terça-feira, 4 de março de 2014

Vandalismo com dinheiro público

O Estado de S.Paulo
Sempre que podem, os ditos "sem-terra" reclamam publicamente da presidente Dilma Rousseff porque ela, corretamente, desapropriou menos terras para a reforma agrária do que Fernando Henrique Cardoso. Mas eles se queixam de barriga cheia: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), faça o que fizer, destrua o que destruir, será sempre beneficiado pelo governo petista com generosas verbas públicas - que garantem sua sobrevida como "movimento social", mesmo que não haja mais a menor justificativa para sua existência, a não ser como caso de polícia.
Segundo revelou o Estado, uma entidade ligada ao MST recebeu dinheiro da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para realizar um congresso de sem-terra - e foi nesse evento, em Brasília, no último dia 12/2, que o MST reafirmou sua verdadeira natureza: criminosa e hostil às instituições democráticas.
Milhares de militantes atacaram policiais que tentavam impedi-los de invadir o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. O saldo de feridos deu a exata medida do ânimo violento dos manifestantes: 30 policiais (8 em estado grave) e apenas 2 sem-terra.
Os militantes lá estavam para cobrar de Dilma que acelerasse a reforma agrária, mas o protesto incluiu críticas ao julgamento do mensalão, ao uso de agrotóxicos e à espionagem americana. No balaio do grupo que diz defender desde a estatização completa do sistema produtivo nacional até a "democratização da comunicação" cabe tudo. Foi essa impostura que recebeu farto financiamento do governo para uma manifestação que, como era previsível, degenerou em quebra-quebra.
A injeção de dinheiro público no MST e em outras entidades de sem-terra que se envolvem em banditismo e ameaças ao Estado de Direito não é novidade. Em 2006, cerca de 500 desses militantes invadiram a Câmara dos Deputados, sob o comando de um petista histórico, Bruno Maranhão, dono de uma entidade que recebera R$ 2,2 milhões para "capacitação" de assentados. Segundo o Tribunal de Contas da União, esse dinheiro simplesmente sumiu.
Três anos mais tarde, o MST invadiu, depredou e saqueou a Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, em Borebi (SP). Naquela ocasião, os repasses de verbas públicas para o grupo e seus associados haviam chegado a R$ 115 milhões em cinco anos. Só no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento fora de 315% em relação ao governo anterior. E o MST ainda tentou engordar o caixa vendendo produtos que seus militantes roubaram da Cutrale.
É esse histórico de leniência e de cumplicidade que explica por que a estatal de petróleo e dois dos principais bancos federais de fomento continuaram a bancar esses desordeiros sem nenhum constrangimento. No presente caso, a Petrobrás deu R$ 650 mil, a Caixa pagou R$ 200 mil e o BNDES contribuiu com outros R$ 350 mil para um convescote intitulado "Mostra Nacional de Cultura Camponesa", organizado por uma certa Associação Brasil Popular (Abrapo), ligada ao MST, e que foi o principal evento do congresso de sem-terra. Já o Incra bancou, com R$ 448 mil, a estrutura da Feira Nacional de Reforma Agrária. Em nenhum caso houve licitação.
Tanto a Caixa como o BNDES argumentaram que o patrocínio tinha como objetivo ampliar sua visibilidade no setor agrícola. A Caixa, por exemplo, informou que o evento "valoriza a população campesina brasileira e oferece oportunidade de intercambiar conhecimentos e culturas do País". Já a Petrobrás considera que o congresso "alinha-se ao programa Petrobrás Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável". A estatal está tão animada com os sem-terra que vai financiar a produção de CDs do MST com "canções infantis no meio rural".
Nenhuma das empresas comentou sobre os possíveis danos à sua imagem por causa dos tumultos do dia 12. Mas o governo não parece muito preocupado. No dia seguinte aos atos de selvageria, como se sabe, os vândalos foram recebidos pela presidente Dilma em pessoa.

ITAMARATY ATRASA SALÁRIOS E ALUGUÉIS NO EXTERIOR

A crise no Itamaraty agora chega às finanças, apesar do prometido “corte de despesas”: contratados locais de sete consulados-gerais e de duas embaixadas ainda não receberam os salários de fevereiro, após o atraso de janeiro. O “pendura” atinge a missão do Brasil na OEA, em Washington, da ONU em Nova York, além de várias embaixadas, o que poderá render multas milionárias ao governo brasileiro lá fora.Servidores não sabem como fechar as contas em Boston, Montevidéu, São Francisco, Los Angeles, Chicago, Houston, Paris e Londres.O Itamaraty promete pagar até sexta (7), mas os funcionários, que trabalharam no Carnaval, podem parar o atendimento antes da Copa.

Cláudio Humberto

VIDA EM CUBA- YOANI SÁNCHEZ

Venezuela, com os olhos abertos

Foto tomada de http://runrun.es/diploos/103467/editorial-la-nacion-venezuela-protestas-tragicas.html
Dizem que ninguém é castigado pelas faltas alheias, que repetimos os erros dos outros e tropeçamos, de vez em quando, na mesma pedra. Os céticos afirmam que os povos esquecem que fecham os olhos para o passado e voltam a cometer descuidos iguais. A Venezuela, contudo, começou a desmentir essa fatalidade. Em meio a uma realidade marcada pela insegurança, o desabastecimento e a inflação, os venezuelanos tratam de corrigir um deslize que tem durado muito tempo.
Tomada pela inteligência cubana, monitorada da Praça da Revolução e governada por um homem que incita a violência contra os diferentes, esta nação sul-americana encontra-se agora ante o dilema mais importante da sua história contemporânea. Totalitarismo ou democracia são as opções. O que está sendo decidido em suas ruas não é somente a permanência de Nicolás Maduro no poder, mas sim a existência mesma de um eixo de autoritarismo e personalismo que atravessa toda a América Latina. Um sistema que se disfarçou com palavreado oco, no estilo de: “socialismo do século XXI”, “revolução dos humildes”, “sonhos de Bolivar” e “nova esquerda”, mas cujas características fundamentais são a ambição de poder dos seus líderes, a ineficiência econômica e a redução das liberdades.
Não obstante os estudantes venezuelanos têm dado ao chavismo uma dose do seu próprio remédio. O setor juvenil e universitário tem sido neste caso o motor impulsor dos protestos. O que evidencia que Miraflores perdeu a porção mais rebelde e dinâmica de uma sociedade. Mesmo que os titulares oficialistas falem de conspiração fomentada do exterior, basta olhar as imagens de policiais e comandos armados golpeando os manifestantes para se compreender de onde vem a violência.
A Venezuela vive momentos difíceis, como todo despertar. Os oligarcas de vermelho não abandonarão o poder voluntariamente e Raúl Castro não deixará que lhe tirem tão facilmente a “galinha dos ovos de ouro”. Porém ao menos sabemos que os venezuelanos não percorrerão o mesmo caminho que nos foi imposto em Cuba. A mansidão, o medo, a cumplicidade e a fuga como única saída… Foram nossos erros. A Venezuela não quer repeti-los, não pode repeti-los.
Tradução por Humberto Sisley

ÍNTIMOS DESCONHECIDOS

Íntimos desconhecidos, são todos os valores, que a civilização ocidental construiu ao longo do milênio vem sendo derrubados sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais por inocência pueril, seja pelo resultado de uma fraqueza proposital do ensino, seja por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída. Perdidos esses valores, não sobra sequer espaços para a indignação, que em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis de Estado.
É, se não acompanham os nossos passos quanto mais o raciocínio, que não passam de equus asinus e asnos da fauna e flora brasileira. Diante só rindo dos babacas do voto errado.

Arabutan Rocha-Maceió
Diário do Poder

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