quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

NAVIO COMUNA AFUNDA E TRIPULAÇÃO ENCONTRA CANIBAIS

Um navio soviético afunda. A tripulação salva desembarca numa ilha próxima e é capturada por canibais que se preparam para jantá-los.

-- Camaradas canibais! -- diz o capitão. -- Vocês passaram por uma coletivização?

-- Não.

-- Passaram pelo culto à personalidade?

-- Não.

-- Comemoraram o jubileu de Lenin?

-- Não.


-- Então, por que são tão selvagens?

“É claro que situação e oposição no Brasil não são farinha do mesmo saco. Mas os carunchos sim.” (Mim)

Rodrigo Constantino- Censura ao humor é piada de mau gosto

Comentei aqui um artigo de Pondé sobre o humor seletivo dos “bonzinhos”. Alguns leitores entenderam que eu estaria defendendo censura a esses humoristas, por atacarem religiões. Não! O fato de eu condenar a seletividade da turma não é sinônimo de eu pregar o uso de coerção para impedir as piadas desrespeitosas e seletivas.
Hélio Schwartsman, em sua coluna de hoje na Folha, resumiu bem os limites do humor. Tendo a concordar com sua análise. Diz ele:
Até onde o humor pode ir? Vale gozar da religião dos outros? E quanto a piadas francamente racistas, sexistas e homofóbicas?Sou da opinião de que, enquanto o alvo das pilhérias são instituições e mesmo grupos, vale tudo. Balanço um pouco quando a vítima é uma pessoa física específica, hipótese em que talvez caiba discutir alguma forma de indenização.
É por aí. O mundo está se tornando um lugar muito chato e sem graça com tanta patrulha politicamente correta. Não vai poder mais piada de português (as melhores sempre escutei de portugueses mesmo), de judeus (idem), de negros, bichinhas (o que seria do Costinha?), baixinhos (opa, olha eu aqui), nada!
Uma lei brasileira, de 1997, proíbe que “emissoras de rádio e TV usem trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação”. Vetar o humor durante a campanha eleitoral, por exemplo, é um absurdo. Como se os políticos precisassem do auxílio dos humoristas para serem ridicularizados!
Sempre encarei o trabalho dos humoristas no Brasil de forma ambígua: se por um lado há farta matéria-prima, por outro lado a concorrência é desleal, uma vez que Brasília já é um grande circo. Esse é o país da piada pronta, como diria José Simão. Mas isso não vem ao caso.
O importante é que a censura ao humor, mesmo do tipo mais esculachado possível, denota um autoritarismo absurdo. Não é coincidência que os revolucionários comunistas nunca tenham demonstrado aptidão ao riso. Ou então os “moralistas” religiosos retratados por Umberto Eco emO Nome da Rosa. Sempre desconfio de quem não é capaz de rir de si mesmo de vez em quando.
Ditaduras não aceitam piadas sobre seus líderes, justamente pelo poder deste importante mecanismo numa sociedade aberta. Quando uma democracia apela para o mesmo instrumento de censura, há algo de muito podre acontecendo.
O comediante Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta, que fazia humor durante o regime militar, chegou a afirmar que hoje é ainda mais difícil ser humorista, pois a censura não é explícita. Os políticos usam o poder do estado para intimidar rádios e emissoras de televisão, e o autoritarismo velado pode ser ainda mais complicado do que o escancarado.
Henri Bergson, em seu ensaio sobre a comicidade, afirma que o riso, pelo medo que inspira, mantém constantemente vigilantes certas atividades que correriam o risco de adormecer; ele “flexibiliza tudo o que pode restar de rigidez mecânica na superfície do corpo social”.
Como Schwartsman diz no artigo, também citando Bergson, o “humor funciona aqui como uma espécie de superego social portátil”, ao incutir o receio de se tornar objeto do riso dos outros, reprimindo assim nossas excentricidades. Nesse sentido, o riso persegue “um objetivo útil de aperfeiçoamento geral”, ele é uma espécie de “trote social”.
A censura ao humor, portanto, é uma grande palhaçada. Mas trata-se de uma piada de mau gosto. Claro, há aquele típico humor apelação, rude, grosseiro, que não agrega nada. Este deve apenas ser ignorado, nunca censurado. No mais, aprendamos a rir mesmo de nossos ídolos e heróis.
E por favor: façam mais piadas retratando a hipocrisia da esquerda caviar, das ideologias, nossas religiões seculares. Uma resposta bem melhor do que a censura ao humor com as religiões tradicionais…

E agora? Ciclistas estão sendo assaltados na USP. Como vai bater o coração de alguns jornalistas?

Ai, ai… Começou uma onda de assaltos a ciclistas na USP. Não me digam! Segundo levantamento da Jovem Pan, desde o dia 1º de janeiro, já são 14 ocorrências. Uma das vítimas é o promotor de Justiça Roberto Bodini, que relata a abordagem violenta dos marginais. Dizer o quê? Os ciclistas se transformaram, no Brasil, numa espécie de categoria de pensamento, adotada e adorada pela imprensa. Quem sabe, agora, se faça a coisa certa.
A USP é uma cidade de porte médio. Circulam por lá mais de 100 mil pessoas. A Polícia Militar tem de se comportar por ali de maneira quase invisível. As lideranças de extrema esquerda que tiranizam a universidade e os traficantes e consumidores de drogas, que são muitos, não querem saber da “repressão” . Sim, é preciso chamar as coisas pelo nome, e eu chamo.
Os mesmos traficantes, diga-se, tiranizam também a favela São Remo, que fica ao lado, separada da universidade por um muro, que foi vazado, num trabalho conjunto de militantes de extrema esquerda e vendedores de droga. A justificativa politicamente correta é que isso é feito para acabar com o apartheid social, entendem? Já houve um assassinato na USP. Mesmo assim, os “amigos do povo” querem a polícia longe.
Então ficamos assim: há uma cidade de porte médio, com policiamento precário, onde circula uma boa massa de endinheirados… Em que isso vai dar quando se sabe que o tráfico fez da Cidade Universitária o seu mercado? Atenção! Há bicicletas de endinheirados que podem custar até R$ 30 mil. Os assaltantes pegam a dita-cuja e se mandam pra favela.
Pior: ficamos sabendo agora que ciclistas contrataram escolta armada… Epa! Aí as coisas começam a ficar ainda mais perigosas. Avaliem o risco! A única saída sensata é parar com essa brincadeira estúpida de que a USP — e as universidades brasileiras — são territórios livres, onde a polícia não entra. A Guarda Universitária não vai poder se comportar como segurança privada de ciclistas, não é? É preciso que se faça lá policiamento ostensivo para reprimir qualquer forma de crime — inclusive, sim, o tráfico e o consumo de drogas.
Por mais que queriam transformar a USP num bunker, onde a PM não entra, as leis de mercado chegam pelo ar. Atrair bandidos para a universidade — em razão das drogas e da falta de policiamento — imaginando que eles não vão praticar banditismo é coisa de cretinos ou de gente de má-fé.
Sem a presença ostensiva da polícia, a alternativa para os ciclistas é levar Marilena Chaui como uma espécie de batedora, de ponteiro. Quando o bandido chegar com o tradicional “Perdeu, perdeu, passa a bicicleta para cá”, ela, a mais saliente crítica da presença da PM no campus, pode tentar convencê-lo de que se trata de um ato reacionário, que acabará concorrendo para a “militarização” da universidade, adicionando que ele, ladrão, mesmo sem saber, é, na verdade, um revolucionário em potencial, que está canalizando mal as suas energias redentoras… De resto, os dois “ODEIAM” a classe média…
Por Reinaldo Azevedo

AZENHA- PAGANDO POR SER LINGUARUDO

Kamel: êxito
Decisão favorável
Ali Kamel, o número 1 do jornalismo da Globo, conseguiu manter na segunda instância a decisão que condenou o blogueiro Luiz Carlos Azenha, ex-Globo e hoje repórter da Record, a  lhe pagar uma indenização por danos morais (leia mais em Dano moral).
Azenha foi condenado por ter escrito, em cerca de trinta posts,  que o diretor da Central Globo de Jornalismo foi ator pornô durante a juventude. Kamel provou na Justiça que nunca houve um ator chamado Ali Kamel. Mas, sim, um certo Alex Kamel – que, a propósito, não é seu parente – estrela de um certo Solar das Taras Proibidas.
A indenização de 20 000 reais foi decidida por unanimidade pela 8ª Câmara Cível do TJ do Rio de Janeiro. Cabe, porém, recurso ao STJ.
Por Lauro Jardim

DE CUBA

Fontes independentes da ilha de Fidel relatam violenta repressão a protesto, ontem, de pequenos negociantes autorizados em Holguín, a 700 km de Havana. Um dos líderes está preso em local ignorado.

REENCARNAÇÃO E CARMA

O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, sanitarista como Alexandre Padilha, é médium e autor de vários livros, como “Neoliberalismo e Espiritismo”. É investigado por ser sócio na empresa Consaúde, que presta serviços à prefeitura de São Bernardo (SP), onde é secretário.
Diário do Poder

ELES VÃO, ELES VÊM, O DINHEIRO PÚBLICO TAMBÉM

Além dos cartões corporativos, que bateram recorde no governo Dilma, em 2013, gastos com passagens e diárias do Executivo, Legislativo e Judiciário não ficaram atrás, atingindo os R$ 2,4 bilhões. A União torrou R$ 1,3 bilhão em passagens. Já a conta das diárias, que garantem bons sonhos em luxuosos hotéis (como o St. Regis de Nova Iorque, onde Dilma pagou R$ 25 mil por noite), foram gastos R$1,1 bilhão.Ministro Guido Mantega (Fazenda) havia prometido reduzir gastos com diárias para viabilizar corte de R$ 10 bilhões no orçamento federal.

PMDB QUER MINISTÉRIO PARA OBTER APOIO NO CEARÁ

A cúpula do PMDB aposta que Ministério da Integração pode servir de moeda de troca para costurar apoio do governador Cid Gomes (PROS) ao senador Eunicio Oliveira na disputa pelo governo do Ceará. O vice Michel Temer já pediu ao ex-presidente Lula para conversar com os irmãos Gomes para reeditar a aliança PMDB-PT, sinalizando que o próprio Cid Gomes poderia ocupar pasta da Educação em 2015.PT e PMDB esperam a conversa de Lula com Cid e Ciro Gomes até o fim deste mês, quando será arrematada a reforma ministerial.
Diário do Poder

A conta é do prefeito



José Roberto de Toledo


Ser presidente não é fácil, mas ser prefeito é pior – pelo menos se o governante estiver preocupado com a opinião pública. A popularidade de Dilma Rousseff é 26% maior do que a média dos governadores, e 39% mais alta do que a dos prefeitos, segundo o Ibope. Não é uma mera questão de competência. Se é nas cidades que os problemas se materializam, as prefeituras são o elo mais fraco da gestão pública: têm menos recursos e menor autonomia.


Tome-se a mobilidade urbana. Na última década, o governo federal fez da venda de automóveis uma política de estado. Subsidiou, financiou e estimulou o transporte individual o quanto pode. Mais do que a casa própria, o ícone da ascensão social foi outro: meu carro, minha vida. O status sobre rodas alavancou o consumo, a popularidade presidencial e os congestionamentos.


Em apenas dez anos, a frota nacional mais do que dobrou. Pelo menos 44 milhões de novos carros, motos, caminhões e ônibus entraram nas vias brasileiras entre 2003 e 2013. Enfileirando-se só os 45 milhões de automóveis, o engarrafamento daria cinco voltas na Terra. Empilhados, criariam uma muralha de 18 carros de altura ao longo de todas as ruas de São Paulo.


Para sorte de Fernando Haddad, só uma parte dessa manada circula pelas vias que ele governa. A frota paulistana fechará 2013 com 7 milhões de veículos, dos quais cerca de 5 milhões são automóveis. Se todos os carros saíssem da garagem ao mesmo tempo, formariam uma fila de mais de 20 mil quilômetros. São Paulo tem 17 mil quilômetros de ruas asfaltadas, logo…


O problema não é só do prefeito paulistano. É de quase todos os governantes das grandes cidades brasileiras. Lá, a imobilidade urbana se acentua, por uma simples questão de adensamento. Um em cada três carros da frota nacional está registrado nas capitais. São 15 milhões de automóveis, 30 milhões de eixos, 60 milhões de pneus (fora estepes) concentrados em apenas 27 cidades. E isso sem contar a frota flutuante que vem dos arredores diariamente.


Contra essa inundação rodante, os prefeitos são os que menos podem. Eles não controlam a produção nem a venda de veículos. Não lacram, nem têm poder de polícia para retirar de circulação os carros sem licenciamento ou que não pagam os devidos impostos. Isso caberia aos governadores, mas que vantagem estes levariam em guinchar os veículos de potenciais eleitores? Se o trânsito melhorasse, quem sairia ganhando seria o prefeito.


Mesmo que alguém fizesse algo a respeito, para onde levar os 40% da frota que, estima-se, circula irregularmente por São Paulo? Seria necessário um estacionamento com 4,5 quilômetros de cada lado para abrigar todos os recolhidos, uns 80 Itaquerões.


O transporte de massa também não é prerrogativa do prefeito. Metrô e trem urbano, no Brasil, são da alçada do governador – cuja popularidade depende menos do tamanho dos engarrafamentos do que da sensação de (in)segurança pública, ou da qualidade do atendimento nos hospitais e unidades de saúde.


Não é acaso que a popularidade dos poderosos é menor nas capitais e suas periferias. Os eleitores ali são mais críticos porque nessas cidades os problemas são mais complexos e difíceis de solucionar. Os prefeitos das capitais acabam pagando o preço mais alto: seu saldo de popularidade é 11 pontos negativo, em média, enquanto nas cidades do interior o saldo do prefeito é 4 pontos positivo.


A fragilidade do poder local é uma oportunidade, especialmente, para a presidente. Gastos cada vez maiores em programas de alta popularidade nas cidades menores, como Bolsa Família e Luz para Todos, permitiram a Dilma ter um saldo de aprovação três vezes maior no interior do que nas capitais. Nas metrópoles, o buraco é mais embaixo – mas aí a presidente divide a conta com prefeitos e governadores, e ainda paga menos.


O ESTADO DE SÃO PAULO

A alta da maré

Celso Ming - O Estado de S.Paulo


Velho ditado inglês diz que é na maré baixa que aparecem aqueles que estão nadando pelados.


Ao longo dos últimos três anos, o governo Dilma atribuiu o baixo crescimento da economia brasileira à crise mundial, ou seja, à maré baixa. Pois ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou seu novo relatório sobre as perspectivas da economia mundial, com a boa notícia de que, depois de seis anos vazante, a maré está subindo. A previsão é a de que o crescimento global será de 3,7%, acima dos 3,0% de 2013, para o qual apontam os cálculos mais recentes (veja o gráfico).

Seria boa oportunidade para que o Brasil escondesse o bumbum exposto, porque, afinal, a melhora dos negócios implica aumento das encomendas, avanço das exportações e tal.

E, no entanto, mesmo com a melhora das promessas de recuperação global, as projeções para a economia brasileiras continuam decepcionantes. Em vez de crescer 2,5% e 3,2%, em 2014 e 2015, como projetado pelo FMI em outubro, o PIB do Brasil não avançará mais do que 2,3% e 2,8%, respectivamente, como consta no documento.

Ainda assim, são números melhores do que os apontados aqui pela Pesquisa Focus, o levantamento semanal feito pelo Banco Central com mais de cem institutos de análise do Brasil. O mais recente, divulgado dia 20, projeta um avanço do PIB de apenas 2,0% em 2014 e de 2,50% em 2015.

A informação mais preocupante não é a repetição de um desempenho baixo em mais dois anos. É o desempenho pior do Brasil não apenas em relação ao resto do mundo, mas, também, em relação aos emergentes. O México, por exemplo, deverá se expandir neste ano 3,0% e a África do Sul, 2,8%.

Até mesmo outro provérbio inglês sobre o mesmo tema ("quando a maré sobe, todos os barcos sobem junto") não é aplicável ao Brasil. O barco, bem mais pesado, não sobe com os demais.

O ritmo dos investimentos continua insatisfatório; o mercado de trabalho está esticado demais; a inflação alta e o rombo externo crescente são obstáculos para a melhora; e o ambiente reflete um desânimo bastante disseminado, o que também não ajuda.

De todo modo, as projeções ontem divulgadas não foram elaboradas pelos redatores de relatórios tupiniquins, supostamente atacados pela síndrome do pessimismo, como vem insistindo o governo. Foram elaboradas pelos analistas do FMI. Eles podem estar errados, como algumas vezes estiveram, mas são avaliações levadas em consideração pelos grandes centros globais de investimento e tendem a piorar a percepção, que já não é boa, a respeito do comportamento da economia brasileira.

Se o governo quer convencê-los do contrário terá de fazer mais do que simplesmente reforçar uma ofensiva de relações públicas, como a que está fazendo agora no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Terá de mostrar resultados, o que é mais difícil enquanto prevalecer a atual orientação do governo de não aprofundar soluções para não colocar em risco as eleições deste ano.

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