quinta-feira, 13 de março de 2014

EUA apuram suposta 'pirâmide' da Herbalife

WASHINGTON - O Estado de S.Paulo
A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) abriu uma investigação contra a multinacional de vendas diretas Herbalife para apurar se a companhia opera um sistema ilegal de pirâmide financeira.

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A investigação foi motivada pelas acusações do investidor William Ackerman, que vêm sendo feitas há mais de um ano.
Ele acusa abertamente a Herbalife de usar um sistema ilegal para obter recursos. O investidor afirma que a maior parte do faturamento da empresa viria do recrutamento de novos revendedores, e não da venda dos produtos fabricados.
Ontem, a Herbalife enfrentou uma forte desvalorização de suas ações depois do anúncio da investigação. Após os papéis da companhia chegarem a cair 12% no meio do dia, sua negociação teve de ser interrompida por meia hora. No fim do dia, a ação teve desvalorização de 7,4%.
Em comunicado, a Herbalife afirmou que está aberta a cooperar completamente com a investigação da FTC. A empresa diz que há uma "tremenda quantidade de desinformação" sobre sua atuação. A Herbalife diz estar em conformidade com todas as leis americanas.
Até agora, a companhia tem recebido apoio de alguns de seus investidores - incluindo os bilionários Carl Icahn e George Soros, que compraram uma briga pública com Ackerman - em suas afirmações.
Em janeiro último, o senador de Massachusetts Edward Markey enviou uma carta ao FTC recomendando que as práticas comerciais da companhia fossem examinadas. Em fevereiro, foi a vez de uma associação da comunidade hispânica Lulac e de outros grupos de proteção a minorias pedirem ao Congresso e a autoridades federais que investigassem as práticas da Herbalife.
Perfil. Dedicada à venda de suplementos vitamínicos e para perda de peso, a Herbalife distribui o seu produto por meio de consultores independentes. Em 2013, registrou vendas de US$ 4,8 bilhões, alta de 17% em relação à receita de 2012, que havia sido de R$ 4,1 bilhões. A Herbalife está registrada nas Ilhas Cayman, consideradas paraíso fiscal, e sua sede fica em Los Angeles. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

A farsa dos “progressistas” sobre a maioridade penal

Os adversários da redução da maioridade penal, que formam um lobby fortíssimo, confundem impunidade com a defesa de direitos humanos. Fazem uma lambança danada com os dados.
De fato, em boa parte dos países, a responsabilização penal plena se dá a partir dos 18 anos. Mas são muito raros — constituem a exceção — os países em que um assassino, como o monstro do Distrito Federal, mata alguém com requintes de crueldade e sai livre, leve e solto três anos depois — no máximo! Se ele souber fazer cara de coitado e se comportar direitinho, sai antes.
Querem um exemplo de país civilizado? O Canadá! Um sujeito de má-fé ou que não saiba ler vai considerar que a legislação daquele país é igual à brasileira. Por quê? Tanto no Brasil como no Canadá, alguma forma de sanção existe para o jovem que comete delitos a partir dos 12 anos. Nos dois países, a maioridade penal plena se dá aos 18 anos como regra. Mas aí começam as diferenças — e seria excelente se tivéssemos a legislação canadense.
A exemplo do que ocorre no Brasil, no Canadá, entre os 12 e os 14 anos, o infrator está sujeito a medidas socioeducativas apenas. Só que essa exigência, no Brasil, se estende até a véspera de o sujeito completar 18 anos, não importa o crime. No Canadá, não! A depender da gravidade do delito — tiro no olho, com filme e divulgação da Internet, por exemplo —, o criminoso é processado criminalmente pela legislação comum A PARTIR DOS 14 ANOS. Se condenado, ficará retido, sim, em regime especial até os 18 anos — e aí passa a ser considerado um adulto. Deu para entender a diferença?
A Suíça parece um país civilizado, não é mesmo? Por lá, alguma medida socioeducativa já começa a ser aplicada aos SETE ANOS. A primeira faixa de sanções se estende até os 15 anos; a segunda, até os 18. Não há o mesmo regime de cumprimento de pena dos adultos, mas uma coisa é certa: ninguém dá um tiro na cara do outro, em qualquer idade, e sai livre, leve e solto. A responsabilização penal da França, plena mesmo, começa aos 13 anos.
As civilizadíssimas Suécia, Dinamarca e Finlândia têm o chamado sistema de “jovens adultos”, que abarca a faixa dos 15 aos 18 anos — quando começa a responsabilização penal plena. Mas um assassino de 15 ficará preso, sim, e o tempo da prisão dependerá da gravidade do crime.
A fórmula preguiçosa, que garante a impunidade ao assassino — porque é disso que se trata — só existe no Brasil e em mais uns dois ou três países. É exceção. Por causa de um único dia, um criminoso asqueroso, que poderia ficar 35 anos na cadeia, permanecerá retido numa instituição para menores por menos de três e sair de lá com a ficha limpa.
Para gáudio e satisfação dos “progressistas”. E a pessoa que ele matou?  Ah, gente! Mais de 50 mil são assassinadas todos os anos no Brasil, né? Por que criar caso, agora, com essa morte? É só uma pessoa!

Por Reinaldo Azevedo

O mistério do avião e uma certeza: algo de terrível, de súbito, de catastrófico!

Gonçalo Osório, o especialista em aviação deste blog, faz uma boa síntese do que se sabe até agora e chega a uma conclusão: “O avião caiu de maneira tão repentina que nem sequer os sensores de bordo detectaram qualquer anomalia minutos antes; caiu de maneira tão violenta que não permitiu a transmissão de qualquer mensagem de voz; tão catastrófica que interrompeu de uma vez só todas as comunicações, automáticas ou não, com o mundo exterior. É de arrepiar, sem dúvida, qualquer que seja a causa”. Leiam seu texto.
*
Rei,
Enquanto é noite profunda por lá, e todo mundo continua tenso à espera de pelo menos uma solução parcial desse mistério, vamos sintetizar o que se sabe, de acordo com minhas fontes (imprensa especializada e pessoal do setor):
Fatos indisputados:
1) última transmissão do transponder captada em terra foi às 01h22 (confirmação pelo site Flighradar24, que capta mensagens de transponders ADS-B, do tipo empregado pelo B777, de forma INDEPENDENTE de qualquer autoridade civil ou militar);
2) última transmissão do sistema automático de mensagens sobre funcionamentos de vários aspectos do avião (o tal do ACARS) foi às 01h07 (confirmado pela Boeing, pela fabricante dos motores (Rolls Royce e pela NTSB, a instituição americana que investiga acidentes aéreos, entre outros);
3) autoridades do serviço de busca e salvamento do Vietnã afirmam ter detectado no dia 8 (já tinha trocado o dia para eles, aqui ainda não) um sinal de ELT umas 80 milhas a nordeste da última posição conhecida do B777 (a posição indicada pela transmissão confirmada do transponder, acima)
4) autoridades da China disseram ter captado, pouco depois do horário da última transmissão do transponder (dia 8 para eles), uma “assinatura” de radar indicando que a aeronave abandonara o FL350 (nível de voo de 35.000 pés) e o rumo 024 em rápida descida e curvando à esquerda, para o rumo 333, quando o sinal se perde;
5) autoridades chinesas divulgaram no dia 12 imagens feitas por satélite deles no dia 9, 34 horas depois do último sinal do transponder, de grandes pedaços boiando em posição 120 milhas náuticas a Sudeste da última posição conhecida do avião (posição essa, não custa lembrar, consistente com a rota do plano de voo).
Bom, Rei, esses são os fatos que ninguém disputa e são, digamos assim, “científicos”. O que eles sugerem? O óbvio: que alguma coisa violenta e súbita derrubou esse avião do céu. Há um relato de uma testemunha ocular situada numa plataforma off shore naquela região. É possível que ele tivesse visto alguma coisa, sim, pois, a 35 mil pés de altitude, a distância do horizonte é de 370 quilômetros. Em outras palavras: um observador verá na linha do horizonte um objeto que está a 370 quilômetros de distância e 35 mil pés de altitude.
Acho que é hora de esquecer essa bagunça toda se o avião voou mais “xis” horas; se foi para a direita ou esquerda ou em frente. Caiu ali, de maneira tão repentina que nem sequer os sensores de bordo detectaram qualquer anomalia minutos antes; caiu de maneira tão violenta que não permitiu a transmissão de qualquer mensagem de voz; tão catastrófica que interrompeu de uma vez só todas as comunicações, automáticas ou não, com o mundo exterior. É de arrepiar, sem dúvida, qualquer que seja a causa. Pelo que se pode deduzir, só mesmo o estado dos destroços, quando encontrados, e os dados da caixa preta dirão o que aconteceu. Acho que nem o CVR (cockpit voice recorder) vai dizer alguma coisa.
Por Reinaldo Azevedo

Rodrigo Constantino- Carta aberta a Letícia Spiller

Prezada Letícia,
Antes de mais nada, gostaria de dizer que admiro seu talento como atriz e também te considero muito bonita. Infelizmente, você tem endossado certas ideias um tanto estapafúrdias, aplaudido regimes nefastos como o cubano, e alegado que se arrepende de ter usado uma camisa com a bandeira americana no passado, chegando a afirmar que se fosse hoje usaria uma com o Che Guevara.
Ontem, sua casa no Itanhangá foi assaltada por bandidos armados, que lhe fizeram de refém enquanto sua filha dormia logo ao lado. Lamento o que você passou, pois deve ser, sem dúvida, uma experiência traumática. Nossa casa é nosso castelo, e se sentir inseguro nela é terrível, especialmente quando temos filhos menores morando com a gente. A sensação de impotência é avassaladora, e muitos chegam a decidir se mudar do país após experiências deste tipo.
O que eu gostaria, entretanto, é que você fosse capaz de fazer uma limonada desse limão, ou seja, que pudesse extrair lições importantes desse trauma que ajudassem a transformá-la em uma pessoa melhor, mais consciente dos reais problemas que nosso país enfrenta. Se isso acontecesse, então aquelas horas de profunda angústia não seriam em vão.
Como você talvez saiba, sou o autor do livro Esquerda Caviar, que fala exatamente de pessoas com seu perfil (aproveito para lhe pedir desculpas por não ter incluído uma biografia sua entre os ícones do fenômeno, e lhe oferecer um exemplar autografado, se assim desejar). Artistas e “intelectuais” ricos, que vivem no conforto que só o capitalismo pode oferecer, protegidos pela polícia “fascista”, mas que adoram pregar o socialismo, a tirania cubana ou tratar bandidos como vítimas da sociedade: eis o alvo da obra.
Essa campanha ideológica feita por esses artistas famosos acaba tendo influência em nossa cultura, pois, para o bem ou para o mal (quase sempre para o mal), atores e atrizes são formadores de opinião por aqui. Quando um Sean Penn, por exemplo, abraça o tiranete Maduro na Venezuela, ele empresta sua fama a um regime nefasto, ignorando todo o sofrimento do povo venezuelano. Isso é algo abjeto.
No Brasil, vários artistas de esquerda têm elogiado ditaduras socialistas, atacado a polícia, o capitalismo, as empresas que buscam lucrar mais de forma totalmente legítima, etc. Muitos chegaram a enaltecer os vagabundos mascarados dos black blocs, cuja ação já resultou na morte de um cinegrafista.
Pois bem: a impunidade é o maior convite ao crime que existe. Quando vocês tratam bandidos como vítimas da sociedade, como se fossem autômatos incapazes de escolher entre o certo e o errado, como se pobreza por si só levasse alguém a praticar uma invasão dessas que você sofreu, vocês incentivam o crime!
Pense nisso, Letícia. Gostaria de perguntar uma coisa: quando você se viu ali, impotente, com sua propriedade privada invadida, com armas apontadas para a sua cabeça, você realmente acreditou que estava diante de pobres vítimas da “sociedade”, coitadinhos sem oportunidade diferente na vida? Ou você torceu para que fossem presos e punidos por escolherem agir de forma tão covarde contra uma mãe e uma filha em suas próprias casas?
Che Guevara, que você parece idolatrar por falta de conhecimento, achava que era absolutamente justo invadir propriedades como a sua. Afinal, o socialismo é isso: tirar dos que têm mais para dar aos que têm menos, como se riqueza fosse jogo de soma zero e fruto da exploração dos mais pobres. Você se enxerga como uma exploradora? Ou acha que sua bela casa é uma conquista legítima por ter trabalhado em várias novelas e levado diversão voluntária aos consumidores?
Nunca é tarde para aprender, para tomar a decisão correta. Por isso, Letícia, faço votos para que esse desespero que você deve ter sentido ontem se transforme em um chamado para uma mudança. Abandone a esquerda caviar, pois ela não presta, é hipócrita, e chega a ser cúmplice desse tipo de crime que você foi vítima. Saia das sombras do socialismo e passe a defender a propriedade privada, o império das leis, o fim da impunidade e o combate ao crime, nobre missão da polícia tão demonizada por seus colegas.
Te espero do lado de cá, o lado daqueles que não desejam apenas posar como “altruístas” com base em discurso hipócrita e sensacionalista, daqueles que focam mais nos resultados concretos das ideias do que no regozijo pessoal com as aparências de revolucionário engajado. Será bem-vinda, como tantos outros que já acordaram e tiveram a coragem de reconhecer o enorme equívoco das lutas passadas em prol do socialismo.
Um abraço,
Rodrigo Constantino

PEDRO LUIZ RODRIGUES- ALGUÉM PISOU NA BOLA!



A FIFA – por motivação própria ou por recomendação dos marqueteiros planaltinos, ainda não se sabe – riscou a presença e o discurso protocolar da Presidente Dilma Rousseff da cerimônia de abertura da “Copa das Copas”.



Acho isso um absurdo! Eu e gente situada nas cercanias do poder, inconformada por ter sido a Presidente deletada da cerimônia.



Terá sido uma iniciativa espontânea do Joseph Blatter? Para muitos parece improvável. Parece ter dedo de marqueteiro no assunto.



Os que ficaram contrariados com o anúncio feito lembram que na abertura da Copa de 2010, no Orlando Stadium em Johanesburgo, lá esteve o presidente Jacob Zuma, cujo discurso de inauguração foi aplaudidíssimo pelos sul-africanos.



Lembram, também, que em 2006, na mais circunspecta Alemanha, um garboso presidente Horst Köhler não conseguiu dissimular seu encantamento em pronunciar, com poucas palavras, a abertura da Copa, no estádio Allianz Arena.



Em 2002 – quando a Copa foi realizada sob os auspícios do Japão e da Coréia do Sul -, na cerimônia de aberura o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e o presidente sul-coreano Kim Dae-Jung fizeram belíssimos discursos inaugurais. Ambos foram aplaudidíssimos.



Em 1998, o presidente francês Jacques Chirac foi uma das vedetes da festa da abertura da Copa.



E agora, no “melhor Mundial já visto no planeta” (palavras do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva,em 2010), o Brasil vai ficar mudo?



Dilma Rousseff é, afinal, a Presidente do Brasil. Na minha modesta opinião, ainda que por razões simplesmente protocolares ela não pode se esquivar de comparecer à cerimônia de abertura.



Entende-se que ela não queira fazer um discurso mais encorpado – por temor de que venha a ser interrompido por apupos ou coisas do gênero. Mas pelo menos poderia fazer como Horst Kohler, em 2006, e simplesmente fazer um anúncio bem curtinho, de duas ou três palavras. E pronto! Assim, se houver vaia, quando elas começarem, o discurso já acabou.

Articulação tabajara

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo


Foi uma derrota para oposição nenhuma botar defeito. Nada a ver com o assunto da votação propriamente dita, a abertura de investigações sobre pagamento de propina a funcionários da Petrobrás no exterior. Aprovada a criação de uma comissão, a história ficará por aí.

A lavada foi de natureza política. Em primeiro lugar nas pesquisas para as eleições de daqui a sete meses, tida como vencedora no primeiro turno "se a eleição fosse hoje", a presidente da República contou com irrisórios 28 votos na Câmara dos Deputados para assunto de interesse do governo.

Isso de uma base de suposto apoio formada por mais de 400 parlamentares que, tudo indica, cansaram de posar como governistas. Em tese a proximidade das eleições deveria deixar suas excelências em posição mais reverente. Pelo menos é o que se poderia esperar de uma situação tão favorável à presidente Dilma Rousseff.

Pensando assim foi que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a propósito das queixas, disse dias atrás numa reunião que aos deputados aliados seria de grande ajuda eleitoral posar para fotografias ao lado de Dilma.

Essa parece ter sido a lógica que pautou os artífices políticos e publicitários do Planalto na condução de um enrosco que vem sendo chamado de "crise entre PT e PMDB" e que, na realidade, é muito mais que um novo episódio da difícil relação entre os dois partidos.

A rebelião, os números mostraram, é ampla. Ao não reconhecer isso e ao ignorar preceitos básicos da convivência entre aliados o governo cometeu vários erros. No mais primário deles incorreu ao personalizar o problema no líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, e partir para a retaliação pessoal.

Cunha não é causa. É consequência da insatisfação. Não viesse a inquietação se avolumando há tempos ele não estaria onde está, eleito e reeleito líder justamente pela capacidade de manejar a corda esticada.

Quando a presidente chamou a cúpula pemedebista para um encontro no Palácio, não convidou o líder e ainda saiu anunciando que pretendia isolá-lo, provocou como reação um movimento de solidariedade a ele na Casa. Não apenas na bancada do PMDB.

O resultado foi o oposto do pretendido: Dilma colocou-se em confronto direto com um deputado e perdeu a batalha - da qual ele saiu fortalecido. Presidente forte brigando com deputado e perdendo o embate no placar na Câmara da maneira como se viu na terça-feira à noite é algo realmente inédito.

Derrota confirmada no dia seguinte com a aprovação de várias convocações e convites a ministros para prestarem esclarecimentos sobre diversos assuntos no Congresso. Nada teria demais se o governo não usasse sua maioria sempre para evitar tais situações consideradas, sabe-se lá por qual razão, desconfortáveis.

Para a semana que vem, sinaliza-se novo sufoco na votação do Marco Civil da Internet. O PMDB da Câmara por ora avisa que vota contra. O governo, até onde a vista alcança, não tem muito a fazer: pagou para ver e viu que o tamanho do problema era inversamente proporcional ao número de deputados que ainda consideram a presidente da República um ativo eleitoral que valha o preço da submissão absoluta.

O presidente licenciado e vice-presidente da República, Michel Temer, ao se aliar ao Planalto perdeu o controle da tropa, que parece ter tomado gosto pela briga. Se o governo optar por cooptar os partidos menores terá de recorrer ao fisiologismo desenfreado e, com isso, vai contrariar a estratégia do departamento de publicidade do Planalto de mostrar Dilma como governante inflexível às demandas dos políticos.

É uma sinuca em que a ação atabalhoada da desarticulada articulação do Palácio do Planalto jogou o governo. Na raiz do desastre está a visão equivocada de que o marketing substitui a política.

Sinuca para Cardozo

E agora?
E agora?
Rubens Bueno quer testar a independência de José Eduardo Cardozo: vai entregar-lhe amanhã um calhamaço de documentos com suspeitas de superfaturamento num contrato firmado entre o Ministério da Saúde e uma locadora de veículos.
As denúncias remetem à gestão Alexandre Padilha e foram divulgadas pelo Jornal de Brasília. Bueno pedirá a Cardozo para determinar à Polícia Federal a abertura de inquérito. Se a solicitação for acatada, ótimo, problema de Padilha.
Mas Bueno está pronto para Cardozo recuar, sob pretexto de não ter competência para interferir no trabalho da PF, e sugerir o envio da papelada contra seu correligionário ao Ministério Público. Caso ocorra a negativa, melhor ainda para oposição.
Claro, Bueno descerá a borduna em Cardozo, cobrando-lhe isonomia. Não por acaso.
No final do ano passado, ao receber documentos comprometedores das suspeitas de negociata entre a Siemens e o governo paulista, Cardozo não teve dúvidas e remeteu tudo aos cuidados dos seus subordinados da PF.
Por Lauro Jardim

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