domingo, 9 de março de 2014

CAIO BLINDER- Na campanha quixotesca contra a agitprop

Minha primeira tentação neste sábado era republicar meu imenso PS de denúncia da agitprop pró-Putin, pois a trolhinha se tornou uma espécie de editorial da coluna durante a crise ucraniana. Tentação pela necessidade de marcação de posição e por cansaço. No entanto, o dever me chama diante da contínua agitprop que une desde viúvas do comunismo a conservadores seduzidos pela mensagem viril do nosso homem em Moscou, o paladino da moral e dos bons costumes.
Para este batalhão retrógado, eu recomendo a leitura de um dos meus favoritos da esquerda independente, Jonathan Freedland, do jornal britânico The Guardian. Seu ponto: é possível ser contra tanto as ações da Rússia na Crimeia (vamos estender para Ucrânia), como a invasão do Iraque em 2003 pelos americanos e seus aliados, com base no respeito à soberania das nações.
Freedland, porém, lembra uma diferença essencial. Os EUA são um país democrático. Barack Obama foi eleito em parte por sua oposição à invasao do Iraque. Ele governa um país de correção de curso (aliás, em uma democracia parlamentar, e não presidencialista, é possível que Obama não teria persistido no poder diante do seu atual desgaste), enquanto Vladimir Putin está no poder desde os tempos de Bill Clinton. É um semiditador e com isto tudo é muito caricatural na propaganda.
Freedland diz que a versão do Kremlin de que tropas russas não estão em operação na Crimeia lembra as coletivas do porta-voz de Saddam Hussein, conhecido como “Comical Ali”, negando fatos básicos. Aliás, onde está o Borat, do Sacha Baron Cohen, quando precisamos dele para desmascarar as coletivas de Putin, como a desta semana em Moscou, negando fatos básicos e construindo a narrativa fantasiosa dos eventos?
Sobre a cantilena putinesca de nazismo e antissemitismo no governo interino de Kiev (tema de coluna aqui), Freedland diz que ninguém nega esta realidade atroz na Ucrânia (com fascistas integrando este governo interino), mas lembra, como eu, a carta aberta enviada pelos líderes da comunidade judaica do país a Putin o acusando tanto de explorar o assunto, como de hipocrisia pelo prontuário de antissemitismo na Rússia.
Freedland lembra o óbvio: a Crimeia foi parte da Rússia ate 1954, mas sua invasão viola a lei internacional.
Não há dúvida que esta coluna de Jonathan Freedland é direcionada a quem analisa tudo de forma binária (nos dois lados do espectro) e ele lembra que a realidade exige que tenhamos, ao mesmo tempo,  raciocínios contraditórios, mas minha ênfase aqui é direcionar os argumentos do colunista britânico, de esquerda e muito crítico da política externa americana, ao batalhão da agitprop. Sei que minha campanha é quixotesca, pois derrotar os crentes na agitprop é como enfrentar o inimigo invencível.

CAIO BLINDER- Rabiscos Estratégicos (Ucrânia) II

Com os sucessivos trancos de Vladimir Putin na crise ucraniana (como a orquestração do referendo que leve à adesão à Rússia da região autônoma da Crimeia), os países ocidentais são forçados, aos trancos e barrancos, a jogar mais duro. Isto vale especialmente para a União Europeia (UE). Está cada vez mais difícil para a primeira-ministra alemã Angela Merkel contemporizar. Sob pressão americana e da sua ala jovem (os países da antiga órbita soviética), a UE adotou um tom mais vigoroso do que se esperava na sua reunião de cúpula em Bruxelas, na quinta-feira.
Tudo está mais no tom de ameaças do que de punições efetivas (e até aí fica mais fácil a afinação europeia com o governo Obama). E numa conversa telefônica na quinta-feira com Putin, o presidente Obama disse que a saída diplomática ainda existe para o presidente russo se safar de sua própria armadilha. Muito agora, portanto, vai depender do nosso homem em Moscou. A retórica e as ameaças ocidentais estão um pouco mais afiadas, fruto de exasperação com a ocupação militar russa da Crimeia (a chamada intervenção de veludo, pois até agora tem sido macia) e ansiedade com o que pode acontecer no leste da Ucrânia, a parte pró-Rússia do país.
Razões para ceticismo sobre o vigor ocidental são convincentes e integram o cálculo estratégico de Putin. Ele enxerga um complô geopolítico do Ocidente para dar cabo do seu projeto eurasiano (uma espécie de União Soviética “lite”) e, ao mesmo tempo, minimiza  o esforço ocidental, coisa de gente frouxa, como o nosso homem em Washington. Putin calcula que depois de 13 anos de guerras no Afeganistão e no Iraque, os EUA não terão apetite para um confronto. O império está em retirada. E quanto aos frágeis e divididos europeus, eles não terão condições de agregar recursos e disposição para este confronto. Nossa “frau” em Berlim quer, isto sim,  gás e negócios com uma Rússia restaurada.
Mas, já existem medidas mais substanciais. É verdade que uma Europa em crise econômica e envolta em um debate sobre seu alargamento não estava animada com o cenário de abraçar a Ucrânia, uma ex-república soviética, mas a crise em curso muda a dinâmica e agenda. Entre as decisões adotadas na cúpula de Bruxelas, um lance ousado e inesperado foi a decisão de ir adiante com mais rapidez do que se previa com um pacto político com a Ucrânia, aproximando o país da UE.
Foi esta questão que deflagrou a crise em novembro, com protestos que levaram à deposição do presidente Viktor Yanukovich, que se recusou a assinar o acordo, e à ocupação militar da Crimeia pelos russos. Até agora, a UE falava em reviver o pacto apenas depois das eleições ucranianas de 25 de maio. A parte comercial ficará para depois, mas Angela Merkel e o primeiro-ministro polonês Donald Tusk prometeram que o acordo político poderá ser em breve ser assinado.
Com tantas marchas e contramarchas, não vou me aventurar aqui a especular sobre o fim da crise, mas se for consolidada a aproximação política da Ucrânia com a União Europeia será uma grande derrota para Putin ter uma ex-república soviética da envergadura da Ucrânia escapar ao seu controle. Putin poderá até vencer a batalha da Crimeia, mas perderá a guerra da Ucrânia.
E, ironicamente, o confronto com a Rússia de Putin poderá dar vida nova para a Otan, a aliança militar ocidental em crise de identidade e com questões sobre sua relevância desde o final da Guerra Fria, uma Otan já ampliada no ex-quintal soviético. Os EUA enviaram seis jatos F-15 para se juntarem a patrulhas aéreas da Otan sobre os países bálticos para sinalizar presença junto a inquietos aliados na Europa Oriental. E na semana que vem, uma dúzia de F-16 e 300 soldados americanos vão participar de exercícios militares na Polônia, que foram expandidos em resposta à incursão russa na Ucrânia. E em terceiro lugar, manobras navais americanas com forças romenas e búlgaras no Mar Negro.
Na sua nostalgia por uma Rússia gloriosa, o urso Putin atiça um leão ocidental cansado de guerra.

CAIO BLINDER- Na Ucrânia de Putin, até os judeus são nazistas

A máquina de propaganda de Vladimir Putin acusa o governo interino na Ucrânia de ser ilegítimo, nazista e antissemita. É uma agitprop tosca, mas funciona para os incautos, coisa digna de um script de Sacha Baron Cohen (o nosso querido Borat). São muitas mentiras desta agitprop, mas nesta coluna vou me concentrar no antissemitismo.
Timothy Snyder, professor da Universidade de Yale e autor do livro Bloodlands (sobre a tragédia de países como a Ucrânia, sob o stalinismo e sob o nazismo) tem sido infatigável para desmascarar a agitprop. Basta lembrar que judeus (praticantes ou não) estão entre os líderes do governo interino em Kiev. Estamos, portanto, diante de uma conspiração nazista liderada por judeus. Para quem tiver tempo e inglês razoável, aqui está entrevista com Snyder na rádio americana, desconstruindo a farsa de Putin.
Sem dúvida que a situação é complexa. Há inclusive uma confusão sobre a origem judaica do primeiro-ministro interino Arseney Yatsenyuk, do partido Pátria, da ex-primeira-ministro Yulia Tymoshenko. Uma teoria é que ele esconde sua origem judaica, pois a base partidária fica no oeste do país, onde o nacionalismo ucraniano é mais forte, assim como o antissemitismo. O perigo antissemita é real, assim como sua manipulação por Putin, hoje paladino conservador de um nacionalismo étnico de alta combustão, mas, ao tempo tempo, abusador da narrativa de resistência soviética contra o nazismo.
Com esta complexidade, existe terreno fértil para a disseminação da agitprop, tanto por muitos militantes de extrema esquerda (silenciosos diante das diatribes dos aiatolás iranianos ou do regime chavista nessta questão), como por sites ligados a figuras da direita bizarra americana, como Lyndon LaRouche e Ron Paul, obcecados com o besteirol de uma nova ordem mundial, que vai levar a um governo da ONU, da qual Barack Obama e lideres da União Europeia são sinistros advogados.
Ninguém nega a presença de uma extrema direita neonazista e antissemita na insurreição ucraniana que levou à queda do governo de Viktor Yanukovich no mês passado (e infelizmente ela integra o governo interino), mas a mobilização foi multipartidária e multiétnica, contando com diferentes correntes cristãs, judeus, muçulmanos e também gays. Na repressão, o governo Yanukovich instruía sua tropa de choque que a oposição era liderada por judeus, enquanto dizia ao mundo que os oponentes eram neonazistas.
Há um terrível histórico de antissemitismo na Ucrânia (e falo isto com visceral conhecimento de causa por ser descendente de judeus ucranianos). Metade dos 900 mil judeus ucranianos foram exterminados pelo nazismo, com cooperação da população local, mas este histórico não deve ser manipulado por Vladimir Putin.
Esta semana, o rabino-chefe da Ucrânia, Jacob Dov Bleich, foi no ponto. Ele acusou a Rússia de propagar a cantilena neonazista e de encenar “provocações antissemitas” na Crimeia para justificar a invasão desta república autônoma da Ucrânia. O rabino Bleich, que é vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, esteve reunido com o secretário de Estado americano John Kerry, ao lado de outras lideranças religiosas da Ucrânia na terça-feira, em Kiev, como parte do esforço de neutralizar a propaganda russa.
Claro que as lideranças judaicas no mundo expressam preocupação com antissemitismo na Ucrânia e fazem muito bem. A situação no país é tensa, frágil e caótica. Nestas horas, sobra para os judeus. E setores da comunidade judaica que vivem na área russa do país, submetidos à histérica propaganda da TV russa, embarcam na onda sobre um governo interino nazista e antissemita. Leia aqui a carta aberta de líderes da comunidade judaica ucraniana a Putin
Enquanto isto em Moscou, a figura-chave do Kremlin para a questão ucraniana é Sergei Glazyev, que, como o bizarro cientista político Aleksandr Dugin, é adepto de um troço chamado nacional-bolchevismo, uma combinação de nacionalismo radical com nostalgia bolchevista.
Glazyev foi membro do Partido Comunista e com o fim da URSS foi cofundador de um partido de extrema direita chamado Rodina, ou pátria-mãe. Em 2005, alguns dos seus deputados assinaram uma petição enviada ao ministério da Justiça pedindo que todas as organizações judaicas fosses banidas na Rússia Ainda em 2005, o partido foi proibido de participar de eleições, acusado de incitar o ódio racial.
No entanto, gente como Glaziev fala pelo Kremlin para denunciar nazismo e antissemitismo na Ucrânia.

‘Brasilianas’, por Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA
ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Numa visita a Paris, o deposto presidente João Goulart é bombardeado por perguntas de exilados. “Presidente, quais as relações do general X com o capital financeiro nacional e internacional?” “O general X?”, começa Jango. “Conheço muito. Brinquei com ele quando moleque. Ligado ao imperialismo? Qual nada! Está querendo é enfiar dinheiro no bolso.” Outro exilado ataca: “Mas o senhor sabe que o general Z é adepto da teoria da segurança nacional e da integração internacional”. Jango: “O general Z? Também conheço muito. É um milico meio quadrado. Obedece ordens. Já me mandou dizer por um amigo comum que não participara da quartelada, mas que agora é obrigado a enquadrar-se”. Conclui o cientista Luiz Hildebrando Pereira da Silva, um dos exilados presentes, num livro de memórias: “E assim, diante dos convidados boquiabertos, Jango foi reduzindo todas as brilhantes análises econômicas e sociológicas marxistas dos interlocutores a banalidades de relações pessoais, de interesses diretos ou subalternos, de ambições pessoais ou de grupos, de ânsia de poder e de conflitos diretos de interesse, quando não de meros acidentes políticos”. A reunião terminou com a troca da “seriedade acadêmica” e do “sectarismo partidário” por relatos de causos gauchescos e gargalhadas.
Poços de Caldas, 1935. O presidente Getúlio Vargas e família costumavam passar férias na estância mineira, arrastando consigo metade da República. Numa certa manhã, dois aviões militares irrompem nos céus da cidade. Voam baixo, sobem, voltam em parafuso. Passam rente ao Grande Hotel e quase lhe arrancam as telhas. O inesperado espetáculo é acompanhado com apreensão. A que se devia? Nos círculos íntimos, logo se soube que os aviões tinham vindo do Rio para trazer o cabeleireiro e a criada de quarto da primeira-dama, dona Darcy. A própria dona Darcy admitiu a verdade a uma amiga. “Quando a senhora deixar o governo, vai sentir falta desses confortos”, comentou a amiga. Dona Darcy respondeu: “Ah, quando isso acontecer já estarei velha. Nem precisarei mais de cabeleireiro”. Dona Darcy enxergava longe. Sabia que não estava nesse negócio de poder como simples turista. (Nota: um dos pilotos do voo maluco era o tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello, apelidado, por isso mesmo, de “Melo Maluco”. Seria ministro da Aeronáutica sob Juscelino e de novo em seguida ao golpe de 1964.)
Graciliano Ramos foi preso no arrastão que se seguiu à chamada Intentona Comunista de 1935. O período de dez meses entre a Casa de Detenção do Rio de Janeiro e a Colônia Correcional da Ilha Grande está relatado no monumental Memórias do Cárcere. Solto em janeiro de 1937, em grande parte por causa de campanha em que se destacaram o colega romancista José Lins do Rego e o editor José Olympio, meses depois ei-lo em visita ao Ministério da Educação, cujo titular era o mineiro Gustavo Capanema. Em carta à mulher, Heloísa, Graciliano escreveu: “Vi lá, num corredor, o nariz e o beiço caído de S. Exa. o sr. Gustavo Capanema. O Zé Lins acha excelente a nossa desorganização, que faz que um sujeito esteja na Colônia hoje e fale com o ministro amanhã; eu acho ruim a mencionada desorganização, que pode mandar para a Colônia o sujeito que falou com o ministro”.
Oswald de Andrade, cujo sexagésimo aniversário de morte ocorre neste ano, anda esquecido. Na escola que leva o seu nome, em São Paulo, professores e alunos não sabem sequer que se deve pronunciar “Oswáld”, à francesa (o nome foi inspirado num herói de romance francês), e não “Ôswald”, à inglesa. Oswald era um vanguardista, um agitador e um pândego. Teve tão diferentes engajamentos políticos quanto mulheres, entre as quais a escritora Patrícia Galvão, a Pagu. Um dia lhe perguntaram por que, numa certa fase, virara comunista. Explicou: “Por culpa da Patrícia Galvão. Ela fizera uma viagem a Buenos Aires. Voltou com panfletos, livros e uma grande novidade: ‘Oswald, tem o comunismo… Conheci um camarada chamado Prestes. Ele é comunista e nós também vamos ficar. Você fica’”. Ele respondeu: “Fico”. Depois, desficou.
Fontes: Luiz Hildebrando, Crônicas de Nossa Época; Paulo Duarte,Selva Osbcura ─ Memórias 3; Moacir Werneck de Castro, Mário de Andrade ─ Exílio no Rio; Oswald de Andrade, Os Dentes do Dragão.

JANER CRISTALDO- Em homenagem à data: BÍBLIA VÊ NAS MULHERES IMUNDÍCIE E SUBMISSÃO

Uma leitora de Porto Alegre ofendeu-se com uma de minhas crônicas. E escreve-me: 

Sr. Cristaldo,

Li sua coluna "Vaticano e Islã, mesmo combate" no site Baguete. Sou mulher e católica e me senti ofendida com sua argumentação. Graças a Deus vivemos em um país com liberdade de expressão, e o senhor tem direito a expressar a sua. Apenas gostaria de dizer que, pela minha experiência de vida na Igreja Católica, não concordo.

Aliás, achei o texto bem ofensivo quanto aos católicos. Realmente há um radicalismo quanto à questão homossexual, mas quanto às mulheres, acho que o colunista não deve entrar em alguma igreja há muito tempo ou não deve conhecer diversos movimentos em que a mulher assume funções importantes, como palestrante e, em algumas comunidades, dirige cultos dominicais. Uma mulher de destaque, só para dar um exemplo, é mundialmente conhecida, a italiana Chiara Lubich, fundadora e presidente do movimento Focolares.

Atenciosamente,

Adriana
 

Na crônica em questão, afirmei sempre ter visto uma forte simpatia entre católicos e muçulmanos, entre o papa, mulás e aiatolás. Ambas as religiões são totalitárias, oprimem a mulher e são inimigas do prazer. Sinta-se ofendida à vontade, Adriana. A Bíblia é o livro que embasa a doutrina católica, não é verdade? Quem escreveu o que segue não fui eu. 

Levítico 12 

1 Disse mais o Senhor a Moisés: 
2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade, será imunda. 
3 E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. 
4 Depois permanecerá ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; em nenhuma coisa sagrada tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. 
5 Mas, se tiver uma menina, então será imunda duas semanas, como na sua impureza; depois permanecerá sessenta e seis dias no sangue da sua purificação. 

Levítico 15 

19 Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo na sua carne for sangue, ficará na sua impureza por sete dias, e qualquer que nela tocar será imundo até a tarde. 
20 E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua impureza, será imundo; e tudo sobre o que se sentar, será imundo. 
21 Também qualquer que tocar na sua cama, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde. 
22 E quem tocar em alguma coisa, sobre o que ela se tiver sentado, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde. 
23 Se o sangue estiver sobre a cama, ou sobre alguma coisa em que ela se sentar, quando alguém tocar nele, será imundo até a tarde. 
24 E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundícia ficar sobre ele, imundo será por sete dias; também toda cama, sobre que ele se deitar, será imunda. 
25 Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será. 
26 Toda cama sobre que ela se deitar durante todos os dias do seu fluxo ser-lhe-á como a cama da sua impureza; e toda coisa sobre que se sentar será imunda, conforme a imundícia da sua impureza. 
27 E qualquer que tocar nessas coisas será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde. 

Deuteronômio, 22 

20 Se, porém, esta acusação for confirmada, não se achando na moça os sinais da virgindade, 
21 levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão até que morra; porque fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai. Assim exterminarás o mal do meio de ti. 
22 Se um homem for encontrado deitado com mulher que tenha marido, morrerão ambos, o homem que se tiver deitado com a mulher, e a mulher. Assim exterminarás o mal de Israel. 
23 Se houver moça virgem desposada e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, 
24 trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis até que morram: a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo. Assim exterminarás o mal do meio de ti. 

Ou ainda: 

Efésios 5 

22 Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 
23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. 
24 Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos. 

Ou ainda: 

Colossenses, 3

18 Vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor. 

Estes são apenas alguns dos momentos da Bíblia onde a mulher é vilipendiada. Há inúmeros outros. Mais ainda: em todos os países do Ocidente, a Igreja vive metendo o bedelho nos assuntos do Estado. Quer proibir a introdução nas legislações do aborto, do divórcio e do homossexualismo. Ora, é simples: se quiser proibir aborto, divórcio e homossexualismo para seus fiéis, proíba-o à vontade. Mas que não se meta na vida de quem não crê em seus preceitos. Os Testemunhas de Jeová, por exemplo, não aceitam transfusões de sangue. Mas nunca pretenderam que quem não pertence à sua religião as recuse. 

Repito: o mal das religiões é pretender que o universo todo se comporte como se comportam eles, os religiosos. Ora, se católicos e muçulmanos abominam o homossexualismo, que se abstenham do bom esporte. Se são contra o divórcio e o aborto, que não abortem nem se divorciem. Mas, por favor, não se metam na vida de quem não crê em suas bobagens. Aqui no Ocidente, só existe uma teocracia, o Vaticano. Estado misógino e exclusivamente masculino, é claro que lá não se pratica aborto nem divórcio. Quanto ao homossexualismo, sei não! 

Atenciosamente, 

o cronista.

MÉDICOS CUBANOS CONTINUAM FUGINDO PARA OS EUA

Pelo menos mais três cubanos tomaram oficialmente chá de sumiço do programa “Mais Médicos”, do Ministério da Saúde, que já drenou quase R$ 1 bilhão para ajudar a financiar a ditadura da família Castro. O governo brasileiro ignora o paradeiro dos três e, para o bem deles, o governo de Cuba também. Eles receberam ajuda de ONGs, que lhes conseguiram passaportes e visto de entrada nos Estados Unidos.Há a suspeita de que outros 17 médicos cubanos, sumidos dos seus locais de trabalho, também estejam a caminho dos Estados Unidos.ONGs americanas se surpreenderam: médicos cubanos não querem ficar no Brasil. Temem ser sequestrados e repatriados à força.
Cláudio Humberto


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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.