sexta-feira, 4 de abril de 2014

Uma ilha cubana dentro do Brasil

Regidos por um contrato pouco transparente com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), médicos cubanos participantes do programa Mais Médicos, do governo federal, são submetidos, logo que chegam ao Brasil, a condições que remetem às que vivem na ilha. Além de receberem cerca de 30% do salário pago aos demais participantes do programa, eles estão sob permanente vigilância, conforme constatou O GLOBO em conversas nas últimas semanas com médicos do programa e pessoas que estão em contato direto com eles.
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Na semana passada, enquanto conversava como hóspede com os médicos, na recepção, o repórter do GLOBO foi interpelado diretamente por Frometa. Sem saber se tratar de um jornalista, o cubano quis saber o que ele havia conversado com os médicos do programa. Ao ser indagado pelo jornalista sobre qual papel desempenhava no local, Frometa tentou evitar ser fotografado e reagiu:
— Você está mexendo com coisa perigosa.
Ele não é o único a monitorar os cubanos. O vai-e-vem de pessoas dentro e fora do prédio é acompanhado também por seguranças do hotel e por pessoas que usam crachás do programa, como observou o GLOBO no período em que esteve no local. Apesar de o hotel ser privado, Opas e Ministério da Saúde tiveram acesso à ficha cadastral preenchida pelo repórter ao se hospedar.
[...]
Atualmente, a venda de serviços médicos é a principal fonte de receita na economia cubana, rendendo US$ 6 bilhões ao ano (R$ 14 bilhões), seguida do turismo, que gera US$ 2,5 bilhões (R$ 5,8 bilhões), segundo dados oficiais.
Nem preciso dizer qual a gravidade disso, não é mesmo? O ditador Fidel Castro exportou uma parte de sua ilha-presídio para dentro do próprio Brasil. E pior: fez isso com a conivência e a cumplicidade do próprio governo brasileiro, formado por camaradas seus!
O Brasil possui, atualmente, quase 11 mil escravos cubanos instalados em solo nacional, ferindo nossas leis trabalhistas e, como comprovado agora, os direitos humanos também. São prisioneiros em um país supostamente livre. Não podem simplesmente sair do hotel e passear, conhecer gente, nossa cultura, nada!
“Você está mexendo com coisa perigosa”, foi alertado o jornalista. De fato: coisa muito perigosa! E que, justamente por isso, precisa ser investigada muito mais a fundo, até ficar claro qual o papel de cada um nessa importação vergonhosa de escravos em pleno século 21.
O programa Mais Médicos é um engodo, uma imoralidade, e em sua volta pairam muitas dúvidas sobre o verdadeiro destino dos recursos. O Brasil, por meio de nossos impostos, está financiando a mais nefasta ditadura do continente. E ainda temos que escutar a presidente Dilma se fazer de vítima do nosso regime militar? Onde está a coerência?
Nós brasileiros não podemos tolerar esse pedaço de tirania comunista em nosso próprio país. Somos uma democracia, temos nossas leis, que valem para todos, e não há, aqui, cidadão de segunda classe que não goze da proteção dessas mesmas leis.
Se voce é contra a escravidão, contra a ditadura, contra o comunismo, então deixe isso claro em outubro, eleitor, pois o PT já deixou claro de qual lado está, e não é o da liberdade e da democracia.
Rodrigo Constantino

A revolução pedagógica como instrumento de doutrinação ideológica

Fui convidado uma vez mais como palestrante do Fórum da Liberdade, que será realizado segunda e terça que vem em Porto Alegre. Meu painel será sobre educação: quais propostas temos a apresentar para um avanço da qualidade da educação em nosso país?
O tema é de total importância. Afinal, dez de cada dez especialistas apontam a educação como solução para os males nacionais. A questão que surge, automaticamente, é: qual educação? Simplesmente jogar mais recursos públicos no setor, com este modelo atual, não resolve absolutamente nada; ao contrário: pode aprofundar o problema.
Não vejo como falar em educação hoje sem falar na doutrinação ideológica que tomou conta de nossas escolas e universidades. A luta, portanto, é cultural acima de tudo. E não se trata de um fenômeno apenas nacional, mas sim mundial, que assola inclusive os países desenvolvidos.
Um livro que serve como importante alerta a esse perigo é Maquiavel Pedagogo, do francês Pascal Bernardin. O autor afirma, sem rodeios e logo na introdução:
Uma revolução pedagógica baseada nos resultados da pesquisa psicopedagógica está em curso no mundo inteiro. Ela é conduzida por especialistas em Ciências da Educação que, formados todos nos mesmos meios revolucionários, logo dominaram os departamentos de educação de diversas instituições internacionais: Unesco, Conselho da Europa, Comissão de Bruxelas e OCDE.
Trata-se, segundo ele, de uma nova roupagem da velha utopia comunista. O livro conta com aproximadamente metade de seu conteúdo extraído diretamente de material dessas instituições. É repleto de citações que mostram a “novilíngua” dos pedagogos. Segundo Barnardin, estamos diante de técnicas de lavagem cerebral mesmo, como a dissonância cognitiva deliberada para tornar os alvos mais dóceis ao pacote de doutrinação.
Isso faz o poder de estrago ser muito maior, pois o comum dos mortais, “realizando simplesmente seu trabalho, sem qualquer hostilidade particular, pode-se tornar o agente de um processo de destruição terrível”. Os professores acabam acreditando e absorvendo a missão nova, não mais de passar conhecimento objetivo em suas respectivas áreas, mas sim demodificar essencialmente os alunos e sua visão de mundo.
Essa nova abordagem pedagógica usurpa das famílias a principal função de educar, no sentido mais amplo, seus próprios filhos, transferindo tal responsabilidade para o estado, para os professores treinados com base na mesma doutrina. As declarações dos mais influentes “educadores”, muitas contidas em documentos oficiais da Unesco, não deixam muita margem à dúvida.
A ambição moderna da pedagogia social é alterar profundamente os seres humanos, buscar uma “larga e profunda modificação das atitudes sociais em geral”. Os pais, com seus “preconceitos”, especialmente religiosos, representam uma grande barreira a tal missão, e por isso o processo deve incorporar os pais nesta luta por mudança. Todos os esforços dos professores devem estar voltados para acelerar essa “evolução social” e redimir certos “atrasos culturais”.
Esqueçam ensinamentos sólidos com base no conhecimento objetivo, tradicional, e o foco cognitivo da educação. Isso tudo pertence ao passado. As tarefas assumidas pelos pedagogos modernos são mais “progressistas”, mais abrangentes, mais “nobres”: criar seres humanos mais “conscientes”, mais engajados politicamente, mais “tolerantes” e adeptos do multiculturalismo.
Estamos diante de uma subversão de valores morais em nome da “democratização” do ensino que, na prática, nada mais é do que a socialização das crianças e a coletivização dos espíritos. Tudo isso, claro, com base no conhecimento “científico”, nas experiências pedagógicas e nas teorias sociais. Eis a estratégia, segundo Bernardin:
Portanto, a manobra destinada a modificar os valores articula-se assim: inicialmente, impedir a transmissão, especialmente por meio da família, dos valores tradicionais; face ao caos ético e social daí resultantes, torna-se imperativo o retorno a uma educação ética – controlada pelos Estados e pelas organizações internacionais, e não mais pela família. Pode-se, então, induzir e controlar a modificação dos valores.
Essa é uma campanha cultural globalista, com o objetivo de “inculcar nos alunos uma atitude mundialista, ensinando-lhes principalmente a reconhecer e a evitar os preconceitos culturais e a encarar com tolerância as diferenças étnicas e nacionais”, nas palavras do próprio Documento de referência da Conferência mundial sobre a educação para todos.
A mentalidade coletivista permeia toda essa pedagogia moderna. As “experiências” sociais fora ou dentro da sala de aula se tornam mais importantes do que a cobrança tradicional de conhecimento. Aos alunos deve ser dada a possibilidade de “negociar e de fixar os próprios objetivos”. O “civismo” dos alunos deve ser avaliado, talvez com mais atenção do que o conhecimento objetivo. “Nós pega o peixe”, de repente, passa a ser apenas uma forma diferente de se expressar, e não mais equivocada.
Tudo isso, não custa lembrar, não são teorias conspiratórias, mas conclusões feitas com base nas próprias declarações dos principais pedagogos e organizações internacionais. Gente como John Dewey, socialista, Stanley Hall, coletivista autoritário, e Paulo Freire, marxista, ajudou a criar uma legião de discípulos que dominaram a pedagogia em nível mundial.
Dewey, que era furiosamente contrário ao individualismo, rejeitava inclusive a noção de inteligência como algo individual. A inteligência “puramente individual” passa a ser um obstáculo antissocial e reacionário ao “avanço” social, que precisa ser derrubado em nome do progresso. Qual progresso? Aquele liderado por uma elite educada que guia uma massa de autômatos?
Porque não resta dúvida de que fechar o “acesso à instrução, à verdadeira cultura e à liberdade intelectual e espiritual”, como tal revolução pedagógica efetivamente faz, acaba por condenar um enorme contingente de alunos à escravidão velada, enquanto a elite dos próprios pedagogos goza de imenso poder sobre eles. Chamar isso de educação, eis a maior injúria que pode ser feita àqueles que desejam uma educação verdadeira!
Rodrigo Constantino

Planalto não quer parlamentares do “volta, Lula” na CPI da Petrobras

Nota de Otávio Cabral publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA
REDUÇÃO DE DANOS
Já que a CPI da Petrobras é inevitável, o governo vai tentar minimizar seus riscos.
A estratégia será indicar parlamentares que não se acanhem de ir para o sacrifício para defender o governo.
O time escolhido será de “primeiro escalão”, o que exclui representantes do baixo clero com possibilidade de mudar de lado, como ocorreu na CPI dos Correios.
Ficarão de fora também adeptos do “volta, Lula”, que podem usar a crise para enfraquecer o governo Dilma e reforçar o clamor por seu antecessor.
Um nome que atende a todos esses quesitos e é o preferido do Planalto para comandar a comissão é o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder de todos os governos e que engavetou sem cerimônia outra tentativa de CPI da Petrobras, em 2009.
Ricardo Setti

Perseguição na mira

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Incomodado com quem cumpre a lei
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acabou de determinar a suspensão da sindicância aberta contra o juiz Bruno Ribeiro, titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.
Afastado do cargo, Ribeiro está respondendo a um processo administrativo por ter decidido apurar as andanças de Agnelo Queiroz na Penitenciária da Papuda, em visitas a seus amigos mensaleiros José Dirceu & Cia.
O corregedor substituto do CNJ, conselheiro Gilberto Valente assinou um ofício determinando que o processo contra Ribeiro fosse enviado à corregedoria do CNJ, que passará a ficar responsável pela apuração.
Gilberto Valente agora vai investigar os fortíssimos indícios de que o magistrado está sofrendo perseguição depois de incomodar Agnelo.
Afirma Valente:
- É um absurdo um juiz ser punido por estar cumprindo sua função como determina a lei.
Por Lauro Jardim

Caio Blinder- Ânimo! Poderia ser ainda pior no Afeganistão (II)

Na coluna de quinta-feira, eu conclui que nas devidas proporções é possível ter um pouco de ânimo com as eleições presidenciais afegãs (primeiro turno neste sábado). Na animação, volto ao assunto, mas para trazer um contraponto. Michael Kugelman, um especialmente do Wilson Center, em Washington, diz que mesmo nas devidas proporções o Afeganistão ainda não dá pé.

Kugelman argumenta que mesmo se as eleições tiverem um grau decente de liberdade, crediblidade e legitimidade, o Afeganistão ainda estaria está muito longe de se tornar um país estável. Ele apresenta quatro motivos:

1) As forças de segurança são uma obra em andamento. É verdade que o nível de violência tem declinado em muitas partes do país, mas a capacidade destas forças de segurança ainda é muito limitada, Alguns dados são estarrecedores: 95% dos recrutas no Exército e na polícia são funcionalmente analfabetos; metade do contingente é viciado em drogas e a taxa de deserção é de 1/6. Nada disso, adverte Kugelman, inspira esperança de que os militares afegãos derrotem a insurgência do Taleban, algo que não foi conseguido nos últimos 13 anos por alguns dos mais poderosos exércitos do mundo (que estão partindo no final de 2014).

2) Os santuários do Taleban no Paquistão florescem. Por anos, os EUA pressionam o governo paquistanês a dar cabo do problema. Sem resultado. No começo do ano, os paquistaneses sugeriram que uma grande operação era iminente. Continua iminente. Em termos práticos, as operações foram adiadas de forma indefinida diante de um processo diplomático em curso entre o governo afegão e o Taleban, num compromisso que será seguido por qualquer dos vencedores das eleições. Interessa ao Paquistão manter estes santuários para influenciar as coisas e de qualquer foram caso eles sejam desmantelados, seriam transferidos para dentro do Afeganistão.

3) Extremistas islâmicos do Paquistão e de vários países da Asia Central continuam convergindo para o Afeganistão. Ironicamente, enquanto tropas ocidentais estão partindo do país, os russos estão aumentando sua presença através de vários projetos de desenvolvimento. É um incentivo para militantes da Ásia Central intensificarem suas ações.

4) O Taleban e aliados não são as únicas forças desestabilizadoras no Afeganistão. Na verdade, a presença do grupo é menos intensa no norte e no oeste, onde o terror fica por conta de milícias, muitas das quais financiadas pelos americanos. Para dar uma medida, dois dos três candidatos presidenciais favoritos (Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani Ahmadzai) têm “warlords” como companheiros de chapa. As milícias combatem o Taleban, mas também entre elas.

Kugelman reconhece que as eleições não são irrelevantes, mas está desanimado que possam resultar tanto em uma forte liderança como em estabilidade.

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.