domingo, 19 de janeiro de 2014

“Seja tolerante. Não espere da Presidente mais que sua capacidade intelectual pode dar.” (Filosofeno)

Assim é feio: Diploma universitário na parede e falando ‘a nível de Brasil’?

“Ainda sou um nada em preto e branco. Faltam-me tintas.” (Mim)

“Ando tomando sopa de pedra para não vender os meus princípios.” (Limão)

“Tive mãe, mas fui adotado por uma vaca.” (Climério)

Perguntar não é ofensa: Dá para confiar mesmo nessa gente colocada nos chamados ‘cargos de confiança’?

Janer Cristaldo-CADÁVER DE NEGRO HOMOSSEXUAL VALE OURO PARA AS ESQUERDAS

De repente, não mais que de repente, vejo no Globo News manchete falando na morte de um tal de Kaique, como se fosse um personagem que a ninguém é dado desconhecer. Imaginei que fosse uma dessas tantas celebridades que surgem da noite para o dia, e que geralmente desconheço. O nome soava a jogador de futebol, motivo a mais para eu desconhecer.

Não era. E sim um jovem gay – pelo menos assim a imprensa insiste em caracterizá-lo – que aparentemente se suicidou jogando-se de um viaduto. O rapaz alimentava inclusive uma espécie de diário, onde escreveu que tomaria "uma atitude, uma decisão" até segunda-feira (13). Deixou também um “adeus às pessoas que amo". 

Parentes e amigos não acreditam em suicídio e suspeitam que o jovem tenha sido vítima de crime de homofobia. Negro e homossexual, só podia ter sido vítima desse crime que ainda não existe em nosso Código Penal. Contrariando a perícia policial, a secretária nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, do PT, emitiu nota oficial denunciando o crime. “As circunstâncias do episódio e as condições do corpo da vítima, segundo relatos dos familiares, indicam que se trata de mais um crime de ódio e intolerância motivado por homofobia” – diz a nota expedida pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Depois da queda do Muro de Berlim e do desmoronamento da União Soviética, cadáver de negro homossexual vale ouro para as esquerdas. Particularmente nestes dias, em que outra celerada, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros – não por acaso também do PT - acusa a polícia e os freqüentadores de shoppings de discriminar jovens negros nos ditos "rolezinhos". Como se negros um dia tivessem sido proibidos de entrar em shoppings. Luta de classes mortas, luta racial posta, costumo afirmar há mais de dez anos. E luta racial é mais consistente. Se as classes se diluem ou se mesclam, o mesmo não acontece com a cor. Negro nasce negro e morre negro, branco nasce branco e morre branco. É um projeto para a eternidade.

O lobo jamais come o cordeiro sem antes fazer um discurso. Quem sabia muito bem disto era Swift, que escreveu há três séculos As Viagens de Gulliver. Na viagem a Lilipute, uma autoridade explica ao capitão Lemuel como se divide sua sociedade:

— Embora o nosso Estado pareça florescente aos olhos do estrangeiro, o que é certo é que temos dois grandes males a debelar: de dentro, uma poderosa facção; de fora, a invasão de que estamos ameaçados por um formidável inimigo. Com respeito ao primeiro, preciso é que saiba que há setenta luas existem dois partidos contrários neste império, sob os nomes de Tramecksan e Slamecksan, termos derivados de altos e baixos tacões dos seus sapatos, pelos quais se distinguem. Não falta quem seja de opinião, é fato, que dependem da coroa. Pode mesmo verificar que os tacões de Sua Majestade imperial são, pelo menos, mais baixos um drurr do que os de qualquer outra pessoa da corte. (O drurr é aproximadamente a décima quarta parte de uma polegada). O ódio dos dois partidos — continuou Keldersal — estão em tal grau, que não comem, não bebem juntos, nem se falam. Temos quase que a certeza de que os Tramecksans ou tacões altos são em maior número do que nós; a autoridade, porém, está na nossa mão. Contudo, andamos suspeitosos de que sua alteza imperial, o presuntivo herdeiro da coroa, tem alguma inclinação para os tacões altos; pelo menos tivemos ocasião de ver que um dos tacões é mais alto do que outro, o que o faz coxear um pouco. Mas os Tramecksan não constituem a única ameaça ao poder:

- Ora, no meio destas dissensões intestinas, estamos ameaçados de uma invasão pelo lado da ilha de Blefuscu, que é outro grande império do universo, quase tão grande e tão poderoso como este, porque, segundo temos ouvido dizer, há outros impérios, reinos e Estados no mundo, habitados por criaturas humanas tão grandes e tão altas como vós; os nossos filósofos, porém, põem suas dúvidas e preferem conjecturar que caístes da lua ou de alguma estrela, porque o que é fato é que meia dúzia de mortais do vosso tamanho consumiria em pouco tempo toda a fruta e todo o gado dos Estados de Sua Majestade imperial. Demais, os nossos historiógrafos, há seis mil luas, não fazem referência a outras regiões senão aos dois grandes impérios de Lilipute e de Blefuscu. 

- Mas o avô de Sua Majestade imperial, em criança, estando para comer um ovo, teve a infelicidade de cortar um dedo, o que deu motivo a que o imperador, seu pai, lavrasse um decreto, em que ordenava aos seus súditos, sob graves penas, que partissem os ovos pela extremidade mais delgada. Este decreto irritou tanto o povo, que consoante narram os nossos cronistas, houve por essa época seis revoltas, em uma das quais um imperador perdeu a coroa. Estas questiúnculas intestinas foram sempre fomentadas pelos soberanos de Blefuscu e, quando as sublevações foram sufocadas, os culpados refugiaram-se neste império. Pelas estatísticas que se fizeram, onze mil homens, em diversas épocas, preferiram morrer a submeter-se ao decreto de partir os ovos pela extremidade mais delgada. Foram escritas e publicadas centenas de volumosos livros acerca deste assunto; mas os livros que defendiam o modo de partir os ovos pela extremidade mais grossa foram proibidos desde logo, e todo o seu partido foi declarado incapaz de exercer qualquer função pública. Durante a ininterrupta série daqueles motins, os imperadores de Blefuscu fizeram freqüentes recriminações por intermédio dos seus embaixadores, acusando-nos de praticar um crime, violando um preceito fundamental do nosso grande profeta Lustrogg, no quinquagésimo quarto capítulo de Blundecral (que é o seu Corão). 

- Isto, porém, foi considerado como uma simples interpretação do sentido do texto, cujos termos eram: que todos os fiéis quebrarão os ovos pela extremidade mais cômoda. Na minha opinião, deve deixar-se à consciência de cada um a resolução de qual seja a extremidade mais cômoda, ou pelo menos, é à autoridade do soberano magistrado que compete resolver. Ora, os partidários da extremidade mais grossa, que se encontravam exilados, viram tanta deferência na corte do imperador de Blefuscu e tanto auxílio e apoio no nosso próprio país, que se seguiu uma guerra sanguinolenta entre os dois impérios, guerra que durou trinta e seis luas, com vário êxito para cada uma das partes. Nesta guerra perdemos quarenta naus de linha e um grande número de navios com trinta mil dos nossos mais valentes marinheiros e soldados; dá-se como certo que a perda sofrida pelo nosso inimigo não foi inferior. Seja como for, o que é fato é que os de Blefuscu preparam agora uma temível esquadra, para operar um desembarque nas costas do nosso império. 

Salto alto ou salto baixo, ponta grossa ou ponta fina, o ser humano sempre encontrará razões para lutar contra alguém. As esquerdas encontraram um imenso filão de ouro na luta racial. Se a luta um dia foi entre burgueses e proletários, hoje decreta-se que é entre brancos e negros. Com uma imprensa cúmplice, nunca foi tão fácil fabricar uma guerra.

J.R. Guzzo: Contando com a sorte e com a nossa própria iniciativa em 2014. O governo? Esqueça

Saab Gripen NG -  Qual é o critério da escolha? Qualidade ou birra? Sorte dos suecos (Foto:  Saab AB)
Saab Gripen NG – Qual é o critério da escolha? Qualidade ou birra? Sorte dos suecos (Foto: Saab AB)
Artigo publicado em edição impressa de VEJA
CONTANDO COM A SORTE
J. R. GuzzoAí vamos nós, de novo sozinhos, para atravessar mais um ano. Em 2014, como em 2013 e nos anos anteriores, contaremos apenas com nossa própria capacidade de resolver os problemas que nos aparecerem; mais uma vez, será perfeitamente inútil esperar qualquer colaboração da máquina pública, que todos pagam justamente para isto — colaborar, por pouco que seja, para dar à população um grau a mais de conforto nesta vida já tão complicada pela própria natureza.
Muita gente, como sempre, veio prometer ao longo do ano soluções para nossos problemas do presente e anunciar planos para resolver nossos problemas do futuro. Falaram muito; disseram pouco. Depois, também como sempre, foram sumindo, cada um em seu canto, atrás do que realmente lhes interessa: segurar a fatia do Brasil que já têm.
Não vão mudar de vida só porque 2014 será ano de eleição presidencial e de Copa do Mundo no Brasil; talvez tenham de se esforçar um tanto a mais para manter em cartaz a sua comédia, mas para tudo há um jeito. Vão encontrar o seu, como sempre, e acabarão deixando os brasileiros tão abandonados em dezembro de 2014 como estão agora.
Sobram, para qualquer lado que se olhe, avisos claríssimos de que o ano novo promete ser igual ao ano velho — já nem se tenta disfarçar o pouco-caso com que os donos do país tratam o brasileiro comum e que aumenta a cada pesquisa de opinião garantindo que a presidente da República está a caminho dos 101% de popularidade.
Há o caso do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que encerrou 2013 com um espetáculo realmente esquisito: foi brigar na Justiça com os cidadãos da própria cidade que dirige (e que lhe pagam o salário), para socar um aumento de até 35% em 85% dos contribuintes de um dos impostos municipais.
Houve, nas alturas extremas onde vivem a presidente Dilma Rousseff, seu ministro da Fazenda e outras imensas autoridades federais, um surto de decisões desconexas sobre a possibilidade de retirar os airbags e freios ABS dos novos modelos de carro a ser fabricados, numa tentativa desesperada de impedir que subam de preço.
Tira, põe, deixa ficar — a impressão que sobrou é que os decisores não sabiam realmente do que estavam falando, e acabaram perdidos de novo no nevoeiro mental em que vivem. Há ainda outros tumultos saídos da mesma pipa, mas parece que o mais instrutivo deles é a compra de 36 aviões-caça da Suécia, os Saab Gripen NG, que estaremos pagando ao longo dos próximos anos para defender o nosso espaço aéreo de seus possíveis inimigos.
Tudo indica que em nenhum momento uma autoridade do governo pensou que a população deste país tivesse alguma coisa a ver com isso. Para começar, nenhum brasileiro jamais sentiu a falta de 36 caças suecos para resolver algum problema real em sua vida, ou na defesa do seu país.
"Não vão mudar de vida só porque 2014 será ano de eleição presidencial e de Copa do Mundo no Brasil"
“Não vão mudar de vida só porque 2014 será ano de eleição presidencial e de Copa do Mundo no Brasil”

O cidadão poderia achar estranho, também, que o modelo escolhido tenha o inconveniente de ainda não existir; é o mais barato, mas só a partir de agora começará a ser desenvolvido, para entrega final até 2023. Até lá, esperemos continuar com a sorte, que nos acompanha desde Santos Dumont, de não sofrer nenhum ataque aéreo contra o nosso território.
Além disso, o governo levou doze anos inteiros para decidir qual modelo compraria — basicamente, o americano F-18, o francês Rafale e esse sueco. Doze anos? Como o Brasil jamais foi acusado de ser um país que pensa demais, ou tem a reputação de só decidir alguma coisa depois de ter 100% de certeza na correção do que está fazendo (não consegue se entender nem sobre os tais equipamentos de segurança), o motivo da demora só pode ser do mal.
Pois ou a compra é necessária, e aí o cidadão brasileiro não pode ficar esperando doze anos por uma decisão, ou não é — e aí o mesmo cidadão não tem nada de pôr a mão no bolso para pagar a conta. Mas ninguém no governo sequer se lembrou de que ele existe. Toda essa história teve a ver apenas com uma questão pessoal do ex-presidente Lula, primeiro, e da presidente Dilma Rousseff, depois.
Lula queria o modelo francês de todo jeito; jurava que era o melhor, embora fosse o mais caro. Mas a França não deu apoio a um disparate qualquer que ele propôs na diplomacia mundial; o homem emburrou e nunca mais quis ouvir falar dos Rafale, que até então achava o máximo.
Dilma se inclinou para o F-18 dos Estados Unidos, mas ele subitamente deixou de ser o melhor quando a presidente se ofendeu com o delírio americano de espionar tudo o que existe sobre a face da Terra. Qual é o critério da escolha? Qualidade ou birra? Sorte dos suecos.

Luz fraca: a dois anos das Olimpíadas, atrasos na infraestrutura para os jogos já preocupam

Azevedo: primeiro teste
Atrasos desde já
O general Fernando Azevedo e Silva, novo comandante da Autoridade Pública Olímpica, tem dito reservadamente a alguns interlocutores que está atrasada, muito atrasada, muito mesmo, a execução da infraestrutura energética para a Olimpíada.
Ou seja, do suprimento de energia a estádios e empreendimentos que suportarão a demanda dos jogos. Por falhas do governo, o planejamento inicial já está comprometido.
Por Lauro Jardim

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.