quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

JORGE OLIVEIRA- MARIA DO ROSÁRIO, POR FAVOR, ENTREGUE A DEMISSÃO E VÁ PARA CASA



Rio – A Secretaria de Direito Humanos da Presidência da República, como outros 39 ministérios desse governo criados para empregar os petistas e seus apaniguados, virou uma repartição vazia e sem importância nas mãos da Maria do Rosário, depois que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, a proibiu de visitar o presídio de Pedrinhas, o açougue humano, onde os presos se devoram diariamente. Para disfarçar o mal-estar, Rosário convidou os conselheiros da secretaria para uma reunião de mentirinha, onde nada se decidiu. É assim mesmo. A Rosário mete a colher dela em tudo, mas nada resolve. Na última intervenção aloprada, vestiu-se de perito criminal para concluir por homicídio na morte de Kaique Augusto Batista dos Santos, um jovem gay de 17 anos que pulou de um viaduto em São Paulo, segundo concluiu a polícia.



Em outra ocasião, Rosário botou as garras de fora para tratar de um assunto que fugia da sua alçada. Denunciou, sem base nenhuma, que a oposição estava tentando desestabilizar o governo ao anunciar o fim do Bolsa Família e o saque do dinheiro nos caixas fora do calendário do pagamento, provocando tumulto. A Polícia Federal apurou que tudo não passou de burrice dos próprios funcionários da Caixa Econômica Federal. Mais uma vez, Rosário teve que recuar das acusações infundadas, depois de ser acusada de irresponsável pela oposição por suas leviandades.



No caso da tragédia de Pedrinhas, ela permanece em silêncio porque não interessa ao PT brigar com a família Sarney. No Maranhão, dominado pelo clã, Dilma obteve uma das maiores vitórias na eleição de 2010. Agora, em plena campanha de reeleição, a presidente não deu um pio sequer sobre a carnificina no estadoque virou notícia no mundo pela barbárie contra os presos. As declarações de Dilma chegam a ser hilariantes. Questionada sobre o problema, ela diz que quando solicitada a “Força Nacional está pronta para atender os estados” como se o caso do Maranhão fosse essencialmente de repressão aos presos e não de desmando de Roseana Sarney e do governo federal que não investe no setor carcerário.



Maria do Rosário está sempre de plantão para falar com jornalistas sobre qualquer coisa. Mas na prática não consegue resolver nada da sua secretaria. A professora acha que lutar por direitos humanos é apenas defender os interesses de ex-presos políticos e tomar depoimentos de ex-militares e militantes de esquerda na Comissão da Verdade, um órgão com prazo de validade, sem força jurídica para apresentar resultados efetivos. Direitos humanos, professora, também é defender os pacientes sem leitos, que morrem à mingua todos os dias nas portas dos hospitais; mães que dormem ao relento àespera de matricular os seus filhos nas escolas; afaltade saneamento básico, de água e energia que está levando pessoas armadas a invadir concessionárias. É denunciar os petistas que roubam nos ministérios o que falta na merenda das crianças. É também combater o Esquadrão da Morte, integrado por policiais, que voltou a matar pessoas inocentes nas grandes cidades, a exemplo do que fazia na década de 1970. Esses são casos graves do dia a dia que o seu governo, professora, faz vista grossa e a senhora, por cumplicidade, não se manifesta.



Ao ser impedida de entrar no Maranhão para não arranhar o prestígio da família Sarney, a secretária dos Direitos Humanos deixou de cumprir com as suas obrigações por orientação da Dilma, portanto, seu cargo perdeu importância. Fortalecida pela presidente, a governadora Roseana Sarney repeliu as ações da secretaria e a considerou persona non-grata no seu estado. De lá pra cá, não se conhece nenhum pronunciamento oficial de Maria do Rosário sobre as mortes (as últimas na terça e quarta-feira) nos presídios do Maranhão, o que é estranho para uma militante como ela que se mete até em briga de galo.

VIDA EM CUBA- YOANI SÁNCHEZ- ALQUIMIA E MENTIRA



Vivemos numa sociedade de alquimistas. Não transformam o ferro em ouro, porém são hábeis em substituir ingredientes e adulterar quase tudo. Sua meta é enganar qualquer cliente ou roubar-lhe do mesmo modo. Para consegui-lo desvendam até a tabela periódica de Mendeleyev em busca de elementos que possam ser substituídos por outros mais baratos.

Algumas destas fórmulas engenhosas mereceriam um anti Nobel de Química, especialmente pelos efeitos negativos para a saúde que chegam a causar. Como é o caso de uma difundida receita para fazer molho de tomate que inclui beterraba e batata doce fervidas, especiarias, maisena e corante vermelho para o cabelo. Quando algum observador curioso pergunta: e o tomate? Os inventores respondem quase como uma repreensão: “não, não leva tomate”.

Desse modo as ruas estão cheias de tubos de cola que quando espremidos só contem ar. Vidros de shampoo misturado com detergente de lavar roupa. Sabões com raspadores de plástico misturados na fábrica por empregados que revendem a matéria prima. Garrafas de rum saídas de produções clandestinas com álcool de hospital e açúcar queimado para simular boa qualidade. Água engarrafada enchida em alguma torneira e posta à venda nas prateleiras de tantos mercados.

Nem falar sobre as imitações de tabacos Cohiba e outras marcas vendidas aos ingênuos turistas como se fossem autênticos. Nada é o que parece. Uma boa parte da população aceita estas fraudes e sente certa solidariedade com o trambiqueiro. “De alguma coisa esta gente tem que viver”, justificam o “arranca couro”, inclusive os mais prejudicados.

Dentro da longa lista do falsificado o pão do racionamento ocupa o primeiro lugar. Trata-se do produto mais adulterado da nossa cesta básica, cuja fórmula se extraviou faz décadas por culpa da estandardização e do desvio de recursos.

Nas padarias os “alquimistas” alcançam níveis de verdadeira genialidade. Acrescentam quantidades enormes de fermento para que a massa cresça desmesuradamente e se obtenha este “pão de ar” que nos deixa com as gengivas doloridas e o estômago por saciar. Nem falar em substituir a farinha de assar por outra usada na fabricação de massas e macarrão. Com esse procedimento algo duro, seco e sem nenhum aroma termina em nossa boca. Melhor não olhar antes de comê-lo porque a aparência é pior do que o sabor.

Se Paracelso ressuscitasse teria que vir a esta Ilha, Aprenderia tanto!

Tradução por Humberto Sisley

Janer Cristaldo- MÃE DE AFRODESCENDENTINHO HOMOAFETIVO DESMENTE ROSÁRIO

Comentei há pouco o caso do tal de Kaique, adolescente que se suicidou no centro de São Paulo e foi logo tido, pela secretária nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, como vítima de “mais um crime de ódio e intolerância motivado por homofobia”. 

Por ser negro e homossexual, logo ganhou a primeira página dos jornais. Fosse branco – e ainda por cima hetero – não mereceria sequer uma linha. Os jornais têm como política não noticiar suicídios, para evitar a emulação. Mas fugiram à regra no caso. Afinal, se era negro e homossexual, só podia ser vítima de homofobia. Isso que esta figura jurídica sequer existe no Código Penal. Imagine quando existir.


De Florianópolis, me escreve um leitor: 


“Aqui na UFSC (tua velha conhecida) um aluno gay suicidou-se no campus essa semana e um tal de núcleo ou sei lá o que de "gênero" está propondo mil e uma medidas por conta da culpa da sociedade pela morte desse rapaz. SC e RS são os estados do Brasil com mais suicídios (causa ainda desconhecida) mas quando se trata dos muitos suicídios de heterossexuais ninguém culpa a sociedade, na maior parte das vezes é depressão, algum outro problema psíquico etc... Agora porque é gay não pode ser deprimido? A culpa é minha e sua?”


Claro que é, meu caro. Assim como os ricos são culpados da miséria dos pobres, assim como a Europa é causa da miséria da África, é óbvio que nós brancos heterossexuais somos a causa da violência contra os negros homossexuais. Ou afrodescendentinhos homoafetivos, em linguagem contemporânea. Pelo menos assim entendem as altas instâncias de Brasília. 


Você lembra, por acaso, da ex-ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir)? Em 2008, flagrada pelo uso indevido dos tais de cartões corporativos – um convite praticamente irresistível à corrupção - dona Matilde já foi exibindo a cor da pele. Em entrevista coletiva, questionada se via preconceito na cobertura da imprensa sobre o uso irregular de seu cartão, ela disse que "o histórico do Brasil não permitiu que fosse reconhecido o peso da escravidão e o peso da não inclusão de negros e negras. Isso vale para a sociedade como um todo".


Se Dona Matilde prevaricou, claro que a culpa é da elite branca. Gastou à tripa forra em transporte e restaurantes de luxo. Só em 2007, torrou R$ 171,5 mil em viagens, todas pagas com o cartão corporativo. O que corresponde a R$ 14,3 mil mensais, valor superior ao seu salário, que era de R$ 10,7 mil. Dona Matilde encontrou uma maneira confortabilíssima de mais que duplicar seu salário. O curioso em tudo isto é que este despilfarro – como dizem os espanhóis – parece não ter causado espécie aos catões do Planalto. O que escandalizou foi uma continha de 461 merrecas em um free shop. Argent de poche.


Lula não hesitou em endossar a defesa da secretária. Disse que ela fez "um trabalho extraordinário" à frente da pasta e declarou conhecer as "imensas dificuldades, arraigadas por séculos de preconceito, que Vossa Excelência teve de enfrentar". Foram, obviamente, os séculos de preonceito que levaram Dona Matilde a pôr a mão no Erário.


Já que estamos relembrando, se alguém não mais lembra, foi esta senhora que, em 2007, declarou considerar natural a discriminação dos negros contra os brancos. Em entrevista à BBC Brasil para lembrar os 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, ela disse que "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou", afirmou na ocasião.


Na época, a frase caiu pesada nos meios de comunicação. Como era proferida por uma negra, ficou por isso mesmo. Negro pode insultar branco à vontade, não é racismo. Branco também pode acusar branco, até de assassinato, mesmo se crime algum tiver ocorrido. Ninguém imagine que Maria do Rosário vai desculpar-se pela calúnia aos brancos e heteros. Em um ambiente em que negros começam a invadir shoppings para depois denunciá-los por racismo, a secretária jogou gasolina na fogueira. Mas tampouco será responsabilizado por isso. Muito menos demitida, como deveria ter sido, em país decente.


Mas se um branco dissesse o inverso, seria imediatamente enquadrado por crime de racismo. De minha parte, até que concordo com um trecho da afirmação de Dona Matilde. Não vejo porque negros tenham de gostar de conviver com brancos. Mas também não vejo porque brancos tenham de gostar de conviver com negros. O gostar não pode ser obrigatório. Respeito, sim. Mais do que isso é dogma de papistas. Uma das frases mais abomináveis da História que conheço é o “amai-vos uns aos outros”. Eu amo quem acho amável, ora bolas. E a verdade é que o mundo está cheio de pessoas detestáveis.


A mãe do afrodescendentinho homoafetivo reconheceu ontem que o filho se suicidou. A hipótese, segundo ela, foi reforçada pelas investigações da polícia e as mensagens de despedida encontradas no diário apreendido na casa do rapaz de 17 anos. Inicialmente, a mãe em assassinato. Já correm boatos que a família foi comprada para confirmar o suicídio. 


Os jornais, desenxavidamente, noticiaram a declaração da mãe. Mas nenhum jornal fez um mea culpa por ter noticiado a versão anterior.

EMOCIONAL CAMBIANTE

Celso Ming - O Estado de S.Paulo


O governo Dilma tem se esforçado por encorajar empresários e formadores de opinião, porque entende que o pessimismo é corrosivo para o crescimento econômico. Mas não tem sido bem-sucedido.

Nos dois últimos dias, quatro fatos diferentes falavam de estado de espírito cambiante dos brasileiros em relação ao que acontece com a economia e a renda.

O relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou ontem que o empresário brasileiro começou 2014 menos confiante no governo e no comportamento da economia. "A queda de confiança reflete tanto o aumento do número de empresários que perceberam piora nas condições atuais dos negócios como, também, menor otimismo em relação aos próximos meses", diz a nota que acompanha os resultados do levantamento.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, pareceu afinado com o governo quando reconheceu ontem em Davos, na Suíça, onde se realiza o Fórum Econômico Internacional, que as críticas à política econômica têm "certa dose de exagero". Mas seu banco não vem fazendo projeções melhores sobre o comportamento da economia do que as demais instituições financeiras. De todo modo, Trabuco admitiu que há alguma coisa errada na maneira como o governo Dilma encara o mundo dos negócios e suas manifestações: "O (governo do) Brasil precisa reafirmar a confiança num modelo que não seja estatista, que seja de (boa) convivência entre o público e o privado".

Na terça-feira, o diretor da agência de classificação de risco Standard & Poor's, Roberto Sifon-Arevalo, já adiantara que não via sinais de melhora na economia brasileira e, que por isso, não tinha também como acenar com uma reversão da "perspectiva negativa" em que foram colocados os títulos de dívida soberana do Brasil.

Também em Davos, o ministro-chefe da Secretaria de Estudos Estratégicos (SAE), economista Marcelo Neri, levou ontem o assunto para o lado da psiquiatria. Ele vê no brasileiro uma síndrome bipolar, "excesso de otimismo na população, que pode reduzir a poupança, e excesso de pessimismo dos empresários, o que conduz à redução do investimento". Mas não apontou como reverter esse desvio patológico.

O problema é que o governo Dilma parece insistir mais em fazer a cabeça dos empresários do que em apresentar resultados. Tenta cercar os inimigos na guerra das emoções, mas eles escapam sempre. Comporta-se como o imperador Dario I, da Pérsia que, no século 5.º antes de Cristo, não conseguiu combater os citas porque eles não se deixavam encontrar. Mudavam todos os dias sua posição. Esse povo nômade não tinha cidades a defender ou onde se concentrar e, assim, cambiante, fez Dario de bobo e desgastou irremediavelmente seu exército.

O presidente do Bradesco explicou ontem que há US$ 1 trilhão, apenas nos bancos dos Estados Unidos, à espera de oportunidades e que o Brasil só conseguirá atrair esses capitais se mudar seu jeito de tratar os negócios.

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