domingo, 23 de fevereiro de 2014

‘Avanço para o passado’, de J. R. Guzzo

Publicado na edição impressa de VEJA
J. R. GUZZO
Imaginem por um curto instante o estado de choque em que ficariam o comitê central do PT, seus milhares de militantes e sua agressiva (e cada vez mais cara) máquina de propaganda, se esta revista, para dar um exemplo de entendimento bem fácil, publicasse um texto no qual o povo brasileiro fosse chamado de “essa gente”. Mais: que “essa gente” está cometendo uma enorme “ingratidão” ao protestar contra o governo, depois de todos os presentes que tem ganhado das nossas mais altas autoridades.O mundo viria abaixo ─ eis aí, diria a esquerda nacional, a prova definitiva da sordidez sem limites da “grande mídia” brasileira. Mas, graças ao bom Deus, quem disse isso não foi VEJA, e sim o secretário-geral (com nível de ministro) Gilberto Carvalho, descrito como homem de importância praticamente sobrenatural dentro e fora do Palácio do Planalto. Será que foi mesmo ele? Sim, está provado que foi, numa viagem recente a Porto Alegre. “Fizemos tanto por essa gente”, queixou-se Carvalho, “e agora eles se levantam contra nós.” Essa gente? Eles? Ingratidão? É um concentrado de insultos à população que parece ter saído diretamente da linguagem utilizada no Brasil antes da abolição da escravatura.
Está tudo errado nessa declaração, a começar pelo sujeito da frase. “Fizemos”? Quem “fizemos”? É como se o ministro e seus companheiros estivessem tirando dinheiro do próprio bolso para dar aos pobres; mas quem banca tudo é o povo, a cada tostão que tem de pagar em impostos quando compra um palito de fósforo que seja. Ao mesmo tempo, está tudo certo, certíssimo: a frase do companheiro é provavelmente a tomografia mais fiel já feita até hoje dos verdadeiros sentimentos que os donos atuais do Brasil têm em relação à sociedade brasileira. O secretário, simplesmente, disse em público aquilo em que ele e os companheiros acreditam em particular. Foi uma espécie de hora da verdade ─ por distração, ou sabe-se lá por quê, Carvalho esqueceu a regra-base de seu partido, que manda os chefes não falarem como pensam e, mais do que tudo, não agirem como falam. “Essa gente” a que se refere o companheiro Carvalho, exatamente como os barões do café falavam no Brasil do atraso, é a mesma de sempre: o povão da fila do ônibus ou da sala de espera do SUS, essa grande massa sem rosto ou nome, ignorante, preguiçosa, inepta, desinformada, capaz de ler não mais do que três palavras juntas na telinha do celular, sem noção de seus direitos, só utilizável para o trabalho braçal e ainda por cima ingrata. Quando um dos mais notáveis lordes do almirantado petista fala como falou sobre a nossa “gente”, aparece à vista de todos o real projeto das forças que estão no governo: reinar sobre uma opinião pública obediente, inconsciente e boçal, que tem de agradecer quando recebe um pouco daquilo a que tem direito. O que querem é manter o Brasil exatamente como está e sempre esteve, mas com a astúcia de fingirem que estão mudando tudo.
O governo do ex-presidente Lula, de Dilma Rousseff e do PT é uma das mais bem-sucedidas farsas jamais levadas ao público na história política brasileira. Por conta de progressos ocorridos nos níveis de bem-estar, os mesmos que dezenas de outros países alcançaram nos últimos anos (ou até menos do que muitos deles conseguiram), Lula e seu entorno, com endosso de gente séria pelo mundo afora, garantem que sua missão de fazer uma revolução social no Brasil foi um espetáculo ─ o tipo da operação concluída com sucesso, como dizem as vozes que desbloqueiam cartões de crédito pelo telefone. Mas não mudou nada no modo como o país é governado, nem como o poder é distribuído, nem como o bolo é fatiado; não houve nenhuma “mudança estrutural”, que é a maneira de os economistas dizerem que foi trocada a pintura do carro, mas não se mexeu em nada no motor. De concreto, mesmo, é o compromisso do governo petista de manter intacto oBrasil do passado ─ injusto, desigual, atrasado, onde o importante não é ser cidadão brasileiro, e sim depender de quem está no governo. Lula e seu auditório tinham prometido acabar com esse Brasil obsoleto e colocar em seu lugar uma nação pronta para o século XXI. Onze anos após eles chegarem à Presidência da República, o Brasil, na sua essência, está idêntico ao que receberam em janeiro de 2003 ─ e seus melhores aliados são justamente os chefes políticos que equivalem, hoje, aos senhores de engenho de ontem. Com certeza não houve revolução nenhuma em todo esse período. Como estava, ficou.
O Brasil seria um país bem melhor se Carvalho fosse uma exceção ─ um “ponto fora da curva”, como se diz hoje. Infelizmente, não é assim. Na verdade, o secretário-geral da Presidência é a própria curva ─ um espelho que reflete sem piedade a vida como ela é no ano 11 da Era Lulista. Mais que isso, reflete o exemplo de conduta que o homem recebe de quem está acima, e quem está acima dele é a presidente da República. Essa última viagem de Dilma à Suíça e a Cuba, por exemplo, é um perfeito improviso do falso esquerdismo do governo, que tenta ocultar, com palavrório, notas oficiais de sintaxe primitiva e a pura e simples mentira, os hábitos de sultão que seus barões adotam na realidade do cotidiano: falam de um jeito, vivem de outro. O que poderia comprovar melhor seu desprezo pelo cidadão comum do que a mentira que a presidente obrigou seu ministro do Exterior a dizer em público, para esconder os motivos de uma escala “não programada” que fez em Portugal ─ e, ainda por cima, uma mentira incompetente, incapaz de resistir a 24 horas de investigação? A atitude oficial é: “Inventem aí uma coisa qualquer para dizer ao público”. Para piorar, Dilma hospedou-se num hotel onde a diária da principal suíte passa dos 8 000 euros, soma de meter medo em qualquer campeão das nossas elites mais vorazes. Pode uma coisa dessas? Não pode. Não é uma questão legal; é uma questão de compostura, só isso. A governante número 1 de um país com as misérias do Brasil simplesmente não tem o direito moral de gastar 8 000 euros do Tesouro Nacional para pagar uma noite de sono. O conserto ficou pior que o defeito quando Dilma decidiu esclarecer uma conta de cerca de 300 reais que pagou em seu jantar em Lisboa. “Paguei com o meu dinheiro”, disse ela. “Se o dinheiro é meu, eu como onde quiser. Estou pagando.” Há linguajar que reproduza tão bem o vocabulário truculento da elite brasileira, nos seus piores momentos de onipotência, grosseria e mania de grandeza? Nada de admirar, no fundo, quando se sabe que a presidente aluga um caminhão só para levar suas roupas em viagens internacionais ─ ou acha comum requisitar hospedagem para 45 assessores, como nesse último passeio. É um dos vícios públicos brasileiros que mais agradam ao PT ─ a ideia de “aproveitar” até o bagaço tudo o que o ”governo está pagando”.
O fato é que existe hoje, nas massas que habitam a máquina estatal, uma imensa distância separando a pregação revolucionária que fazem no palanque das ações que praticam na vida diária. Para manter a pose de “esquerda”, e ao contrário do que ensina o dito popular, o cidadão come presunto Pata Negra, mas arrota mortadela da venda. Quer falar como socialista e, ao mesmo tempo, viver como burguês; não pode dar certo. Há um preço mínimo a pagar para sustentar uma imagem, e esse preço exige que se enfrente um pouco de desconforto para segurar a onda de herói popular. Fidel Castro, por exemplo, hospedou-se num pulgueiro do Harlem em sua primeira visita a Nova York ─ não no Excelsior de Roma ou no Ritz Four Seasons de Lisboa, como fez sua companheira Dilma. Demagogia? Fidel achou que não; parece que sabia o que estava fazendo.
Os fatos, essa coisa irritante, oferecem muitos outros exemplos da obra de falsificação construída por Lula, Dilma e pelo PT para convencer a plateia de que a “direita”, os “ricos” e os que querem a volta do pelourinho e da chibata são os únicos brasileiros que discordam do governo. É o contrário: estes todos, no mundo das realidades, estão casados com o PT e o PT está casado com eles. Basta olhar um pouco. Não há um único trabalhador no ministério do Partido dos Trabalhadores; em onze anos de governo, e num país com 200 milhões de habitantes, não conseguiram encontrar nenhum até agora, um só que fosse. Ao longo desses anos todos, não foi eliminado no Brasil nem um privilégio sequer, essa praga que mantém nossa vida pública amarrada no século XIX. Não foi cortado um único dos 20 000 a 25 000 cargos públicos para os quais a presidente, seus ministros, os burocratas mais lustrosos e os donos do poder podem nomear quem bem entenderem. A propriedade privada continua sendo sagrada para quem conta com amizades “lá em cima” ─ sobretudo depois que tantos companheiros passaram a desfrutar dos seus aspectos mais agradáveis. Usineiros continuam, como acontece há séculos, recebendo dinheiro do contribuinte para resolver seus problemas ─ só neste ano de 2014, levarão perto de 400 milhões de reais para casa. Os “rentistas”, maldição-mor na linguagem da moda entre os economistas de esquerda, nunca viveram tão bem com as suas rendas.
Empresários amigos, e amigos dos amigos, continuam desfrutando o caixa do BNDES, a juros inferiores a 1% ao ano, como sempre desfrutaram durante os governos a serviço da “alta burguesia”. Tem sido especialmente simpático com frigoríficos, gente da celulose, capitães da “indústria nacional” e empreendedores da modalidade Eike Batista, a quem conseguiu emprestar 200 milhões de reais para reformar um hotel no Rio de Janeiro; Eike não reformou um único mictório, a carcaça do hotel já foi vendida e oBNDES, naturalmente, ainda não recebeu um centavo de volta. As empreiteiras de obras públicas vivem uma nova época de ouro, tão rentável como viviam nos governos de “direita”. Uma delas, a Odebrecht, despacha direto com Lula na construção de um incompreensível estádio para oCorinthians, e construiu para Cuba, com dinheiro do povo brasileiro cedido por Dilma, um porto avaliado em quase 1 bilhão de dólares.
O FGTS virou uma festa para milionários. Não há dinheiro que pertença de forma mais clara e direta ao trabalhador ─ na verdade, existe uma lista, nome por nome, de quem é proprietário das somas ali depositadas e quanto, exatamente, cada um tem na sua conta. O Partido dos Trabalhadores, porém, permite que o governo gaste como bem entender o dinheiro do trabalhador: inventou um “Fundo de Investimento” para o FGTS investir os recursos que recebe todo mês através da folha salarial das empresas, e já tinha, segundo revelação recente da revista EXAME, quase 30 bilhões de reais em carteira no fim de 2013. Três quartos dessa montanha de dinheiro estão aplicados ─ onde mais poderia ser? ─ em títulos de dívidas e ações de empresas privadas, muitas de capital fechado. Se algo der errado com elas, as garantias que o FGTS terá serão os papéis de companhias quebradas. Belo investimento para o trabalhador brasileiro, não? Só mesmo um governo dos trabalhadores cuidaria tão bem dos seus interesses financeiros. Na maior parte esse dinheiro está espalhado pela finíssima flor da elite que o PT fala todos os dias em exterminar: a incansável Odebrecht, a Friboi, construtores de sondas para a Petrobras, empreiteiras de obras, construção naval e por aí afora. Deu para entender? O melhor da história é como se decide quem vai receber o dinheiro do fundo. Um conselho de doze membros é quem realmente manda ─ e ali o governo tem seis representantes, mais três que vêm dessas entidades chapa-branca como Confederação Nacional da Indústria etc. E não há ninguém para falar pelo trabalhador? Sim, um só ─ um cartola da CUT. Se no lugar dele se sentasse o marajá de Baroda, os trabalhadores brasileiros estariam mais bem representados.
É difícil levar adiante essa vigarice de “governo do povo” quando se considera, além de tudo o que já foi dito, que a presidente da República, como se cogita com certa angústia no Palácio do Planalto, está ameaçada de não poder ir a nenhum jogo da Copa do Mundo, para não levar uma vaia de 24 quilates. Que “governo popular” é esse? O companheiro Carvalho está achando que é uma tremenda injustiça. Mas o que se vai fazer? “Essa gente” é mesmo uma dor de cabeça.

General venezuelano resiste a prisão pedida por Maduro

Luiz Raatz - Enviado Especial/ Caracas
Um general da reserva venezuelana opositor ao chavismo resistiu neste domingo a um mandado de prisão com fuzil em punho em sua casa a leste de Caracas. Ángel Vivas é acusado por Nicolás Maduro de treinar manifestantes que erguem barricadas na cidade. Numa delas, um motoqueiro morreu na madrugada de sábado ao chocar-se contra uma barreira de arame farpado. Homens armados foram tentar prender o militar da reserva, mas desistiram depois de ele se refugiar no teto da residência. O general da reserva é conhecido por denunciar uma suposta ingerência de agentes cubanos no Exército da Venezuela.
Ángel Vivas resistiu a mandado de prisão com fuzil em punho - Juan Manuel Hernandez/AP
Juan Manuel Hernandez/AP
Ángel Vivas resistiu a mandado de prisão com fuzil em punho
Um dia antes, Maduro acusou o general de ser o mentor de manifestantes que protestam contra o governo. "Mandei prender o general que pediu a colocação dessas barricadas e treina esses fascistas", disse o presidente. "Ángel Vivas, vão te buscar e te prender. Assassinos!" Segundo um advogado do general, os homens deixaram o local por não ter uma ordem de prisão assinada.

Alexandre Garcia-O caos como objetivo

Em junho último, multidões saíram às ruas levando palavras de ordem como “em vez de estádios, escolas e hospitais”. Em seguida apareceram desordeiros violentos, agredindo e quebrando, e as multidões se encolheram, com medo. As autoridades trataram os arruaceiros como se fossem as multidões, e os arruaceiros ficaram impunes e livres para recrudescer. Nós, jornalistas, fiscalizamos a polícia e deixamos os vândalos mascarados à vontade. No fundo, esperávamos que algum manifestante fosse morto pela polícia. Pois aconteceu que foi o rojão de um manifestante que matou um jornalista.

Agora governo e legisladores vão em busca de lei para conter os violentos. Para tirar-lhes as máscaras e cobrar indenização pela destruição. Não precisa. A lei já existe. Ninguém pode andar mascarado por aí, a não ser no carnaval. A polícia sempre teve todo direito de prender e desmarcarar suspeitos. E as leis prevêem que os destruidores não apenas indenizem como cumpram pena na cadeia. O governo reage agora, porque a arruaça chegou ao exterior, onde já estão se perguntando se vai haver a Copa. Fracasso na Copa é fracasso em ano eleitoral.

Desarmaram os cidadãos e enfraqueceram a polícia. Na manifestação da semana passada na capital do País, 16 mil integrantes do MST, armados de paus e pedras e centenas de cruzes de madeira, desafiaram 250 PMs, que sequer usavam capacete. Os policiais defendiam-se com as mãos e pés, quando os manifestantes derrubaram as grades que protegiam a Suprema Corte e o Palácio do Planalto. Os juízes fugiram do plenário e diante do palácio presidencial, 30 soldados da PM foram feridos. Na primeira hora do dia seguinte, a presidente recebeu os agressores na mesa de reuniões ministeriais.

Parece um caos programado, com algum objetivo. Os presos pela morte do cinegrafista disseram que foram pagos para fazer arruaça, pelos que também fornecem material e quentinhas. Quem quiser descobrir quem foi, basta seguir o dinheiro. E não é anarquismo. Um deles, Caio, 22 anos, escreveu, com texto e letra primários: “O processo do Brasil depende da socialização do povo optei pelo um país melhor, as nossas conseqüências de decidir a revolução do nosso pais vem dos revolucionários”. Ignorância fácil de ser manipulada numa ideologia anacrônica e fracassada, que atrasou a humanidade no século 20 e ainda subsiste na pobre, sofrida e prisioneira Cuba



Chegamos ao ponto sem retorno no Brasil?

Será que o governo do PT foi tão incompetente na economia que levou o Brasil a um ponto sem volta? Será que o aparelhamento da máquina estatal foi tão grande que criou um impasse de governabilidade para qualquer próximo gestor? São questões em aberto, que o economista Rubem Novaes tenta responder em artigopublicado na Folha hoje. A conclusão do autor não é das mais confortantes:
Com este quadro, temos configurado um primeiro risco de natureza econômica e política para o país. É tanta gente empregada pelo Governo, ou com interesses em um Governo forte, que poderemos ter um Estado expansionista para sempre, eliminada a perspectiva de alternância de viés político-ideológico, diante da vontade, transformada em votos, de uma majoritária e crescente parcela da população dependente dos dinheiros públicos.
Outro risco iminente é o de eliminação da alternância de partidos no poder. Se uma facção política despudorada está no governo e não tem escrúpulos em ocupar, com a militância, os órgãos de Estado e de usar a força destes para a obtenção de apoios do eleitorado, da classe política e de parcela do empresariado e da imprensa, é muito forte a perspectiva de que se perpetue no poder. Aproxima-se, assim, o “point of no return”, a partir do qual só mesmo uma monumental crise econômica seria capaz de modificar as tendências estabelecidas.
Posto isto, é forçoso reconhecer que talvez tenhamos, nas próximas eleições presidenciais, a última chance de alterar o rumo de uma triste história.
São palavras duras, sem dúvida. Mas como negar que fazem todo sentido? Como negar que o avanço de uma quadrilha sobre o estado levou a uma situação de impasse evidente? Imaginem mais 4 anos de aparelhamento, de avanço sobre as instituições republicanas, de compra de votos, e de incompetência na gestão da economia. Imaginaram? Então vejam a Argentina de hoje, ou pior: a Venezuela.
É esse o alerta feito pelo autor. E se trata de um alerta válido. Mas Rubem, apesar do tom alarmista, deposita razoável fé no poder do mercado para disciplinar governos incompetentes. Uma crise econômica de grandes proporções seria, portanto, a única ou principal arma contra governos deste tipo.
Há um porém: como a História nos ensina, muitas vezes nem mesmo crises econômicas severas são capazes de reverter um quadro político podre. O PRI ficou 70 anos no poder no México, apesar de várias crises econômicas. A ditadura cubana está há mais de meio século dominando a ilha caribenha apesar de toda a miséria. O regime soviético durou mais de 70 anos e faltavam produtos básicos nas prateleiras. O chavismo já domina a Venezuela há anos em meio ao caos social. E por aí vai.
Logo, até mesmo a parte alvissareira no artigo sombrio do economista pode ser, no fundo, um arroubo de otimismo. Ao afirmar: “a partir do qual só mesmo uma monumental crise econômica seria capaz de modificar as tendências estabelecidas”; poderíamos rebater: às vezes nem mesmo uma crise econômica monumental é capaz de modificar as tendências. A economia, ao contrário do que dizem os economistas, não é tudo!
Rodrigo Constantino

ITAMARATY IGNORA SEGURANÇA EM EMBAIXADAS

Diplomatas e contratados locais da embaixada brasileira em Caracas estão em pânico com a escalada de violência na capital da Venezuela: o Itamaraty não tem plano de contingência ou esquema de segurança diante do caos nas ruas, e ainda os obriga à jornada de oito horas. Servidores se “viram” para chegar e sair a salvo da embaixada, muito embora saibam que a natureza do serviço impõe esse tipo de risco.

ЯК СПРАВИ (TUDO BEM?)

Na embaixada brasileira em Kiev, Ucrânia, um funcionário que não fala inglês ou português atende o telefone. Ignora-se o que acontece lá.
DP

TEMER É ESCALADO PARA TENTAR DESATIVAR ‘BLOCÃO’

Temendo a dor de cabeça que o ‘blocão’ pode causar ao governo, nas votações na Câmara, a presidenta Dilma escalou o vice Michel Temer para enquadrar o PMDB, que encabeça a rebelião, e colocar panos quentes na insatisfação da base aliada. O vice, que alega ter sido pego de surpresa pela articulação, convocou os líderes governistas para reunião de emergência nesta segunda-feira (24), no Palácio do Jaburu.O clima no Planalto com a ameaça do “blocão” é dos piores. A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) admite que não sabe o que fazer.O ‘blocão’ foi articulado em jantar com presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), na quarta. Só PT e PCdoB não foram convidados.
Diário do Poder

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

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