quinta-feira, 3 de abril de 2014

PSDB ENTRA COM AÇÃO PARA CASSAR ANDRÉ VARGAS

O PSDB decidiu entrar com representação no Conselho de Ética da Câmara pedindo cassação do mandato deputado André Vargas (PT-PR) por quebra de decoro parlamentar. Ele já deu três versões para explicar suas relações com um criminoso, o doleiro Alberto Youssef, que pagou sua viagem de Londrina a João Pessoa num jatinho Learjet 45. Youssef foi preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal.

CELULAR NA PRISÃO RENDE NOVO PROCESSO CONTRA JOSÉ DIRCEU

O Ministério Público do Distrito Federal protocolou nesta quinta-feira, 3, uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolve quebra de sigilo telefônico contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Condenado por envolvimento com o esquema do mensalão e cumprindo pena desde novembro, o ex-ministro é suspeito de ter usado um telefone celular no complexo penitenciário da Papuda.
O documento cita a quebra de sigilo telefônico, conforme o andamento do caso no sistema processual do STF. O pedido deverá ser analisado em breve pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, que foi o relator do processo do mensalão.
O ex-ministro nega que tenha usado o celular na Papuda. Autoridades do Distrito Federal também afirmam que isso não ocorreu. Esse e outros episódios envolvendo os condenados do mensalão provocaram uma crise entre o Judiciário e o governo do Distrito Federal, que é administrado pelo petista Agnelo Queiroz.
No início da semana, Joaquim Barbosa já havia determinado a autoridades do Distrito Federal que tomassem providências para acabar com as regalias supostamente concedidas aos condenados no processo do mensalão. Na quarta-feira, o presidente do STF deu prazo de 48 horas para que Agnelo Queiroz envie ao tribunal informações sobre as supostas regalias.
O uso de celular por presos é proibido no Brasil. No caso de descumprimento, o réu pode ser punido. Ele pode, por exemplo, ter suspenso o direito de trabalhar fora da cadeia durante o dia, se estiver em regime semiaberto, como é o caso do ex-ministro de Lula.
Análise
José Dirceu já pediu autorização para trabalho externo. Ele pretende dar expediente num escritório de advocacia em Brasília. Mas a análise foi suspensa para que fosse investigada a suspeita de uso do celular.
O problema teria ocorrido em janeiro. De acordo com reportagem publicada na imprensa, ele teria falado ao celular com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia, James Correia.
Interpelação
Um grupo de mais de 200 pessoas protocolou uma interpelação judicial no STF para tentar obter explicações do ministro Gilmar Mendes sobre declarações dadas por ele levantando suspeitas a respeito das doações para pagamento das multas impostas aos condenados do mensalão. Pedidos semelhantes já foram rejeitados pelo ministro Luiz Fux.
Mariangela Rodrigues

Acionistas minoritários afastam Jorge Gerdau do Conselho da Petrobrás

Políbio Braga
José Guimarães Monforte foi indicado por fundos estrangeiros capitaneados pela gestora escocesa Abradeen. A informação é do site www.veja.com.br desta manhã. Os minoritários estão inconformados com a atuação de Gerdau, alinhado de modo carnal com os governos de Lula e Dilma. Ele também poderá ser responsabilizado pelo negócio de Pasadena. 

Acionistas minoritários elegeram, nesta quarta-feira, Mauro Cunha e José Guimarães Monforte como os seus dois representantes no conselho de administração da Petrobras, nas vagas destinadas respectivamente a detentores de ações ordinárias e preferenciais. É a primeira vez que minoritários estrangeiros e brasileiros (pessoa física) conseguem se unir e eleger candidatos próprios para as duas vagas. Os minoritários têm direito a duas das dez cadeiras no conselho.

. Cunha já ocupava o cargo e foi reeleito. Monforte assumirá o posto no lugar do empresário Jorge Gerdau. Com isso, Gerdau deixa o conselho, após vários anos no órgão, primeiro como indicado do governo, depois na vaga de minoritários (PN). Até agora, a vaga dos preferencialistas sempre foi ocupada por um representante com o aval do governo, já que fundos de pensão e empresas estatais votam na condição de minoritários.

- Monforte foi indicado por diversos investidores estrangeiros capitaneados pela gestora escocesa Aberdeen, responsável por administrar 300 bilhões de dólares em ativos. Segundo acoluna Radar On-line, do site de VEJA, a indicação teve o apoio dos fundos de pensão americanos, como The California State Teachers’ Retirement System, F&C Management, Hermes Equity Ownership Services e The Universities Superannuation Scheme.

DO BLOG DO PAULINHO- Luiz Antonio Medeiros confessa prevaricação para não interditar obra do “Fielzão”

Luiz Antonio Medeiros confessa prevaricação para não interditar obra do “Fielzão”

by Paulinho
medeiros
São de cair o queixo as declarações de Luiz Antonio Medeiros, responsável máximo pelo Ministério do Trabalho, em São Paulo, divulgadas hoje pela FOLHA, com relação aos procedimentos adotados pelo próprio para fazer "vistas grossas" às irregularidades da construção do "Fielzão".
"Se esse estádio não fosse da Copa [do Mundo], os auditores teriam feito um auto de infração por trabalho precário e paralisado a obra. Estamos fazendo de conta que não vemos algumas coisas irregulares".
"Isso é trabalho precário. Não vamos nem entrar neste assunto porque vai atrasar ainda mais a obra. Falei com o ministro e ele deu respaldo. Estamos fazendo de conta que não estamos vendo".
Devido a evidente confissão de prevaricação do Superintendente do MTE, o que concede alguma gravidade às declarações, a população brasileira aguarda, ansiosamente, pelo fim do horário de café dos promotores do MP-SP, para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

Everardo Maciel: estado é inchado e ineficiente e precisa de um estadista para reformá-lo

Em artigo publicado no Estadão hoje, Everardo Maciel, que conhece bem o estado pelo lado de lá, tendo sido Secretário da Receita Federal no governo FHC, argumenta que o monstrengo se tornou inchado e ineficiente demais, encontrando-se à beira de um abismo. Diz ele:
Constitui singular paradoxo a crescente destruição do Estado brasileiro nos governos de partidos de tendências, ao menos no discurso, estatizantes. A mídia oferece, dia após dia, abundantes exemplos de má gestão, incúria contumaz, desqualificação técnica nas decisões. É notório o fracasso das políticas públicas de segurança pública, educação, saúde, mobilidade urbana, etc.
[...]
Esse estranho desapreço pelo Estado explica, também, as práticas de fisiologismo e de aparelhamento, sua variedade radical. Os ministérios passam a ser um múltiplo do número de partidos que integram a denominada “base aliada”, aos quais se somam as “tendências” e as bancadas, em cada uma das casas congressuais, dos partidos.
As “indicações”, contudo, não se limitam aos ministérios. Alcançam, além disso, as diretorias das autarquias, fundações, agências reguladoras e estatais, o que gera um caldo de cultura próprio para o florescimento de todas as modalidades de corrupção.
Ou seja, estatais, agências, ministérios, fundos de pensão, absolutamente tudo no estado virou moeda de troca política, foi aparelhado por petistas ou sindicalistas, sem qualquer critério técnico. O estado brasileiro, como nunca antes na história deste país, virou nada mais do que uma fonte de tetas para parasitas. Corporativismo, nepotismo e fisiologismo compõem o quadro desta promiscuidade com a coisa pública.
A meritocracia desapareceu por completo do mapa. Como diz o autor, até mesmo do STF, onde a politicagem tomou conta do processo decisório de escolha para os novos ministros. O jogo de bastidores e os relacionamentos passaram a ser muito mais importantes do que o currículo, a reputação ilibada, o notório saber jurídico. A imparcialidade nos julgamentos acaba dificultada.
A única coisa que funciona realmente bem no estado brasileiro é justamente a parte de arrecadação de tributos. A Receita Federal, onde o autor trabalhou, tem um quadro técnico de primeira, mobilizado para a sanha arrecadatória do Leviatã faminto. Conclui Everardo Maciel:
Esse Estado inchado e ineficiente, que flerta com o abismo, decorre, principalmente, da voracidade intervencionista combinada com uma visão centrada na perpetuação do poder. Sua reconstrução é tarefa para estadistas.
Resta perguntar: e onde estão os nossos estadistas?
Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino- O exército de um homem só. Ou: Por que Jair Bolsonaro deve ser defendido

Terceira Lei de Newton: a toda ação sempre se opõe uma reação. Em meu mundo ideal, haveria debates civilizados entre a social-democracia, os liberais e os conservadores. Comunistas, socialistas, nacional-socialistas e fascistas seriam simplesmente ignorados. E militares com viés autoritário também.
Em meu mundo ideal, todo o PT seria visto como um bando de radicais golpistas, dispostos a quaisquer meios para seus fins. O PSOL seria visto como o PT de ontem, nada mais. E do lado direito, o deputado Jair Bolsonaro seria apenas uma voz estridente sem muito eco, pois desnecessária.
Mas não vivemos no mundo ideal. Vivemos num mundo em que os petistas não só estão no poder, como seus velhos trotskistas insistem em seus planos golpistas de rescrever a história, controlar a imprensa e conquistar poderes absolutos.
É justamente esse avanço de uma esquerda radical que produz a reação de uma direita mais reacionária. A existência política de Jean Wyllys produz um Marco Feliciano. A existência política de um Franklin Martins ou um José Dirceu produz Jair Bolsonaro.
Enquanto aqueles existirem politicamente, e pior!, estiverem no poder, a reação de um Bolsonaro será mais que inevitável ou desejável; será necessária. Trata-se de um exército de um homem só, combatendo isolado no Congresso os socialistas e comunistas que ainda sonham com a revolução totalitária, com o regime cubano. Quem mais teve coragem de apontar o dedo para José Dirceu, quando este estava em alta ainda, e gritar: “terrorista”?
Digo tudo isso para protestar veementemente contra a censura que o deputado Jair Bolsonaro sofreu na Câmara essa semana, tendo sido impedido de realizar seu discurso. É essa a “democracia” que essa gente defende? Sabemos, no fundo, que os socialistas jamais defenderam a democracia, e é essa verdade que querem ocultar de todos.
Em artigo publicado hoje na Folha, Bolsonaro afirma exatamente isso, e mostra parte do que seria dito em seu discurso proibido. Seguem alguns trechos, pois, por mais que o leitor considere o deputado uma figura caricata e reacionária, não é possível negar que faz perguntas e acusações pertinentes:
Que pavor um só homem causa à esquerda brasileira a ponto de lhe cassar a palavra da tribuna da Câmara dos Deputados a não ser o temor à verdade?
O discurso que acabou proibido na terça-feira abordaria fatos como o ocorrido em março de 1963, na sede do Sindicato dos Operários Navais, em Niterói (RJ), por ocasião do Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro, onde Luís Carlos Prestes proferiu: “Gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro”.
[...]
A alegação de quase 400 mortos e desaparecidos –em sua maioria, sequestradores, terroristas, assaltantes de banco, ladrões de armas– seria um preço muito pequeno para que, hoje, nosso povo não vivesse nas condições dos cubanos. Não tivesse Fidel Castro treinado e financiado a luta armada no Brasil, certamente, no início dos anos 70, o poder teria sido passado aos civis.
[...]
Que moral tem um governo para falar em tortura quando esconde qualquer investigação sobre o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, justiçado pelos próprios companheiros; quando cria uma Comissão da Verdade cujos integrantes são indicados por alguém como a presidente, que, à frente de grupos terroristas como VPR, Colina e VAR-Palmares, sujou suas mãos de sangue de inocentes como o tenente Alberto Mendes Júnior, executado a pauladas nas matas do vale do Ribeira, e o recruta do Exército Mário Kozel Filho, morto por carro bomba no QG do então Segundo Exército. A esquerda continua posando de vítima na busca de compaixão, votos e poder.
[...]
Como Lênin disse que “compraria da burguesia a corda para enforcá-la”, afirmo que o PT vem comprando no Congresso os votos para fechá-lo e em grande parte da mídia matérias para silenciá-la.
Chegará o momento em que um novo 31 de março ou uma nova Operação Condor não serão suficientes para impedir o Brasil e a América Latina de serem lançados nos braços do comunismo. Que o diga o Foro de São Paulo congregado pelo PT, pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e pelo que há de pior na América Latina.
Como não ter algum respeito ou simpatia por quem escreve tais coisas na imprensa? Em condições normais de temperatura e pressão, eu mesmo seria um crítico de Jair Bolsonaro, cujo radicalismo não aprovo. Mas na situação atual brasileira, com os vermelhos tomando conta de tudo e levando o Brasil cada vez mais para perto do modelo venezuelano, prefiro aplaudir aquele que, sozinho, tem tido a coragem de mostrar certas verdades inconvenientes sobre esses golpistas travestidos de democratas.

Caio Blinder- Ânimo! Poderia ser ainda pior no Afeganistão

Anima falar das eleições presidenciais do Afeganistão? O primeiro turno acontece neste sábado e para os padrões locais será uma transferência de poder relativamente pacífica. É verdade que o Taleban está barbarizando (metade das seções eleitorais do país são consideradas inseguras) e não sabemos até que o ponto o presidente Hamid Karzai (vedado de concorrer a um terceiro mandato) irá aprontar para assegurar a vitória do seu candidato favorito, seu ex-ministro das Relações Exteriores Zalmay Rassoul. Karzai, que já foi um queridinho dos EUA (hoje ele é motivo de exasperação), recorreu à fraude escancarada na sua reeleição em 2009.
As tropas ocidentais no país desde a queda do Taleban em 2001 devem partir no final do ano e os três candidatos favoritos (inclusive Rassoul), ao contrário do volátil Karzai, se comprometeram a assinar o acordo que irá estender a presença militar americana a partir de 2015. Será uma proeza se das eleições despontar um presidente com legitimidade em um país penosamente funcional, em que a insurgência do Taleban infesta metade do seu território, sem falar dos atentados suicidas que acontecem rotineiramente no coração de Cabul, a capital. Não podemos esquecer que uma coisa que também infesta o jogo político afegão é a presença dos “warlords”, os chefes de milícias, muitos dos quais não ficam nada a dever ao Taleban em termos de barbaridades.
Esta semana, a imprensa nos EUA e Europa tem destacado a participação de mulheres no processo eleitoral. Pela primeira vez, há uma mulher em chapa presidencial. Habiba Sarobi, médica, ex-ministra e ex-governadora da província de Bamian (a primeira a ocupar tal posto no país) é candidata a vice ao lado de Zalmay Rassoul. Existe ansiedade entre mulheres para preservar os ganhos obtidos desde a queda do Taleban, como o mero direito de meninas irem à escola.
Algumas mulheres bem escoladas, como Najla Ayubi,  ex-juíza e veterana ativista pelos direitos da mulher afegã, advertem contra o marketing eleitoral. Ela diz que nenhum dos candidatos irá alterar de forma radical a vida das mulheres no país. Para Najla Ayubi, os candidatos estão mais interessados em ganhar votos femininos e garantir a preservação da ajuda de ONGs internacionais. No entanto, como diz a deputada Shukria Barkzai, os “últimos 12 anos têm sido a idade de ouro para as mulheres e nós não queremos perder isto”.
Em 2009, o Parlamento aprovou legislação pela eliminação da violência contra mulheres. Este é um dos ganhos sob ameaça constante. No ano passado, houve uma tentativa no Parlamento pela derrubada da legislação. E um relatório da ONU em dezembro mostrou que nos doze meses anteriores aumentara a violência contra mulheres e meninas, enquanto as investigações e condenações sob a nova legislação continuam baixas. Na área rural, mulheres são basicamente consideradas propriedade dos pais e maridos.
Habiba Sarobi discursando em Cabul
A candidata a vice Habiba Sarobi discursando em Cabul
Agora em 2014, o Parlamento afegão aprovou lei proibindo que parentes testemunhassem uns contra os outros, o que na prática é a legalização da violência doméstica. A lei acabou vetada pelo presidente Karzai em meio à disseminada condenação. Um grande temor para mulheres que foram beneficiadas pelas mudanças registradas com a queda do Taleban é o impacto de um eventual acordo de paz com o o grupo, advogado pelos três principais candidatos presidenciais.
Por ora, de acordo com relatos de repórteres no Afeganistão, os comícios da candidata a vice Habiba Sarobi animam as mulheres, assim como os de outros candidatos. Pode ser um pouco de marketing ocidental, mas prefiro ainda isto do que as arengas sobre os malefícios provocados pela invasão de 2001.
***

Carlos Alberto Sardenberg- Nada de mais

O GLOBO
Pasadena acabou saindo por US$ 1,3 bilhão, e parece que só a presidente Dilma, no governo, diz que foi um mau negócio

Churchill, quando primeiro-ministro na época da guerra, dizia que era mais fácil comprar um submarino do que um pacote de chá para o lanche do gabinete. Claro, ninguém sabe quanto custa um navio, muito menos um de guerra. Se o almirante diz... Mas se lhe apresentam um orçamento de 300 reais por uma caixa de café, você desconfia: é de ouro essa embalagem?

Bom, quanto custa uma refinaria de petróleo em Pasadena, nos Estados Unidos? Assim, na lata, ninguém sabe, nem mesmo a presidente Dilma, uma especialista em energia. Logo, quando decidiram pela compra, em 2006, os conselheiros da Petrobras só poderiam se fiar no relatório dos técnicos e consultores.

Mas, convenhamos, dá para desconfiar na base do puro bom senso. Esqueça a refinaria. Pense assim: se alguém lhe oferece por 300 milhões metade de uma coisa que acabou de comprar por 40, você tem que achar estranho, muito estranho. E, logo, exigir muito mais argumentos — documentos da própria companhia e mais estudos de terceiros.

A presidente Dilma pode dizer que concordou com a compra da Pasadena, quando presidia o conselho da Petrobras, com base em estudos apresentados pela diretoria. E também pode reclamar porque, diz ela, não lhe mostraram todas as cláusulas do negócio.

Mas parece que ela e outros conselheiros caíram na história de Churchill. Trezentos e tantos milhões de dólares por meia refinaria, mas prontinha, nos EUA? É parece bom, vamos lá.

Os diretores executivos da Petrobras contestam a presidente Dilma e dizem que todos os documentos estavam à disposição do Conselho de Administração — ou seja, só não viu quem não quis.

Faz sentido, a menos que se prove que os então diretores deliberadamente esconderam dados. Mas aí, uma vez descoberto isso, era o caso de se fazer um escândalo, demitir todo mundo. O que não aconteceu.

Mas a Pasadena acabou saindo por US$ 1,3 bilhão — e parece que só a presidente Dilma, no governo, diz que foi um mau negócio. Quase todos os demais membros da administração e do PT não estranharam nada, continuam dizendo que foi um bom acerto e que estava tudo bem explicadinho na hora da compra.

Não tem nada demais, só ficou mais cara, acontece.

Dizem que a presidente é autoritária. Mandona, contam alguns assessores. Mas neste caso, está todo mundo contradizendo o que ela diz. E fica por isso mesmo.

Parece que esse pessoal não é de estranhar. Por exemplo; quando a diretoria da Petrobras, a mando de Lula, anunciou a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, acharam normal o custo previsto de US$ 2 bilhões, e em associação com a PDVSA de Chávez, que já estava mal das pernas.

Reparem: a Abreu e Lima foi anunciada em 2005. A meia-Pasadena foi comprada em 2006, devendo estar sendo negociada antes disso. De todo modo, pelo menos em 2006, era possível estranhar: como uma refinaria pode custar mais de US$ 2 bilhões no Brasil , se tinha uma nos EUA por 40 milhões, no negócio original?

Ok, são refinarias diferentes, uma velha, outra nova, mas, gente, convenhamos: um dos dois preços tem de estar errado. E a Pasadena foi comprada e vendida no mercado livre.

Depois, na construção, a Abreu e Lima foi atrasando e ficando mais cara. Já está em US$ 18 bilhões. Nove vezes! O máximo de estranhamento, dentro do governo, foi o comentário da presidente atual da Petrobras, Graça Foster: foi um erro a não ser repetido.

E toca a obra. Acontece, não tem nada de mais.

Também parece normal o que acontece com as outras três refinarias: a Comperj, em construção no Rio e também atrasada e muito mais cara do que o projetado; a do Maranhão, que já teve obras de terraplenagem por mais de R$ 1 bilhão e ainda não tem projeto final detalhado; e a do Ceará, no papel e com uma planta inicial considerada inviável pela atual diretoria da Petrobras.

Qual o problema? São obras difíceis, não é como construir, digamos, uma transposição do Rio São Francisco? Nada de mais, pessoal.

Vá de jatinho

Você quer passar férias de verão em João Pessoa. Bobeou, não comprou as passagens e, quando vai ver, estão muito caras. Então, você pensa: vou alugar um jatinho.

Passa um e-mail para um amigo que é do ramo e ele arranja um avião na hora.

Se o solicitante é um deputado federal do PT, André Vargas, vice-presidente da Câmara, e se o amigo é um doleiro que, agora, está preso, qual o problema?


MAIS UM INQUÉRITO – PF apura agora se Petrobras vendeu refinaria na Argentina para amigão de Cristina Kirchner por menos do que valia!

E a Petrobras está de volta às páginas policiais, o que já se tornou uma rotina no governo petista. A Folha informa na edição desta quinta que a Polícia Federal decidiu abrir um terceiro inquérito, agora para investigar não a compra, mas a venda da refinaria de San Lorenzo para o grupo argentino Oil Combustbles S.A, que pertence ao megaempresário Cristóbal Lopez, um amigão da presidente Cristina Kirchner. Também o Ministério Público Federal e o Tribunal de Constas da União investigam a operação.
Desta vez, vejam vocês, o comando da Petrobras é suspeito de ter vendido um ativo por menos do que valia. A empresa brasileira repassou para Cristóbal Lopez, por US$ 110 milhões, um pacote que incluía a refinaria propriamente, postos de gasolina, estoques e outros produtos, de acordo com nota redigida pela Petrobras no ano eleitoral de 2010.
Ocorre que o grupo argentino estava disposto a pagar, em outubro de 2009, US$ 50 milhões só pela refinaria, sem levar em conta os estoques e os tais outros produtos. Sete meses depois, a empresa brasileira vendeu, sim, a refinaria, mas por US$ 36 milhões, US$ 14 milhões a menos do que os compradores queriam pagar inicialmente. Brasileiro é bonzinho. Com a gente é assim: nos EUA, compra por mais do que vale; na Argentina, vende por menos.
O fio da meada é um contrato existente entre um representante do grupo argentino e um escritório de advocacia brasileiro, representado pelo baiano Sérgio Tourinho Dantas, conterrâneo de José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras. Ora vejam: se a empresa brasileira topasse vender para os argentinos a refinaria por até US$ 45 milhões, o escritório receberia US$ 10 milhões de comissão; se o fizesse por US$ 50 milhões mesmo, então seriam US$ 8 milhões. Como a Petrobras vendeu por US$ 36 milhões, vai saber quanto a operação rendeu, né? O escritório disse à reportagem da Folha que rescindiu o contrato com os argentinos antes de se efetivar a venda.
É o terceiro inquérito aberto pela polícia. Um deles investiga a operação de Pasadena, e outro, o eventual pagamento de propina pela empresa holandesa SBM a funcionários da Petrobras.
Atenção! Cristóbal Lopez é o empresário que mais enriqueceu na era dos Kirchner. Chegou a despertar a tenção do FBI e do Departamento de Combate aos Narcóticos nos EUA por causa da compra suspeita de um cassino em Miami. Desconfia-se que possa lavar dinheiro do tráfico de drogas. Nos meios políticos argentinos, ele é considerado uma espécie de “caixa” do kirchnerismo.
Quem negociou com o escritório de advocacia brasileiro em nome do empresário foi Jorge Rottemberg. A imprensa argentina fala em pagamento de propina de até US$ 15 milhões. Mas os petistas não querem nem ouvir falar de CPI. Dá para entender por quê.
Por Reinaldo Azevedo

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.