terça-feira, 21 de janeiro de 2014

“A oposição no Brasil está como uma galinha morta. Nem o galo demonstra interesse.” (Limão)

Algum político desses que o povo já bem conhece fala para os filhos que é um ladrão? Fala?

“Há muito tempo estou sem inspiração e aumento de salário.” (Climério)

“Não corto calos... Leonardo Boff não fala com árvores? Eu falo com meus calos; são de estimação.” (Pócrates, o filósofo dos pés sujos)

“Logo hoje que eu estava esperando uma ligação de Deus cortaram o meu telefone fixo. Pra complicar o meu celular só recebe ligações do capeta.” (Mim)

“É muito fácil descobrir um mentiroso. A primeira coisa que ele fala é que nunca mentiu. Nesse pode colocar o carimbo.” (Pócrates)

“Todos em Cuba já sabem por que é que Fidel não vira defunto. Fidel não morre porque o inferno é aqui.” (Cubaninho)

“A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos caíram todos.” (Climério)

A sociologia dos rolezinhos

Que a esquerda sabe ser oportunista como ninguém, todos sabem. Basta sentir cheiro de gasolina no ar, que já risca o fósforo em busca de explosões vantajosas para si. Se for em São Paulo, então, vira uma obsessão, pois se trata do reduto tucano que é verdadeira tara do PT para quebrar resistências ao seu projeto bolivariano de poder.
Por isso o tema dos “rolezinhos” ganhou esta dimensão, e vários “intelectuais” saíram em campo com suas “teses” feitas sob medida e com moldura chapa-branca. O editorial do GLOBO de hoje não deixou barato, e colocou o dedo na ferida. Merece os meus parabéns. Segue um trecho que resume bem a coisa:
Entrou em cena a manipulação do “pobrismo”, ideologia de cepa populista, segundo a qual toda a “Verdade” emana das faixas sociais menos favorecidas. O pobrismo, somado ao interesse de Brasília em criar dificuldades para o governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, o inimigo a ser abatido nas urnas de outubro, injetou malignidade no rolezinho, que deixou de ser aquele convocado pela garotada. Surgem MST e partidos no rolê convertido em manifestação de rua. Vêm daí declarações do ministro Gilberto Carvalho, setorista de “movimentos sociais” no PT e governo, contra a ação policial (da PM estadual) nos rolês paulistas, e a racialização do assunto pela ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros.
Na visão pobrista, racialista e partidária, shopping passou a ser lugar adequado a manifestações de rua, em prejuízo dos frequentadores, lojistas e seus empregados. Ora, tanto quanto o hall de entrada do Planalto, onde Gilberto Carvalho dá expediente, estabelecimentos comerciais não podem ser espaço de atos políticos. Querem criar uma “sociologia do rolezinho” com objetivos sequer imaginados por jovens das redes sociais.
Fica aí uma ótima sugestão para a rapaziada entediada nas férias e avessa aos livros: que tal dar um “rolezinho” lá na entrada do Planalto, onde Gilbertinho bate ponto? Acho que ele, acima de todo preconceito e sem nenhum tipo de viés autoritário, vai adorar a visita da turma…
Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino- Haitianos no Acre levam sistema público de saúde ao colapso

Deu no GLOBO: Cidades sofrem impactos da romaria de haitianos no Acre
A entrada em massa de haitianos no Brasil, só este ano 880 imigrantes já pediram refúgio ao país, tem causado impactos na oferta de serviços públicos em cidades como Brasileia e Epitaciolândia, no Acre, principais portas de entrada dos estrangeiros na fronteira com a Bolívia e o Peru. Atualmente, 1,1 mil imigrantes vivem em abrigos na região fronteiriça, o que tem levado as cidades a enfrentarem problemas como falta de infraestrutura e aumento das despesas municipais.
Em Epitaciolândia, além dos estoques de medicamentos terem diminuído, aumentou a sujeira nas ruas e praças, e o poder público tem lidado com brigas entre estrangeiros, sobretudo entre haitianos e senegaleses. Em Brasileia, o principal posto de saúde tem atendido, por dia, 70 haitianos para três moradores que procuram por ajuda. Na cidade, a situação de saúde dos haitianos, boa parte com problemas respiratórios, deixa o atendimento aos moradores da cidade “em segundo plano”. Na primeira quinzena deste ano, por exemplo, 480 haitianos já foram atendidos no principal posto de saúde.
Há sempre o dia do pombo, e o dia da estátua. O Brasil é o “império” para o Haiti, intrometeu-se com seus militares nos assuntos domésticos do país, e agora precisa lidar com a massa de imigrantes desesperados por refúgio. A questão humanitária é delicada. Mas não deixa de ser curioso ver a reação de nossas esquerdas quando o problema é no seu quintal.
O governo do Acre é petista, e gostaria de fechar as fronteiras. Quando vemos as conseqüências concretas dessa migração, fica mais compreensível a postura do PT: os haitianos se tornaram um problema político, econômico e social na região. Negar isso é fingir que o elefante não está na sala, o que não resolve nada.
Boa parte do problema é o próprio modelo do SUS, o estado de bem-estar social. Quando os pagadores de impostos bancam serviços “grátis” para todos, não há como negar as “caronas”. Imigrantes de países mais pobres são atraídos por esse benefício, só que o povo local, com razão, revolta-se. No fundo, ninguém gosta de trabalhar para os outros.
É por isso que o welfare state acaba alimentando a xenofobia. É por isso que a direita mais autoritária ganha corpo na Europa, cansada da onda de imigrantes miseráveis que pesam no orçamento do estado e sujam suas ruas. São os haitianos de lá. Como lidar com isso?
Alguns preferem subir nas torres de marfim e, da posição confortável, pregar soluções mágicas – e inexistentes. Outros precisam lidar com a dura realidade como ela é, sempre cobrando algo em troca das decisões, pois há apenas um trade-off em jogo, nunca uma receita perfeita de bolo.
Os liberais tendem a defender a imigração livre, desde que não exista essa “carona grátis” coletivista, bancada pelo estado. Os Estados Unidos foram criados com base nesse fluxo de gente do mundo todo, mas em busca de oportunidades individuais, sem contar com a mãozinha estatal.
A esquerda quer abrir todas as fronteiras e oferecer tudo que é serviço pelo estado, ou seja, não tem preocupação alguma com os efeitos práticos das medidas, valorizando apenas a sensação ou a imagem de pregar algo bonito no papel. Tanto que, na prática, vemos a própria esquerda, no governo, tendo de agir de forma diferente. É pura hipocrisia.
E os conservadores costumam ser mais cautelosos com a entrada dos imigrantes de forma desenfreada, pois dão mais ênfase aos aspectos culturais que podem ser perdidos ou diluídos, e temem um “choque de civilizações”.
Ficariam mais tranqüilos se a mentalidade vigente não fosse o multiculturalismo, ou seja, a ideia relativista de que não há hierarquia alguma entre as diferentes culturas – mas, curiosamente, o fluxo migratório quase sempre tem a mesma direção, rumo aos países ocidentais e mais liberais. Se os imigrantes desejassem assimilar a cultura do seu destino, seria melhor do que o modelo atual de guetos segregados, sob os aplausos dos relativistas.
Não há escolha simples aqui. O tema é cabeludo mesmo. Espero que, ao menos, o caso dos haitianos no Acre, fazendo o Brasil e a nossa esquerda sofrerem na pele com o problema, faça a retórica e o discurso ficarem menos sensacionalistas quando se tratar da Europa ou dos Estados Unidos recebendo os seus “haitianos”.  Pimenta no olho dos outros é refresco.
PS: Até agora não vimos nenhum ícone da esquerda caviar aparecer em defesa dos haitianos e contra o PT, alegando que a postura petista é puro racismo e preconceito, e que os pobres e negros do Haiti querem apenas dar um “rolezinho” em nossos hospitais públicos…

“Certezas poucas, dúvidas muitas.” (Filosofeno)

POLITICOS- Por aqui é assim: eles dão o mínimo para retirar o máximo.

“Às vezes é saudável se fazer de surdo.” (Mim)

“Antes perder anéis e dedos que o pescoço junto ao colar.” (Pafúncio)

“Os desesperados gritam para dentro.” (Mim)

Janer Cristaldo-OS "JOVENS" E OS “EVENTOS”

Leio na Folha de São Paulo de hoje:

ASSOCIAÇÃO DE LOJISTAS RELATA PREJUÍZOS E MEDO DE CONSUMIDORES COMEVENTOS

Alshop quer que o governo se reúna com líderes e negocie o fim dos eventos, que já ocorrem em todo o país.
Como os eventos deixaram as fronteiras de São Paulo, a associação teme o aumento dos prejuízos. Os centros de compras têm optado por fechar as portas para impedir a realização dos "rolezinhos".
Na avaliação da associação, os eventos também levam insegurança e perturbam os consumidores.
Os jovens que promovem os eventos pelas redes sociais dizem que só querem se divertir, dançar, namorar e passear dentro das instalações.
"Vamos entrar em contato com a Presidência [da República] para tentar uma reunião. A Dilma [Rousseff], que chamou as lideranças das manifestações do ano passado, tem de chamar as lideranças desses eventos também", diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.
Após ação policial em um "rolezinho" no shopping Metrô Itaquera, no começo do mês, com bombas de gás e balas de borracha, movimentos sociais como o dos sem-teto passaram a apoiar e a promoverem também eventos dentro de centros de compra.
 

Em apenas uma reportagem, o jornal repete sete vezes a palavra eventos. A rigor, está correta. Evento é algo que acontece, tanto um comício como um jogo de futebol. A própria Folha organiza eventos em seu teatro no shopping Higienópolis. Mas o que está acontecendo, antes de ser evento, é baderna, invasão de um espaço público. 

Não sei se o leitor notou, mas quando a polícia sobe o morro em busca de drogas ou traficantes, os jornais não dizem em suas manchetes que a polícia busca drogas ou traficantes. Mas que a polícia invadiu a favela. Como invadiu? Favela – perdão, comunidade – é por acaso território estrangeiro, área diplomática, onde a polícia nacional não pode entrar? A polícia está exercendo seu dever de combater o crime, nada mais que isso. No entanto, pelo jornais, a polícia invade.

Diga-se o mesmo das invasões do MST. Não são invasões. São ocupações. Invasão é palavra feia, até parece crime. Ocupação soa melhor. Soa até como um direito.

A própria palavra rolezinho é safada. O diminutivo dáá a aparência de algo banal, inocente, quase simpático. Ninguém promove uma baderna, principalmente os baderneiros. Dar um role foi expressão que significava dar um giro, um passeio. De rolê a rolezinho foi um passo.

Mas parece que a palavrinha que já se desgastou. Melhor eventos. E quem são os responsáveis pelos “eventos”? Os “jovens”, é claro. Você não vai chamar um jovem de invasor ou baderneiro. Jovem não faz isso. Invasão e baderna são palavras mais adequadas a adultos. Nem nisto a imprensa nossa é original. Na França, não são os árabes que queimam carros. Mas “les jeunes”.

O ataque a shoppings era previsível. É o local ideal para destilar o ressentimento das periferias. Criou-se a imagem de templos de consumo, como se consumo fosse pecado ou crime, ainda mais em um governo que facilita o crédito para que até mesmo os “excluídos” – outro eufemismo dos bons - tenham carro próprio. 

De cambulhada, ressuscitou uma palavrinha já soterrada, pela história. "Alerta, alerta, alerta à burguesia. Ou deixa o rolezinho ou vai ter ato todo dia". "Ei, burguês, a culpa é de vocês". Nos estertores do século passado, os petistas ainda cantavam:

Ai, quem diria? Ai, quem diria?
O proletário derrotando a burguesia


A burguesia fede
fede
fede
 

Mais um pouco e chegamos no século passado.

Tampouco a idéia de hostilizar shoppings é nova. Talvez ninguém mais lembre, mas nasceu em São Paulo. O “evento” ocorreu em 1911, quando os “jovens” promoveram uma churrascada frente ao shopping Higienópolis. Higienópolis – ou Idischienópolis, como preferem certas línguas – é um dos bons bairros para se viver em São Paulo. Há quem diga que é o melhor. Não é exatamente meu bairro ideal. Arquitetura vertical me desagrada, achata muito o ser humano. Prefiro aquelas cidades baixas, tipo Paris, Madri ou Lisboa. Mas não me queixo do pedaço. Tem cerca de 35 mil habitantes, é relativamente calmo e oferece pelo menos uma meia centena de restaurantes abordáveis.

A quinze minutos a pé de onde moro, há uma praça agradável, a Vilaboim, onde geralmente costumo almoçar. Em apenas uma quadra, tem uns dez ou mais restaurantes com cozinha para todos os paladares: francesa, japonesa, alemã, italiana, árabe, mexicana, brasileira e tem também uma coisa ianque que serve sanduíches tão ao gosto de quem gosta de comer mal. É o que em Paris se chamaria de village, uma espécie de ilha nesta cidade desvairada.

Surgiu naqueles dias uma polêmica que assumiu dimensões nacionais. Pretende-se – ou se pretendia – criar uma estação de metrô na avenida Angélica, principal artéria do bairro. Um grupo de higienopolitanos fez um manifesto contra a estação. O governo recuou e a transferiu para mais adiante. Por que não se quer uma estação de metrô no bairro? Porque bocas de metrô atraem camelôs, mendigos e mesmo assaltantes.

Há dois metrôs a uns 500 metros de distância de onde moro. Um deles, o Santa Cecília, até poucos anos atrás, era um pátio de milagres, com dezenas de mendigos atirados na calçada, fedendo a urina e fezes. Impediam até mesmo a limpeza da praça. Quando chegavam os carros da Prefeitura, defensores dos tais de direitos humanos é o que não faltava para se jogar na frente das mangueiras de água e impedir a limpeza.

Na ocasião, cheguei a protestar junto a Prefeitura. O alcaide era o Maluf. Recebi minha carta de volta, com mais de uma dezena de pareceres e carimbos de diversas repartições e a conclusão final: que qualquer solução era inviável. A Prefeitura acabou encontrando um remendo, entregou o espaço aos camelôs. Que fizeram o que a polícia não conseguiu: expulsaram os molambentos do pedaço. Mas tomaram conta da praça. Quanto ao cidadão que paga honestamente IPTU, este foi expulso do largo.

Alguns palhaços planejaram um churrasco de protesto em frente ao shopping Higienópolis, que depois teria sido transferido para a praça Vilaboim. (Sempre em lugares agradáveis, onde quem trabalha e ganha honestamente seu sustento vai espairecer). A baderna ocorreu finalmente frente ao shopping, interditando a avenida Higienópolis. A alegação era que os residentes do bairro não queriam pessoas pobres por perto. No fundo, petistas que queriam desgastar o governo estadual.

Eram as viúvas do Kremlin que queriam ressuscitar em meu bairro a finada luta de classes. Prova disto foi a declaração do cacique do partido. Disse Lula na ocasião: “Eu acho um absurdo, porque isso demonstra um preconceito enorme contra o povo que anda de transporte coletivo neste País”. O petista acusou os moradores que protestaram contra o metrô de tentar impedir a circulação de pobres no bairro de alto padrão. “Sinceramente, não posso conceber que uma pessoa que estudou e tem posses seja tão preconceituosa e queira evitar que as pessoas mais humildes possam transitar no bairro onde mora”.

Como se algum dia, algum pobre, negro ou mendigo fossem proibidos de circular no bairro. O PT é exímio em criar argumentos inexistentes para melhor atacá-los. 

Não vai demorar muito para que os “jovens” promovam um “evento” no shopping Higienópolis. Aliás, me espanta que ainda não o tenham feito. Nem só a imprensa, mas também as também as autoridades têm sido lenientes. Não se pode pode proibir reuniões ou a livre expressão dos “jovens”.

Mas baderna, invasão, pode sim senhor. Por isso os jornais estão procurando – com a Folha à frente – dar novos nomes a coisas antigas. Ainda há pouco, eu parafraseava o Discurso da Desigualdade, de Rousseau: 

O primeiro homem que deitou na calçada e disse ser isto um direito seu e encontrou pessoas que acreditaram nele foi o fundador da desordem urbana. Daí vieram muitos assaltos e roubos, insegurança social e lixo humano, que poderiam ter sido evitados se alguém tivesse arrancado fora os colchões e papéis que lhes servem de cama e alertado para que ninguém aceitasse este impostor. Não podemos esquecer que as ruas pertencem a todos nós e a cidade também. 

A batalha foi perdida no primeiro dia em que as autoridades deixaram um único homem morar na rua, como se rua residência fosse. Os “eventos” vão se espalhar pelos grandes centros e com eles o cidadão urbano terá de conviver.

DO BLOG DO PAULINHO- OPERAÇÃO BANQUEIRO

Protógenes Queiroz e a viagem a Russia no auge da investigação da MSI

by Paulinho
protógenes
O livro "Operação Banqueiro", do jornalista Rubens Valente, é uma verdadeira bomba, que atinge a todos os lados, seja PT, PSDB, Judiciário e até a Imprensa.
Razão pela qual dificilmente, embora mereça, terá a divulgação habitual das mídias sociais, pelo menos das partes inequivocamente ligadas aos referidos partidos.
Entre as revelações mais importantes, quase todas ligadas à investigação do banqueiro Daniel Dantas, está a informação, desconhecida, até então, de uma viagem de duas semanas, realizada pelo Deputado Protógenes Queiroz (arrasado no livro), bancada pelo Governo da Russia, no auge da investigação da parceria Corinthians-MSI, em que havia envolvimento, não por coincidência, da Máfia Russa.
O convite, com todas as despesas pagas - nada baratas - foi extensivo, também, ao Juiz Federal que tratava do caso, Fausto De Sanctis, que, diferentemente do agora deputado comunista (!), prontamente recusou.
operação banqueiro

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