segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Outro médico cubano foge, mas para os Estados Unidos

Esse caso passou um tanto batido pela imprensa – são muitas notícias importantes e vários escândalos em pouco tempo. Mas, ao que tudo indica, mais um médico cubano se mandou do programa “Mais Médicos”. Ao contrário de Ramona, porém, preferiu uma rota mais segura do que depender de nosso governo para sua proteção: fugiu para os Estados Unidos.
Trata-se de Ortélio Jaime Guerra, que postou uma foto da sua última noite em São Paulo no seu perfil do Facebook.
Medico cubano

Em seus comentários, explicou o motivo de sua partida clandestina:
Meus amigos de Pariquera Acu, eu preciso que voces conhecan que tivei que ir embora de la sim falar isso pra ninguen por cuestiones da minha seguranca, issa foto foi de uma das minhas ultimas noites no Sao Paulo, mas agora ja fico nos Estados Unidos, estou muito agradecido por toda sua bondade, e seu amor, prometo que vou a voltar um dia pra ver a voces, e sempre ficaram no meu coracao, a Erika, o Andres, Cesar, sua esposa, a Nereide e o resto da familia, os donos y trabalhadores do hotel, meu colectivo de trabalho de Peri Peri, o Claudio, Wanderley, e todas as pessoas que moran nese lugar, muito obrigado, o melhor do mundo pra voces, que Deus os bendiga. Disculpen meu portugués, nao tivei muito tempo pra perfeccionarlo, um beijo e um abraco muito grande pra todos.
Ortélia tinha sido um dos médicos cubanos que deram entrevista em novembro de 2013 para o portal Vermelho.org. Eis o destaque:
O dr. Ortélio Jaime Guerra, especialista em nefrologia, disse ao Vermelho que está muito feliz de vir ao Brasil, porque sempre admirou a cultura e o povo. Segundo ele, “todos têm o mesmo direito de receber uma atenção médica de qualidade” e, por isso, está oferecendo seu trabalho “com amor e carinho” aos menos favorecidos.
Como ficou claro, o médico não veio para o Brasil por amar nossa cultura, ou por desejar oferecer seu trabalho “com amor e carinho” aos menos favorecidos por menos de R$ 1 mil, deixando o restante nos cofres dos irmãos Castro; e sim porque a vinda facilitaria a fuga para os Estados Unidos.
Ninguém pode condená-lo por isso, que fique claro. Para fugir daquele presídio caribenho, agir assim é absolutamente compreensível. Fico feliz que Ortélio tenha conseguido escapar para um país livre e capitalista.
Torço para que todos os outros médicos cubanos, abrigados vergonhosamente por nosso governo em trabalho escravo no Brasil, tenham o mesmo destino. Eles merecem a liberdade. E como Ortélio demonstra, é bem mais seguro ir direto para os Estados Unidos do que depender de nosso governo, camarada da ditadura cubana, para receber asilo por aqui.
Rodrigo Constantino

Vamos lá, jornalistas e veículos de comunicação, ao velório de Santiago Andrade jogar alguns punhados de terra na liberdade de imprensa

Quando o corpo físico se despedir de Santiago Andrade, como já se despediu a sua alma, vamos lá, coleguinhas jornalistas, a seu velório. Vamos homenageá-lo, mas vamos também jogar alguns punhados de terra na liberdade de imprensa.
A verdade é que, como categoria, com uma exceção ou outra, assistimos inermes à progressiva degradação da nossa profissão.
Nós, jornalistas, aceitamos nos esconder nas manifestações. E o nosso sindicato, esse aparelho asqueroso a serviço do PT, não disse nada.
Nós, jornalistas, aceitamos trabalhar clandestinamente para não apanhar de vândalos, de fascistoides, de vagabundos mascarados.
Nós, jornalistas, ficamos com medo das redes sociais e, num movimento de manada, elegemos como inimigo principal a polícia. Mais de uma vez escrevemos e falamos que o quebra-quebra era reação à ação policial, quando nós sabíamos que se tratava do contrário.
Nós, jornalistas, chamamos bandidos que não mostram a cara na democracia, de estetas.
Nós, jornalistas, vimos um repórter fotográfico que testemunhara a tragédia havida com Santiago conceder uma entrevista ao Jornal Nacional sem coragem de mostrar a cara, de dizer o seu nome. E não nos demos conta de que ali estava a volta da censura.
Nós, jornalistas, vimos a sequência de fotos que explicitava o que tinha acontecido ser assinada pela “Agência Globo” — não pelo autor da fotografia. Porque, nestes dias, os jornalistas têm medo.
Boa parte das empresas de comunicação também pode ir lá jogar o seu respectivo punhado de terra.
Desde junho, chamam de “pacíficas” pessoas que sapateiam sobre o teto do Congresso com tochas acesas nas mãos; que incendiam o Palácio do Itamaraty; que depredam o metrô de São Paulo; que saem quebrando tudo Avenida Paulista afora.
Se os jornalistas não querem “ficar mal” nas redes sociais, esses setores da imprensa a que me refiro não têm sido menos covardes. Abrem mão de pautar o debate, segundo os fundamentos da democracia e do estado de direito, e se deixam pautar por milicianos.
Alguns veículos ainda confundem o novo com o bom, esquecendo-se de que certas seguranças e garantia são boas justamente porque são antigas, porque constituem um fundamento da civilidade — e a liberdade de que dispõe um jornalista para trabalhar é uma dessas antiguidades que têm de ser preservadas.
Santiago Andrade foi assassinado por seus algozes, sim. Mas aqueles que silenciaram diante da violência crescente contra os jornalistas — que tiveram de se esconder — ajudaram a preparar esse velório.
Aí grita o cretino fundamental, cheio de má-fé disfarçada de inocência: “Não foi um ataque à imprensa; Santiago Andrade foi ferido por acidente”. Errado. O único acidente aí, se é que foi assim, foi ele ter sido morto por acidente. Jornalistas só não morreram antes, reitero, porque estavam escondidos em meio à multidão, obrigados a trabalhar sem se identificar.
Os jornalistas que silenciaram diante da progressiva perda de liberdade passarão a ter vergonha na cara depois dessa?
As empresas de comunicação que se calaram diante da barbárie passarão a ter vergonha na cara depois dessa?
De associações de classe que são meros esbirros de um partido político, como sindicatos e a Fenaj, não cobrarei vergonha na cara. Eu cobro as coisas possíveis.
A morte de Santiago Andrade é o maior atentado cometido contra a liberdade de imprensa desde a redemocratização do Brasil. Infelizmente, jornalistas e empresas de comunicação enfeitaram essa tragédia com o seu silêncio cúmplice. Infelizmente, uns e outros estão mais preocupados com “o que vão dizer de nós” do que com “o que nós temos a dizer a eles”.
Por Reinaldo Azevedo

Viagem no tempo a um mundo em extinção (ou assim se espera)

Rodrigo Constantino

Decidi fazer uma viagem no tempo este fim de semana. Fui guiado por Theodore Dalrymple a países marxistas pouco antes da queda do comunismo (na verdade, dois desses países ainda são ditaduras comunistas até hoje).


Falo de seu livro The Wilder Shores of Marx: Journeys in a Vanishing World, onde o médico britânico relata suas bizarras experiências na Albânia, Coreia do Norte, Romênia, Vietnã e Cuba. Ele foi conhecer in loco a realidade desses países sob regimes marxistas.


Além das mortes, dos massacres e da fome que o comunismo produziu, a pior coisa, em sua opinião, foi a mentira oficial. Uma mentira em que todos eram obrigados a participar, e por repetição, concordar ou ao menos se negar a contradizer.


Dalrymple chegou à conclusão de que a propaganda comunista não tem o propósito de persuadir, muito menos de informar, e sim de humilhar aqueles que precisam fingir publicamente que acreditam nela. O auto-respeito se torna inviável.


Por tras desses regimes comunistas que enalteciam todo seu amor pelos mais pobres, Dalrymple foi capaz de perceber claramente o ódio que sentiam, muitas vezes ignorado por eles mesmos. Intelectuais frustrados eram atraídos para o marxismo como uma espécie de revolta dos medíocres contra o mundo.


Quem já leu livros de Dalrymple sabe que ele em nada se encaixa no perfil típico de consumista fútil ocidental. Pelo contrário. Entretanto, ele notou a falta que faz o trivial nesses países. Além disso, há uma enorme diferença entre voluntariamente abrir mão de certos produtos, e ter de viver constantemente em meio ao racionamento e à escassez plena.


O regime de terror imposto aos cidadãos gera uma sociedade emasculada, abatida, medrosa, onde qualquer um pode ser um informante, um traidor. As amizades acabam destruídas. A responsabilidade coletiva faz com que cada um seja um espião do outro, clima no qual é impossível florescer amizades espontâneas e desinteressadas.


O culto à personalidade era espantoso em cada um desses países, com diferentes graus. Kim Il Sung e Enver Hoxha, por exemplo, eram vistos como semideuses por seus súditos. Será que acreditavam em sua infalibilidade, ou eram cínicos? Eis a dúvida que atormentava o nosso viajante.


Algo um tanto cômico, ainda que trágico, era a tentativa de enganar os estrangeiros. A homenagem hipócrita que o vício presta à virtude. Simulacros de mercados com “atores” obrigados a fingir que compravam produtos apenas para impressionar as comitivas estrangeiras eram freqüentes, especialmente na Coreia do Norte.





Nessas horas ficava claro para Dalrymple como a escolha é fundamental para dar sentido à vida, mesmo em se tratando das pequenas coisas. Escravos forçados a participar de uma encenação patética eram humilhados, sensação útil ao regime totalitário, pois reduz a chance de rebeldia.


A intromissão dos governos na vida pessoal era simplesmente total. O ditador romeno Ceausescu decidia até mesmo quantos filhos os casais deveriam ter, de olho em uma Romênia com milhões de habitantes a mais no futuro, uma potência mundial.


A economia desses países marxistas, desnecessário dizer, era o caos completo. Conseguir um café na Romênia podia ser o trabalho de uma tarde inteira. Faltava tudo, o mercado negro era enorme, e para conseguir alguma coisa era preciso subornar autoridades corruptas. A “sociedade sem classes” tinha uma clara distinção entre os poderosos e o restante, a começar pela cor do carro – ou sua simples posse.


Essa escassez toda podia ser fruto da incompetência dos burocratas e do próprio sistema econômico centralizado, mas também tinha um aspecto político. Quando falta tudo, e a obtenção de um pedaço de pão passa a ser um desafio homérico, então todos acabam reféns das autoridades, e se mostram dispostos a participar do esquema corrupto também.


Suas mentes ficavam ocupadas com tais conquistas de subsistência, deixando de lado a potencial subversão, e todos estavam dispostos a colaborar com o regime em troca de favores especiais ou de algum privilégio. A atividade do dia a dia servia para lembrar que todos tinham traído seus princípios em troca de pão ou batata. Era o espírito do povo que saía destruído sob o marxismo.





Após visitar todos esses países comunistas, Dalrymple, abalado, resolveu ir para o Peru. Chegando lá, deparou-se com o Sendero Luminoso, grupo liderado pelo professor de filosofia Abimael Guzman (nunca são proletários que lideram tais revoluções marxistas).


Em nome do proletariado, o grupo justificava seus meios abjetos com o fim “inevitável”: milhões de anos de matéria em movimento estariam inexoravelmente levando o mundo na direção de uma sociedade de Completa Harmonia.


Foi sempre a mesma coisa. Sempre a mesma desculpa. Fracasso após fracasso, sempre haverá um “intelectual” frustrado e com o ego maior que o mundo disposto a sacrificar milhões de inocentes no altar da utopia.


PS: O Peru conseguiu se livrar da ameaça vermelha, mas se Dalrymple tivesse visitado o Brasil, conheceria um tal de Partido dos Trabalhadores, que tinha como braço armado no campo um certo MST, ambos sócios de Fidel Castro no Foro de São Paulo. O médico britânico saberia, então, que é o Brasil, e não o Peru, que corre o risco de ver uma reedição da utopia marxista na América Latina, para a desgraça de todos nós, brasileiros.

Tranco no barranco

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo


O problema do PMDB com o governo já não é o ministério A, B ou C. A revolta da bancada da Câmara, que culminou com a decisão na semana passada de não indicar nomes para substituir os dois deputados que sairão das pastas do Turismo e da Agricultura para disputar eleições, tem a ver com a percepção de que o partido se tornou um estorvo a ser removido.

Não uma eliminação abrupta e radical. Afinal, tem ainda serventia: votos no Congresso e, em decorrência de uma representação parlamentar robusta, cobiçados minutos no horário eleitoral de televisão.

O movimento do governo seria o da desidratação lenta e gradual, com reflexos a cada nova eleição de modo a que o PMDB vá paulatinamente perdendo seu poder de fogo na cena nacional, até que não tenha mais a importância de hoje.

"Há uma tentativa deliberada de reduzir a bancada na Câmara", diz o líder do partido, deputado Eduardo Cunha. Ele não atribui a ação exclusivamente à presidente Dilma Rousseff; considera o conjunto da obra: o projeto do PT de assumir a hegemonia política no País de modo a esticar ao máximo seu período de permanência no poder.

Por esse raciocínio, o PMDB seria a próxima vítima do processo de estrangulamento que enfraqueceu os partidos de oposição e quase fez desaparecer legendas outrora poderosas como o DEM.

A cada dia é mais firme essa convicção entre os pemedebistas, principalmente os deputados, os alvos preferenciais. Explicando melhor: a força do PMDB tem origem na eleição do maior número possível de deputados federais.

Por lei, a bancada na Câmara serve de parâmetro para estabelecer a divisão do tempo no horário eleitoral e a distribuição do dinheiro do Fundo Partidário. Duas moedas muito fortes no jogo do poder.

Com recursos e tempo, o PMDB se torna um aliado cobiçado para qualquer governo do qual recebe a contrapartida em ocupação de espaços na máquina administrativa. Espaços estes de fundamental importância para eleger deputados, senadores, prefeitos e governadores.

Uma vez obstruídos esses caminhos, o partido tem reduzido seu fornecimento de oxigênio. Tende a eleger menos deputados o que, no ano seguinte, vai se refletir em parcela mais reduzida do fundo partidário e na eleição subsequente, em menor tempo de televisão.

Ao longo de duas, três eleições, um partido cai da classificação de legenda grande para agremiação de médio porte. Fica em segundo plano, não se credencia a postos de comando no Congresso e, quando dá por si, está em irremediável trajetória descendente.

Esse é o resumo da ópera da revolta do PMDB com o PT, o governo e a presidente Dilma.

O partido não irá ao ataque. Não tem condições objetivas para romper. Mas, na trincheira da defesa, pode perfilar durante a campanha um desconfortável exército de dissidentes nos palanques estaduais.

Atrás da orelha. Permeia o ambiente no PMDB a desconfiança de que não está de todo afastada a possibilidade de o ex-presidente Lula da Silva vir a se candidatar a presidente, se o acúmulo de más notícias que rondam o governo não for só uma fase ruim.

Há também a suspeita de que Lula incentivou a filiação do empresário Josué Gomes da Silva - filho do falecido vice-presidente José Alencar - como reserva técnica para a composição de uma chapa.

No caso, para deixar Michel Temer de fora. Se for isso mesmo, os pemedebistas já avisam que não há a menor hipótese e lembraram que Lula tentou o mesmo, sem sucesso, com Henrique Meirelles, hoje no PSD. No PMDB, reiteram os caciques, são precisos anos de serviços prestados para conseguir acesso à área VIP.

Adicional. Como se não fossem suficientes os problemas entre os dois partidos, a relação do PMDB com o PT do Rio de Janeiro está, na definição de um dirigente local, "cada vez pior".

A oposição parece acordar

O Estado de S.Paulo


Antes tarde do que nunca, a oposição dá sinais de que começa a despertar da profunda letargia em que esteve mergulhada nos últimos anos, desde que o PT assumiu o poder. Exímio manipulador das massas com a sedução de seu populismo despudorado, durante os oito anos de mandato presidencial Lula conquistou índices estratosféricos de aprovação popular e, vendendo a falácia de uma "herança maldita", deu um nó na oposição. Esta não teve competência, nem disposição, para impedir a reeleição de 2006, apesar da eclosão, em 2005, do escândalo do mensalão. Daí para a frente o lulopetismo se firmou no poder. Deu-se ao requinte de impor um poste para sua sucessão. A patranha de que sua candidata era uma gerente competente, somada a seu prestígio, foi bastante para eleger Dilma, mas não para esconder, depois, o fracasso administrativo que é este governo.



O Brasil de hoje não é o mesmo de três anos atrás. Dilma Rousseff não tem nem de longe o carisma de seu antecessor - embora desfrute de grande popularidade - e enfrenta enormes dificuldades para administrar o insaciável apetite do PT pelo poder e a ganância por vantagens de uma base aliada tão ampla quanto infiel. O que existe hoje é um desgoverno escandalosamente alicerçado sobre o fisiologismo, a preocupação eleitoreira com as aparências e, de quebra, um anacrônico dogmatismo ideológico. Aí estão, para comprová-lo, os indicadores econômicos persistentemente insatisfatórios; a incapacidade de cumprir orçamentos e prazos até nos projetos prioritários do PAC; a ameaça de um vexame internacional que tem deixado a Fifa de cabelos em pé com as obras para a Copa do Mundo; e, sobretudo, a crescente insatisfação difusa dos brasileiros com "tudo isso que está aí" transbordando para as ruas desde junho do ano passado.

Isso tudo até a oposição já está conseguindo enxergar.

O teor das declarações feitas nas últimas semanas pelos principais pré-candidatos a enfrentar Dilma Rousseff nas urnas de outubro parece indicar que as lideranças oposicionistas finalmente estão dispostas a deixar seu berço esplêndido e assumir postura mais contundente diante do desgoverno que aí está, deixando de se comportar "quase como se pedissem desculpas ao País por se opor a Lula e ao PT", como observou Dora Kramer em sua coluna (5/2).

Aécio Neves, pré-candidato do PSDB: "Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral (...). Apenas como exemplo, na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez, a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada. Enquanto isso, no Brasil real, os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário". E ainda, já em janeiro: "Em relação aos leilões do Galeão e do Aeroporto Tancredo Neves, em Confins (MG), a grande constatação é de que, quando o PT acompanha a agenda proposta pelo PSDB, o PT acerta. O lamentável é que essas concessões venham com dez anos de atraso".

Ainda em novembro, preenchendo uma lacuna que chamara a atenção já no pleito presidencial de 2002, o senador mineiro havia deixado claro que Lula também está na mira da oposição tucana: "O presidente Lula tem que parar de brigar com a história. Se não houvesse o governo do Fernando Henrique, com a estabilidade econômica, com a modernização da economia, não teria havido sequer o governo do presidente Lula".

Por sua vez, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, ex-ministro de Lula, pré-candidato do PSB, também foi incisivo ao apresentar o seu programa de governo: "O País saiu dos trilhos (...) esse pacto social novo que está no seio da sociedade brasileira não tolera mais esse velho pacto político que mofou e que não vai dar nada de novo e de bom ao povo brasileiro. Não há nesse país, em nenhum recanto onde possamos andar, ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro". E ainda: "Não há política social que faça efeito sem desenvolvimento. É o que estamos vendo agora: crescimento do analfabetismo, emprego perdendo qualidade, País perdendo competitividade. Vamos legar o quê para as futuras gerações?".

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