.
Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

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