terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Se é para chorar, sempre será melhor chorar com muito dinheiro no bolso.Ou não?

O MUAR GASTRONÔMICO- PF quer vasculhar tablet e computador de Pizzolato de busca de uma nova receita de pizza

O QUE MAIS PODERIA SER?- Felipe Massa visitou Schumacher. 'Fui levar energia positiva'

ELE SEMPRE VOLTA- Campanha nem começou, e Maluf já foi multado pelo TRE

MAR CALMO,SEM TUBARÕES- Mais Médicos registra debandada de 27 cubanos

A volta de quem não foi

Da coluna Cláudio Humberto (www.diariodopoder.com.br): "Alguns ministros que saíram dos cargos há dias e dirigentes do PT têm em comum a certeza de que Lula trabalha para assumir a candidatura presidencial, em substituição a Dilma Rousseff. Sua intervenção para impor ministros, como Aloizio Mercadante (Casa Civil), e fazer seu grupo assumir o controle da comunicação do governo fazem parte da estratégia. A única dúvida é se tudo foi combinado com a presidenta. Deixar a barba crescer, retomando feições originais, e bater boca com a oposição, a pretexto de ‘poupar Dilma’, são parte do plano de Lula. Lula tem ignorado o PMDB, em suas articulações nos Estados, porque sua ideia é tornar esse partido mero coadjuvante, como PR, PP, PSD… Segundo petistas influentes, Lula deve articular a própria candidatura a presidente contando com o amigo Eduardo Campos (PSB) como vice. Parece até um jogo combinado: Eduardo Campos tem dito que jamais enfrentaria Lula nas urnas. Isso o credencia e garante a vaga de vice".

Aos amigos e inimigos, a lei. Coluna Carlos Brickmann

O marechal Eurico Dutra foi o grande suporte da ditadura do Estado Novo e participou de um Governo que comemorou a conquista de Paris pelos nazistas. Quando ouvia falar em democracia punha as tropas de prontidão. Com a queda da ditadura, elegeu-se presidente; e foi exemplar no cumprimento da lei. A qualquer problema, queria saber o que dizia "o livrinho" - a Constituição; e o que a Constituição mandasse, fazia. Transformou-se em exemplo. Elegeu o sucessor.

Black blocs, baderneiros, vândalos? Lei neles. Adeptos do pancadão, que perturbam o sossego público? Lei neles. Casas noturnas tipo Kiss, sem condições? Lei nelas. "Justiceiros", "milicianos"? Lei neles. Traficantes? Lei neles.

As leis existem; é só aplicá-las. Não é preciso criar uma lei antiterror para punir os assassinos que mataram o repórter ao alvejá-lo com um rojão; não é preciso ter leis novas para conter e punir vândalos que desafiam a Polícia e se divertem em quebrar vitrines e destruir patrimônio alheio. Eles se dizem ideologicamente motivados; então, que expliquem isso à Justiça. Lei neles. Ou, como diz a memorável letra da música dos Titãs, "Polícia para quem precisa de Polícia".

A lei existe para ser aplicada. A Polícia existe e, mesmo que não seja a ideal, está aí para enquadrar os transgressores da lei. A ação policial em defesa da tranquilidade pública e dentro da lei não pode ser coibida a pretexto de que pode eventualmente haver excessos. Se houver excessos, que sejam punidos. Mas o país tem de poder viver normalmente. E para isso não é preciso reinventar a roda.

Rodrigo Constantino- Quando a “coragem” só vem em bando…

Alguns colegas do black bloc indiciado por ter ajudado a jogar o artefato que matou o cinegrafista Santiago Andrade foram visitá-lo na delegacia, e houve confusão com alguns cinegrafistas presentes no local. Aquela tal de Sininho (nome adequado para quem sofre da Síndrome de Peter Pan e se acha eternamente adolescente) os acusou de “carniceiros”, e um amigo avisou, em tome de ameaça: “Você será o próximo”.

Nisso, coberto de razão, o cinegrafista deu com a câmera na cabeça do vagabundo, e partiu para cima dele. Sozinho, sem seu bando de 40 ou 50 comparsas, no mano a mano, restou ao black bloc sem máscara recuar, buscar abrigo atrás das moças que o acompanhavam.  Tudo isso nos remete à análise que Gustave Le Bon fez sobre a psicologia das massas no final do século 19. O estudo exerceu forte influência em Freud. Eis um resumo das conclusões:

Uma massa é como um selvagem; não está preparada para admitir que algo possa ficar entre seu desejo e a realização deste desejo. Ela forma um único ser e fica sujeita à lei de unidade mental das massas. No caso de tudo pertencer ao campo dos sentimentos, o mais eminente dos homens dificilmente supera o padrão dos indivíduos mais ordinários. Eles não podem nunca realizar atos que demandem elevado grau de inteligência. Em massas, é a estupidez, não a inteligência, que é acumulada. O sentimento de responsabilidade que sempre controla os indivíduos desaparece completamente. Todo sentimento e ato são contagiosos. O homem desce diversos degraus na escada da civilização. Isoladamente, ele pode ser um indivíduo; na massa, ele é um bárbaro, isto é, uma criatura agindo por instinto.

Ou seja, uma criança mimada com uma bazuca na mão, assim é uma massa de autômatos. Seus desejos se confundem com direitos, e ai de quem estiver no meio como obstáculo. As emoções turvam a razão. O mais inteligente dos indivíduos age como o mais idiota, pois não há inteligência no bando monolítico. Slogans e frases de efeito substituem reflexões e pensamentos críticos. A responsabilidade, sempre individual, desaparece, dando lugar à sensação de invencibilidade. A euforia é contagiosa e mesmo o mais covarde do bando assume ares de virilidade jamais vistos.

O ser humano cede espaço para o bárbaro, o animal que reage por puro instinto. Eis a psicologia das massas de Le Bon. Cai como uma luva para explicar o que temos visto nessas “manifestações” de vagabundos mascarados. Retire o sujeito do bando e retire sua máscara, o que resta é um indivíduo, com suas fraquezas e medos, suas inseguranças e receios, sua covardia. * O post scriptum que afirmava que o cinegrafista bateu pouco foi retirado após mais reflexão e críticas construtivas de alguns leitores. Não é meu perfil endossar violência de tipo algum, e foi escrito no calor da revolta. O correto seria o cinegrafista dar voz de prisão ali mesmo, em frente à delegacia, e usar o vídeo gravado para comprovar a ameaça de morte que recebeu do “valentão”. Essa seria a postura mais adequada.

Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda…

Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, focando insistentemente na cor do cinegrafista assassinado por black blocs, e na cor dos assassinos. De um lado, um sujeito negro, de origem humilde, trabalhador; do outro, filhinhos de papai mimados de classe média, brancos, na “profissão” de arruaceiro. Racismo da esquerda?
Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, falando da cor do cinegrafista que recebeu uma ameaça de morte de um companheiro do black bloc preso, e da cor deste que fez a ameaça. De um lado, um sujeito mulato, humilde, trabalhador; do outro, um “valentão” branco, de classe média, escoltado por patricinhas (ou sininhos). Racismo da esquerda?
Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, falando do gênero da apresentadora Rachel Sheherezade, do SBT, alvo da fúria destemperada de toda a esquerda. Seria um ataque por ela ser mulher? Machismo da esquerda?
Se eu fosse sensacionalista e cínico como a esquerda estaria, agora, alegando que o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, é alvo de tantos ataques ensandecidos apenas por ser negro. Racismo da esquerda?
Esquerdistas acusaram a médica cubana que pediu asilo de bêbada e mulher fácil, ignorando que Lula era chegado a uma bebida (tentou até expulsar um jornalista americano que ousou relatar o óbvio) e a “amizades íntimas”. Imaginem se fosse o contrário, alguém da direita fazendo tal acusação a uma médica socialista.
Esquerdistas batem o tempo todo na tecla de que o “menino” preso ao poste no Flamengo era negro, deixando de lado que se tratava de um marginal perigoso (o que não justifica o ato). Jamais se importaram com policiais e agricultores presos a estacas ou postes por índios e invasores de terra. Se o menino fosse branco faria alguma diferença? E se fossem “justiceiros” negros?
Esquerdistas, como podemos ver, costumam apelar para o cinismo, a revolta seletiva, o monopólio da virtude, o duplo padrão moral de julgamento, a “dialética marxista”, o eterno “um peso, duas medidas”. Se eu fosse sensacionalista e cínico, eu também seria de esquerda. Ainda bem que não sou!
PS: Assim que publiquei este texto, vi que a foto do outro black bloc que teria participado do lançamento do rojão que matou o cinegrafista foi divulgada. Pergunto aos esquerdistas que mencionam a cor do “menino” preso ao poste o tempo todo: pretendem mencionar a cor desse meliante o tempo todo também?
Fonte: GLOBO
Rodrigo Constantino

Primeiro McDonald’s do Vietnã


Primeiro McDonald’s do Vietnã causa alvoroço. Ou: O capitalismo sempre vence quando há liberdade de escolha

Fonte: Folha
Um dos países visitados pelo médico britânico Theodore Dalrymple em seu relato The Wilder Shores of Marx, que comentei aqui ontem, foi o Vietnã. Dalrymple se meteu em vilas humildes com seu guia, sujeito que já teve patente de soldado e acabou trabalhando como uma espécie de mula de turistas (isso mesmo, aquelas carroças puxadas por gente em vez de animais).
A miséria no Vietnã comunista era semelhante a dos demais países visitados, mas o autor sentiu que o povo, apesar de tudo, aparentava ser mais feliz. Ao menos o clima era menos pesado do que o da Coreia do Norte ou da Romênia, e o culto à personalidade de um grande líder era menor. Em comum, o antiamericanismo patológico, fruto de muita lavagem cerebral da propaganda enganosa oficial.
Pois bem: nada como o tempo para dobrar os mais aguerridos dinossauros. O capitalismo é cruel, pura exploração, os americanos são os demônios do mundo, todos os males derivam do lucro e da ganância. Mas quando o primeiro McDonald’s, símbolo do capitalismo americano, foi aberto no Vietnã…
A fila formada era enorme, com centenas de pessoas querendo, pela primeira vez, experimentar um Bic Mac, um quarteirão com queijo, um simples cheeseburguer. Os vietnamitas suportaram mais de uma hora de fila só para ter o prazer de experimentar um desses sanduíches. A inauguração ocorreu na antiga Saigon, atual Ho Chi Minh (mas que todos ainda chamam de Saigon mesmo).
Os comunistas e socialistas sempre sonharam em criar um “novo homem”, mas tudo que conseguiram, invariavelmente, foi produzir miséria, morte e escravidão. Os burocratas abnegados, os intelectuais ungidos, os líderes populares, todos adorariam impor suas próprias escolhas aos demais. Não suportam a liberdade de escolha individual.
O motivo é evidente: quando o povo pode escolher, escolhe McDondald’s (sim, alguns optam pelo tofu orgânico, mas são minoria). O junk food é demonizado pela esquerda caviar, que prefere lagosta e caviar, e ignora o fato de que tudo é questão de moderação (e bolso). Sim, a obesidade é um problema em alguns países. Mas convenhamos: ainda é um problema melhor do que a inanição ou a falta de liberdade de escolha, não é mesmo?
No mais, até nossos guerreiros militantes do MST, quando a fome aperta, param a revolução para bater uma boquinha… sim, nele mesmo, no símbolo do “imperialismo estadunidense”: o McDonald’s!
Revolucionários do MST descansando em uma lanchonete “comunista”
Seria tão bom se os cubanos e os norte-coreanos também pudessem ser “vítimas” do Ronald McDonald…
Rodrigo Constantino

Abílio Diniz recusa convite para pasta de desenvolvimento

É, pelo visto está difícil o governo conseguir um “cavalo de Tróia” para enganar o mercado. Parece que finalmente os empresários acordaram! Mesmo os mais próximos do governo… Vejam notícia do GLOBO:
O empresário Abílio Diniz, presidente do conselho administrativo da BRF, foi convidado pelo Palácio do Planalto para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no lugar de Fernando Pimentel, que deixará o cargo para se candidatar ao governo de Minas Gerais. Segundo fontes, o nome de Diniz surgiu há cerca de duas semanas, como alternativa a Josué Gomes da Silva, filho caçula do falecido vice-presidente José Alencar, que recusara o convite para assumir a pasta.
Diniz confirmou a pessoas próximas ter recebido o convite. E disse ter ficado lisonjeado com a lembrança de seu nome. Mas explicou que não aceitaria o convite por considerar que, neste momento, pode “colaborar mais com o país” ficando na iniciativa privada.
A substituição do novo titular do MDIC tem sido um desafio para a presidente Dilma Rousseff. Além de Abílio Diniz e Josué Gomes da Silva, também disseram não o atual ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif, e o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Que dureza, dona Dilma! Aceita um Dreher? Pelo visto não será tarefa trivial acalmar o mercado apenas no gogó e com algum troféu no ministério. Após tanta burrada e intervenção, a turma está como São Tomé: quer ver para crer. Ninguém tem coragem – ou insanidade – para se expor dessa maneira e virar bucha de canhão. Credibilidade é algo que se leva anos para construir, mas dias para destruir.
Como não sou da turma do “quanto pior, melhor”, vou tentar colaborar. Eis dois nomes de empresários que provavelmente aceitariam o convite: Benjamin Steinbruch e Eike Batista. O primeiro, pois basta ler seus artigos na Folha para ver como aplaude seu governo incompetente; o segundo porque deve (ou deveria) ter um sentimento de gratidão por toda a ajuda que recebeu do BNDES no governo do PT.
Só acho que nenhum dos dois nomes serviria para acalmar o mercado. Mas isso já é outra história…
Rodrigo Constantino

Dilma Red Block decide entrar no clima palanqueiro, rebaixa um pouco mais o decoro e chama oposição de “cara de pau”

A presidente Dilma Rousseff participou nesta segunda da festa de aniversário dos 34 anos de criação do PT. Discursou. Também falaram Alexandre Padilha, pré-candidato do partido ao governo de São Paulo, e Rui Falcão, presidente do partido. Decoro foi matéria escassa.
Afirmou a presidente:
“Eles têm a cara de pau de dizer que o ciclo do PT acabou, que nós demos o que tínhamos de dar. São os mesmos que diziam que haveria uma debandada de empresários com a eleição do ex-presidente Lula e que, a cada crise, dizem que o Brasil vai afundar. O fim do mundo chegou, sim, mas chegou para eles.”
Ai, ai… Eu até acho que existe certa tensão injustificada em alguns setores, mas quem é que está dizendo que o Brasil vai afundar? Ninguém! Debandada de empresários? Santo Deus! Dilma está voltando a uma frase que Mário Amato, então presidente da Fiesp, disse em… 1989 — há um quarto de século: “Se Lula ganhar a eleição, 800 mil empresários deixarão o Brasil!”.
E que se note: se Lula tivesse realmente vencido naquele ano, dadas as porcarias que pensava, o cenário antevisto por Amato não era implausível. Aliás, o próprio Apedeuta admitiu que não estava preparado para governar. Mas isso não é o mais engraçado: hoje, a Fiesp, a quem Dilma alude, é aliada do PT — e Paulo Skaf é uma das pessoas com quem os petistas contam para ajudar a derrotar Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. Não só isso: Collor, que derrotou Lula naquela ocasião, é hoje um fiel aliado do petismo.
Então, Dona Dilma, não são os mesmos coisa nenhuma! Aqueles “mesmos”, hoje, estão com o PT.
Cara de pau?
Já lhes contei a história do nhenhenhém de FHC, que deu pano pra manga. Quem ler o texto vai saber por que, de algum modo, participei da origem da coisa no que diz respeito ao efeito jornalístico. Criticando seus adversários, o então presidente tucano afirmou que eles ficavam com “nhenhenhém”. O mundo veio abaixo. Foi um deus nos acuda. Ele seria arrogante; não respeitaria a oposição; julgava-se o dono do mundo etc. e tal.
Em 2010, delicado como de hábito, o então presidente Lula referiu-se ao presidente do principal partido de oposição como… “babaca”. Isto mesmo: “babaca”! Quase todo mundo achou muito normal. Não houve gritaria. Nesta segunda, na cerimônia do PT, Dilma decidiu emular com o seu antecessor e, como vocês leem acima, chamou o oposição de “cara de pau”.
Falcão
Num ambiente em que se falta com o decoro, Rui Falcão jamais fica para trás. Ele resolveu partir mesmo para a baixaria. Reproduzo trecho de reportagem do Estadão (em vermelho):
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, fez as críticas mais duras aos prováveis adversários da presidente na eleição deste ano. Sem citar nomes, Falcão criou dois termos para se referir a eles: “neopassadista” e o “novovelhista”. Segundo pessoas próximas a Falcão, o discurso se refere ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a Eduardo Campos. Em seu discurso, disse que os dois são “partes do mesmo corpo”. “O neopassadismo e o novovelhismo parecem farinha do mesmo saco. Assemelham-se em quase tudo”, afirmou o presidente do PT.
Em seu ataque mais pesado, sugeriu que os adversários de Dilma fecharam os olhos para as denúncias de corrupção no Metrô e na CPTM durante os governos tucanos em São Paulo e para o episódio da apreensão de cocaína no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG). “O algo ‘novo’ é fechar os olhos, e, quem sabe até, esquecer-se de tapar o nariz, para carregamentos exóticos em helicópteros?”, disse.
Volto
O caso foi investigado pela Polícia Federal, cuja chefe, em último caso, é Dilma, ali presente. Tentar ligar as oposições a tráfico de drogas vai muito além do chute na canela. Desde 2002, essa pode ser a disputa mais difícil para o PT porque o ambiente social e político nunca se mostrou tão instável. Eles estão deixando claro que o jogo vai ser pesado e que não têm mesmo limites.

Por Reinaldo Azevedo

BLOG DO PAULINHO- Black Bloc e a morte do jornalista da BAND

É de se lamentar, profundamente, que um jornalista no exercício de sua função, como o cinegrafista Santiago Andrade, da BAND, seja morto, covardemente, pelas costas, por bandidos que se dizem "manifestantes".

Não tem segredo.

Manifestante, sem máscara, e se portando com civilidade, a PM tem que proteger.

Black Bloc, vagabundo, que ameaça a população, além de quebrar patrimônio público, tem que ser combatido, nem que seja na base da borrachada, sem dó, sendo, posteriormente, preso e julgado com absoluto rigor.

A população e a imprensa precisam saber diferenciar as atitudes, entendendo que a PM sai às ruas para defender o cidadão daqueles que não sabem respeitar o direito do próximo, e que, para isso, por vezes, precisa utilizar-se da força.

O repórter da BAND é vitima, não apenas do marginal que o matou, mas também daqueles que criticam a necessária ação de força policial em casos de combate a bandidos, que se ocultam, e a seus feitos, na covardia de sua máscaras.

Ordem ou Barbárie?

Da FOLHA
Por RACHEL SHEHERAZADE
O menor infrator é sempre protegido por legiões de ONGs piedosas. O bandido é sempre vítima e nós somos cruéis algozes desses infelizes

O fenômeno da violência é tão antigo quanto o ser humano. Desde sua criação (ou surgimento, dependendo do ponto de vista), o homem sempre esteve dividido entre razão e instinto, paz e guerra, bem e mal.

Há quem tente explicar a violência, a opção pela criminalidade, como consequência da pobreza, da falta de oportunidades: o homem fruto de seu meio. Sem poder fazer as próprias escolhas, destituído de livre-arbítrio, o indivíduo seria condenado por sua origem humilde à condição de bandido. Mas acaso a virtude é monopólio de ricos e remediados? Creio que não.

Na propaganda institucional, a pobreza no Brasil diminuiu, o poder de compra está em alta, o desemprego praticamente desapareceu... Mas, se a violência tem relação direta com a pobreza, como explicar que a criminalidade tenha crescido em igual ou maior proporção que a renda do brasileiro? Criminalidade e pobreza não andam necessariamente de mãos dadas.

Na semana passada, a violência (ou a falta de segurança) voltou ao centro dos debates. O flagrante de um jovem criminoso nu, preso a um poste por um grupo de justiceiros deu início a um turbilhão de comentários polêmicos. Em meu espaço de opinião no jornal "SBT Brasil", afirmei compreender (e não aceitar, que fique bem claro!) a atitude desesperada dos justiceiros do Rio.

Embora não respalde a violência, a legislação brasileira autoriza qualquer cidadão a prender outro em flagrante delito. Trata-se do artigo 301 do Código de Processo Penal. Além disso, o Direito ratifica a legítima defesa no artigo 23 do Código Penal.

Não é de hoje que o cidadão se sente desassistido pelo Estado e vulnerável à ação de bandidos. Sobra dinheiro para Cuba, para a Copa, mas faltam recursos para a saúde, a educação e, principalmente, para a segurança. Nos últimos anos, disparou o número de homicídios, roubos, sequestros, estupros... Estamos entre os 20 países mais violentos do planeta. E, apesar das estatísticas, em matéria de ações de segurança pública, estamos praticamente inertes e, pior: na contramão do bom senso!

Depois de desarmar os cidadãos (contrariando o plebiscito do desarmamento) e deixá-los à mercê dos criminosos, a nova estratégia do governo, por meio do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, é neutralizar a polícia, abolindo os autos de resistência.

Na prática, o policial terá que responder criminalmente por toda morte ocorrida em confronto com bandidos. Em outras palavras, é desestimular qualquer reação contra o crime. Ou será que a polícia ousará enfrentar o poder de fogo do PCC (Primeiro Comando da Capital) ou do CV (Comando Vermelho) munida apenas de apitos e cassetetes?

Outra aliada da violência nossa de cada dia é a legislação penal: filha do "coitadismo" e mãe permissiva para toda sorte de criminosos. Presos em flagrante ou criminosos confessos saem da delegacia pela porta da frente e respondem em liberdade até a última instância.

No Brasil de valores esquizofrênicos, pode-se matar um cidadão e sair impune. Mas a lei não perdoa quem destrói um ninho de papagaio. É cadeia na certa!

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Estatuto da Impunidade, está sempre à serviço do menor infrator, que também encontra guarida nas asas dos direitos humanos e suas legiões de ONGs piedosas. No Brasil às avessas, o bandido é sempre vítima da sociedade. E nós não passamos de cruéis algozes desses infelizes.

Quando falta sensatez ao Estado é que ganham força outros paradoxos. Como jovens acuados pela violência que tomam para si o papel da polícia e o dever da Justiça. Um péssimo sinal de descontrole social. É na ausência de ordem que a barbárie se torna lei.

RACHEL SHEHERAZADE40, jornalista pela Universidade Federal da Paraíba, é âncora do telejornal "SBT Brasil"

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.