terça-feira, 7 de janeiro de 2014

“Às vezes a morte faz nobre aos olhos do povo muitos homens que não valem um cuspe.” (Limão)

“A solidão quando se é imposta contribui para o conhecimento de si mesmo.” (Filosofeno)

“Tudo é válido quando usado para que eu vença, menos quando esse tudo é usado contra mim.” (Filosofeno)

“Muitos homens melhor servem ao seu país quando se tornam adubo.” (Mim)

“Não adianta viver cem anos e só fazer merda.” (Pócrates)

“A preguiça é a mãe do crime e a vadiagem é a tia.” (Mim)

“Não tenho tesouros, mas sou dono do meu tempo.” (Mim)

“Não queiram me converter. Sou um pecador crônico.” (Climério)

Se Deus é por mim, quem será contra? Olha, a lista é grande. (Climério)

RODRIGO CONSTANTINO- Fiquei “nervosinho” com o otimismo de Clóvis Rossi hoje

Estou acostumado a chafurdar na lama. É preciso conhecer de perto o inimigo, aquele que defende atrocidades que jogam contra a liberdade e o progresso. Por isso leio os artigos de gente como Vladimir Safatle, Verissimo e Clóvis Rossi. É preciso conhecer as falácias que a esquerda produz, para poder refutá-las em seguida.
Ao longo dos anos, desenvolvi uma casca grossa impermeável, que me protege da sujeira que sai do teclado desses autores. Já pego o jornal esperando lixo puro. Nem preciso mais de um Engov ou um Plasil antes. Minto. Às vezes preciso. Mas como não sei a priori o grau de absurdo que vou encontrar, só me dou conta depois, quando o estômago já embrulhou e a ânsia de vômito é quase inevitável.
Foi o que aconteceu ao ler a coluna de Clóvis Rossi na Folha hoje. Faz Verissimo parecer um amador. É tanto absurdo que dá até preguiça de rebater. Mas são os ossos do ofício. Alguém tem que meter a mão na massa podre e expor a podridão, não é mesmo? Então vamos lá (ele em vermelho, eu em azul):
Um país em que há pleno emprego e crescimento da renda não pode ser campeão de pessimismo nem pode ficar em 32º lugar, entre 45, no campeonato mundial de pessimismo. É grotesco.
Em primeiro lugar, é preciso explicar melhor que pleno emprego é esse, quando dezenas de milhões de pessoas dependem de esmolas estatais para viver. Conforme já abordei aqui, precisamos analisar melhor qual o efeito do Bolsa Família na taxa de desemprego.
Além disso, o crescimento de renda é pífio, medíocre na melhor das hipóteses, e sem elo com ganhos de produtividade, o que o tornaria sustentável. Grotesco, portanto, é destilar esse otimismo boboca e irrealista, por motivos que me escapam.
Grotesca igualmente é uma das aparentes razões para o surto de pessimismo que vem grassando desde meados do ano passado. Seria a diminuição do superavit primário, ou seja, do que sobra de dinheiro nos cofres públicos depois de descontadas as despesas e tem servido exclusivamente para o pagamento dos juros da dívida. Foi por isso que o ministro Guido Mantega apressou-se a divulgar os dados de 2013, para acalmar os “nervosinhos”.
Essa insistência em tratar o superávit primário como uma economia para o pagamento dos juros é comum na imprensa, mas irritante pela ignorância. Dinheiro não tem carimbo! Expliquei em pormenores a relevância do superávit fiscal aqui. Clóvis Rossi deveria entender isso:
Quando a responsabilidade fiscal do governo é abandonada, e ele começa a sacrificar o superávit primário e aumentar o déficit nominal, sua necessidade de financiamento fica crescente. A carga tributária já é muito alta, a dívida também. Parece natural que a saída será por emissão de moeda, produzindo mais inflação. Que, não custa lembrar, já está em patamares bem elevados por aqui, muito acima da média dos nossos pares.
Preservar a responsabilidade fiscal é imperativo categórico para resguardar a mais importante conquista das últimas décadas no país, que foi o controle inflacionário. Esse é o melhor programa social que existe, pois ajuda acima de tudo os mais pobres, sem precisar de esmolas estatais que criam dependência do estado.
Quem deveria ficar nervoso, mas muito nervoso, não apenas “nervosinho”, é exatamente quem está contente com o governo.
Basta fazer a comparação: os portadores de títulos da dívida pública (serão quantos? Um milhão de famílias? Cinco milhões no máximo?) receberam do governo, no ano passado, R$ 75 bilhões. É exatamente quatro vezes mais do que os R$ 18,5 bilhões pagos às 14 milhões de famílias (ou 50 milhões de pessoas) que recebem o Bolsa Família.
Esses socialistas! Será que Rossi não sabe que milhões de pessoas conseguem poupar alguma coisa após muito esforço, e que tal poupança possui lastro nos títulos públicos? Será que não sabe da extrema importância da poupança para a economia? Será que não entende que o serviço da dívida nada mais é do que o custo do estoque de dívidas do próprio governo?
Mas vejam que coisa: o autor preferia que os poupadores não ganhassem dinheiro, e sim aqueles que vivem de esmolas estatais! Para ele, como para todo socialista, tudo que é preciso fazer é distribuir os recursos existentes. Claro que ninguém mais pouparia nada, e todos pediriam esmolas do governo. Em pouco tempo, a sociedade estaria completamente falida.
A cada um de acordo com suas necessidades, de cada um de acordo com suas capacidades. O socialismo dura até durar o dinheiro dos outros. Com o tempo, ninguém mais pode nada, e todos necessitam de tudo. Tem que ser muito ignorante em economia ou invejoso para atacar a poupança, locomotiva do progresso capitalista!
Mas quem a tem são os rentistas que ficam reclamando da redução do que recebem, como se houvesse de fato a mais remota hipótese de que o governo deixe de honrar sua dívida. Fazem um baita ruído com os truques contábeis que permitiram o superavit, mas não dizem que, com truque ou sem truque, a dívida líquida diminuiu este ano, de 35,16% do PIB em janeiro para 33,9% em novembro, última medição disponível.
Rentista. O termo já denuncia o socialista. O juro nada mais é do que o retorno de um capital poupado. Se é alto, isso tem a ver com fatores econômicos. A presidente Dilma achou que era possível reduzi-lo na marra, e deu no que deu: voltou a aumentar a taxa de juros, justamente porque não atacou os problemas estruturais. 
No mais, a taxa Selic, perto de 10%, rende menos ainda em termos nominais para os poupadores, pois há taxa de administração dos fundos e depois os pesados impostos. Líquido para o investidor, ficam menos de 8% ao ano. A inflação real está perto de 7%, desconsiderando os malabarismos do governo. Será que uma taxa real de 1% ao ano é algo absurdo, que justifica o uso do termo rentista, ou quase agiota? Piada de mau gosto.
A dívida líquida não é mais o foco dos investidores e analistas há anos! Clóvis Rossi, para um membro do Conselho Editorial da Folha, está bem desatualizado. O truque do governo é justamente aumentar a dívida bruta, que cresce sem parar, transferindo recursos para o BNDES para não aumentar a dívida líquida. Ninguém mais cai nessa malandragem. Ou quase ninguém, como podemos ver.
Ou, posto de outra forma: o governo, supostamente irresponsável, gasta menos do que arrecada e ainda pinga 1,3% de tudo o que o país produz de bens e serviços na conta dos mais ricos e apenas 0,4% na dos pobres entre os pobres. E os ricos ainda choram.
Supostamente irresponsável? Gasta menos do que arrecada? Em que país vive Rossi? O governo só expande seus gastos, tem déficit nominal, a dívida aumenta a cada ano, e o jornalista tem a cara de pau de escrever isso no maior jornal do país? Um petista talvez não tivesse a mesma cara de pau! Talvez fosse mais dissimulado que o jornalista. 
Choram não os ricos, mas aqueles mais esclarecidos, que não agüentam mais tanta mentira e incompetência. E ficam “nervosinhos” todos aqueles que não suportam esse otimismo infundado, ufanista, falso, que mais parece propaganda oficial de governo.

RODRIGO CONSTANTINO- Cota para cinema nacional: um filme duro de se ver!

Com o intuito de fortalecer a indústria brasileira de cinema, neste mês passou a vigorar as determinações publicadas no Diário Oficial da União no fim do ano passado.
Entre as novas regras está o aumento de títulos nacionais e do número de dias de exibição obrigatória. O decreto traz mudanças estabelecidas nos últimos sete anos.
Em 2013, cinemas do País com mais de oito salas tinham a incumbência de exibir filmes nacionais durante 56 dias no ano. Em 2014 serão 60 dias. As novas regras também abrangem a diversidade de títulos. Complexos com mais de cinco salas deverão exibir, ao menos, oito filmes brasileiros diferentes.
A Cota de Tela está prevista no artigo 55 para assegurar a valorização do mercado de cinema nacional e ampliar o acesso do público.
Com apenas uma canetada, o governo assina mais um decreto que limita a liberdade de escolha individual, assim como garante o clientelismo e a ineficiência dos produtos nacionais. A conhecida “cota de tela” é nada mais do que uma reserva de mercado, assim como tivemos a Lei da Informática, que tentava “proteger” os produtores nacionais, enquanto o único resultado concreto obtido foi o enorme atraso em tecnologia no país.
O cinema nacional tem tido um ganho de mercado expressivo, graças ao alinhamento maior entre produtores e consumidores. A qualidade da filmagem melhorou, os temas ficaram mais interessantes e passaram a agradar mais o público. Vários filmes brasileiros fizeram sucesso nos últimos anos, sem precisar de cotas.
Ainda estamos longe de poder competir com os filmes milionários de Hollywood. Todavia, os meios que o governo utiliza para tentar reduzir esta diferença são mais do que ineficazes: são prejudiciais. Sem falar que representam uma total imposição por parte dos burocratas “ungidos”, no estilo cubano.
O que garante a qualidade dos produtos é o foco no consumidor. A beleza do modelo capitalista é que o verdadeiro patrão é o consumidor final, com poderes para decretar a falência de uma empresa, bastando, para isso, condenar seu produto. São milhões de pessoas interagindo, cada um com suas preferências individuais, e que vença o melhor produto. “São os consumidores e não os empresários que determinam o que deve ser produzido”, disse Mises.
A competição é que força o aprimoramento do processo produtivo, a melhoria da qualidade dos produtos, a satisfação cada vez maior de quem manda de verdade: o consumidor. Em países mais próximos do capitalismo, abundam opções para o público, com produtos para todos os gostos e bolsos. Já nos países com maior intervenção estatal, socialistas, abundam prateleiras vazias, filas gigantes e produtos de péssima qualidade enfiados goela abaixo do povo.
Uma reserva de mercado, embalada com o nobre argumento de proteção da indústria nacional, é a antítese do livre mercado. Condena o consumidor ao monopólio da oferta, definida por burocratas. Não é preciso muita inteligência para imaginar quem ganha de verdade com isso. Todos os “amigos do rei” enriquecem, formando uma oligarquia poderosa.
A meritocracia desaparece, e em vez de vencer o melhor produto, vence quem mais dá propina para os burocratas do estado, ou faz propaganda indireta para o governo. E é claro, a qualidade do produto fica totalmente esquecida, pois não é ela que garante o retorno do investimento. Lembram dos tempos da Embrafilme? Há quem queira resgatá-la indiretamente…
Só existe um método correto de estimular a indústria de cinema nacional. É reduzir ao máximo a interferência do estado, reduzindo impostos e permitindo a criação de um mercado de financiamento privado, com total foco nas preferências do público. Os esquerdistas da elite detestam essa ideia, pois gostariam, na verdade, de ditar os gostos alheios, escolher arbitrariamente o que o povo deveria ver nas telas. Algo como “Lula, o Filho do Brasil”, ou alguma porcaria do tipo.
Ficam desesperados com o fato de o cinema americano, e não o francês, ser o mais visto no mundo. Não conseguem compreender que é justamente o foco no consumidor que garante o sucesso relativo dos americanos. Gosto não se discute. Mas para essa elite intelectual de esquerda, isso significa não a aceitação do gosto particular de cada um, mas a imposição do seu gosto aos demais. E ai de quem discordar!
Não bastasse essa ditadura de preferências, sabemos que o cinema nacional é bancado praticamente na sua totalidade com dinheiro estatal. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras são os grandes financiadores dos projetos nacionais, além da dependência dos incentivos fiscais que o governo deve aprovar.
Ora, qualquer um sabe que o cão não morde a mão que o alimenta. Como esperar um cinema livre de verdade, focando nas preferências do povo e respeitando as leis de mercado? Os filmes nacionais acabam com temas limitados pelas ideologias dos burocratas, donos do carimbo e do dinheiro, e usados muitas vezes como instrumentos de doutrinação ideológica, como ocorre nos países socialistas.
É uma pena, já que a qualidade dos profissionais do ramo, assim como a criatividade do povo brasileiro, é indubitavelmente elevada. O Brasil tinha tudo para desenvolver uma grande indústria cinematográfica, com filmes criativos, abrangendo diversos temas e conquistando o mundo. Mas, enquanto as regras e gostos forem impostos por poucos homens do governo, essa oportunidade fica drasticamente reduzida.
Chega de cotas! Chega de protecionismo! Chega de intervenção estatal! Deixemos o mercado, i.e., o consumidor decidir o que ele quer ver nas telas do cinema!

DORA KRAMER-Psicologia de guerra

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
O uso da expressão "guerra psicológica" pela presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento de fim de ano para explicar a razão pela qual a condução do governo vem sendo alvo de tanta crítica e desconfiança remeteu os analistas aos tempos da ditadura. Não deixa de ser uma simplificação.
De um modo geral o tom da celeuma foi de surpresa e estranheza com o fato de a presidente ter adotado a filosofia em voga durante o regime militar que a prendeu e torturou: críticas são produtos da má-fé de adversários; conspiradores que procuram criar artificialmente um ambiente desfavorável com o objetivo preciso de desestabilizar o governo.
A estranheza justifica-se, embora até certo ponto. A surpresa não tem razão de ser, uma vez que não é novidade a dinâmica do atrito permanente adotada desde o início do primeiro mandato de Luiz Inácio da Silva, cuja essência se expressava em três palavras muito caras ao então presidente: "Nós contra eles".
Por si, uma definição perfeita do conceito do inimigo interno, presente não apenas em ditaduras, mas em quaisquer grupos de comando com traço autoritário. Mesmo os eleitos dentro das legítimas regras da democracia.
Por esse raciocínio, os bons brasileiros são aqueles que concordam. Quem discorda está fora, não é patriota. Isso vindo de um partido que fez a vida sendo do contra recende a ideologia de resultados.
O PT tem a psicologia da guerra, traz o gene da disputa no sangue, é competente no ataque, usa da corda estendida ao máximo, mantém a tensão e se posiciona como vítima em todas as situações, ainda que os inimigos - sempre apresentados como sujeitos ocultos - sejam na verdade seus sustentáculos.
São 11 anos de poder durante a maior parte dos quais os altos escalões (quando interessa também conhecidos por "as elites") empresariais, culturais, políticos e sociais estiveram submissos aos ditames petistas.
A maioria movida por interesses objetivos, alguns imbuídos da convicção convencidos de que a classe operária levaria o Brasil ao paraíso, outros constrangidos pelo receio das patrulhas sempre prontas a apontar preconceito onde há apenas o saudável e necessário exercício do contraditório.
Mais forte que a referência à "guerra psicológica" que a tantos impressionou foi o discurso feito pela presidente em 14 de junho de 2013 na favela da Rocinha (Rio) apontando a existência de "estardalhaço e terrorismo informativo" na veiculação de notícias e análises sobre a situação econômica do País. Na véspera, havia comparado os críticos ao Velho do Restelo, arauto do pessimismo em Os Lusíadas.
Um dia antes, Dilma chamara de "vendedores do caos" os que apontavam problemas relativos à inflação, às perdas da Petrobrás, ao aumento dos gastos públicos, ao crescimento pífio, à maquiagem de dados oficiais, à relação animosa com o empresariado, ao intervencionismo, aos privilégios setoriais, ao incentivo ao consumo em detrimento dos investimentos, à deficiência de gestão.
Já haviam ocorrido as primeiras manifestações contra o custo do transporte público em várias capitais, mas o Palácio do Planalto ainda estava indiferente aos protestos. Na semana seguinte, teve a dimensão da revolta contra a ineficácia dos serviços públicos e deixou de lado a retórica da guerra para adotar o discurso da conciliação.
Já não havia alarmistas em cena, mas "vozes das ruas" que precisavam "ser ouvidas" e, de imediato, abastecidas com promessas de pactos genéricos e propostas inexequíveis como o plebiscito para convocação de uma Constituinte para fazer a reforma política.
Eleição batendo à porta, se impõe de novo a lógica da batalha pela via da mistificação.

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