sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

RODRIGO CONSTANTINO- Mais uma caixa-preta petista: o mini BNDES com recursos dos trabalhadores

A EXAME fez uma matéria sobre a nova caixa-preta do governo petista: o Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), que conta com quase R$ 30 bilhões em recursos extraídos compulsoriamente dos trabalhadores. Mais um escândalo em formação, sem dúvida. Entre os favorecidos? Odebrecht, claro! E JBS também.
Seguem alguns trechos da reportagem, que recomendo na íntegra:
“É uma fonte fácil de recursos e repete a prática de ajudar empresas amigas do governo, que poderiam se financiar sozinhas”, diz Ruy Quintans, professor de macroeconomia e finanças na escola de negócios Ibmec do Rio de Janeiro. “E faz isso sem dar satisfação aos donos do dinheiro, os trabalhadores.”
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Quase 74% dos recursos estão alocados em títulos de dívida e em ações de empresas, boa parte delas de capital fechado. É o caso da Odebrecht Transport, subsidiária do grupo Odebrecht e vencedora, no fim do ano, dos leilões de concessão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e da BR-163, em Mato Grosso.
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Como são tomadas essas decisões de investimento? Uma das críticas ao fundo, administrado pela Caixa Econômica Federal, é a falta de transparência. As aquisições do FI-FGTS são propostas pela Caixa a um comitê de investimentos formado por 12 membros, encarregados de aprovar os projetos contemplados. 
Sua composição é mais política do que técnica. Metade dos integrantes — um representante da Caixa e cinco de diferentes ministérios — é indicada pelo governo. Três são apontados por entidades patronais, como a Confederação Nacional da Indústria. Os restantes representam centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores.
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Nas últimas semanas, EXAME teve negados os pedidos de acesso aos documentos por meio da Lei de Acesso à Informação. A resposta: eles contêm informações confidenciais sobre as companhias receptoras de investimentos.
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Ocorre que os recursos do FGTS não pertencem ao banco nem ao governo. São oriundos do patrimônio dos trabalhadores e recolhidos mensalmente por seus empregadores — dois grupos que, até o momento, não decidem como seu dinheiro é aplicado.

RODRIGO CONSTANTINO- Por que me tornei um coxinha: um apelo emotivo à esquerda

Prezados colegas da esquerda,
Neste desabafo, pretendo explicar por que me tornei um “coxinha”, na esperança de que sejam mais compreensíveis comigo (afinal, tolerância e diversidade são os termos que vocês mais usam, não é mesmo?).
Em primeiro lugar, nasci com a cor errada. Sim, tenho a pele branca. Procurei índios ou negros em minha árvore genealógica, para poder me sentir parte das minorias, mas não deu muito certo. Se servir carcamano no rol de características louváveis, posso usá-la.
Mas o fato é que, até hoje, não consegui entrar em minorias mais destacadas. Porém, pergunto: que culpa tenho eu, poxa? Talvez na cota de baixinhos eu possa obter algum tipo de comiseração. Há estatísticas que provam que os mais altos ganham salários maiores. Peço que tentem sentir alguma pena por mim também, com meus incríveis 1,70m de altura.
Mas deixemos a genética de lado. A verdade é que já tentei seguir a cartilha politicamente correta da esquerda, só que não fui capaz. Pode ser alguma falha cognitiva, algum defeito de fábrica, não sei dizer. Só sei que nunca consegui, por exemplo, morrer de amores por assassinos. Sempre sinto mais pena das vítimas deles. É um obstáculo e tanto, eu sei.
Outra coisa: tenho, admito, uma condição financeira acima da média (escrevo em um belo computador da Apple, parecido com o do Sakamoto, e sabemos que pouca gente pode comprar objetos de luxo assim no Brasil). Mas eis meu problema: não consigo me sentir culpado por isso!
Trabalho duro, corro atrás, estudo, leio muito, não vejo novela nem futebol. São escolhas, claro. Uma opção minha. Aí eu tento me convencer de que nada disso é justo, de que o vagabundo (perdão, não reparem em meu vício de linguagem aburguesada e elitista) que passa o dia na praia deveria ter a mesma condição de vida que tenho, e não fico convencido! Malditos valores morais incutidos em mim desde cedo por pais burgueses!
Outro teste que não consigo passar, em hipótese alguma, é defender os mensaleiros. São Che Guevara sabe como tentei! Coloquei uma foto do Dirceu no espelho do meu banheiro, e toda vez que lá estou, repito para mim mesmo: “Esse cara fez tudo isso em nome da justiça e da liberdade”. O único resultado que obtive até agora foi dor de barriga e embrulho estomacal (ainda bem já que estava em local apropriado). Mas tentei, camaradas!
Foi a mesma coisa com os “black blocs”. Repetia em minha cabeça que eram jovens que despertaram da sonolência burguesa e, finalmente, lutavam pela construção de um mundo melhor. Aí eu via o vagabundo (ops, olha meu ranço elitista aí de novo) jogando pedra em policial, quebrando tudo em volta, tocando o terror, e a revolta tomava conta do meu ser. Uma vez coxinha, sempre coxinha, pelo visto.
Meus ilustres esquerdistas, como podem ver, não é culpa minha ser esse coxinha de cabelo partido ao lado (tentei partir ao meio e ficou estranho). Meu apelo emotivo visa a tocá-los na alma. Não são vocês que garantem que o marginal não tem culpa de ser marginal?
Então! E eu por acaso tenho culpa de ser coxinha? Vocês vão perdoar um terrorista italiano, mas não vão perdoar um coxinha descendente de carcamano e baixinho ainda por cima? Conto com a infinita compreensão de todos vocês. Sinceramente, acredito que mereço até um prêmio pelo meu esforço.
Desde já obrigado,
Rodrigo.

‘Sem anestesia’, um texto do Oliver

VLADY OLIVER
Uma bala, quando atravessa o crânio, costuma fazer mais estragos quando entra lateralmente, na região do ouvido, do que quando entra frontalmente, afetando apenas um dos lóbulos. Na segunda hipótese, a chance de alguém sobreviver com menos sequelas é maior, embora também diminuta. Sei disso porque acompanhei o calvário do irmão adolescente de minha mulher, em sua luta pela vida depois de alvejado por traficantes de drogas em Porto Seguro, na Bahia, por conta de uma dívida feita por familiares que eram viciados. Ele foi morto para servir de exemplo para quem realmente devia. A equipe cirúrgica estancou a pressão intracraniana, retirou o máximo de fragmentos de osso que se alojaram no cérebro ─ e esperamos todos pelo pior.
Normalmente, um cérebro jovem e sadio consegue dar uma sobrevida ao seu portador que significa uma esperança, mas aí atua uma segunda bateria de condições adversas que uma pessoa precisa superar, se quiser sobreviver. Hospitais públicos no meio do nada deixam seus pacientes sujeitos à infecções oportunistas que, em alguns casos podem ser fatais, como foi no caso de meu cunhado quase sobrinho. Duas semanas depois de um coma interminável, exausto por lutar contra tantas intempéries no caminho, ele finalmente encontrou seu último suspiro, vitimado por uma infecção generalizada, muito comum em casos como esse. Foi um enterro simples, cercado de indignação e resignação. A polícia local jamais encontrou os autores do crime, que atuam a dois quarteirões de onde morava o garoto. Melhor não mexer com quem paga a propina em dia, certo?
Por que este desabafo? Porque a TV russa já mostrou o morteiro que atingiu em cheio o cinegrafista da Band e, provavelmente, o autor do disparo segundos após ter acendido o artefato. E os camelos de sempre não sabem quem disparou o morteiro; a polícia ou os terroristas que atendem pela alcunha de Black Blocs. Prendam o Caetano. Ele deve saber quem foi que efetuou o disparo fatal, se não foi ele mesmo com sua língua e sua retórica de idiota. Pagando com a vida pela jumência alheia, o assassinato de meu cunhado não teve a repercussão deste lamentável episódio de provocação e enfrentamento no Rio de Janeiro.
Mas era um brasileiro, tanto quanto o cinegrafista abatido em serviço. Nem tinha idade para ter passagem pela polícia. Seu mundo ainda se limitava a empinar pipas. Jamais imaginaria o que o futuro lhe reservara. Minhas orações à família do bravo radialista. Que ele resista ao Brasil que estamos cultivando com essa anestesia e essa indiferença, quase desprezo, pela vida.

“Minha mãe queria que eu fosse padre. E eu saí um podre.” (Climério)

“Perguntam-me seguidamente se não tenho vergonha na cara. Respondo que já tive, mas perdi.” (Climério, o impossível.”

“Quando o dia está monótono, uma verdadeira chatice, nada como correr só de cuecas pelo quarteirão.” (Climério)

O preço do desleixo

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Conforme demonstram os repetidos apagões no fornecimento de energia elétrica, não há publicidade nem garantias lastreadas em palavrório que possam fazer frente às agruras da realidade, essa rebelde renitente.
Assim ocorre com todas as questões que são tratadas apenas sob a perspectiva do ganho eleitoral. No governo se diz agora que há preocupação com o prejuízo dos apagões à reeleição de Dilma Rousseff, quando antes não se cuidou com o mesmo zelo de medidas de longo prazo para assegurar o abastecimento de energia à população.
Um jornal do Chile está preparando uma reportagem sobre as implicações das falhas no setor de energia para o governo Dilma. A jornalista envia por e-mail algumas perguntas que incluem os atrasos nas obras para a Copa do Mundo, os protestos. Ela manifesta curiosidade específica sobre dois pontos.
Um de caráter geral: "Há má gestão das crises e mau planejamento dos megaeventos em que o Brasil se envolveu?". Outro de cunho eleitoral: "A presidente poderá sair sem danos dessa situação?".
A resposta à primeira indagação está no enunciado da pergunta. Inexiste gestão e planejamento. O bem-estar da população, as medidas de longo prazo para assegurar o "risco zero" de apagões foram deixados de lado em nome da soberba, do incentivo irresponsável ao consumo e da demagogia nas tarifas.
A segunda é uma incógnita. Por ora, o que se pode dizer é que há potencial danoso para a presidente, pois a persistirem os transtornos na vida cotidiana do brasileiro é provável o reflexo no humor do eleitorado.
O governo não se sai dessa alegando que não se pode politizar o assunto. O PT foi o primeiro a fazer pesado uso político dos apagões do governo Fernando Henrique Cardoso, muito embora na ocasião tenha havido uma atitude diferente: o governo admitiu a situação, atuou, chamou a sociedade a economizar e evitou o racionamento.
Em 2010 Dilma, ex-ministra das Minas e Energia, foi apresentada e celebrada como a solução para todos os problemas de gestão, notadamente no setor energético. O resultado está aí: doze anos depois daquela campanha de 2002 o problema volta a assombrar. Desta vez rondando o PT nas urnas.
Mas isso não é o mais grave. O preço eleitoral que o partido terá (ou não) de pagar é um pormenor perto do prejuízo que a imprevidência governamental causa ao País e à vida das pessoas.
Mal comparado. Um caso remete ao outro, mas não há termos de comparação entre os pedidos de extradição de Cesare Battisti e de Henrique Pizzolato.
Battisti foi condenado na Itália por assassinato. Fugiu para o Brasil e teve pedida sua extradição, concedida pelo Supremo Tribunal Federal. O governo brasileiro, em decisão monocrática do então presidente Lula da Silva, negou e pôs em dúvida a legitimidade da sentença da Justiça italiana. Recorreu ao mesmo argumento dos mensaleiros de agora: o julgamento teria sido produto de perseguição política, um rito de exceção.
Dedução bastante questionável, para dizer o mínimo, tendo em vista a vigência plena da democracia na Itália. Assim como aqui o processo do mensalão foi examinado em ambiente de normalidade institucional.
Já a recusa praticamente certa do governo italiano a extraditar Pizzolato tem lastro na Constituição que permite a imunidade para cidadãos natos.
Obedeceria a esse critério, pois o condenado tem dupla cidadania. Além disso, não entraria em choque com decisão da mais alta instância judicial do País nem teria o viés ideológico do ato que beneficiou Battisti.

Blog do Paulinho- O linchamento de Rachel Sheherazade

fevereiro 7, 2014
Rachel
Assim como todos os jornalistas de relevância, Rachel Sheherazade, corajosa e necessária profissional do SBT, as vezes passa dos limites em momentos de indignação.
Porém, acerta muito mais do que erra.
No episódio da revolta popular contra um marginal, a jornalista, de fato, se excedeu, embora, na essência de seu raciocínio, não o demonstrado, mas o que ficou implícito, muito do que pensou está alinhado com o desejo de grande parte da população.
Não estou falando, evidentemente, das cenas de violência, mas sim da ânsia popular de lutar contra a impunidade, e de ver bandidos, como o que apanhou, equivocadamente, da população, efetivamente punidos pelo sistema.
Se o delinquente merecia apanhar ?
Para muitos, merecia.
Mas, num estado de direito, nem sempre o que desejamos ou achamos correto, deve ser necessariamente aplicado.
As leis, mesmo  que ineficientes, demarcam os limites da comunicação de um jornalista com seu público, uma linha tênue, que, por vezes, levam até bons profissionais como Sheherazade, que possui a indignação necessária ao exercício correto de seu ofício, a escorregar.
Rachel merece críticas, até duras, pelo exagero de opinião, mas não o linchamento que vem recebendo, também covarde, de muitos colegas de profissão que a invejam pela coragem, que jamais possuirão, de errar, acertar, mas nunca se omitir.
No entanto, é muito mais digna de elogios, pelo conjunto da obra, admirável, sempre posicionando-se com firmeza, desprovida de máscaras e temor, em contribuição jornalística bem mais relevante dos que, às sombras, procuram atacá-la nos tropeços.

A covardia de parte considerável da imprensa e dos jornalistas é nauseabunda até quando um cinegrafista, que estava trabalhando, agoniza no hospital

Santiago Andrade é cinegrafista da Band. Na noite desta quinta, ele estava trabalhando. Cobria o chamado protesto contra o reajuste das passagens de ônibus no Rio. Reajuste correto e necessário — a menos que você, leitor, acredite que existe almoço grátis. Marcharam contra a elevação da tarifa, de R$ 2,75 para R$ 3, os de sempre: partidos de extrema esquerda e, claro, os black blocs. Já não tenho estômago para ouvir repórteres na TV recitando um textinho de manual: “A manifestação era pacífica…” Mentira! Nunca foi. Até porque os black blocs estavam na turma. E eles nunca são pacíficos. São os primeiros a confessar. Um artefato explosivo atingiu a cabeça de Santiago. Houve afundamento craniano. Já foi submetido a uma cirurgia e está em estado gravíssimo no Hospital Souza Aguiar.
Vejam agora uma sequência de seis fotos, que registram o momento exato em que Santiago é ferido. Volto em seguida.
Santiiago 1Santiago 2Santiago 3Santiago 4Santiago 5Santiago 6
Os veículos de comunicação todos estão reticentes. Dizem não saber se Santiago foi atingindo por uma bomba de gás lacrimogêneo ou algum outro artefato. Não tinha visto ainda esta sequência. Agora vi. Desde quando bomba de gás — ou mesmo a de efeito moral — provoca essa luz? Que história é essa? Há testemunhos de que manifestantes — leia-se, no caso, bandidos — lançaram vários morteiros ou sinalizadores durante os confrontos com a polícia. A luz avermelhada registrada ali e os restos da explosão são, obviamente, compatíveis com morteiro ou sinalizador. Ainda que seja alguma outra coisa, não se trata de bomba de gás ou de efeito moral.
E a Polícia Militar só carrega essas duas. Os demais explosivos são levados para as ditas manifestações pelos arruaceiros. Até uma nota oficial da Band fala da hipótese de ser uma bomba de gás… Desde quando ela causaria aquela luz e provocaria o afundamento de crânio com a gravidade que está sendo noticiada? Não custa lembrar: um sinalizador, como aquele que matou o menino boliviano num estádio de futebol, pode atingir até 300 km por hora.
Associações de jornalistas e emissoras de TV divulgaram notas de solidariedade, mas se negam a censurar a violência explícita e organizada desses que são chamados de manifestantes. Manifestantes defendem ideias, pontos de vista, fazem reivindicação. Não saem por quebrando e incendiando tudo.
Mais uma vez, aquela turma de ontem decidiu depredar a Central do Brasil e as ruas do entorno. Partiram para o confronto com a polícia e hostilizaram, de novo, a imprensa. O jornalismo, no entanto, prefere olhar para o outro lado e se nega a dizer o nome dos seus agressores, uma gente que odeia a democracia, a liberdade e o estado de direito. É mentira! Eles não querem ônibus mais barato porcaria nenhuma! Quem se impor pela violência e pelo terror.
Por Reinaldo Azevedo

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