quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

“Perder eu sei. Não sei é ganhar.” (Pafúncio)

“Nunca pedi para ficarem de joelhos. Que tontos!” (Deus)

“Pedro, quem é esta Eva que há séculos nos pede calcinhas?” (Deus)

“Minha cabeça é ótima. O que me atrapalha são os chifres.” (Climério)

“Tive um primo que morou por cinco anos num zoológico. Contou-me que o mais difícil foi se acostumar com a falta de educação dos humanos.” (Leão Bob)

“A coisa está mesmo feia. Estão falsificando até pai e mãe.” (Limão)

“Acredito em Deus, na cegonha, na sabedoria da Dilma e no comedimento de Lula.”(Mim)

REVOLUÇÃO IGNORADA

Celso Ming - O Estado de S.Paulo
Um dos maiores acontecimentos da economia global em 2013, com graves consequências para o Brasil e enorme impacto estratégico, foi praticamente ignorado pelo governo Dilma. Trata-se da revolução energética que, em apenas seis anos, deverá tornar os Estados Unidos não apenas autossuficientes em petróleo e gás, mas fortes exportadores em potencial.
O assunto não chega a ser novidade, mas é preocupante que não esteja sendo levado em conta pelo governo Dilma em suas formulações de política econômica. Quando se referiram à economia mundial, os dirigentes brasileiros têm olhos voltados para a crise europeia, para a persistência de altos riscos no mercado financeiro global e para os problemas que poderiam ser produzidos pelo desmonte da política monetária altamente expansionista dos Estados Unidos. Mas tendem a ver a revolução energética nos Estados Unidos somente como aposta de alguns, ainda sujeita a confirmações. Quando acordarem, pode ser tarde.
E, no entanto, como consta no relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgado no dia 23 de dezembro, a produção de petróleo e gás subirá nada menos que 800 mil barris diários a cada ano até 2016, quando atingirá 9,6 bilhões de barris diários. Será, então, batido o recorde de 1970.
Há poucos anos, os Estados Unidos importavam 50% do petróleo que consumiam. Esse número já caiu para 37% e, em 2016, o país deverá trazer de fora apenas 25%. Em 2020, aponta a Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês), os Estados Unidos serão autossuficientes.
A revolução energética está sendo obtida graças ao emprego de nova tecnologia de exploração das reservas de xisto, que são rochas fortemente impregnadas de petróleo e gás. Essa tecnologia consiste em um bombardeio a alta pressão das camadas de xisto por uma mistura de água, areia e produtos químicos, que liberta o óleo e o gás aprisionados na rocha.
Os impactos econômicos serão impressionantes. O relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos prevê que o preço médio do barril (159 litros) de petróleo, que esteve em US$ 112 em 2012, baixará para US$ 92 em 2017, queda de 17,9%.
Os baixos preços do gás, que começam a ser negociados a US$ 4 por milhão de BTU (ante os US$ 14 a US$ 16 por milhão de BTU vigentes aqui e na Europa), deverão atrair novos projetos de indústria, não apenas na petroquímica, mas também nos setores eletrointensivos, como química básica, cimento, vidro, cerâmica e metalurgia eletrolítica.
Do ponto de vista da indústria brasileira, que já está alijada dos grandes centros de suprimento global, se for confirmada, essa revolução não implica apenas perda de competitividade em relação à indústria americana. Implica, também, risco de migração da indústria brasileira para lá ou desistência de projetos no Brasil.
Do ponto de vista estratégico, a independência energética dos Estados Unidos forçará mudanças importantes na política voltada para o Oriente Médio, grande centro exportador de petróleo. O atual equilíbrio de forças na região parece ameaçado. O impacto sobre a Venezuela, maior exportador da América Latina, também poderá ser dramático. Hoje, a economia está altamente dependente do faturamento com petróleo, cujos preços cairão em três anos.
O governo do México, outro grande exportador, entendeu o que está em jogo e tratou de criar as bases de sua própria revolução do petróleo. Acabou com o monopólio estatal exercido pela Pemex e também vai tratando de explorar suas reservas de xisto.
Enquanto isso, o governo brasileiro segue excessivamente confiante com as descobertas de petróleo no pré-sal e seus dirigentes preferem desconversar a respeito das consequências sobre a economia brasileira. Alegam que os problemas ambientais causados pela tecnologia do craqueamento hidráulico do xisto acabarão por desencorajá-la. Provavelmente não serão, porque a tecnologia do craqueamento hidráulico está sendo aperfeiçoada. Pode ser mais uma grave omissão do governo Dilma.

NÃO É COMIGO

À espera de doações
À espera de doações
O pedido de socorro financeiro por parte da família de José Genoino não sensibilizou parte da bancada petista da Câmara. Marco Maia, por exemplo, não pretende coçar o bolso para ajudar o colega a pagar a dívida de 468 000 reais imposta pelo STF.
Para Maia, essa conta é do PT:
- Não pretendo doar, mas vou falar com o partido, sugerir que o PT e seus filiados arquem com esse valor.
Maia, pelo visto, não se considera mais filiado à sigla que o elegeu.
Outro correligionário de Genoino, o deputado Dr. Rosinha (PR), um dos mais fervorosos defensores dos mensaleiros, ainda não sabe se mexerá em suas economias. A coisa não está fácil para ninguém, como explica o parlamentar paranaense:
- Ainda não decidi se vou contribuir. Preciso verificar se tenho condições financeiras, porque, por questões políticas, eu não teria problema algum em doar.
Dr. Rosinha deve ser uma das vítimas da política econômica do governo Dilma Rousseff. Quatro anos atrás, o parlamentar petista declarou bens de 258 000 reais à Justiça eleitoral, além de 32 000 reais distribuídos entre contas correntes, poupança e investimentos.
Cândido Vaccarezza, por sua vez, não quer saber de miséria e afirma que chegará junto na vaquinha. Com quanto?
Vaccarezza não revela, mas dá a ordem de grandeza de sua generosidade:
- Certamente, vou doar mais de 1 000 reais, mas não posso dizer o valor exato. Vai que acabo dando um pouco menos…
Por Lauro Jardim

Inflação na Argentina passa de 25%. Se cuida, Brasil!

Deu no GLOBOInflação na Argentina passa de 25%, segundo sindicatos
Em dezembro passado, a inflação argentina foi a mais alta de 2013, alcançando 3,16%, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Central Geral de Trabalhadores (CGT), entidade opositora ao governo, comandada pelo líder do sindicato dos caminhoneiros, Hugo Moyano, ex-aliado do governo Kirchner. Segundo o Observatório de Dados Econômicos e Sociais da CGT de Moyano (que convive com uma CGT oficialista), o país fechou o ano com inflação de 25,03%, a mais alta desde 2003, quando os Kirchner chegaram ao poder.
Nos próximos dias, deverá ser publicado o Índice de Preços do Congresso (IPC) anual, calculado com base em projeções de consultorias privadas, que, entre novembro de 2012 e o mesmo mês do ano passado, estimaram uma inflação de 26,9%. Com variações, as medições extraoficiais de preços confirmam que este ano a inflação será, como em 2013, uma das principais pedras no sapato da economia argentina.
Já o Indec, o IBGE de lá, que não goza de mais nenhuma credibilidade, vai mostrar uma inflação próxima de 10% no ano, uma piada de mau gosto. Encontra-se gente que ainda acredita em Papai Noel em Buenos Aires, mas não quem acredite nos dados estatísticos oficiais.
Para esse ano, muitos esperam uma inflação perto de 35%. A Argentina caminha rapidamente na direção da Venezuela, que fechou 2013 com quase 60% de inflação! Não existe imposto mais nefasto para os pobres do que a inflação. Ela rasga o tecido social e gera o caos, não apenas econômico. A Alemanha dos tempos de hiperinflação sabe bem disso, quando Hitler chegou ao poder.
A Venezuela já é recordista mundial em homicídios. O país está comovido, em choque, porque uma ex-miss Venezuela foi morta durante um assalto. O “presidente” Maduro falou da violência como um “mal social”, mas finge que as medidas chavistas bolivarianas que mantém não têm elo algum com a situação caótica.
É o socialismo do século 21 destruindo os países latino-americanos, assim como o socialismo do século 20 fez. O Brasil ainda não está no mesmo patamar de desgraça. Nossa inflação, por exemplo, tem se mantido perto de 6% ao ano – com vários preços administrados pelo governo congelados, é verdade.
Mas a coisa, por enquanto, não saiu do controle. Ainda é possível reverter o quadro e impedir o pior. Só não creio ser possível fazer isso com essa equipe que aí está, e com essa chefe de equipe, que é quem dá as cartas e toma as decisões econômicas. Se cuida, Brasil!
Rodrigo Constantino

Os decapitados de Roseana também são os decapitados do PT. Ou: Ainda o silêncio vergonhoso de Maria do Rosário, José Eduardo Cardozo e… Dilma

Os decapitados da governadora Roseana Sarney também são os decapitados do PT, o que explica o silêncio vergonhoso de Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, e José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, a quem está subordinado o sistema penitenciário nacional.
Pouco destaque se dá ao fato, mas o PT elegeu o vice-governador na chapa encabeçada por Roseana. A composição foi uma imposição de Luiz Inácio Apedeuta da Silva. O petista Washington Luiz era o vice-governador até novembro do ano passado. Renunciou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Deu-se bem: arrumou um emprego permanente até os 70 anos….
No Maranhão das decapitações, o PT é poder, o que explica o silêncio dos companheiros, inclusive da companheira Dilma Rousseff. Por muito menos, essa gente já falou pelos cotovelos. Lembremo-nos da gritaria quando se deu a tal desocupação do Pinheirinho, em São Paulo. A Polícia Militar cumpria uma decisão judicial. Os extremistas de esquerda infiltrados entre os moradores incitaram o confronto com a polícia. Um assessor do ministro Gilberto Carvalho estava na turma.
Maria do Rosário falou.
José Eduardo Cardozo falou.
Gilberto Carvalho falou.
Dilma falou — achou a desocupação uma “barbárie”.
Felizmente, ao contrário do que alardearam petistas e afins, não morreu ninguém na operação. Denúncias de maus-tratos e espancamentos vieram a se provar falsas. Em Pedrinhas, no entanto, é tudo verdade. Os petistas não disseram um “a”. Dilma não deve achar aquilo… barbárie!
O governo do Maranhão comentou, sim, o vídeo que exibe as decapitações. Por incrível que pareça, numa nota que espanca o bom senso e a língua, preferiu criticar a divulgação das imagens. Numa nota, disparou o seguinte:“Divulgar esse tipo de gravação é repudiante, pois só corrobora com uma ação no mínimo criminosa, com apelo sensacionalista e que fere todos os preceitos dos direitos humanos e as leis de proteção ao cidadão e à família [dos detentos mortos], que se vê novamente diante de uma exposição brutal”.
Repudiante? O valente que redigiu esse troço pode ter querido dizer “repugnante”.
O Maranhão desafia a lógica e o bom senso. Há estiagens, sim, no estado — neste ano 81 municípios sofrem com a falta de chuvas. Mas não há a seca propriamente. Não obstante, como demonstrou reportagem da VEJA.com, está em penúltimo lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano. Só ganha de Alagoas. E tem, atenção!, a menor renda per capita do país: apenas R$ 348 reais. Só 4,5% dos 217 municípios do estado contam com rede de esgoto. Segundo o IBGE, 20,8% dos maranhenses são analfabetos.
Por que evocar esses dados num texto que trata da decapitação de detentos? Porque tanto esse show de horrores como os dados sociais do estado remetem a uma mesma questão: a verdadeira tragédia do Maranhão não está na geografia; a verdadeira tragédia do Maranhão não está no clima; a verdadeira tragédia do Maranhão não está na natureza. O mal do Maranhão muda de prenome, mas não muda de sobrenome. Chama-se Sarney.
O homem está no poder, no estado, pessoalmente ou por intermédio de prepostos, desde 1966. Só a ditadura dos Irmãos Castro, em Cuba, é mais longeva, Sarney também construiu a sua ilha de atraso. Nestes 48 anos em que o estado está sob a gestão da família, sucessivos governos se encarregaram de transformar a vida da população numa rotina de pobreza e desesperança.
Mas vocês não precisam acreditar em mim. Acreditem na voz do patriarca. Em dezembro, ele concedeu uma entrevista à Rádio Mirante, que pertence à sua família. Em um ano, 59 detentos já haviam sido assassinados. O homem disse esta preciosidade: “Aqui no Maranhão, nós conseguimos que a violência não saísse dos presídios para a rua”.
Graaande pensador! Como se nota, ele conseguia ver algo de positivo naquelas ocorrências trágicas. Os detentos devem ter ouvido a sua ladainha macabra e ordenaram aos “companheiros” que estavam nas ruas que botassem o terror na população. A menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos, morreu às 6h45 de segunda-feira no Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos, em São Luís. Ela teve 95% do corpo queimado em um ataque a um ônibus ocorrido no dia 3. A ordem para atacar os ônibus saiu… dos presídios para as ruas.
Não creio que Dilma tenha telefonado para a mãe de Ana Clara.
Não creio que Maria do Rosário tenha telefonado para a mãe de Ana Clara.
Não creio que José Eduardo Cardozo tenha telefonado para a mãe de Ana Clara.
Não creio que Gilberto Carvalho tenha telefonado para a mãe de Ana Clara.
Os petistas só são defensores fanáticos dos direitos humanos no quintal dos adversários.
Por Reinaldo Azevedo

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

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