quinta-feira, 6 de março de 2014

“Colocar gente do PDT para zelar pela chave do cofre não seria o mesmo que colocar o Conde Drácula para cuidar do Banco de Sangue?” (Pócrates)

“Meu pai era um homem muito realista. Nunca esperou nada de mim.”(Climério)

“Eu deveria caminhar mais. Mas vejo tanto gordo caminhando...” (Fofucho)

Mauro Pereira: Os mais longos dos anos

MAURO PEREIRA
(Viagem miseravelmente descompromissada pela letra da canção “I Dreamed a Dream”, tema do filme “Os Miseráveis”, da obra de Victor Hugo)
Pairam sobre a pátria brasileira os mais longos dos anos. Pouco menos de doze. Muito mais que uma eternidade. Suas noites sombrias e gélidas quedam-se intermináveis e fazem minguar os raios revigorantes e rejuvenescedores do sol nosso de cada dia.
Embevecido por um entusiasmo quase juvenil, acreditei que os ventos da bonança soprariam generosas lufadas de progresso. Eu era jovem e destemido, determinado a não desperdiçar sequer o sonho mais impossível. Preparei-me, então, para desfrutar da fragrância inebriante emanada da democracia que se descortinava no horizonte. Dediquei minha mais profunda aspiração para recepcionar o som mágico do abrir das asas da liberdade sobre nós. Nenhuma canção alvissareira deixei de cantar. Embriaguei-me com o vinho da confiança. Invadido por uma euforia que, confesso, desconhecia, gritei o grito da esperança. Bendito 1985! Viva Tancredo!
Há tempestades que podemos prever, mas não temos como evitá-las. Tancredo não viveu e o que se viu desde sua morte foi o desfile interminável da incompetência, da inconsequência, da arrogância, da sordidez e, mais acentuadamente, da corrupção. Eu sonhei que o meu Brasil seria bem diferente deste inferno a que a sede de poder o remeteu. Tendo toda uma nação como testemunha, no passado amaldiçoaram os dias que os antecederam. No presente, bendizem a era que os enriquece. Temo pelo futuro que urdem. Desconsolado, só me resta lamentar a triste realidade tão distinta daquela que eu sonhei em 1985.
Os dissimulados se fantasiaram de arautos da boa nova e, em meu nome, saudaram o Brasil Novo. Acampados no poder, celebraram o estelionato, romperam com a retidão e homenagearam os políticos de sempre. Assoberbados, traíram a decência e se amasiaram com a política velha. Em defesa da hegemonia política e de privilégios pessoais, não se constrangeram em enlamear suas biografias.
E aqueles que se apresentaram como os donos da virtude e senhores da retidão mataram de vez o sonho que sonhei. O porvir visionário de um País modernizado, desenvolvido, culto e livre da indecente e eleitoreira custódia do estado perdeu-se nos conluios oportunos e nas alianças oportunistas. Usurpadores da dignidade alheia, manipularam a miséria. Covardes, abstiveram-se de redimir os miseráveis. Hoje, moribunda, a esperança de um novo Brasil que fez exacerbar minha brasilidade ufana naqueles dias memoráveis definha enclausurada em alguma cela fétida e desmoralizante do presídio da Papuda. Pérfidos e presunçosos, transformaram meus sonhos em vergonha.
Se, 152 anos depois ─ coincidentemente nestes tempos estranhos que criaram nos laboratórios da mediocridade a metáfora farsesca do socialismo de mercado com ações na bolsa de valores, aberração que deu origem à patética figura do comunista de direita ─, o escritor francês Victor Hugo reencarnasse brasileiro, certamente reescreveria seu romance imortal sob outra perspectiva. Sua pena privilegiada haveria de restaurar a justiça. Seus personagens não seriam Jean Valjean, Javert, Cosette, Marius, nem os infames Thérnardies. Seu enredo não teria heróis, teria apenas lulas, dirceus, genoínos, dilmas, sarneys, collors, renans. Seriam esses os miseráveis!

DO COTURNO NOTURNO- NÃO A QUALQUER GOLPE!

Muito cuidado. Um movimento destrambelhado, sem liderança identificada, está marcado para o dia 22 de março. Uma reedição da Marcha da Família com Deus e pela Propriedade, que ocorreu às vésperas da Revolução de 64. O evento tem forte ligação com militares radicais e ocorrerá em dezenas de locais no país, segundo o Facebook. O site e o vídeo da organização foram tirados do ar.


O que prega o movimento? Uma intervenção militar. A intervenção militar não seria um golpe, pois estaria respaldada pelo artigo 142 da Constituição. É uma clara manipulação da carta magna, pois ali é dito que as Forças Armadas só agem se convocadas pelos poderes constitucionais para garantir a lei e a ordem. Não é o caso. Manipulação, mentira e má fé por envolver nomes como Olavo de Carvalho e Raquel Sheherazade, para demonizá-los diante da sociedade. Ambos declararam que não dão apoio ao movimento.


Estamos em plena vigência do Estado de Direito, em véspera de eleições, não existe uma só ameaça à estabilidade democrática. Podemos e devemos discordar visceralmente da esquerda que comanda o país, mas qualquer associação da oposição com movimentos radicais é um tiro no pé. Não precisamos disso. Nossa baioneta é o voto livre e secreto.


A nossa agenda é clara. Não aceitamos a interferência do Estado na economia. Não toleramos a corrupção e o gasto público sem limites. Não defendemos aumento dos impostos como a solução para má gestão. Exigimos serviços públicos de qualidade. Queremos que todos sejam iguais perante a lei. Não abrimos mão da liberdade de imprensa, do direito de propriedade, do respeito ao lucro e à meritocracia.


Somos conservadores, mas não somos contra a inclusão social, desde que ela não esteja baseada em mero assistencialismo. Não tentem nos colocar contra os mais pobres. Somos defensores ferrenhos da Democracia e do Estado de Direito. Aqui e em todos os países. Somos, por isso, pluralistas. Ser de direita ou de esquerda não é crime e faz parte do jogo democrático, desde que ambos respeitem as leis. Não vamos cair no erro histórico da direita radical e da esquerda bolivariana de contestar o sistema político, por ele ser corrompido, para com isso pregar golpes contra a democracia. Vamos mudar os políticos - e não o sistema! - vencendo eleições em vez de querer acabar com elas.


Por isso, muito cuidado com movimentos idiotas que podem estar sendo organizados para colocar a oposição democrática em confronto com a opinião pública. Vamos nos organizar para vencer no voto e, por favor, não alimentem esta bobagem de fraudes em urnas eletrônicas. Se elas existissem, a oposição não governaria a metade do país. Inscreva-se para trabalhar nas eleições, participe do processo eleitoral, verifique os controles de uma mesa de votação, desde a zerésima até o boletim da urna, entregue aos fiscais dos partidos, com a votação de candidato a candidato, antes de ser enviada à central de apuração. E viva a democracia!

COMEÇAM AS DESERÇÕES NAS FILEIRAS DA GUARDA NACIONAL BOLIVARIANA NA VENEZUELA

DO BLOG DO ALUIZIO AMORIM
Três coronéis da Guarda Nacional venezuelana se insubordinaram na noite de terça-feira, após negarem-se a cumprir a ordem do chefe de sua divisão para incrementar a repressão contra as manifestações de protesto na cidade de Valencia, a oeste de Caracas, segundo revelaram oficiais venezuelanos que estão em contato com seus colegas na Venezuela. A informação está em reportagem exclusiva do jornal El Nuevo Herald, de Miami (EUA) assinada pelo jornalista Antonio Maria Delgado.

A insubordinação se soma a uma série de informações que vieram à tona nos últimos dias dando conta de que integrantes da Guarda Nacional estão resistindo a cumprir as ordens provenientes da cúpula chavista de aumentar a onda repressiva contra os manifestantes, ações que em um mês de protestos já deixaram um saldo de pelo menos 18 mortos, cerca de 300 feridos e mais de mil detidos, incluindo o líder opositor Leopoldo López.
O ex-comandante geral do Exércio da Venezuela, general Carlos Júlio Peñaloza, atualmente exilado em Miami (EUA), revelou que os coronéis - entre os quais figuram o chefe de pessoal da Regional 2, o de logística e o de operações -, se encontram foragidos, entrando na clandestinidade depois que o pessoal militar da base militar saiu em sua defesa, impedindo o cumprimento da ordem de prisão emitida pelo oficial superior.

É MUITA DOR! Rodovias federais registram 155 mortes no Carnaval

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 155 mortes nas estradas federais entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março, durante o feriado de Carnaval. De acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira, foram registrados 3.201 acidentes, que deixaram 1.823 pessoas feridas. 
Proporcionalmente à frota de veículos, o número de mortes nas estradas teve uma queda de 6% em comparação ao ano passado. Em 2013, durante os seis dias de operação nas estradas, 157 pessoas morreram em 3.149 acidentes. Na época, segundo a PRF, a frota de veículos era de 76,9 milhões no país. Neste ano, o número subiu para 82,5 milhões.
Leia mais: Em SP, acidentes nas rodovias crescem 11% no Carnaval

O Estado do Paraná registrou o número de mortes, com o registro de 25 casos. Em seguida estão Minas Gerais (24), Bahia (14), Rio Grande do Sul (11) e Santa Catarina (9). 


Ao todo, 406 motoristas foram presos por alcoolemia (alto teor alcoolico no sangue) e 1.650 autuados por dirigir sob efeito do álcool. O balanço aponta ainda que 1.742 carteiras de habilitação foram recolhidas.
VEJA

As distopias de Huxley e Orwell e a importância do passado



“Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.” (George Santayana)
As duas mais famosas distopias do século 20 foram escritas por britânicos. Uma por Aldous Huxley e a outra por George Orwell. Outro britânico, o médico Theodore Dalrymple, faz uma análise interessante delas em seu livro Our Culture, What’s Left of It, levantando a hipótese de que o declínio do poderio britânico no mundo pode ter sido uma época propícia a esse tipo de pessimismo com o futuro.
O livro Admirável Mundo Novo, de Huxley, foi publicado em 1932, e 1984, de Orwell, foi publicado em 1949. Quando as esperanças são irrealistas, os medos se tornam exagerados. Quando os sonhos sozinhos ditam os rumos dos acontecimentos, o resultado costuma ser um pesadelo. O otimismo ao término do século 19, após longa era de prosperidade liberal, chegou a patamares de utopia. A realidade iria decepcionar quase todo mundo.
Tanto Huxley como Orwell iriam imaginar um futuro sombrio para a humanidade, extrapolando tendências daqueles tempos, com uma capacidade profética muitas vezes impressionante. Huxley, por exemplo, foi capaz de desenhar um mundo futurístico onde crianças eram erotizadas cada vez mais cedo, a família tradicional era uma bizarrice, e para toda angústia havia o soma, uma espécie de Prozac que ajudava a driblar os sentimentos.
Pessoas egoístas vivendo pelo prazer do momento e nada mais, assim era o futuro imaginado por Huxley. E quem poderia dizer que ele errou feio? A solidão não mais existiria, para que ninguém tivesse reflexões introspectivas muito profundas e angustiantes (parece o mundo do Facebook?). O resultado era uma legião de seres infantilizados: os desejos aos 64 eram os mesmos que aos 17 anos. Não vemos isso nos “adultescentes” de hoje?
No caso de Orwell, o “Big Brother” que ele descreve é o retrato perfeito de regimes totalitários que espionam até os pensamentos das pessoas, até as conversas que ocorrem dentro de suas casas. Esse tipo de regime não é mais a regra após a queda do comunismo, sobrevivendo apenas em Cuba e na Coreia do Norte.
Mas como negar que a intromissão estatal em nossas vidas chegou ao absurdo, mesmo em democracias como a inglesa, recordista de câmeras de vigilância da população? Como não comparar o eufemismo do politicamente correto moderno com o duplipensar orwelliano? Como ignorar a tentativa de rescrever o passado para controlar o futuro, tão presente em iniciativas como a “Comissão da Verdade” petista?
O principal elo entre ambas as distopias, segundo Dalrymple, seria a mensagem de como é fundamental preservar um senso de história e tradições culturais para que nossas vidas sejam suportáveis. O tema é ainda mais poderoso quando lembramos que Huxley e Orwell eram radicais, diziam-se socialistas, e desafiavam o status quo.
Nada disso os impediu de perceber que, para mudar de forma positiva, preservar certas coisas e valores também era fundamental. Ambos viram como o passado era importante para o presente e o futuro, em uma época em que muitos desejavam fazer tabula rasa de todo o estoque de conhecimento dos antepassados e criar um “novo mundo” do zero.
O “selvagem” de Huxley, não custa lembrar, tinha lido várias obras de Shakespeare, e foi isso que manteve nele um antídoto contra o “racionalismo” pseudo-científico de Mustapha Mond, um dos controladores do “admirável mundo novo”. Já em 1984, o herói Winston acorda um dia com uma única palavra em sua mente: Shakespeare.
Coincidência? Ou será que ambos os autores foram capazes de compreender a importância do passado, da cultura, da literatura, das emoções, do aprendizado acerca da natureza humana? Sempre que algum revolucionário tentar vender uma ideia fantástica de algum “mundo melhor” possível, de um “novo homem”, de uma sociedade parida da tabula rasa somente com base na “ciência” e na “razão”, seria bom o leitor lembrar dessas distopias e responder: Shakespeare!
Viva o passado, a cultura e as tradições, fundamentais para a continua construção de um futuro realmente melhor, ainda que sempre imperfeito e sob pilares frágeis, pois frágil é a civilização criada a partir da natureza humana.
Rodrigo Constantino

Reynaldo-BH: A afirmação de que Rui Falcão é um vagabundo não pode ser desmentida

REYNALDO ROCHA
Vagabundo: “Que não trabalha ou não gosta de trabalhar; vadio: aluno vagabundo.
Figurado. Que expressa inconstância; que se comporta de modo volúvel.
Que apresenta péssima qualidade; inferior.
Desprovido de honestidade; que se comporta de modo desonesto; malandro ou canalha.
Pessoa que vagueia; quem não possui ocupação e/ou objetivos; andarilho, malandro”.
Raramente um adjetivo foi tão bem empregado como o que o deputado Jorge Picciani, presidente do PMDB do Rio de Janeiro, brindou o companheiro Rui Falcão.
Pela amizade fraterna que os une há tempos, pelo conhecimento de causa do declarante, pelos projetos em comum e pela intimidade forçada pela convivência, custa a crer que Picciani esteja mentindo. Ele sabe de quem fala.
Os mensaleiros corruptos (mas não quadrilheiros) foram substituídos no comando do PT por um VAGABUNDO. A definição é de quem o conhece bem. Tanto que fez questão de lembrar que no Rio o PT sempre foi conhecido como “o partido da boquinha”. E se mostrou indignado porque Falcão ousou comparar os próceres do PMDB com a matilha do PT.
São diferentes. Buscam caças de porte diverso. Uns caçam animais de grande porte. Outros se alimentam de roedores. Ou de restos de comida.
Quem somos nós para discordar de parceiros tão afinados?
Se um diz que não pode levar em conta a posição político-ideológica de um partido, pois este está interessado em cargos, o outro replica que o líder da base alugada federal é um vagabundo interessado em boquinhas.
Ambos têm razão. Jamais faria a indelicadeza de desmenti-los. Sabem quem são. E sabe-se quem são.
Não deixa de ser irônico que a perfeita definição tenha como autor quem convive há pelo menos dez anos com Rui Falcão: um VAGABUNDO em busca de boquinhas.
Neste tipo de desencontro só nos resta o silêncio: em briga de malandro, o melhor a fazer é observar. De longe.

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.