terça-feira, 25 de março de 2014

“Quando acordo todas as manhãs aguardo pelo sol, não pela tempestade.” (Filosofeno)

"Falo demais. Deveria ter nascido com três ouvidos e só meia língua." (Mim)

Sou humano,tenho remorsos.

"Todos os animais são melhores que eu." (Mim)

Todos são livres para acreditar no que quiserem. Respeito. Mas não são livres para encherem o meu saco.

Não acredito em Deus e nem na Dilma...

Viver de conversa mole. Eis a vida dos religiosos.

Alexandre Garcia- O petróleo é deles



Fernando Gabeira, meu ex-colega de Jornal do Brasil, lembra que nos anos 50 e 60 saía às ruas vociferando “O Petróleo é Nosso!”. Agora, diz ele, se percebe que o PT e o PMDB levaram o slogan ao pé-da-letra, sem terem entendido que a voz das ruas dizia que o petróleo, nosso, é do Brasil. Em anos mais recentes, lembro que a militância saiu às ruas contra a suposta idéia, atribuída ao governo tucano, de privatizar a Petrobrás. Agora se fica com a impressão de que, convencidos de que a estatal será privatizada, preferiram antes reduzi-la a pó, para não entregar a jóia do estado brasileiro a uma petroleira particular.

O aparelhamento partidário da empresa fez a ela tanto mal quanto fizeram os partidos que comandavam as siderúrgicas estatais. Enquanto estatais, sempre deram prejuízo. Privatizadas, passaram a render. Retiradas nomeações de diretores por seus padrinhos políticos, com cargos ocupados por quem é do ramo, as siderúrgicas cresceram e lucraram. A briga entre os senadores Renan Calheiros , do PMDB e Delcídio Amaral, do PT, um empurrando para o outro a nomeação de Nestor Cerveró para a Diretoria Internacional da Petrobrás ilustra bem quem manda, afinal, na estatal. Cerveró foi quem fez o resumo aprovado em reunião presidida por Dilma, para comprar uma refinaria no Texas, recém negociada por 42 milhões de dólares. A Petrobrás acabou pagando 1 bilhão e 200 milhões de dólares por ela. Agora o Senador que o nomeou não quer assumir a responsabilidade. Aliás, o presidente era Lula e foi quem deu a aprovação decisiva ao mau negócio.

Na casa do ex-diretor de refino e abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que está preso, a polícia encontrou 700 mil reais e 200 mil dólares em dinheiro vivo. Não creio que esse dinheiro todo seja do ex-diretor. É possível que ele estivesse guardando para alguém vir buscar na cueca. O episódio faz crer que funcionários de carreira nomeados por partidos e políticos, ficam a serviço desses, desvestindo-se da camisa da Petrobrás. Ganham outros patrões e atuam a serviço de formação de, no mínimo, “verbas de campanha”.

Agora se descobre que a grande refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco não é - como se anunciou tantas vezes em discursos do então presidente - uma parceria de capitais entre Venezuela e Brasil. A parceria foi apenas de discurso, entre Chavez e Lula, dois bem-dotados de gogó. Na vida real, o Brasil está entrando sozinho com a conta da instalação da refinaria, que pode chegar a 20 bilhões de dólares. O projeto inicial era de 2,5 bilhões. O homenageado, general José Inácio de Abreu e Lima, pernambucano, lutou ao lado de Simon Bolívar pela independência da Venezuela. O ingrato calote deve tê-lo feito revirar-se no túmulo, no Cemitério dos Ingleses, em Recife.


João Pereira Coutinho recomenda “Esquerda Caviar”


Russell Brand

Existem pessoas mais velhas que admiramos, que consideramos mais cultas, mais sábias que a gente, que servem como uma espécie de meta a ser alcançada, uma inspiração que nos estimula a sempre buscar melhorias no presente. João Pereira Coutinho, colunista da Folha, é um desses para mim. Só há um pequeno detalhe: o patrício e eu temos a mesma idade!
Deve ser algum disfarce ou doença. Só pode! Para não me sentir humilhado demais diante da cultura do gajo, prefiro crer que Coutinho nasceu como Benjamin Button, já idoso, sábio e culto. Quem sabe, com o passar dos anos (Deus queira que não!), ele chegue, então, ao patamar mental de um Russell Brand, ator britânico que não fez, mas deveria ter feito, o filme “Debi & Loide” e que é um ano mais velho do que a gente. Brand é o ícone da esquerda caviar na terra da rainha.
Digo tudo isso, divagando envaidecido e rasgando seda, pois sinto-me muito honrado por ter sido citado por Coutinho em sua coluna de hoje na Ilustrada da Folha. Há quem vibre com os aplausos da multidão; eu prefiro o elogio sincero de alguns poucos, mas por quem nutro profundo respeito e admiração. Fica aqui, portanto, meu agradecimento público pelo reconhecimento de Coutinho. Segue um longo trecho do artigo:
E por falar em Inglaterra: certo dia, almoçando no restaurante do hotel Savoy, vi entrar um personagem com ares de vagabundo e aura de estrela do rock que provocou histeria entre os presentes.
Olhei para a criatura, perguntei à minha senhora se ela conhecia o dito cujo, mas a ignorância era mútua. Só mais tarde, folheando uma revista, reencontrei o rosto e o nome: Russell Brand, ator e humorista. Como ator, confesso que não frequento matinês para a população débil. Como humorista, o guarda-roupa talvez fosse a sua melhor piada.
Agora, parece que o sr. Russell Brand se prepara para escrever um livro. O fato de Brand saber escrever já é uma ideia perturbante. Mas mais perturbante é saber que, no livro, o ator e humorista pretende solucionar todos os problemas do mundo —das alterações climáticas à desigualdade social— com suas proclamações esquerdistas e mentecaptas.
É precisamente contra este tipo de fenômenos que Rodrigo Constantino escreveu o seu “Esquerda Caviar” (Record, 434 págs.), que começa da melhor forma possível: com a conhecida frase de Nelson Rodrigues de que é mais fácil amar a humanidade do que aqueles que nos estão mais próximos.
No fundo, Constantino retoma a célebre acusação que Burke lançou a Rousseau nas suas “Reflexões sobre a Revolução na França”: como levar a sério um homem que amava os Homens (em abstrato) e não hesitou em abandonar os seus próprios filhos na roda?
Infelizmente, é possível levar a sério essa turma porque a “aldeia midiática” em que vivemos promove essas hipocrisias éticas: atores e humoristas que almoçam no Savoy —mas depois gostam de exibir em público as suas “lindas intenções” contra o capitalismo que os alimenta. Exatamente como os tarados gostam de abrir a gabardina para exibir os órgãos genitais a crianças inocentes.
A única diferença é que as crianças normalmente horrorizam-se com o espectáculo. As crianças crescidas, pelo contrário, são as primeiras que correm para as livrarias, esperando encontrar no livro de um ator e humorista a chave para os problemas do mundo.
Seria bem melhor que esses exércitos de retardados comprassem a obra de Rodrigo Constantino. Porque a adolescência interminável é a pior forma de senilidade. 
Uma vez mais, obrigado, meu caro!
Rodrigo Constantino

Psicanalistas venezuelanos emitem comunicado contra Maduro

Se tem uma área onde há muito esquerdista, esta é a psicanálise. Não deveria, pois há em Freud, pelo que já li, bastante ceticismo e desconfiança em relação à natureza humana, e o próprio socialismo é duramente condenado. Mas, por alguma razão estranha, muito psicanalista se torna relativista moral com inclinações fortemente esquerdistas. Odeiam os Estados Unidos e, como corolário, adoram aventuras autoritárias socialistas.
Fiquei surpreso – e contente – portanto, ao ler o comunicado oficial que a Sociedade Psicanalítica de Caracas enviou a várias associações de psicanálise latino-americanas. Trata-se de um alerta bem firme contra o governo Maduro. Resta saber se nossos psicanalistas mais de esquerda pretendem insistir na defesa absurda do bolivarianismo, aqui no Brasil representado pelo PT, lembrando que a própria psicanálise costuma ser alvo de perseguição dos socialistas quando chegam de fato ao poder totalitário que sempre almejam. Segue:
A Sociedade Psicanalítica de Caracas , em plena conformidade com os princípios éticos de nossa instituição, principalmente em relação ao capítulo de direitos humanos que se aplicam a nós, concordou em fazer a seguinte declaração:
 
Expressamos nossa profunda preocupação com os acontecimentos em nosso país após o início dos protestos civis, que começaram em 12 de fevereiro de 2014 pelo movimento estudantil venezuelano. As inúmeras mortes durante as diversas atividades de rua realizadas em vários municípios da Venezuela, as graves restrições à liberdade de expressão dos meios de comunicação social de massa, as alegações fundamentadas de tortura, abusos e excessos na supressão de tais manifestações, leva-nos a nos manifestarmos contra qualquer ato prejudicial aos direitos humanos e ameaça à integridade física, psicológica e moral dos cidadãos, independentemente da sua tendência política, ideológica, sexual ou religiosa.
Em Caracas, aos dezenove dias de março de 2014.
Rodrigo Constantino

Dora Kramer-Caso sério

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo


A ideia de usar a Petrobrás para fins políticos já podia ser identificada claramente no primeiro grande encontro do PT logo após a eleição de Luiz Inácio da Silva, no Hotel Nacional, em São Paulo. Nos bastidores travava-se uma batalha pela presidência da empresa e os interessados comentavam o quanto o posto lhes seria útil para os planos futuros de eleições a governos de Estados.

A falta de cerimônia naqueles comentários soava a bravata à época. Hoje fazem todo sentido, como um indicativo da ação premeditada agora exposta sem a menor sombra de dúvida na série de fatos relatados sobre os prejuízos que o manejo político da empresa vem causando à Petrobrás.

A cada dia tomamos conhecimento de um pior que o outro. O último diz respeito à Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, um negócio já qualificado pela presidente da estatal, Graça Foster, como algo a não ser repetido. De acordo com documentos obtidos pelo Estado, a Petrobrás perdoou um "calote" da Venezuela e assumiu o investimento de cerca de US$ 20 bilhões. Em nome da amizade bolivariana, em detrimento dos acionistas.

Há, portanto, motivos de sobra para se investigar o que ocorre nas entranhas da Petrobrás. Apenas talvez a comissão parlamentar de inquérito proposta pela oposição não seja o instrumento mais eficaz frente aos dados da realidade.

O principal deles, a maioria governista no Congresso, que nesta hora não faltará ao Palácio do Planalto.

Seja motivada por razões de pressão ou por proteção sincera. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador José Serra podem não ter sido eleitoralmente espertos quando se postaram contrários à CPI, mas foram sensatos.

Ambos sabem como funcionam as coisas no Congresso. O governo, se não tiver condição de barrar, aceitará a comissão e fará dela um circo.

Seus integrantes procurarão ampliar ao máximo o leque das investigações, usarão a tribuna para lançar suspeições para todos os lados e ainda posarão de defensores da estatal procurando dar a impressão de que quem quer investigar pretende, na verdade, destruir a imagem da Petrobrás. O PT é exímio nesse tipo de inversão.

O episódio da CPI sobre os negócios do bicheiro Carlos Cachoeira está aí para demonstrar como uma investigação de mentirinha pode ser desmoralizante. Muito mais eficiente seria a oposição se postar com seriedade no acompanhamento e cobrança dos trabalhos do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público.

Faz menos barulho, mas pode produzir mais resultados concretos.

Mercado. Ainda que o PMDB mantenha a decisão de votar contra o projeto que regula a internet - o chamado Marco Civil - isso não significa que o partido vai virar as costas para o governo na tentativa da oposição de criar a CPI da Petrobrás.

Até porque há muitos interesses envolvidos. Do loteamento, o PMDB também participou. E a questão não são apenas os cargos ocupados e negócios feitos no passado.

A diretoria vaga na BR Distribuidora com o afastamento de Nestor Cerveró, por exemplo, está no radar do PMDB do Senado.

Tucanice. Tem gente na oposição que defende um recuo nos ataques a Dilma. Justamente para evitar uma eventual troca de candidato. Essa corrente é adepta do lema ruim com ela, muito pior sem ela na disputa de outubro.

O dito certo. O Instituto Lula desmentiu que o ex-presidente tenha dito que a presidente Dilma Rousseff deu "um tiro no pé" ao dizer que aprovara a compra da refinaria nos EUA baseada em relatório "técnica e juridicamente falho".

De fato, não foi essa a frase. A expressão usada por Lula foi "tiro na cabeça".

Qual grupo político terá coragem de assumir uma campanha pela paternidade responsável?

Caio Blinder- O CLUBINHO DE PUTIN



Os simpáticos Putin e Lukashenko (alguns probleminhas no horizonte)

A Rússia dá os ombros para sua punição pelo G-7, o velho clube da elite ocidental, que decidiu efetivamente dar cabo do G-8, inventado para acolher Moscou por motivos políticos e na esfera das questões da segurança internacional há 15 anos para mostrar que a Guerra Fria tinha acabado e apaziguar o urso derrotado. Está claro agora que a jogada não funcionou. Hora de punição (o mínimo) pela anexação da Crimeia. Moscou diz que mais importante é o G-20 (onde falta de compromisso democr ático não barra ninguém na entrada), mas a ambição de Vladimir Putin é o clubão eurasiano.
Está difícil concretizar o projeto. A União Eurasiana é uma fabricação de Putin para servir de alternativa aos planos da União Europeia (UE) de aprofundar parcerias com ex-membros do clube soviético (com eventual entrada no próprio clube da UE). A corda esticou na competição pela Ucrânia, estopim da atual encrenca.
É verdade que, apesar do gelo dos “decadentes ocidentais”, o sucesso diplomático de Putin avança. Agora foi a vez do venal (e supostamente aliado dos EUA) presidente afegão Hamid Karzai dar seu apoio público à anexação da Crimeia pela Rússia. O Afeganistão tem pretensões territoriais no noroeste do Paquistão e gostaria de redesenhar fronteiras, mas este não é o foco aqui. O tema é o resultado da grande estratégia de Putin. O Afeganistão se junta a outros dois governos, o de Bashar Assad, na Síria, e Nicolás Maduro, da Venezuela, como sócio-visitante deste clube seleto a favor do perigoso aventureirismo de Moscou. Na velha piada, eu não quero ser sócio de um clube que convida esta gente.
Um tema interessante são os futuros sócios titulares do clube eurasiano que não se sentem à vontade com os lances de Putin. Um deles é Alexander Lukashenko, da Bielorússia, conhecido como o “último ditador da Europa” advertiu que a anexação da Crimeia estabelece um “mau precedente” e defende uma Ucrânia unida, embora reconheça o desfecho “de facto” das coisas no mar Negro.
O grandalhão Lukashenko é uma espécie de “mini-me” de Putin, embora tenha chegado antes ao poder (em 1994). Ele não é chegado em manifestantes de rua pedindo democracia e ficou horrorizado com a revolução em Kiev que depôs o grandalhão Viktor Yanukovich em fevereiro. Lukashenko bota para quebrar sempre que irrompem manifestações pró-democracia no seu país.
No entanto, Lukashenko não gosta da doutrina Putin, ou seja, o direito russo de intervir para “proteger” minorias russas fora do território nacional. Na Bielorússia, os russos são 11% da população e a 70% dos habitantes falam russo.  E assim como a Ucrânia,que perdeu a Crimeia, a Bielorússia abriu mão do arsenal nuclear herdado da ex-URSS em troca de garantias da Rússia, EUA e Grã-Bretanha de respeito à sua soberania e integridade territorial.
Na esfera da antiga Uniao Soviética existe temor com os lances de Putin. A Moldávia se sente vulnerável, especialmente porque não aderiu  ao pacto econômico arquitetado pela Rússia, a União Eurasiana, ao contrário da Bielorússia e o Casaquistão (terra do nosso querido Borat), que já mandaram a ficha de inscrição para o clube. A primeira-ministra alemã Angela Merkel, aliás, acaba de advertir Putin para não colocar olho gordo na vulnerável Moldávia.
O lançamento formal da União Eurasiana será em janeiro de 2015. O Casaquistão também não expressa conforto com a anexação da Crimeia. Putin fala vagamente na sua versão da doutrina humanitária da “responsabilidade para proteger” (no caso, minorias russas ou quem fale russo no exterior) e isto soa irresponsável para muitos países, temerosos de que não passe de desculpa para o projeto expansionista ou de restauração imperial do presidente russo.
Ironicamente, um projeto expansionista pode enxugar a influência da Rússia onde ela gostaria de aumentá-la.


O PETISMO NA PRÁTICA Percival Puggina



Durante muitos anos, de boas lembranças para si, o PT dançou livre, leve e solto nas verdejantes planícies da oposição. Tornou-se comum, nos debates de então, que seus representantes emergissem sobranceiros de qualquer comparação porque o petismo era um ideal não experimentado, enquanto seus adversários haviam ralado as unhas nas escarpas e sujado os pés no exercício do poder. É sempre desigual o confronto em que o ideal de um lado é apresentado em oposição à prática do outro lado. Obviamente, o melhor discernimento é proporcionado quando se compara ideal com ideal e prática com prática. Durante longos anos, no entanto, o PT era apenas ideal em estado puro, com um apaixonado e combativo séquito de seguidores.



Foram estes seguidores que festejaram a chegada do PT ao Planalto como definitiva Proclamação da Moralidade na terra de Macunaíma. O país nunca mais seria o mesmo! Aquele ato merecia um Pedro Américo para representá-lo sobre tela, dando forma e cor à emoção popular, para admiração das gerações futuras. Dois anos mais tarde, o petismo idealista fora para o saco e as comparações desabaram para o terreno da prática. Era prática contra prática.



A partir daí acenderam-se outras luzes e novas realidades no tabuleiro do xadrez político. As estrelas que cobriam o território nacional com adesivos e bandeiras, sumiram envergonhadas. Os petistas remanescentes já se contentavam com discutir quem tinha o passado mais constrangedor. Como escrevi anteriormente, corruptos existem em todos os partidos. No entanto, na prática, o PT se revelou como o partido que defende incondicionalmente seus corruptos, sem o menor constrangimento. E se isso lhe parece pouco significativo, leitor, pondere os malefícios sobre o caráter nacional. É demolidor seu efeito quando se observa que para dezenas de milhões de brasileiros a corrupção deixou de ter importância. Convivemos com uma corrupção consentida por parcela imensa da população, cujo incondicional apoio é comprado com a versão popular do mensalão. Levado à prática, o petismo revelou-se um Midas bifronte, infame, que corrompe tudo que toca.



Ouvi, recentemente, que o Brasil não iria para os maus caminhos seguidos por outros queridos parceiros do petismo no entorno sul-americano. Por quê? perguntei. "Porque o Brasil é grande demais", respondeu meu interlocutor. Era um otimista. A essas alturas asseguro-lhe, leitor: não há o que o PT não possa piorar e não possa quebrar. Veja a Petrobras. O petismo na prática não apenas privatizou a empresa em nome próprio como jogou seus papéis na sacola do lixo seletivo. E a Petrobras era grande demais, era uma companhia gigantesca, respeitadíssima, que agora vê seu nome nas manchetes e nas páginas policiais.



O petismo na prática passou a apresentar todas essas denúncias que saltitam qual pipoca na panela como coisa meritória. "Antes era muito pior, mas não se podia investigar", dizem seus defensores, numa ligeira sugestão, impessoal e marota, sem endereço nem remetente, que não tem testemunha ou evidência a apresentar. E o não dito fica como se dito fosse. O que mais assusta é saber que já não podemos contar com as instituições da República. Também elas estão contaminadas pelo Midas bifronte que as colocou sob seu mando e manto.



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* Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.

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