quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Janer Cristaldo-ASTRÓLOGO MORRE PELA BOCA

Aiatolavo perdeu qualquer senso de coerência que um dia pudesse ter tido. Escreveu hoje em sua página no FaceBook, na qual estou bloqueado. Recebi suas sandices através de um leitor. 

“Janer Cristaldo mente como um Ghiraldelli de saias fofocando num salão de beleza. Ele diz que foi censurado no Mídia Sem Máscara só pela inofensiva heresia de escrever que Jesus nascera em Nazaré, não em Belém. Pobre vítima inocente do meu autoritarismo inflexível, não é? Pois não foi nada disso. Ele foi EXPULSO do quadro de redatores daquele jornal eletrônico a pedido de organizações judaicas inconformadas com o conteúdo inconformadas com o conteúdo ostensivamente anti-semita dos seus artigos. Durante meses eu havia tolerado aqueles abusos, limitando-me a reclamar por escrito na própria página do MSM, mas, quando o jornal, graças aos artigos dele, foi parar numa lista de publicações denunciadas como anti-semitas por um site de Israel, tive de botar o sujeito para fora. Ele diz que saiu por vontade própria. Sim, deu uma violenta bundada no meu pé". 

Não vou contestar o Dostoievski campineiro. Prefiro que ele mesmo se conteste. Em janeiro de 2008, escrevia o astrólogo:

O sr. Janer Cristaldo jamais foi censurado no Mídia Sem Máscara. Foi expulso, a pedido de leitores judeus, por ser mais anti-semita do que poderia justificar mediante a exibição de um mero atestado de insanidade mental. 

Escrevia o astrólogo em 06 janeiro 2006:

Louvando a franqueza e o vigor da minha resposta ao artigo anti-semita de Janer Cristaldo, nossos amigos do De Olho na Mídia protestam que ela não foi suficiente; que, não removido o artigo da página nem excluído o articulista do nosso quadro de colaboradores, "a nódoa ficou". Têm razão: ficou mesmo. Não tentei apagá-la; apenas admitir sua existência e chamá-la pelo nome. O Mídia Sem Máscara não é puro e inatacável como a Folha, o Globo e tantos outros monumentos de santidade jornalística. Enquanto essas publicações jamais pecam, jamais têm culpas morais, no máximo deslizes técnicos cometidos com intenções insuperavelmente éticas e elevadas, nós aqui assumimos a plena responsabilidade moral do que publicamos, e não nos sentimos isentos de culpa pelo que Janer Cristaldo escreveu.

Ao contrário, assumimos essa culpa - não por concordarmos com uma só palavra do que ele disse, mas porque, quando um homem não sente vergonha do mal que comete, não resta alternativa aos seus colegas e amigos senão senti-la em lugar dele. Por isso não procurei limpar a nódoa, mas mostrá-la aos olhos de todos. Achei que isso seria suficiente para alertar o colunista e demovê-lo da sua loucura. Não fiz isso para puni-lo, mas para avisá-lo de que entrou por um caminho errado e deve sair dele o mais que depressa.



Por isso mesmo não o excluí do quadro de nossos articulistas. Expulsá-lo seria carimbá-lo para sempre com um rótulo que, a meu ver, ele só merece a título provisório. Não posso exterminar a reputação de um colaborador quando espero ganhá-lo de volta para as boas causas. No fundo, não acredito na seriedade do anti-cristianismo nem do anti-judaísmo de Janer Cristaldo.
 

E ainda há um monte de pamonhas que conferem credibilidade a este Paracelso contemporâneo.

*Acho Janer mais culto e inteligente que Olavo de Carvalho, além de não ser papista. 

Investidores irritados


wall street
Críticas à economia brasileira
O humor dos investidores de Wall Street com relação ao Brasil continua longe de ser dos melhores.
Em uma rodada de palestras e reuniões em Nova York, o cientista político Murillo de Aragão recolheu impressões muito negativas. Não gostaram da forma em que a meta do superávit primário foi conseguida – ou seja, com dificuldade e dependendo de receitas extraordinárias.
Temem ainda o rombo nas contas correntes e seus efeitos sobre o câmbio. E, ainda, olham com desconfiança a gestão da política monetária e o comportamento da inflação. Dizem que o controle das tarifas e do preço de combustível não é a melhor forma de conduzir a questão.
Por fim, esses investidores acreditam que já passou da hora de mudar o comando da equipe econômica que não passa confiança nem parece inspirado para enfrentar os desafios que vem por aí – algo fora de questão neste mandato, ressalte-se.
Os mais irritados chegam ao exagero de dizer que o Brasil começa a se parecer com a Argentina.
Por Lauro Jardim

“O conhecimento vive sem um diploma. O contrário constrange.” (Filosofeno)

“Não queiram me converter. Sou um pecador crônico.” (Climério)

META

“A meta de nossa existência é a morte; é este o nosso objetivo fatal. Se nos apavora, como poderemos dar um passo à frente sem tremer? O remédio do homem vulgar consiste em não pensar na morte. Mas quanta estupidez será necessária para tal cegueira? Por que não coloca o freio no rabo do asno, já que meteu na cabeça andar de costas?” (Lucrécio)

“Não existe político bom por aqui. Temos apenas alguns mais ou menos.” (Ava Hiana)

“Vida após a morte só com autorização da UNIMED.” (Mim)

“Sou linda por dentro, mas ninguém vê.” (Josefina Prestes)

“Logo hoje que eu estava esperando uma ligação de Deus cortaram o meu telefone fixo. Pra complicar o meu celular só recebe ligações do capeta.” (Mim)

“Não corto calos... Leonardo Boff não fala com árvores? Eu falo com meus calos; são de estimação.” (Pócrates, o filósofo dos pés sujos)

O verdadeiro legado da Copa

O Estado de S.Paulo
Dos gastos bilionários de recursos públicos para a realização da Copa do Mundo restarão para a população contas a acertar, monumentos à gastança sem utilidade pública e algumas obras que poderão melhorar sua vida. Para justificar esses gastos, as autoridades federais sempre invocaram o chamado legado da Copa, especialmente o que decorreria das obras de mobilidade urbana planejadas para facilitar o acesso aos estádios e que posteriormente beneficiariam toda a população. O legado será bem menor do que o anunciado, o custo dos estádios será bem maior do que o previsto e o País terá perdido uma oportunidade para investir com mais racionalidade e critério em áreas essenciais para a vida da população.
De 2010 a 2013, o governo federal repassou para os Estados onde haverá jogos da Copa muito mais dinheiro para a construção de estádios do que, por exemplo, para melhorar a educação. Os cerca de R$ 7 bilhões gastos na construção dos estádios teriam sido muito mais úteis para a população se tivessem sido aplicados em escolas, em obras na área de saúde pública ou mesmo em estradas, portos, ferrovias, por exemplo.
Da matriz de responsabilidade - criada em 2010 para que a população se convencesse da necessidade das obras de infraestrutura nas 12 cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo e pudesse acompanhar seu andamento - foram excluídos muitos projetos viários e de transporte urbano de massa, justamente os que mais ajudariam a melhorar as condições de vida nessas cidades. Brasília, por exemplo, não ganhou um sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o transporte de passageiros. Das obras que foram mantidas, a grande maioria estava com sua execução atrasada no fim do ano passado.
Já os estádios, todos foram contratados, foram ou estão sendo concluídos a tempo, mas sempre a um custo maior do que o previsto. Deles, boa parte não terá praticamente nenhum uso depois de encerrada a Copa. Mas sua manutenção, cara, continuará impondo custos aos contribuintes.
Com base em dados da Controladoria-Geral da União, a Agência Pública - organização que investiga questões que considera de interesse público - constatou que, desde 2010, quando foi anunciada a matriz de responsabilidade da Copa, 9 das 12 cidades-sede receberam mais financiamentos federais para a construção de estádios do que repasses da União para educação. As exceções são Brasília (o governo do Distrito Federal arcou sozinho com as obras do Estádio Mané Garrinha, que custaram R$ 1,2 bilhão), Rio de Janeiro (o governo fluminense se responsabilizou pela reforma do Maracanã) e São Paulo (o Itaquerão está sendo construído pela iniciativa privada, com financiamento de R$ 400 milhões do BNDES).
Enquanto as obras dos estádios exigirão investimentos ou financiamentos públicos de R$ 7,5 bilhões, os investimentos públicos em obras que comporão o legado da Copa (mobilidade urbana, aeroportos e portos) estão estimados em R$ 6,5 bilhões.
A concentração de recursos financeiros e técnicos - para o planejamento e acompanhamento das obras - nos estádios certamente reduziu a disponibilidade desses recursos para outras áreas, que exigem maior atenção do poder público. No caso do governo federal, sua conhecida dificuldade para executar planos e programas, que anuncia com grande facilidade, tornou-se ainda mais aguda com o acúmulo de responsabilidades assumidas para a realização da Copa do Mundo.
Em algumas das cidades-sede, como São Paulo e Rio de Janeiro, a Copa poderá resultar em agravamento temporário de problemas crônicos, como os congestionamentos, mas, encerrada a competição, dificilmente elas terão alguma compensação ou direito a algum legado. Suas carências continuarão as mesmas, se não tiverem piorado.
Tinham razão os que saíram às ruas no ano passado para protestar contra os gastos com a Copa do Mundo e exigir das autoridades o uso mais responsável do dinheiro público, sobretudo para a melhoria em áreas essenciais para o País, como educação, saúde e segurança.

Do blog do Orlando Tambosi- Minha casa, minhas dívidas

O programa eleitoreiro do lulopetismo, que completa cinco anos, se revela um desastre: alta inadimplência, conjuntos atolados em dívidas, "puxadinhos" aqui e ali e, claro, muito tráfico:

Uma vizinha desavisada estende as roupas num varal improvisado do lado de fora da janela do seu apartamento. Um gatuno observa de longe. Na calada da noite, usa vara de pescar, linha, anzol e, com habilidade cirúrgica, consegue desprender e levar a roupa da vítima. No dia seguinte, há discussão entre vizinhos para saber quem furtou a peça. A cena pitoresca é apenas um detalhe em meio aos desafios que bateram à porta do Programa Minha Casa Minha Vida, que completa cinco anos em março.

Acostumados ao estilo de vida informal das comunidades onde viviam, os moradores dos conjuntos construídos pelo projeto passam agora pelos dilemas impostos pelas regras de convivência dos condomínios. Além das dificuldades na relação com os novos vizinhos e da adaptação dos seus antigos hábitos, há problemas graves, como o caso daqueles sem condições de arcar com as despesas de água, luz, gás e taxa de condomínio. O resultado tem sido altos índices de inadimplência, em alguns casos próximos de 90%. Muitos conjuntos estão atolados em dívidas. Há ainda práticas que começam a se disseminar, como o “gato” de energia elétrica, o tráfico de drogas e a instalação de puxadinhos que funcionam como bares, cabeleireiros e vendas de alimentos, entre outros serviços.

Desde que o programa foi lançado, em 2009 — entre a contratação e a construção foram quase três anos —, 50,9 mil imóveis do Minha Casa Minha Vida foram entregues no Estado do Rio. São cerca de 200 mil pessoas vivendo nesses imóveis. Do total de unidades concluídas, 17,6 mil (34%) estão ocupados por famílias com renda de zero a três salários, faixa que concentra até 65% do déficit habitacional do Rio. São famílias que foram sorteadas pelo programa ou ganharam os imóveis para deixarem áreas de risco onde viviam. Para essa faixa de renda, existem mais 98 mil imóveis contratados, ou seja, em fase de construção em todo o estado. Somente na capital, são 66 mil, entre contratados e entregues.

O Condomínio Destri, com 421 unidades, em Senador Camará, foi o primeiro a ser inaugurado no Rio pelo Minha Casa e hoje, com apenas dois anos de uso, acumula dívida de R$ 60 mil de luz e R$ 40 mil de água. Arnaldo Rosa Bruzaco Filho, presidente da Associação de Moradores Beato João Paulo II, que reúne outros cinco condomínio do Minha Casa Minha Vida em Senador Camará, diz que o problema é comum nesses empreendimentos.
— Muitos moradores não se sentem obrigados a pagar as contas. Fui síndico do Destri, e lá enfrentamos problemas. Temos muitos gastos de manutenção. Para você ter uma ideia, quando chegamos aqui, até as mangueiras de incêndio tinham sido furtadas — diz Bruzaco. (Continua).

CARLOS ALBERTO SARDENBERG- VIAJANDO

Estava no portão 15 do aeroporto de Guarulhos, esperando um voo da Gol para Recife, sexta à tarde, 20 de dezembro, pessoal já partindo em férias. Logo, tudo lotado. De repente, o sistema de som informa que esse voo estava na última chamada, no portão 17. Não era só eu que havia bobeado. Muitas pessoas levantaram-se preocupadas e correram para o outro portão. Na maior pressa, os funcionários acomodaram os atrasados em um ônibus e … nada.


Depois de um bom tempo de espera, alguém percebe que não havia motorista. Pergunta daqui e dali, e eram dois problemas. De fato, esperava-se por um condutor mas, além disso, 12 passageiros ainda não haviam embarcado. Quando apareceu o motorista, o ônibus partiu, sem os 12, e encostou na escada do Boeing. Pessoal sobe, se acomoda e ficam duas pessoas de pé, sem assentos.

Comissária e agentes de terra travam uma inquieta conversa: como já pode estar com "overbook" se ainda faltam passageiros para embarcar? Foi aí que uma comissária teve um estalo. Pegou o microfone e anunciou que aquele era um voo para Recife.

Recife? Várias pessoas se levantaram. Iam para o Galeão. Estava explicado: passageiros para o Recife estavam no avião do Rio e inversamente.

Está certo que o aeroporto é pequeno para o volume de tráfego que tem. Mas parece também que isso aí é falta de tecnologia, métodos e pessoal treinado. Umas trinta pessoas haviam tomado o ônibus errado e ninguém percebeu?

No auge da confusão, um funcionário me reconhece e comenta: o senhor precisa falar disto. Este é aeroporto da Copa!



De férias

Embarque internacional em Guarulhos, em 6 de janeiro. Maior confusão naqueles portões que ficam no térreo e não têm pontes de acesso aos aviões. De novo, rolo com os ônibus. Como o espaço ali é muito pequeno, fica praticamente impossível organizar as filas de embarque. Pessoal da American Airlines ainda tenta, depois desiste e tenta colocar todo mundo no ônibus do jeito que dava. Estou subindo, uma funcionária me detém e também pede: fale disto, por favor, isso aqui é para a Copa, nós vamos enlouquecer!

Imaginem os passageiros.

Bom, todos embarcados, o comandante informa que está esperando uma nova rota de voo. Ah! e também faltava completar o tanque.

Voo sai com uma hora de atraso, sem qualquer problema de clima. Chega em Dallas, estrangeiros seguem para carimbar o passaporte. Aí, sabe como é, muito cedo, só quatro "oficiais" da imigração estão trabalhando. Mais uma hora….



Atraso

No voo para os EUA, leio que o chefão da Fifa, Joseph Blatter, diz que o Brasil foi o país que teve mais tempo para preparar a Copa, sete anos, mas é o que apresenta o maior atraso nesta altura do campeonato.

O governo brasileiro não nega o atraso, mas diz que estará tudo pronto no dia do jogo.

É claro que não estará. Vai sair na base do quebra-galho, dos puxadinhos, voos de madrugada, confusão nos embarques, pessoal suando a camisa para chegar aos estádios.

De quem á a culpa? Alguns dizem: bom, o aeroporto de Guarulhos já está nas mãos da iniciativa privada, assim como o de Brasília, e as confusões continuam.

Verdade.

Mas é verdade também que a privatização atrasou e foi atraso de anos. No Galeão, por exemplo, os novos donos nem assumiram ainda.

Sem contar os atrasos ou os cancelamentos de obras de apoio, especialmente as de mobilidade.



A culpa é do setor público como um todo, incluindo, pois, governadores e prefeitos. Mas a responsabilidade principal era e é do governo federal. Assim como Lula foi aplaudido quando conseguiu a Copa - e alardeou isso - agora ele e a presidente Dilma ficam com os ônus.

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