terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Rodrigo Constantino- Da inferioridade dos boçais. Ou: Cultura não é raça e comportamento não é genética!

O Brasil cansa. Há muito analfabetismo funcional e muita, mas muita má-fé de alguns. Meuprimeiro texto sobre os tais “rolezinhos” colocou a esquerda em polvorosa. Justiça seja feita, até alguns “liberais” ficaram horrorizados. O motivo? Esse trecho:
Não toleram as “patricinhas” e os “mauricinhos”, a riqueza alheia, a civilização mais educada. Não aceitam conviver com as diferenças, tolerar que há locais mais refinados que demandam comportamento mais discreto, ao contrário de um baile funk. São bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade, e morrem de inveja da civilização.
Alguns querem que eu seja processado. Outros, que eu vá preso. Um chegou a me ameaçar de morte. E vários apelaram para o argumentum ad hitlerum, conhecido nas redes sociais: faltam argumentos? Diga que o sujeito é nazista e parece um Hitler.
Hitler, o nacional-socialista? O mesmo que detestava o liberalismo e o capitalismo? Esse Hitler? Aquele que achava que os arianos eram superiores geneticamente? Como eu disse, cansa. Mas é preciso colocar os pontos nos “is”, para efeito pedagógico.
Quando se fala em cultura superior, isso não tem nada a ver com nazismo, que defendia uma superioridade racial, ou seja, genética. Culturas evoluem, mudam, avançam, regridem. Tem ligação com os costumes, os hábitos, as normas, o estoque de conhecimento, as crenças de um povo.
Acusar de “etnocentrismo” quem apenas reconhece que há culturas que evoluíram mais é artimanha de relativista cultural. Então a cultura ocidental não garante mais liberdade e direitos para as minorias, para mulheres e gays, por exemplo? E isso não é um avanço em relação ao Irã? O que Hitler tem a ver com tal constatação?
Voltando ao trecho em destaque, que despertou a fúria dos boçais: eu não disse que todo funkeiro é um sujeito inferior. Precisam melhorar muito a interpretação de texto (malditas escolas públicas sucateadas pelos governos!). O que eu disse, veja bem, é que quem faz “rolezinho” achando que um shopping center é um baile funk demonstra inveja dos outros e um comportamento bárbaro, pouco civilizado, desrespeitoso. Entenderam a diferença?
O sujeito pode adorar baile funk, no local adequado para baile funk. E depois pode ir ao shopping com a família, fazer compras, passear, lanchar, ir ao cinema, sempre com um comportamento civilizado, pertinente. Esse não foi alvo de minha crítica em momento algum.
Sei que explico o óbvio para pessoas razoáveis, e peço desculpas por isso. Mas é que tem muita gente por aí que, ou não compreende o que lê, ou é tão cega ideologicamente falando que precisa agredir e ofender aquele que diz certas obviedades ululantes.
Portanto, repito: o comportamento de algumas pessoas denota clara barbárie, falta de apreço pela civilização, pelo respeito aos demais, às regras e normas da sociedade, aos preceitos básicos de uma boa educação, que não depende de renda. Ficou claro agora? Ou vão continuar tentando me intimidar como faria um típico nazista?

“Fui crente e não vivi. O ateísmo me salvou.” (Mim)

“Ateu não! Ateuzinho, pois eu sou é doce.” (Mim)

“Quem está em todos os lugares não está em lugar algum.” (Deus)

“Podem gritar, pois já nasci surdo.” (Deus)

“Pedro, confesso a você que não sei como tem gente que ainda acredita em mim.” (Deus)

“Quem está no corredor da morte pode comer de tudo. O que menos preocupa o ainda vivente é ter uma indigestão.” (Climério)

“Quero um amor que não seja só meu.” (Josefina Prestes)

“Gostaria de morrer de amor, não assim dependurado.” (Frango no frigorífico)

“Quando eu nasci a beleza estava com dor de dente.” (Assombração)

“Basta um sopro, a vela se apaga e adeus arrogância.” (Limão)

“Partidos políticos demais, boas idéias de menos.” (Limão)

EXCELENTE!


Gestão exemplar

dilma
Não foi só a Petrobras
Do dia 11 de setembro de 2012, quando Dilma Rousseff assinou a MP que impôs a renovação das concessões e a queda de tarifas de energia, até sexta-feira passada, o valor das ações ordinárias da Eletrobras caiu 53%.
Por Lauro Jardim

Rodrigo Constantino-A imagem do Brasil do PT


A imagem do Brasil do PT

Recebi e repasso. Vejam a imagem abaixo, e depois leiam o texto:
Fundo do poço
Essa imagem, que curiosamente foi postada por um esquerdista, mostra com exatidão como governa o PT.
O cidadão está no fundo do poço, mas o “intelectual” [ou o governante] não lhe dá a escada, o meio pelo qual ele possa galgar os degraus e subir, desde que faça algum esforço.
Ao contrário, o “homem humanitário” debruça na borda do buraco, estica um braço que nunca vai adiantar e faz cena de que quer ajudar [ou seja, esquerda caviar].
O “descamisado” do fundo do poço não sabe que existe uma escada, logo, imagina que aquele homem é bom e quer ajudá-lo, assim, aposta nele.
Os meios (escadas): Escola pública de qualidade, cursos técnicos, Transporte, Segurança, Infraestrutura, Economia forte [liberal], criação de empregos, etc.
Os jogos de cena: Bolsa família, Auxílio reclusão, maciça propaganda, Cotas raciais, etc.
Política do “Pão e Circo”; pão (bolsa isso, bolsa aquilo…) e circo (estádios glamorosos).
O país afunda, mas o poder está garantido.

O PMDB deixando o governo? Mera bravata!

O PMDB tem cinco ministérios, caso assim se considere também a Secretaria da Aviação Civil: contam-se ainda os de Minas e Energia, Agricultura, Previdência e Turismo. Reivindica agora o da Integração Nacional. Dilma não quer ceder. No partido, informa a Folha, há quem defenda a antecipação da convenção de junho para abril para emitir uma advertência a Dilma: “Ou cede, ou a gente cai fora do governo”.
Pois é… Quem acredita nisso? Nem os eventuais autores da proposta, não é? Qual a chance de o PMDB deixar os milhares de cargos que tem no governo, considerados todos os escalões, as estatais, autarquias, fundações etc.? Deixem-me ver… Muito inferior a zero.
Se Dilma ceder, será em razão de algum outro acordo. Em outras circunstâncias, o máximo que o PMDB faria seria retaliar o governo em votações no Congresso. Acontece que não há nenhuma pauta importante no Parlamento — nunca há em ano eleitoral.
Se o PMDB vai ou não levar outro agrado, não sei. Em razão da eventual ameaça de deixar o governo é que não será porque a presidente Dilma sabe que se trata de bravata.
Por Reinaldo Azevedo

‘Jango e o realismo fantástico’, um texto de Marco Antonio Villa

Publicado no Globo
MARCO ANTONIO VILLA
O Brasil é um país fantástico. Mais ainda, é um país do realismo fantástico, onde ficção se mistura com história e produz releituras ao sabor dos acontecimentos. A última tem como tema a morte do ex-presidente João Goulart, o Jango, na Argentina.
A Câmara dos Deputados fez uma investigação, ouviu dezenas de testemunhas e elaborou um longo relatório. Concluiu que não havia indícios de assassinato. Em entrevista a Geneton Moraes Neto, publicada no livro Dossiê Brasil: as histórias por trás da História recente do país, a senhora Maria Tereza Goulart descartou qualquer suspeita de assassinato do seu marido: “Eu estava ao lado de Jango o tempo todo, nos últimos dias. Jango morreu do coração. Tinha feito um regime violento e mal controlado. Chegou a perder 17 quilos em dois meses. E estava fumando muito. O médico já tinha dito que ele não poderia fumar.”
Jango era um cardiopata. E de longa data. No México, a 10 de abril de 1962, em visita oficial, assistindo a uma exibição do balé folclórico mexicano, no Teatro Belas Artes, o presidente teve um ataque cardíaco. Ficou desfalecido por um minuto. Atendido por médicos mexicanos, ficou impossibilitado de continuar a cumprir a agenda presidencial, sendo substituído por San Tiago Dantas. No retorno ao Brasil, o grande assunto era o estado de saúde de Jango e a possibilidade de que renunciasse à Presidência. Afinal, era o segundo ataque cardíaco em apenas oito meses. Dois meses depois, quando da recepção em palácio da seleção brasileira que partiria para a Copa do Mundo no Chile, Pelé manifestou preocupação com a saúde do presidente: “Presidente, como vão estas coronárias?” E Jango respondeu: “Estão boas, mas não tanto quanto as suas.”
Às vésperas do célebre comício da Central (13 de março de 1964), seu estado de saúde inspirava cuidados. Foi advertido que poderia ter sérias complicações com o coração. Jango desdenhou e manteve seu ritmo costumeiro de vida sedentária, alimentação inadequada, excesso no consumo de bebidas e vivendo em permanente estresse. No exílio uruguaio, também devido aos problemas com o coração, foi atendido pelo dr. Zerbini. Na França, onde esteve várias vezes, foi cuidar do coração e chegou a tentar uma consulta com o dr. Christian Barnard, na África do Sul, médico que dirigiu a equipe que fez o primeiro transplante de coração.
A transformação de Jango em um perigoso adversário do regime militar ─ tanto que o seu assassinato teria sido planejado pela Operação Condor ─ não passa de uma farsa. No exílio uruguaio, especialmente nos anos 1970, não tinha qualquer atuação política.
Tudo não passa de mais uma tentativa de mitificação, da hagiografia política sempre tão presente no Brasil. O figurino de democrata, reformista e comprometido com os deserdados foi novamente retirado do empoeirado armário. Agora pelos seus antigos adversários, os petistas. Mero oportunismo. É que a secretária dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, pretende ser candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul. E, como boa petista, não se importa de reescrever a história ao seu bel-prazer.
O cinquentenário dos acontecimentos de março/abril de 1964 é uma boa oportunidade para rever o governo Jango. O início dos anos 1960 esteve marcado pela agudização das mais variadas contradições. O esgotamento do ciclo econômico que alcançou seu auge na presidência JK era evidente. A grande migração tinha criado uma sociedade urbana e novas demandas que os governos não sabiam como atender. A tensão gerada pela Guerra Fria azedava qualquer conflito, por mais comezinho que fosse.
É nesta conjuntura que Jango tentou governar. E foi um desastre. Raciocinava sempre imaginando algum tipo de ação que significasse o abandono da política, do convencimento do adversário. Era tributário de uma tradição golpista, típica da política brasileira da época.
Nunca fez questão de esconder seu absoluto desinteresse pelas questões mais complexas da administração pública, distantes da politicagem do dia a dia. Celso Furtado, nas suas memórias (A fantasia desorganizada), relatou que entregou o Plano Trienal ─ que buscava planejar a economia nos anos 1963-1965 ─ ao presidente depois de exaustivas semanas de trabalho. Jango mal passou os olhos pela primeira página. Em entrevista à revista Playboy, em abril de 1999, Furtado foi direto: Jango “era um primitivo, um pobre de caráter”.
No polo ideológico oposto, o embaixador Roberto Campos, também nas suas memórias (A lanterna na popa), contou que escreveu um documento de 30 páginas relatando os contenciosos do Brasil com os Estados Unidos, em 1962, quando da visita do presidente a Washington. San Tiago Dantas, ministro das Relações Exteriores, pediu ao embaixador que reduzisse ao máximo a extensão do texto, pois com aquele volume de páginas o presidente não leria. Obediente, o embaixador sintetizou os problemas em cinco páginas, que foram consideradas excessivas. Diminuiu para três páginas. Mesmo assim, segundo Campos, Jango não leu o documento.
As reformas de base, palavra de ordem repetida à exaustão naqueles tempos, nunca foram apresentadas no seu conjunto. A definição ─ ainda que vaga ─ apareceu somente na mensagem presidencial encaminhada ao Congresso Nacional quando do início do ano legislativo, a 15 de março de 1964. E lembrar que foram apresentadas como soluções de curto prazo ─ mesmo sendo mudanças estruturais ─ durante três anos…
Deixou um país dividido, uma economia em estado caótico e com as instituições desmoralizadas. E abriu caminho para duas décadas de arbítrio.

RODRIGO CONSTANTINO- O império das leis e os esquerdistas invejosos

O caso da empresária achacada na alfândega por conta de roupas íntimas e duas bolsas de grife, relatado aqui, deu o que falar. O tema, pelo visto, é muito quente, pois foram 500 mil visualizações diretas do texto nesses dois dias. Os brasileiros não suportam mais trabalhar tanto, pagar tantos impostos, e ainda serem tratados como criminosos por fiscais arrogantes e muitas vezes desonestos.
Muita gente de esquerda, porém, veio comentar que lei é lei, e o limite de US$ 500 deve ser cumprido. Se for o caso, que seja alterado pelo processo democrático. Outros – e foram muitos, mas filtrei vários comentários ridículos – vieram destilar toda a sua inveja tupiniquim, condenando a moça por ter dinheiro, por comprar bolsas de marcas famosas no exterior, ser “patricinha”, e coisas do tipo. Baboseira socialista que nem merece resposta aqui.
Vou focar no primeiro grupo, pois há um ponto sim. Lei é lei, e devemos respeitá-las sempre que possível, ou seja, desde que o custo não seja proibitivo e a lei não seja claramente arbitrária e injusta. Podemos pensar em alguns casos. O primeiro, hipotético: o governo baixa uma lei que nos impede de respirar. Claro que vamos ter de ignorar tal lei para sobreviver. Exemplo absurdo, apenas para fazer o ponto.
O segundo, mais realista, seria o governo abusar de seu poder e resolver confiscar 90% do nosso dinheiro para fins “sociais”. Nesse caso, à exceção dos comunistas, sempre invejosos, todos os demais aceitariam que burlar a lei é questão de sobrevivência e justiça, pois a lei em si é que representa uma total injustiça.
Para o liberal, portanto, as leis devem ser respeitadas, se feitas em um devido processo democrático e respaldadas pelo básico do conceito de justiça e liberdade. De preferência, as leis injustas ou distorcidas devem ser combatidas também pelo processo democrático.
Em linhas gerais, o liberal estaria, então, de acordo com o argumento desses esquerdistas. O limite é lei, ainda que ridículo, e deve ser respeitado, mesmo sabendo-se que é um ultraje o governo impor tal limite com a desculpa esfarrapada de “proteger a indústria nacional”, encarecendo em até 3 vezes o preço que pagamos pelos mesmos produtos.
O que eu gostaria de perguntar a esses esquerdistas, que repentinamente adquiriram enorme apreço pelo conceito liberal de império das leis, é o seguinte: vale o mesmo para os camelôs? Os fiscais e a polícia sabem exatamente onde atuam. Por que não confiscam tudo? Vale para as empregadas domésticas sem carteira assinada? Vale para os flanelinhas?
O Brasil tem ainda uns 30% da mão de obra na informalidade, justamente porque o custo da legalidade é proibitivo. Esses esquerdistas vão ou não defender que os fiscais confisquem a renda e os produtos dessa gente toda que sonega impostos? Quero ver a esquerda caviar cobrando que a polícia faça uma batida nos camelôs e apreenda tudo que for ilegal, ou seja, tudo. Ou então intensificando a fiscalização na entrada de sacoleiros do Paraguai.
Pouco provável. E sabem por quê? Porque, no fundo, não é o império das leis que essa turma aplaude; é o achaque aos mais ricos! Ou seja, na prática, o primeiro grupo de críticos se junta ao segundo, só que sem o tom pejorativo que já trai os outros. Mas pensam igual. A “patricinha” deve se ferrar porque é rica, porque tem, porque pode pagar mais, porque é consumista, e o camelô ou o cambista devem ser deixados em paz, pois não são ricos.
E ainda querem nos enganar que ligam para o império das leis? Gente que pede tratamento especial para o mensaleiro José Genoino por conta de seu passado “louvável” de guerrilheiro comunista? Piada. São os mesmos que ficam revoltados quando um rico burla alguma lei urbanística em sua casa de praia, mas não se importam com as favelas ilegais. Ou que gritam de indignação quando um rico faz “gato” de luz, mas ficam em silêncio quando o “gatonet” circula livre pelas “comunidades”.
Só vou respeitar quem criticar viajantes que querem comprar seus produtos acima de US$ 500 e trazer por um terço do preço doméstico sem declarar, se criticarem também todos os outros brasileiros que vivem à margem das leis, tantas vezes absurdas e asfixiantes. A começar por moradias ilegais em favelas…

Valem quanto pesam

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Alguém está ouvindo ou vendo algum partido brigar pelo Ministério da Cultura, pela pasta de Assuntos Estratégicos, por um lugar ao sol no Desenvolvimento Agrário ou na Previdência e seus inúmeros problemas?
Não, os postos disputados nas negociações que a presidente Dilma Rousseff abre esta semana para formatar a dita reforma ministerial - que de reformuladora não tem nada - são os comandos da Integração Nacional, dos Transportes e do Ministério das Cidades. Já, já detalharemos os motivos.
Partindo da premissa de que estamos todos bem crescidos para saber que a discussão não envolve o aprimoramento das políticas públicas nem a melhoria do desempenho de cada um desses setores. O critério é só um: o que os partidos podem fazer pela reeleição da presidente e o que os ministérios podem dar em troca aos partidos.
Não está, contudo, muito clara para a maioria, e vale a pena esmiuçar, a motivação do toma lá dá cá. Quais as vantagens objetivas que rendem de parte a parte essas transações?
Por que para a presidente é tão importante acomodar partido x ou y na equipe? Para atraí-los a uma coalizão oficial e com isso assegurar maior tempo na propaganda de rádio e televisão; para impedir que esse tempo vá para a oposição; para com uma base ampla de apoio criar um clima político favorável.
Por que para os partidos é vantajoso ocupar um ministério mesmo durante poucos meses? Primeiro, depende do ministério. Os três citados acima como os mais disputados reúnem as condições ideais.
Eles têm dinheiro, instrumentos para liberação de recursos para prefeituras (excelentes cabos eleitorais para deputados que, por sua vez, se empenham para eleger governadores e presidente), obras a serem realizadas e contato com potenciais financiadores de campanha, principalmente empreiteiras.
Trata-se, em suma, de manuseio de interesses partidários com vista a incrementar as condições eleitorais de cada um, fundadas em dois pilares: dinheiro e visibilidade.
A presidente poderá optar por soluções "técnicas", nomeando os secretários executivos para o lugar dos ministros que serão candidatos? Em tese sim. O então presidente Lula fez isso em 2010.
Mas na época ele não era candidato, estava com a popularidade nas alturas e o PIB de quase 8% de crescimento ao ano. Dilma está em situação diferente, que a posiciona desfavoravelmente em relação aos partidos. Em português claro, terá de ceder. Ou se arriscar.
Andança. O novo líder do PSDB na Câmara Federal, Antonio Imbassahy, está se preparando para assumir o posto em fevereiro ciente de que os movimentos da bancada terão como referência a candidatura presidencial de Aécio Neves.
Imbassahy fez uma rodada pelo País a fim de conferir as possibilidades de aliança. A última semana passou no Rio de Janeiro para conversar com gente do grupo que sustenta o programa a ser apresentado pela área econômica.
Dos contatos políticos saiu com as seguintes impressões: a despeito da resistência do grupo de Marina Silva, haveria espaço em São Paulo para um acordo com PSB em torno da candidatura ao Senado; no Nordeste há jogo favorável na Bahia, no Ceará (ambos em parceria com o PMDB), no Piauí e no Maranhão em acerto com o candidato Flávio Dino, do PC do B.
No Estado dominado pelo clã Sarney os tucanos contam com a armadilha em que está preso o PT nacional. Diante do monumental desgaste da família, nem Lula nem Dilma poderão aparecer por lá sem risco de contágio. Como são cobrados por lealdade aos Sarney (em 2010 a candidata do PT teve 80% dos votos maranhenses), tampouco têm salvo-conduto para liberar o apoio dos petistas a Flávio Dino.

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