segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A PETROBRAS ACUSADA DE NEGLIGENCIAR SEGURANÇA E SIMULAR VENDA DA P-62

Requerimento do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ao Tribunal de Contas da União (TCU) pede apuração de denúncia de farsa envolvendo a plataforma P-62 da Petrobras, em Pernambuco, inaugurada e lançada ao mar, no final de 2013, ainda incompleta, sem elementos essenciais para operar com segurança. Já houve inclusive um incêndio na plataforma,  segundo informou o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.
O sindicato denunciou também que a Petrobras simulou a venda dessa plataforma para uma subsidiária na Europa e depois a comprou de volta, apenas para que a operação melhorasse a balança comercial.
sen aloysio nunes
Senador Aloysio Nunes Ferreira
Aloysio Nunes disse tudo isso ocorreu apenas no papel; a plataforma P-62 jamais deixou o litoral brasileiro.  Segundo o senador, operação semelhante já teria sido feita com outras plataformas, o que teria acrescentado US$ 8 bilhões às exportações brasileiras.
- Mera operação de maquiagem das contas externas. Não fosse esse tipo de operação, realizado já em outras oportunidades, com outras plataformas, nós teríamos amargado um déficit maior na nossa balança comercial. Eu estou pedindo que o Tribunal de Contas faça uma auditoria para averiguar a procedência dessas denúncias e  avaliar também o montante de prejuízo que elas causaram à empresa – disse o senador.
Aloysio Nunes Ferreira também pediu à Comissão de Fiscalização e Controle do Senado que convide os dirigentes do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, que visitaram a plataforma, para que prestem esclarecimentos.
O parlamentar também pediu à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informações sobre o que está sendo feito para identificar as pessoas que, na semana passada, agrediram 30 policiais militares em Brasília durante tentativa de invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ao Supremo Tribunal Federal.
DP

JARBAS VASCONCELOS SUGERE QUE DILMA USE ÓLEO DE PEROBA

O senador peemedebista Jarbas Vasconcelos protagonizou mais um ato de rebeldia do PMDB contra a presidenta Dilma Rousseff. Jarbas não economizou nas críticas, atacou o PT e a gestão de Dilma.
O parlamentar considera que o PT sofre com complexo de vítima, “É sempre assim: quando não é a oposição, os petistas responsabilizam as elites, os países ricos, a Europa, os Estados Unidos, a grande mídia, a direita, os conservadores – afirmou Jarbas”
A situação econômica do país também foi criticada, segundo o senador, os problemas econômicos do país se devem à baixa credibilidade do Brasil no cenário internacional. Jarbas disse não confiar que o PT consiga resolver os problemas que assolam o país nos últimos 10 anos e sugeriu óleo de peroba para a “cara de pau” da presidente Dilma.
De acordo com Jarbas, falta transparência nas contratações de profissionais cubanos para o programa Mais Médicos e no financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que financiou as obras do Porto de Mariel, em Cuba.
Diário do Poder

Percival Puggina-SE DILMA NÃO FOSSE DILMA

Ao se desligar do programa "Mais Médicos", a doutora Ramona Matos Rodriguez abriu a caixa de Pandora desse suspeitíssimo convênio firmado entre o governo brasileiro e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para locação de médicos cubanos.

Ramona exibiu à imprensa cópia do seu contrato com uma certa sociedade anônima "Comercializadora de Serviços Médicos" e informou que dos 10 mil reais por cabeça, pagos pelo Brasil, ela só recebia o equivalente a mil reais no câmbio atual. Ou seja, confirmou ganhar apenas aqueles 10% que eu, desde o início das tratativas para vinda dos médicos, afirmei que constituíam o padrão para contratos desse tipo na Castro & Castro Ltda. - antigamente conhecida como ilha de Cuba - empresa familiar com sede e foro na cidade de Havana. E ainda há quem ouse se referir a tais negociatas como evidências da "admirável solidariedade" da Cuba comunista para com os necessitados do mundo. Vê se eu posso!

Em torno de dona Ramona se formou a primeira das encrencas que haverão de cercar esse convênio nascido nas confabulações do Foro de São Paulo (aquela supranacional esquerdista que a imprensa brasileira faz questão de solenemente desconhecer). Muitas outras encrencas virão porque tudo que é mal feito em algum momento cobra conserto.

O problema é que Dilma, apesar de seus 40 ministros, não tem um ministério nem dirige um governo. Ela preside um clube, destinado ao lazer dos sócios, vale dizer, dos partidos políticos que compõem sua base de sustentação. Tivesse ela um bom ministro do Trabalho, este lhe diria que a situação dos cubanos é totalmente irregular perante a legislação brasileira (a doutora Ramona já anuncia que vai buscar na Justiça do Trabalho o que lhe é devido pelo Brasil). Tivesse ela um bom ministro da Saúde, ele a advertiria sobre a deficiente formação média dos profissionais médicos formados em Cuba. Tivesse ela um bom ministro da Defesa, ele haveria de alertá-la para os riscos decorrentes da importação, em larga escala, de agentes enviados por um país que, desde 1959, se caracteriza por infiltrar e subsidiar guerrilheiros no resto do mundo. Tivesse, Dilma, uma boa ministra de Direitos Humanos, menos fascinada por ideologia e mais pela humanidade, esta iria às últimas consequências para impedir que o Brasil protagonizasse escancarado ato de escravidão, trazendo os cubanos sob as condições postas por Havana. Tivesse Dilma um bom ministro da Fazenda, ele certamente lhe demonstraria o quanto é abusivo pagar um overhead de 900% em relação a cada profissional enviado pelos Castro. Tivesse ela um bom ministro da Economia, este abriria um berreiro para mostrar que a contabilidade desse convênio é altamente prejudicial ao interesse nacional diante da desproporção entre o valor do serviço prestado no Brasil e o montante enviado para a matriz cubana. Tivesse Dilma um bom ministro da Justiça, ele ficaria de cabelos em pé diante do atropelo que esse contrato produz nos mais comezinhos princípios de Justiça e na legislação nacional. Tivesse Dilma um bom ministro da Previdência Social, ele mostraria ser líquido e certo o caráter regressivo ao governo de qualquer ação dos médicos cubanos em busca de seus direitos previdenciários porque o patrão de fato desses profissionais é o governo brasileiro. Tivesse Dilma um bom ministro de Relações Exteriores, ele lhe mostraria o quanto resulta negativo à imagem do Brasil o conhecimento internacional das bases em que o país firmou esse convênio.

Mas Dilma preside um clube. E se o clube está nem aí para suas verdadeiras ocupações, menos ainda haverá de estar para quaisquer preocupações. O clube, afinal, gosta mesmo é de festa e grana.

Se Dilma não fosse Dilma e tivesse um bom ministério, se estivesse ocupada em solucionar problemas estruturais em vez de ficar quebrando galhos e agradando parceiros, ela teria atendido à reivindicação dos médicos brasileiros. Há muito tempo eles pedem uma carreira atrativa no serviço público, à exemplo de outras que iniciam em postos remotos e, gradualmente, promovem seus integrantes para centros maiores. Mas Dilma é apenas Dilma.

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* Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.

Janer Cristaldo-GOVERNADOR PROÍBE DROGA, PREFEITO FINANCIA CONSUMO

Decididamente, a polícia é a última a saber dos crimes. Não se espera que seja a primeira. Os primeiros são criminoso e vítima. Mas não devia ser a última. O caso do mensalão - que segundo o promotor Pedro Abi-Eçab, em entrevista para o Estadão de hoje, mostra que “deixam de existir intocáveis, o patrimônio do povo passa a ser resguardado, os mecanismos de poder se alteram” – não foi revelado pelo Ministério Público ou pela polícia, mas pela Folha de São Paulo. Não fosse uma entrevista da jornalista Renata lo Prete, no distante 2005, até hoje os mensaleiros estariam comprando leis.

Quando se trata de drogas, polícia e governo só se mexem depois de ler os jornais. Foi preciso que o Estadão revelasse hoje uma nova cracolândia no centro da cidade, para que Geraldo Alckmin descobrisse que há uma feira de drogas mais sofisticada na capital, a quatro quadras da Avenida Paulista.

O jornal flagrou ação de traficantes que abordam adolescentes na Rua Peixoto Gomide para vender maconha, cocaína, LSD e ecstasy, em reportagem com fotos onde os traficantes exercem – e não é de hoje – seu comércio. Vendedores circulam entre carros e dominam área durante as madrugadas. A polícia diz que já fez operações de repressão na região. Se fez, não faz mais.

Desta vez não se trata de um pedaço degradado da cidade, como no caso da cracolândia. Mas de zona nobre, situada na rua Peixoto Gomide, adjacências da Augusta, nas proximidades do Sírio-Libanês e de um dos cartões postais de São Paulo, o MASP, cujo vão – em prosa e verso cantado – há muito é ponto de consumo da droga que você quiser.

Segundo o jornal, os traficantes circulam entre os carros com as mãos carregadas de pinos de cocaína. Na calçada, quem passa é abordado por vendedores que oferecem maconha, comprimidos de ecstasy, cartelas coloridas de LSD e gotas de GHB - anestésico também usado como estimulante sexual. O comércio é feito em voz alta e, para atrair turistas, eles arriscam até palavras em inglês.

"Cocaína, balinha (ecstasy), doce (LSD), lança-perfume, GHB em gotas, iPhone 5S desbloqueado", gritam vários jovens ao mesmo tempo. Os traficantes têm como clientela cativa três públicos: menores de idade que bebem nas ruas, o público GLS de boates da região e turistas estrangeiros. O pino de cocaína custa R$ 20 e a cartela com 20 ácidos (LSD), R$ 200.

Assim como ambulantes que tentam vender seus produtos em pontos turísticos do Brasil, os traficantes param qualquer pedestre sem cerimônia, seja ele um menor de idade ou um adulto com mais de 50 anos. Não há restrições.

"Olha o pino, três por quatro só agora hein, cheinho até a boca", grita um dos jovens que vendem droga. Ele também carrega um tubo de adoçante com GHB. "Me dá R$ 30 e eu coloco cinco gotonas ‘servidas’ na sua boca já", oferece um traficante à reportagem do Estadão.
 

E ainda há quem pretenda que o consumo de drogas é ilegal no Brasil. Pior ainda, há quem pretenda descriminá-lo. Como se descriminado não estivesse. Geraldo Alckmin reagiu ainda hoje pela manhã à reportagem, afirmando que vai reforçar o combate ao tráfico de drogas na região.

Mês passado, quando a Polícia Civil e o Denarc intervieram na região, Haddad criticou o governo do Estado, afirmando que manteria o programa de reabilitação de dependentes químicos na região. Chama-se “Operação Braços Abertos”, e consiste em dar hotel, cama, comida e roupa lavada, emprego de quatro horas, e salário de R$ 15 por dia aos dependentes. Mais ainda: para entrar no programa, não precisa largar o crack. 

- Pode espernear – disse então Haddad -. Nós vamos fazer o programa acontecer. O programa vai funcionar.

Alckmin retirou os cavalinhos da chuva. Agora os dependentes recebem salário para comprar mais drogas. E a polícia municipal garante o tráfico e consumo do crack. Dia seguinte à declaração de Haddad, aconteceu o que era previsível: a droga subiu de preço. A diferença foi financiada pela prefeitura. 

Como dizia o promotor Pedro Abi-Eçab, “deixam de existir intocáveis, o patrimônio do povo passa a ser resguardado, os mecanismos de poder se alteram”. Se alteram mesmo. Intocáveis agora são os traficantes de drogados. 

Alckmin vai reforçar o combate ao tráfico na Peixoto Gomide? Vai ser muito engraçado. A quatro ou cinco quilômetros dali, a prefeitura zela pela tranquilidade dos cracômanos.

CAIO BLINDER- A mordaça de Maduro



A televisão venezuelana prefere mostrar a realidade alternativa das telenovelas
O chavismo prefere mostrar a realidade alternativa das telenovelas
Perigoso e incompetente, Nicolás Maduro não decepciona. Seus 10 meses de governo na Venezuela seguem o figurino que se esperava. Sempre se dizia que com ele era a vez do chavismo sem o charisma de Hugo Chávez. No entanto, em pelo menos um ponto Maduro surpreende e vence na comparação com o antecessor e mentor: ele consegue ser ainda pior na intimidação e cerco do que sobrou de mídia na Venezuela.
Em meio a protestos estudantis (com mortes), a criminalidade disseminada e a rápida deterioração da economia, os meios de comunicação estão entretidos em dar voz estridente ao chavismo ou cobrir entretenimento (a Venezuela tem inflação econômica e também de telenovelas). Os setores que ousam acompanhar a tensão política de uma perspectiva que não siga o oficialismo são amordaçados. O resultado é uma combinação de docilidade, autocensura e indiferença.
A intimidação é especialmente virulenta na televisão, onde existe uma alarmante e crescente redução da liberdade de expressão. Emissoras que se pautavam por uma cobertura crítica já tinham sido domesticadas, como foi o caso da Globovisión, adquirida no ano passado por empresários leais ao chavismo, integrantes da “boligarquia”.  Na semana passada, jornalistas daGlobovisión pediram demissão em protesto à falta de cobertura nos protestos dos últimos dias.
A mesma coisa aconteceu com a empresa proprietária do jornal Últimas Noticias, o de maior circulação no país. Era um conglomerado independente e na expressão delicada do Financial Times foi vendido em 2013 para um “grupo não identificado de investidores locais”.
Nas redes sociais, a liberdade de expressão também sente o golpe. Houve interrupção, por exemplo, no Twitter na semana passada, com suspeita de que tenha sido iniciativa da Cantv, a empresa de telecomunicações estatal que controla a maior parte do tráfico de internet no país.
A velha mídia, para lá de madura, através de um punhado de jornais independentes, está à frente de uma cobertura crítica e independente no país do podre successor de Hugo Chávez. No entanto, a vida é ingrata para este setor, não apenas em função do cerco chavista, mas dos desafios comuns nesta era de transição da mídia. Nas últimas semanas, 11 jornais deixaram de ser publicados e o mesmo poderá acontecer com mais 15.
O regime interfere inclusive na cobertura feita de fora. Uma estação privada, baseada na Colômbia, a NTN24, mas muito popular na televisão por assinatura na Venezuela, foi tirada no ar na semana passada no auge dos protestos estudantis. O próprio Maduro veio a público com a desculpa de que era preciso “defender o direito à tranquilidade”.
Estamos intranquilos.


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