quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Não consigo mais me olhar no espelho.Sempre encontro mais e mais defeitos.Não é nada bonito ser feio.

Já que todos estão sabendo...- Padilha diz que vai cancelar o convênio com a ONG do pai

RUI BARBOSA ESTAVA CERTO.CHEGOU O DIA QUE ELE TANTO TEMIA- 'Vaquinha' para Delúbio arrecada mais de R$ 1 milhão - 600.000 hoje

Não, não estamos sozinhos.Estamos sim cercados de gente de reputação duvidosa. Arre!

“Não é fácil ser ateu. Agora é Deus que tenta provar que eu não existo.” (Mim)

“Como todo e qualquer besta também me reservo o direito de estar quase sempre errado.” (Pócrates)

...E como dizia o velho ermitão José que morava num buraco de tatu, não porque não tinha casa, não porque não tinha nada, apenas para fugir das maldições e do bafo da velha mulher: "Peru esperto em dezembro só bebe água." (Mim)

VIDA EM CUBA- YOANI SÁNCHEZ- Operação limpeza



Rua Infanta com Vapor, oito da noite. Um andaime range sob o peso dos seus ocupantes. O lugar está escuro, porém ainda assim dois pintores passam suas brochas nos balcões sujos, nas fachadas e nas longas passagens que dão para a avenida. O tempo urge, a II Cúpula da CELAC começará em apenas algumas horas e tudo deve ficar pronto para os convidados. As ruas por onde transitarão as caravanas presidenciais serão retocadas, o asfalto refeito, os buracos tapados e a pobreza escondida. A verdadeira Havana será dissimulada como cidade cenográfica, como se a ferrugem – acumulada por séculos – tivesse colocada por cima um tapete vistoso e fugaz.


“A limpeza humana” chegará depois. Os primeiros sinais de que outra cenografia está sendo montada são dados pelos celulares. Chamadas que não se completam, mensagens de texto que não chegam ao seu destino e nervosos sons de ocupado respondem às tentativas de comunicação com um ativista. Então chega a segunda fase, a física. Nas esquinas de certas ruas proliferam casais que não se falam, homens com camisas quadriculadas que nervosamente tocam nos fones dissimulados em suas orelhas, vizinhos que se postam defronte as portas dos quais ontem mesmo pediram um pouco de sal. Toda a sociedade se enche de sussurros, olhos atentos e medo, uma grande dose de medo. A cidade está tensa, tremendo, em alerta; começou a Cúpula da CELAC.


A última fase é de detenções, ameaças e prisões domiciliares. Enquanto na televisão oficial os locutores sorriem, comentam as conferências de imprensa e movem suas câmeras para as escadarias de dezenas de aviões. Há tapetes vermelhos, pisos polidos, samambaias semelhantes a árvores no Palácio da Revolução, brindes, foto de família, tráfego desviado, policiais a cada cem metros, guarda-costas, imprensa autorizada, discursos de abertura, gente advertida, calabouços repletos e amigos em paradeiro desconhecido. Nem à refinaria Nico López é permitido mostrar sua fumaça suja saindo pela chaminé. O postal retocado está pronto… Porém lhe falta vida.


Depois, depois tudo passa. Cada presidente e cada chanceler voltam ao seu país. A umidade e a imundície brotam sob a fina capa de pintura das fachadas. Os vizinhos que participaram da operação retomam seu tédio e os oficiais da #OperaciónLimpieza (Operação Limpeza) são premiados com hotéis com tudo pago. As plantas colocadas para as inaugurações secam por falta de água. Tudo volta à normalidade ou à absoluta falta de normalidade que caracteriza a vida cubana.


O instantâneo falso terminou. Adeus II Cúpula CELAC.


Tradução por Humberto Sisley

JORGE OLIVEIRA- GILBERTO CARVALHO, O ESPIÃO QUE SE MANTÉM NO GELO



Rio – Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência, informante de Lula no Planalto, não tolera a Dilma e a recíproca parece verdadeira. Carvalho também não tolera povo: “Bom, fizemos tanto por essa gente, e agora eles se levantam contra nós”? Isso mesmo, é assim, com desprezo e arrogância, que ele se referiu ao contribuinte, numa tradução livre: povo, povão, zé povinho, gentinha, gentalha, miseráveis, pedintes numa palestra que fez em Porto Alegre, onde se mostrou magoado com “essa gente” que vai às ruas lutar pelos seus direitos e pela moralização do país. Carvalho acha que as esmolas e o pão e circo distribuídos pelo PT iriam calar a boca da população descontente com o rumo do país, daí a sua frustração por não ter silenciado as vozes inquietas das ruas com as migalhas do poder.



À Dilma, Carvalho – que já anunciou que sairá do Planalto – tem reservado alguns comentários ácidos numa época sensível de campanha eleitoral. Numa de suas declarações, quando o Planalto festejava pesquisa fajuta que indicava a Dilma ganhando com larga vantagem, ele botou água no chope dizendo que as eleições iriam para o segundo turno. Ou tinha os números reais ou estava torcendo contra, quando incentivava a oposição a intensificar a campanha para confrontar a presidente. Agora, numa palestra que fez em Porto Alegre, foi mais longe. Disse que o modelo petista de governar dá sinais de desgastes e que é necessário debater um novo projeto.



Pela primeira vez, um alto integrante do governo petista reconhece que a política de pão e circo está chegando ao fim ao afirmar que “um novo projeto de governo precisa ir além da inclusão social e distribuição de renda”. Enquanto a oposição, por razões eleitoreiras, silencia, tem medo de debater o assistencialismo do Bolsa Família, o próprio PT faz autocritica e pede mudança do modelo que deu três mandatos presidenciais ao partido.



Gilberto Carvalho fez essas declarações, publicadas discretamente nos jornais, em um debate sobre crise do capitalismo e democracia, no Fórum Social Temático de Porto Alegre. Ali, ele também confessou outro fracasso da Dilma ao dizer que o governo foi surpreendido pelos protestos de 2013, e que falhou ao não garantir a qualidade dos serviços públicos a uma população cada vez mais exigente.



E não teve receio em contrariar a cúpula do governo e do seu próprio partido ao enfatizar que “não há duvida nenhuma de que os sinais de desgastes estão dados. As conquistas importantes nós tivemos. Foram importantes, mas foram absolutamente insuficientes”.



Essas críticas mostram que existe um conflito dentro do Palácio do Planalto entre os lulistas e os dilmistas. Os lulistas nunca acreditaram na pureza petista da Dilma, que fez carreira política no PDT; e os dilmistas querem de toda forma se ver livre do monitoramento dos lulistas que impede a Dilma de governar. Assim é que perderam espaço lá dentro o próprio Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia, o aspone que tenta até hoje conduzir a política externa brasileira à sua maneira xiita.



Para enfrentar o poder dos dilmistas no Planalto, Lula jogou sua última cartada: botou lá dentro Aloísio Mercadante, político experiente de faro fino e habilidoso. Com o Mercadante dando as cartas no principal ministério do governo, Lula aumenta mais ainda o seu poder na administração. E o mantém como coringa para provável candidato à presidência caso se torne agudo o fracasso da administração da Dilma neste primeiro semestre. Lula pensa em repetir com Mercadante a fórmula que deu certo com a Dilma que chegou à presidência depois de um estágio na Casa Civil.

Reynaldo-BH: Os ‘soldados da web’ do PT foram mobilizados para a invasão dos blogs de quem tem mais de um neurônio

REYNALDO ROCHA
Há um movimento nas redes sociais comandado pela tropa de “soldados da WEB” do PT que saiu em defesa de Dilma e do lulopetismo neste ano de eleições. E que invade blogs independentes para ofender e provocar comentaristas não alinhados com o pensamento único.
Nada disso é novo. Há anos sei o que é isso e como funciona. Assim como o titular deste blog.
Reinaldo Azevedo publicou nesta terça-feira um post em que explicita este comportamento e o acusa de tentar impedir a interação entre quem tem ideias (nós) e quem segue cartilhas e ordens (eles). É verdade.
O aviso, certamente, será útil para muitos. Não pensem que estamos, comentaristas, imunes às agressões ou mesmo ameaças.
Não estamos, nem estivemos nestes anos negros. É uma prática comum aos milicianos de plantão, que usam a rede para tentar pasteurizar a corrupção e implantar um regime protoditatorial.
Só discordo da opção de Reinaldo Azevedo, a quem respeito sempre! Não preciso que me “protejam” de ataques e ameaças. Deixem-me escolher o que farei ou como agirei, dentro das regras de cada espaço.
Mas é importante que todos saibamos de mais esse desvio de caráter da canalha petista, que paga por opiniões amestradas e defesas do indefensável.
Não é lenda urbana nem desconfiança exagerada. A coisa tem nome, identidade e regras, como se vê nos sites do tal movimento do PT para tomar de assalto a internet.
Nada contra usar a WEB. Tudo contra falsificar a opinião e o número de aderentes (modess) a partir de uma trupe paga e dependente de neurônios.
É a censura às avessas. Se não se pode (ainda, nos sonhos deles) censurar, que ao menos se emporcalhe o espaço de debates.
Alguns colunistas ─ a exemplo de RA ─ não permitem a entrada dos ratos nos ambientes. Outros oferecem o espaço em troca de surras de rabo de tatu e abraços de jegue, o que só excita os pretensos invasores em busca de masoquismo. E outros tentam uma convivência com alguém que tenha um mínimo de respeito pelo espaço democrático que disponibilizam.
2014 é guerra. E não será por uma tropa de descerebrados que vamos abandonar nossa frente de luta. Nem deixar de ridicularizar os filhotes de Dilma.
Sei que quase nada se aproveita depois de eliminados os palavrões. Quando assim acontecer ─ se houver algo a responder ─ estaremos por aqui.
Sempre. Eles são pagos. Nós somos LIVRES.

“Das figuras feias, monstruosas, nós fugimos. Abrimos nossas portas e corações para tipos impecáveis de fala doce e mansa. Digo que é preciso ter cuidado com o modelo R.R. Soares.” (Pócrates)

Stephen Hawking nega existência dos buracos negros

Isso porque ele não conhece a cabeça do Leonardo Boff e do João Pedro Stédile, além de milhares de dirigentes e jornalistas amantes do PT.

“Sempre estou ao lado da igreja. Lado de fora.” (Mim)

“Diante de um tolo se faça de mais tolo ainda, para que ele guarde para si as flechas da inveja.” (Filosofeno)

“Não se deve dar um harém para um garanhão que definha.” (Pócrates)

E SEM CORRER RISCOS- Mercado evangélico gira R$ 15 bi por ano

Na política são poucos que prestam.Mas os piores são os que se diziam santos.Vou-me embora pra Liliput!

CORREIO DA VICUNHA FEBRIL- Nicolas Maburro deve estar doente.Não criou nenhum ministério ontem.

PERGUNTAR NÃO É OFENSA- Governo de Cuba está no Programa Bolsa-Família do BNDES?

Janer Cristaldo-MORRE MAIS UMA BOBAGEM COM FOROS DE CIÊNCIA

Não acredito em Deus nem em ponto G, costumo afirmar. Muito menos no aquecimento global. É sintomático que, como a histeria em torno ao racismo, a idéia de aquecimento global tomou força após a queda do Muro e o desmoronamento do comunismo. Urge encontrar novos pretextos para lutar contra o capitalismo. Já escrevi sobre o assunto.

Mentira morta, mentira posta. A grande ameaça deixou de ser o capital. Passou a ser o aquecimento global. O que no fundo dava no mesmo. Era a sociedade capitalista, com seus índices de consumo, o fator maior de aquecimento. Nem as vacas – que produzem carne, este luxo capitalista – foram poupadas. Suas flatulências destruíam a camada de ozônio. Por trás da nova denúncia, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática, ligado à ONU).

O IPCC foi desmascarado em 2009, quando o famoso climatologista Phil Jones, diretor da Unidade de Investigação do Clima da Universidade de East Anglia, foi acusado de haver manipulado dados para exagerar os efeitos da mudança climática. Ele renunciou depois que foram divulgadas na internet mensagens que supostamente demonstrariam a fraude. Em um dos e-mails invadidos por hackers, Jones menciona um "truque" empregado para maquiar as estatísticas de temperatura para "ocultar uma redução".

A teoria do aquecimento global teve seu guru precursor, James Lovelock, inventor do Electron Capture Detector, aparelho que ajudou a detectar o (suposto) buraco crescente na camada de ozônio e outros nano-poluentes, considerado “uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade”, é o criador da chamada Hipótese Gaia, que vê a Terra como um organismo vivo.

Não há de novo sob o sol. Aliás, desde o Qohelet não havia. Já comentei há alguns anos. Lovelock chegou à conclusão que a raça humana está condenada. Que mais de seis bilhões de pessoas morrerão neste século. Enquanto caminhava em um parque em Oslo, declarou ao escritor americano Jeff Goodel:

- Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Em entrevista para a Veja, em 2006, falando sobre seu livro A Vingança de Gaia, lançado naquele ano na Inglaterra, Lovelock brandia o apocalipse. O repórter, não por acaso um dos crentes no efeito estufa, queria saber quando o aquecimento global chegaria a um ponto sem volta. Respondeu o guru, com a convicção dos profetas:

- Já passamos desse ponto há muito tempo. Os efeitos visíveis da mudança climática, no entanto, só agora estão aparecendo para a maioria das pessoas. Pelas minhas estimativas, a situação se tornará insuportável antes mesmo da metade do século, lá pelo ano 2040.

- O que o faz pensar que já não há mais volta?
- Por modelos matemáticos, descobre-se que o clima está a ponto de fazer um salto abrupto para um novo estágio de aquecimento. Mudanças geológicas normalmente levam milhares de anos para acontecer. As transformações atuais estão ocorrendo em intervalos de poucos anos. É um erro acreditar que podemos evitar o fenômeno apenas reduzindo a queima de combustíveis fósseis. O maior vilão do aquecimento é o uso de uma grande porção do planeta para produzir comida. As áreas de cultivo e de criação de gado ocupam o lugar da cobertura florestal que antes tinha a tarefa de regular o clima, mantendo a Terra em uma temperatura confortável. Essa substituição serviu para alimentar o crescimento populacional. Se houvesse um bilhão de pessoas no mundo, e não seis bilhões, como temos hoje, a situação seria outra. Agora não há mais volta.

- O senhor vê o aquecimento global como a comprovação de que sua teoria está certa?
- O aquecimento global pode ser analisado com base na Hipótese Gaia, e, por isso, muitos cientistas agora estão se vendo obrigados a aceitar minha teoria.

Quem se viu obrigado a fazer meia-volta – quem diria? – e negar sua própria teoria, foi Lovelock. Como o planeta teimava em não aquecer-se, Lovelock confessou em abril de 2012 ter sido alarmista: "cometi um erro".

- O problema é que não sabemos o que o clima está fazendo. Pensávamos que sabíamos nos últimos vinte anos. Isto levou a alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia óbvio, mas isto não aconteceu. O clima está fazendo seus truques usuais. Não há nada realmente acontecendo ainda. Já era para estarmos a meio caminho de um mundo tórrido. O mundo não aqueceu muito desde a virada do milênio. Doze anos é um tempo razoável... a temperatura permaneceu quase constante, enquanto devia ter-se elevado. O dióxido de carbono está aumentando, não há dúvida quanto a isso. 

Lovelock arrebanhou milhares de malucos no mundo todo que saíram a fazer campanhas para impedir a construção de barragens e hidrelétricas. Isso sem falar nos que condenavam a pecuária brandindo a flatulência das vacas como fator de aquecimento do planeta. Era tudo alarme falso. A retratação de Lovelock ocorreu há dois anos. Mas até hoje não falta jornal que recidive, propositadamente ignorando a retratação do autor da teoria.

Outra de minhas descrenças era em torno dos tais de buracos negros, teoria criada pelo físico inglês Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge. Verdade que, bem antes de Hawking, Carlos Duccati, do curso de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já me falara sobre o assunto. Figura muito popular em Porto Alegre nos anos 60, Duccati não é terráqueo, mas orionino. Isto é, vem da galáxia de Orion e se encontra em missão na Terra.

Hawking tornou pública sua teoria em 1974. Uns cinco anos antes, Duccati já me falava dos buracos negros. Ele os conhecia muito antes do físico inglês. O viajante astral andava em busca de Galactus, ser galático que odiava a vida e se alimentava de planetas. Galactus fora, inicialmente, uma ilação teórica. Com o correr do tempo, sua existência passou a ser um imperativo de ordem conceitual, única explicação plausível para o desaparecimento de civilizações cósmicas multimilenares.

Sempre achei que tanto Duccati como Hawking andavam lendo muito histórias em quadrinhos. A idéia de um buraco que devora galáxias – como também a idéia de Deus - é por demais inverossímil para ser aceita pelo intelecto. Não sei o que pensa hoje o orionino. Em entrevista para a revista científica Nature, Hawking acaba de se retratar. "Não existem buracos negros" - disse. 

A declaração tenta colocar um ponto final em uma discussão que se arrasta há décadas – diz a revista - e que, em última instância, está na base de um dos principais desafios da Física: unificar a Teoria da Relatividade (que explica o mundo macroscópico) com a Mecânica Quântica (que explica o mundo microscópico).

A idéia de buraco negro - um objeto cosmológico resultante do colapso de uma estrela, cuja massa gigantesca (que pode ser milhões de vezes maior que o Sol) é condensada em um único ponto, com tamanha força gravitacional que suga tudo o que está a sua volta, até mesmo a luz -- vem do início do século 20.

Sem nada entender de Física, sempre vi Hawkings como uma espécie de vigarista talentoso. Explico. Há muito anos, o vi dando uma entrevista em sua cadeira cheia de recursos tecnológicos. Com o único dedo que podia mover, o físico digitava as respostas e um processador transformava o texto em voz. Só havia um problema, para processar uma frase eram necessários longos minutos, muito mais que o tempo exigido para digitar.

Pergunta-se: por que a enfermeira que o acompanhava não lia o texto? Seria bem mais prático. Sua postura era de uma arrogância tecnológica semelhante a de Miguel Nicolelis, este senhor que aspira ser o primeiro Nobel brasileiro, trabalhando em um pesado, complexo e caríssimo exoesqueleto para paraplégicos, quando existe um atalho bem mais singelo, prático e barato, a cadeira de rodas. Me lembra conto que li quando jovem, sobre pesquisadores que queriam criar uma laranja e acabaram chegando à conclusão que plantar uma laranjeira era bem mais prático. 

Pergunta que se impõe: como ficam os institutos e autoridades científicas que publicaram centenas de fotos de algo que não existe, os buracos negros?

Se eles têm Chico Buarque, nós temos Bruce Dickinson!


Fonte: Exame
Como todos sabem, o ícone da esquerda caviar é Chico Buarque, aquele que adora Cuba lá de Paris. Mas se eles têm Chico, nós, da direita Miami, temos Bruce Dickinson, o líder da clássica banda de metal Iron Maiden.
Sou fã há anos, admito. Escuto Iron Maiden desde os tempos de disco de vinil (“Killers” foi o primeiro álbum que comprei). Além do rock bem tocado, o grupo tem melodia e letras inteligentes. Mas nada disso vem ao caso aqui. Bruce é um empreendedor capitalista de sucesso, e não tem receio de admiti-lo!
Esteve no Brasil, em São Paulo, para dar uma palestra sobre empreendedorismo. A Exame fez uma matéria:
Ele pilota o próprio avião. Tem uma cerveja própria. Viaja de São Paulo à Europa na mesma semana. Parece turnê de rock star, mas é a rotina de Bruce Dickinson, líder do Iron Maiden, rodando o mundo para falar sobre empreendedorismo.
Investidor-anjo, mestre cervejeiro (a banda tem sua própria cerveja, a Trooper) e historiador. Dickinson explora sua criatividade em várias frentes e defende que empreendedores devem aprender sobre os mais diferentes assuntos.
[...]
Dickinson comparou o mundo dos negócios com o oceano. “Se você fica parado, como o peixe, você será comido por tubarões. Se você tem fãs, clientes fiéis, então você tem algo realmente valioso. Desenvolver negócios é desenvolver algo valioso. Se você quer ficar no mercado, tem que pensar o que é valioso e o que seu negócio faz que é único e especial”, compara.
Exatamente. O empreendedor deve focar no cliente o tempo todo, deve procurar servi-lo com algo valioso, segundo sua própria perspectiva. Por isso os empreendedores são os heróis dos liberais, enquanto burocratas e políticos arrogantes são os ídolos da esquerda caviar, que não liga para os consumidores
Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino- FT: Brasil é o grande perdedor em Davos. Ou: O tiro de Dilma saiu pela culatra!

Deu no FT (publicado no Valor): Brasil foi o grande perdedor em Davos:
O Brasil saiu como o grande “perdedor” do encontro de Davos, a despeito das tentativas da presidente Dilma Rousseff de resgatar a imagem do país entre investidores estrangeiros. Já o México seria o grande “vencedor” entre as nações participantes. A avaliação foi feita pelo blog “Beyond Brics”, do jornal britânico “Financial Times”.
De acordo com a publicação, “não era fácil ouvir algo de positivo sobre o Brasil” em Davos. A falta de investimentos estruturais e o excesso da participação do consumo no crescimento do país foram os fatores citados para o pessimismo dos presentes com a economia brasileira.
A presidente Dilma ainda não se deu conta de como funciona o mercado. Acredita que dá para enganar os investidores do mundo todo só com o gogó. Acha que as mentiras que conta por aqui, e que podem enganar parte da massa de desatentos, conseguem iludir gestores de bilhões de dólares acostumados com todo tipo de governante embusteiro.
Em sua coluna de hoje na Folha, o economista Alexandre Schwartsman resumiu bem a coisa:
Visto em certos círculos como capitulação, a presidente discursou em Davos numa tentativa de recuperar a confiança perdida pelo país junto a investidores internacionais. Intenção louvável (ainda que tardia) à parte, o resultado não foi dos melhores. O discurso está permeado dos mesmos vícios que criaram o problema, a saber, autossuficiência no limite da arrogância, assim como uma inacreditável incapacidade de entender as críticas ao desempenho medíocre do país.
[...]
Em nenhum momento houve reconhecimento dos erros (e não foram poucos!) de política, os diagnósticos equivocados, a execução malfeita de projetos. Houvesse autocrítica, certamente seria possível construir uma base para a credibilidade acerca de rumos futuros que incorporassem a correção dos enganos anteriores.
Assim, se tivesse que resumir o discurso, seria algo na linha: “Estamos fazendo tudo certo, mas vocês não reconhecem; tratem de admitir que somos fantásticos e invistam”.
Essa postura é sinônimo de chamar os investidores todos de otários. O tiro de Dilma saiu pela culatra. A ida a Davos serviu apenas para todos terem certeza de que nada vai mudar. Dilma acredita em seu modelo equivocado nacional-desenvolvimentista.
Se a maioria dos eleitores brasileiros se der conta disso a tempo, o modelo irá mudar trocando a presidente; caso contrário, teremos de mergulhar no caos argentino ou algo próximo disso para que haja a noção plena de que o projeto é um fracasso.
Rodrigo Constantino

Celso Ming-Ligaram o aspirador

Celso Ming - O Estado de S.Paulo
Em apenas 15 dias, o ambiente global, que era relativamente favorável, virou contra a economia dos emergentes.
Ainda na metade de janeiro, o Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC) comemoravam a facilidade com que empresas brasileiras, entre as quais a Petrobrás, captavam novos empréstimos externos. Essa fonte secou abruptamente porque a percepção entre os senhores do dinheiro é de que a reversão da atual política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e a desaceleração da China provocarão o sumiço de recursos para o financiamento do rombo dos países emergentes.
Na última segunda-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, advertiu na London School of Economics que começou a funcionar um gigantesco "aspirador de pó" de dólares, que provocará não só secura financeira para os emergentes, mas também certa fuga de capitais, que começou pela Argentina e pela Turquia.
A resposta da Turquia foi dar um choque nos juros, ou seja, foi reduzir substancialmente o volume de moeda (a lira turca) para neutralizar a desvalorização diante do dólar. Podem não estar claras as proporções dessa alta porque a Turquia trabalha com vários segmentos de oferta monetária, com juros diferenciados em cada uma delas. Mas foi uma paulada, como tentativa destinada a evitar a excessiva desvalorização de sua moeda.
A reação das autoridades do governo Dilma foi dizer que o Brasil não está sujeito a contágios, porque tem fundamentos sólidos e tal. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, assoviou ontem essa música, que não convence ninguém.
O avanço econômico do Brasil segue insignificante, a inflação está à altura dos 6% ao ano e o rombo das contas externas é alto. Os grandes beneficiários da política econômica do governo Dilma, os tais 40 milhões incluídos às classes médias, mostram-se insatisfeitos organizando rolezinhos em shopping centers e protestos contra a Copa do Mundo.
O BC tem agora razão adicional para seguir puxando para cima os juros básicos, hoje em 10,50% ao ano. A maior inconsistência da política econômica do governo Dilma é de que a política fiscal e a política monetária caminham em direções opostas. O Ministério da Fazenda eleva as despesas para estimular o consumo e a atividade econômica; e o BC reduz o volume de moeda (aumenta os juros) para conter a demanda e a inflação.
A presidente Dilma prometeu para o início de fevereiro novas metas de política fiscal, que determinarão a sobra de arrecadação destinada a pagar a dívida (superávit primário). É uma excelente oportunidade para dar coerência à sua política econômica e evitar que os juros tenham de ir à lua para contrabalançar o aspirador de pó de que falou Tombini.
Não basta anunciar metas fiscais mais apertadas, coisa que este governo fez em cada um dos últimos três anos e não cumpriu. É preciso que essa meta carregue dose suficiente de credibilidade. A erupção do azedume externo pode ser o elemento que faltava para convencer a presidente Dilma de que não pode ficar parada e que precisa dar mais consistência à sua política econômica. A ver.

DORA KRAMER- Excessos sigilosos

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Dizer que Dilma Rousseff não entendeu direito a essência da reação crítica à sua escala técnica de 15 horas em Lisboa para abastecer o avião que a levava da Suíça a Cuba seria menosprezar a capacidade da presidente (e de seus conselheiros) de tergiversar.
Como qualquer ser humano dotado de um mínimo de habilidade cognitiva, ela compreendeu perfeitamente do que se trata. Mas, convenientemente, preferiu dissertar de maneira professoral sobre a divisão da despesa entre os participantes do jantar no restaurante Eleven, na capital portuguesa.
"Eu escolho o restaurante que for porque eu pago a minha conta", iniciou ao seu peculiar modo autossuficiente, para continuar austera - "não há a menor condição de eu usar o cartão corporativo e misturar o que é consumo privado e público" - e encerrar em figurino exemplar: "No meu aniversário (em Moscou) eu também paguei. Tem gente que acha esquisito uma presidente dividir a conta. Acho isso extremamente democrático e republicano".
E por aí foi detalhando suas exigências na partilha dos gastos com almoços e jantares; falou sobre a autonomia de voo da aeronave presidencial (um problema também enfrentado pelos governos do México e da Argentina, ficamos sabendo) e das escalas cogitadas até a opção por Portugal.
Como se as questões em tela fossem essas. Pagar a conta do restaurante em compromissos privados pode até não ser um hábito entre autoridades brasileiras, mas trata-se de uma obrigação. E, no caso, de um instrumento de rodeio.
As despesas de hospedagem em dois hotéis de luxo - suíte presidencial a R$ 26 mil - e transporte da comitiva ficaram fora da dissertação presidencial. Assim como ficaram e ficarão longe da vista e dos ouvidos dos cidadãos por que, por determinação da zelosa presidente, os gastos com viagens presidenciais passaram a ser incluídos entre as informações a serem mantidas em sigilo.
E é desse segredo que se cuida. A ele também se dá o nome de ausência de transparência, que fere o artigo 37 da Constituição onde estão previstos os pressupostos a serem obedecidos pelos ocupantes de cargos na administração pública.
O argumento da Presidência ao baixar a norma foi a genérica alegação de razões de segurança. É de se perguntar no que a segurança presidencial estaria ameaçada se o público soubesse o quanto está pagando pelas despesas das comitivas oficiais mundo afora.
Mas a presidente não reivindica apenas o direito de gastar sem dar satisfação. Quer, nessas viagens, aproveitar as escalas técnicas para passear e ter alguns momentos de lazer como "cidadã comum", longe dos olhos da imprensa. Vale dizer, do País.
Por esse método, desde 2012 fez seis paradas que só apareceram depois na agenda oficial. Desta vez, soube-se que estava em Lisboa porque o Estado descobriu. A Presidência justificou que a decisão havia sido tomada de última hora, no sábado, e o governo português desmentiu; fora avisado na quinta-feira.
Não há outro jeito de dizer: o governo brasileiro mentiu. E a presidente da República, cobrada, fez-se de desentendida. Não há razão para isso.
Se a chefe do governo quer momentos de folga em suas viagens internacionais, deveria dizer isso com clareza, sem usar o subterfúgio da parada técnica porque o reabastecimento do avião é algo a ser resolvido com alguma rapidez.
Não é preciso desembarcar a comitiva, transportá-la, hospedá-la, proporcionar-lhe lazer e levá-la de novo ao cumprimento da próxima etapa de trabalho. O fato de nesse meio tempo cada um pagar a sua parte na conta do restaurante, francamente, é o de menos.

CORREIO DO PAPA HÓSTIA LINGUARUDO- Padre de Farroupilha fala em imprudência de jovens na Kiss e associação pede retratação

Tal declaração só poderia partir mesmo de um descerebrado que acredita na existência do Mandrake celestial.
Que falta de humanidade!

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