segunda-feira, 14 de abril de 2014

Outro petista corrupto, André Vargas, renunciará ao mandato nesta terça-feira

O deputado André Vargas, PT do Paraná, apresentará amanhã sua renúncia ao mandato de deputado Federal. Ele não suportou as capas das revistas semanais Veja e IstoÉ, que reproduziram gravíssimas denúncias de corrupção assestadas contra ele.
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 Além das revistas, também os jornais diários, rádios e TVs, bem como colegas deputados, convenceram o petista de que a única maneira de esvaziar o noticiário contra ele seria a renúncia.

. O PT não conseguiu manter seu companheiro no cargo, imolando desta forma um dos mais ferrenhos defensores dos bandidos do Mensalão.,

. É irônico o fato de que André Vargas poderá acabar nas mãos do presidente do STF, Joaquim Barbosa, a quem ele agravou criminosamente em gestos obscenos realizados na mesa da Câmara.
Políbio Braga

SBT cede à pressão da patrulha e cala Rachel Sheherazade

“Em razão do atual cenário criado recentemente em torno de nossa apresentadora Rachel Sheherazade, o SBT decidiu que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo Jornalismo da emissora em forma de Editorial. Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do SBT Brasil”.
Essa foi a nota emitida hoje pelo SBT, para justificar que, a partir de agora, as opiniões firmes da apresentadora Rachel Sheherazade serão filtradas. Ao transferir a responsabilidade para o conjunto, o grupo de Sílvio Santos realmente protege a apresentadora, mas resta perguntar: a que custo?
Se ela antes tinha “carta branca” para emitir suas opiniões, será que agora o jornalismo oficial fará o mesmo? Será que haverá a mesma coragem ao denunciar os podres que ela denunciava? O jornal de opinião faz falta, até porque muitos fingem neutralidade jornalística, mas no fundo adotam uma visão ideológica. A diferença é que a visão de mundo de Rachel batia de frente com o “mainstream” nacional, com a hegemonia de esquerda.
A patrulha de esquerda é muito organizada, poderosa e estridente. Basta surgir em cena alguns jornalistas com discurso diferente para deixar a turma em polvorosa. Apesar de todo o discurso em prol da pluralidade, o fato é que nossa esquerda detesta o contraditório, acostumada a viver por tempo demais com o monopólio da mídia.
Lamento profundamente que o SBT não tenha tido a coragem de bancar a apresentadora com sua independência de emitir opiniões, por mais polêmicas que fossem. Foi uma vitória da patrulha politicamente correta, da esquerda hegemônica e autoritária, do jornalismo acovardado que domina nosso país.
Rodrigo Constantino

Apelo no STF

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Ouvindo a oposição
Líderes da oposição no Senado e na Câmara deverão fazer amanhã um importante apelo em defesa de uma CPI da Petrobras nos moldes defendidos por DEM e PSDB. A turma baterá à porta do gabinete de Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal, pedindo uma decisão em favor da uma investigação restrita aos negócios da Petrobras.
Na Câmara, diz-se que o encontro ocorrerá às 11 horas. Já os senadores querem ir ao STF depois do almoço, sob argumento de que não convém deixar o Congresso no momento em que Graça Foster estiver dando explicações à Comissão de Assuntos Sociais, na sessão marcada para 10 horas.
Por Lauro Jardim

New York Times alerta sobre atraso em obra do PAC

Na edição desse domingo (13) do jornal americano The New York Times (NYT), a reportagem intitulada “Do boom à ferrugem” ressaltou os atrasos em grandes projetos de infraestrutura no Brasil, tema abordado intensamente pelo Contas Abertas nos últimos dias em matérias sobre o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao discorrer sobre o atraso e os altos custos dos estádios construídos para a Copa do Mundo, o jornal cita obras que estão estagnadas no país, a exemplo da ferrovia Transnordestina, parte da segunda etapa do PAC. 

Como o Contas Abertas divulgou no último dia 5 (veja matéria), as obras da ferrovia estão entre as mais significativas do programa e têm previsão de conclusão apenas para 2016, seis anos depois do prazo estabelecido pelo governo federal e com aumento de R$ 5,4 bilhões no orçamento. Em tradução livre, segue trecho da reportagem do NYT que trata sobre a ferrovia: A Transnordestina, uma ferrovia iniciada em 2006 no nordeste do Brasil, ilustra uma das armadilhas que assolam tanto os pequenos como os grandes projetos de infraestrutura. 

Prevista para ser finalizada em 2010, sob um custo de 1,8 bilhões de doláres, a ferrovia, projetada para percorrer mais de mil milhas (1,6 mil quilômetros), deverá custar, agora, 3,2 bilhões de doláres aos cofres públicos, já que a obra é, primordialmente, financiada por bancos estatais. Os responsáveis pela ferrovia dizem que ela estará pronta por volta de 2016. 

Mas, com os canteiros de obras abandonados por conta de auditorias e outros contratempos, até mesmo essa previsão parece otimista nos arredores de Paulistana, cidade do Piauí, um dos estados mais pobres do país. Os longos trechos pelos quais trens de carga deveriam estar passando são ocupados por vaqueiros e rebanhos, que também aproveitam da sombra das pontes férreas fantasmagóricas. 

O ministro do transporte do Brasil, César Borges, mostra irritação com o atraso da entrega da ferrovia, necessária para transportar a colheita de soja para os portos. Ele apontou a burocracia como um dos motivos de atraso nos projetos do governo, como a Transnordestina: O Tribunal de Contas da União; a Controladoria Geral da União; uma agência de proteção ambiental; um instituto de proteção arqueológico; agências de proteção aos direitos dos indígenas e descendentes de quilombolas; e o Ministério Público. 

O secretário geral e fundador do Contas Abertas, Gil Castello Branco, está entre os entrevistados da reportagem. Para ele os fiascos estão se multiplicando, revelando uma desordem sistêmica. “Estamos despertando para a realidade em que imensos recursos públicos foram desperdiçados em projetos extravagantes, enquanto nossas escolas públicas ainda são precárias e esgotos não tratados correm pelas ruas”, afirma. 

Um dos maiores exemplos de desperdício, citado na reportagem do NYT, é a construção do Museu do ET, em Varginha (MG), projeto que custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos e hoje está abandonado. Confira reportagem e vídeo sobre o assunto no site do The New York Times. 

Simon acusa: "Renan fraudou ao embaralhar proposta de CPI combo para travar CPI da Petrobrás"

Políbio Braga

Desta vez o senador gaúcho bateu de frente e acusou o presidente do Senado, Renan Calheiros:

- É fraude apresentar um documento público modificado, com o objetivo de se colocar todos os fatos "no mesmo balaio".

. Pedro Simon referia-se ao voto do ministro Paulo Brossard, que integra o acórdão do STF que definiu o que significa fato determinado no caso de CPIs.

.  "O argumento de que se pode meter no mesmo balaio a Petrobras e eventuais irregularidades em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, porque, afinal, tudo é dinheiro público, é o mesmo mecanismo pelo qual se conclui não haver diferença entre a Sharon Stone de Instinto Selvagem e, deixem-me ver, André Vargas tentando explicar as suas relações com Alberto Yousseff: afinal, ambos pertencem à raça humana, têm um coração, dois rins e são animais aeróbios", afirmou. Segundo Simon, a assessoria de Renan "não foi feliz" e se equivocou. O peemedebista disse que, embora a decisão seja do plenário, quem vai responder "pelo resto da vida" por essa decisão é o presidente do Senado. Ele disse que misturar os fatos no mesmo saco é "não dar em nada". Após ler a reportagem do jornal da tribuna, o vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse que o entendimento do Supremo é de uma "clareza solar" e "difícil de interpretar de forma diversa".

Governo do Paraná pede a prisão do diretor do Tesouro, o gaúcho Arno Augustin

Políbio Braga
A carta a seguir é do líder do governo do Paraná na Assembléia, Ademar Trajano. Vale a pena ler tudo. Trata-se de uma denúncia que vem fazendo há algum tempo o próprio governador Beto Richa. Quem acompanhou o governo Yeda Crusius no RS, lembra que Arno Augustin e Dilma fizeram o mesmo com ela, o que levou a uma "greve da tribuna", promovida pelo senador Pedro Simon, que só então conseguiu aval para o empréstimo de US$ 1,2 bi pedidos pelo Piratini na época. Leia tudo. A carta está no link, na íntegrra, publicada pelo site Diário do Poder, do jornalista Claudio Humberto:

Estive ontem (9) em Brasília, junto com uma comitiva de deputados federais e estaduais paranaenses, para questionar o secretário do Tesouro Nacional (STN), Arno Augustin, sobre o bloqueio criminoso de empréstimos ao Paraná. Todos puderam constatar que o desrespeito ao STF é um método do PT.

. O Paraná tem duas liminares do ministro Marco Aurélio Mello. Elas determinam que a STN libere um empréstimo de R$ 817 milhões do Proinveste para o estado. A segunda liminar ordena que a primeira seja cumprida, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, além de sujeitar a desobediência a penas cabíveis nos “campos cível e penal”.

. Arno Augustin, confrontado por 14 deputados paranaenses, riu do STF e de suas decisões. Sugeriu que o Paraná batesse às portas do Supremo, de novo, e conseguisse mais uma liminar para então, quem sabe, ele se decida a liberar o dinheiro. 

. Pois o Paraná o atendeu e está pedindo agora ao STF a prisão imediata desse senhor.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

J. R. Guzzo e o caso Pasadena, da Petrobras: “A presidente Dilma cometeu um desatino que ficará registrado na história nacional da incompetência”.

Artigo publicado em edição impressa de VEJA
CAIXINHA MÁGICA
Fatos. O que eu quero que me deem é isto: fatos. Não me venham com outra coisa; fatos, apenas fatos, são necessários na vida. Você só pode formar a mente de animais racionais através de fatos. Fatos: fora os fatos, nada será de utilidade alguma para ninguém, jamais.
Nos tempos duros da Inglaterra de 1850, esse era o evangelho do professor Thomas Gradgrind, personagem do romance Hard Times e destaque na prodigiosa galeria de tipos humanos criados pelo gênio de Charles Dickens.
O professor Gradgrind, punido com um desses nomes que só o humor travesso de Dickens sabia inventar, é um personagem cômico ─ caricatura de uma Inglaterra que começava a se encantar com as estatísticas e com os esforços para explicar o mundo através de números, sem o contágio da imaginação nem emoções individuais, essas grandes criadoras de desordem na existência humana.
Tudo bem. Mas a verdade é que às vezes faz falta “um homem de realidades” como Mr. Gradgrind. Sua presença talvez fosse útil para colocar um mínimo de ordem na babilônia mental que desorganiza o debate público no Brasil de hoje.
Sem os fatos, insistia o professor, não é possível definir as diversas coisas que existem neste mundo ─ requisito indispensável para separar o verdadeiro do falso.
Essa trágica história da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras é um exemplo perfeito do descaso pelos fatos. Desde que o escândalo veio a público, assiste-se a um embate em que tudo é dissecado, menos o que, no fim das contas, realmente interessa; é como a leitura de um prefácio maior que o livro.
A presidente Dilma Rousseff estava certa ou errada em sua conduta quando presidia o Conselho de Administração da Petrobras, em 2006, ocasião em que a empresa comprou por 360 milhões de dólares a metade de uma refinaria que, no ano anterior, havia sido adquirida por cerca de 40 milhões pelos vendedores?
Estava meio certa? Meio errada? Certa e errada ao mesmo tempo? De quanto é a sua culpa nesse desastre ─ 10%, 25%, 50%? E por aí se vai, com questões e mais questões, numa conversa inútil que talvez só acabe no dia do Juízo Universal.
A conversa é inútil porque não é preciso gastar um único neurônio com toda essa metafísica; basta ficar nos fatos e tudo se resolve em menos de um minuto.
Com os fatos se chega à definição mais clara do que realmente aconteceu: aconteceu, em português corrente, a transferência de 360 milhões de dólares pertencentes à população brasileira para o bolso de uns vagos belgas, donos de uma certa Astra Oil, em troca de um ativo que um ano antes fora negociado por uma soma nove vezes menor.
Com a definição, tornou-se possível separar num instante o verdadeiro do falso. Os fatos mostram que é verdadeiro afirmar: “A presidente Dilma Rousseff cometeu um desatino que ficará registrado na história nacional da incompetência”. Os mesmos fatos mostram que é falso afirmar qualquer outra coisa.
É tudo muito simples. Dilma, após oito anos de um silêncio de cemitério, afirmou ao público brasileiro que não recebeu, na ocasião da compra, dados certos e completos por parte da direção executiva da estatal, o grupo que realmente cuida de suas operações ─ e que não teria dado sua aprovação ao negócio se soubesse direito as condições reais em que ele fora realizado.
Fim da história: a presidente confessou que não sabia o que estava fazendo.
Discutir mais o quê, depois disso?

O IBGE sob domínio petista

O Estado de S.Paulo


A suspensão, pela diretoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da divulgação dos resultados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) - que apresenta a situação do mercado de trabalho no País - deixa claro que, se for necessário para evitar que informações eventualmente negativas sobre o desempenho da economia causem danos à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o governo do PT não hesitará um segundo para intervir em qualquer órgão público. Nem mesmo instituições como o IBGE, que construíram ao longo dos anos uma reputação reconhecida internacionalmente pela qualidade e isenção de seu trabalho e produzem informações essenciais para a formulação de políticas públicas e para decisões das empresas privadas e das famílias, escapam da volúpia petista pela permanência no poder.




A revolta do corpo técnico da Diretoria de Pesquisas da instituição, responsável pela produção dos principais indicadores por ela divulgados regulamente, não deixa dúvidas quanto ao caráter político da decisão. A diretora Marcia Quintslr, que se opunha à interrupção da divulgação dos resultados, demitiu-se do cargo que ocupava desde 2011 tão logo a suspensão foi anunciada. Em nota, coordenadores e gerentes estratégicos da Diretoria de Pesquisas disseram ser "insustentável" sua permanência nos cargos caso a suspensão seja mantida.

A constatação, pela Pnad Contínua, de que o desemprego médio no País em 2013 foi de 7,1% deve ter provocado grande irritação entre os membros do governo que acumulam a função de organizadores da campanha eleitoral de Dilma. Eles estavam acostumados a outro indicador, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) também aferida pelo IBGE, que tem apontado para um desemprego em torno de 5% - número que certamente tem impacto eleitoral muito mais favorável para a candidatura oficial do que o da Pnad Contínua.

São, porém, pesquisas diferentes, baseadas em metodologias e critérios diferentes e com abrangências igualmente diferentes (a PME limita-se a seis regiões metropolitanas; a Pnad Contínua tem alcance nacional), daí a discrepância de seus resultados num determinado momento.

Ao anunciar a suspensão da divulgação dos resultados trimestrais da Pnad em 2014 - a próxima estava marcada para o dia 27 de maio - e o reinício dos anúncios em janeiro de 2015, quando o vencedor da eleição presidencial já tiver tomado posse, a diretoria do IBGE tentou justificá-la com argumentos técnicos. Entre outros, a direção do instituto alegou, em comunicado, que a suspensão é necessária para eliminar da pesquisa dúvidas e questionamentos, entre os quais a respeito de renda domiciliar per capita, que será utilizada para definir as quotas de Estados e municípios nos respectivos fundos de participação em tributos federais.

Os técnicos da Diretoria de Pesquisas consideraram "inaceitável" essa alegação e também a decisão de refazer o calendário de divulgação dos resultados da Pnad Contínua. Documentos técnicos publicados pelo IBGE e declarações da presidente da instituição, Wasmália Bivar, à imprensa mostraram que há tempos a metodologia da pesquisa não precisa mais ser revista ou testada.

A metodologia é utilizada desde 2006 e a Pnad Contínua começou a ser realizada em caráter excepcional em outubro de 2011, em pelo menos 20 regiões metropolitanas, além de cinco capitais estaduais e no Distrito Federal. Em janeiro de 2012, foi estendida para todo o território nacional e, de acordo com as Notas Metodológicas publicadas pelo IBGE no início deste ano, desde então faz parte do conjunto de pesquisas do instituto.

Em setembro do ano passado, em entrevista ao jornal Brasil Econômico, a presidente do IBGE afirmou que, "quando começarmos a produzir, teremos que divulgar um cronograma e não poderemos parar". O cronograma foi amplamente anunciado no início deste ano (os dois primeiros resultados foram divulgados na data prevista), mas, por alguma razão, Wasmália e outros diretores do IBGE decidiram suspender a divulgação. Não foi por razões técnicas.

Plano Nacional de Educação: uma ameaça à liberdade



O Plano Nacional de Educação (PNE) se transformou num monstrengo após passar por tantas modificações, especialmente na Câmara. O projeto inicial acabou totalmente alterado, dando ares mais autoritários, coletivistas e estatizantes, que colocam em xeque nossas liberdades e atacam o núcleo familiar, transferindo poder desmedido ao estado.
O jornalista José Maria e Silva escreveu um texto bastante completo sobre os principais absurdos e riscos presentes no projeto. Segue um trecho:
Hoje, mesmo os cursos técnico-profissionalizantes são profundamente contaminados pela retórica ideológica da esquerda. Em grande parte das faculdades de Engenharia, por exemplo, as disciplinas de ciências humanas são calcadas numa bibliografia marxista ou neomarxista, privando o aluno de uma visão plural, que incorpore, também, pensadores liberais ou conservadores. Isso ocorre, sobretudo, nas faculdades de Enge­nharia Ambiental, em que a bibliografia da parte de humanidades do curso parece destinada a inculcar no aluno que o capitalismo é o inimigo por excelência do meio ambiente, esquecendo-se que os regimes totalitários, como o stalinismo ou a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, não têm motivo algum para respeitar a natureza bruta, uma vez que não são capazes de respeitar nem a natureza humana.
[...] A pedagogia de Paulo Freire é herdeira dessa utopia holística, que transforma o professor em aprendiz e o aluno em mestre, sob o falso pretexto de que o ensino jamais pode ser transmissão de conteúdo e deve dar à embrionária vivência de um adolescente o mesmo peso que o conhecimento acumulado pela humanidade adquiriu em séculos.
E alertou de forma um tanto direta:
Caso o Plano Nacional de Educação seja aprovado, em definitivo, com essa redação sexista (isso mesmo: sexista), a nação brasileira corre o risco de ter sua língua sequestrada pelos ideólogos de esquerda. Não tardam e hão de querer revisar o texto da própria Constituição para adicionar-lhe esses penduricalhos de mau gosto.
[...]
Como se vê, um Plano Nacional de Educação que, no país do analfabetismo funcional, negligencia o mérito, incita a escola contra a família e, em vez de estimular a leitura, policia as palavras, transformando a língua num instrumento de opressão ideológica, nada tem a ver com ensino – é apenas uma doutrinação totalitária que tenta fazer da escola uma incubadora de subversões.
Para dar um simples exemplo, “os estudantes”, durante todo o projeto de lei, deu lugar a “os(as) estudantes”, modificação desnecessária para dizer o mínimo, e carregada de ranço ideológico para ser mais objetivo. Um conhecido meu, Luiz Jardim, que trabalha na Câmara, fez um interessante estudo comparativo entre as versões da Câmara e do Senado, mostrando que aquela desvirtuou completamente o sentido do projeto com sua visão mais ideológica. Um dos exemplos citados por ele diz respeito ao já crescente uso da própria matemática para passar “valores” ideológicos:
Enquanto antes se aprendia a somar maçã com maçã, hoje as escolas aproveitam a aula de matemática para ensinar transversalmente os diferentes tipos ideológicos de família, como pares de homem com mulher; homem com homem e mulher com mulher. Podendo também somar outros na família como homem com mais de uma mulher; ou mulher com mais de dois homens; ou como a criatividade permitir. Este tipo de educação já ocorre nas escolas públicas, com livros didáticos figurando os exemplos citados.
Ele acrescentou em mensagem para mim:
Essa ideologia é um perigo para os mais pobres, porque, para a elite consciente, se o professor tentar ideologizar os filhos, poderá sofrer uma repressão dos pais quando forem às reuniões de pais e mestres. O pobre não terá capacidade de perceber as sutilezas, porque não tem a cultura necessária. Implantando isso nas escolas públicas teremos um estrago difícil de ser recuperado, porque o PNE tem validade de 10 anos.
O pior é que o projeto da Câmara tira a possibilidade de as famílias dar opinião sobre como gostaria que fosse feita a instrução dos filhos. O do Senado restaura e inclusive diz que deve ser focado na cultura e nos valores da sociedade.
Em meu breve ensaio sobre qual educação o país necessita, aponto para esse crescente uso do ensino para doutrinar os alunos com uma visão ideológica esquerdista. Essa tem sido a triste realidade dos últimos anos. O PNE, do jeito que está, com as mudanças feitas pela Câmara, representa apenas mais um grande passo nessa direção. A direção errada.
Rodrigo Constantino

Caio Blinder- Cálculos ucranianos IV

“Eu farei uma oferta que ele não poderá recusar” (Don Vito Corleone)

Palavra final na coluna no final da semana sobre a crise ucraniana não cabe a Julia Ioffe, destacada no sábado. No domingão, cabe à novilíngua com sotaque mafioso do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Ele advertiu as autoridades do governo interino ucraniano para se comportarem e assim não minarem os esforços de paz no país. Paz no caso é divisão, o fim da Ucrânia como país unido.
O alerta de Lavrov foi feito em meio às reações de forças de segurança ucranianas contra separatistas pró-russos, armados e coordenados, que tomaram edifícios governamentais e delegacias policiais no leste da Ucrânia (existem as acusações de que forças especiais russas estão na verdade engajadas nas operações). Na sua linguagem orwelliana, Lavrov acusou o governo de Kiev de ser incapaz de decidir o destino ucraniano. Com isto, ele quer dizer que os termos de Moscou não são aceitos por um país supostamente soberano.
Sei que não adianta ficar exasperado com a novilíngua, desfaçatez e atitude mafiosa do governo russo. O jogo é perigoso, como ficou flagrante neste domingo. As forças de segurança ucranianas foram à carga neste drama que tem muito de uma encenação teatral. Há um fogo cruzado de palavras sobre o grau de envolvimento direto de Moscou nesta fase da crise.
O governo ucraniano diz que tudo está sendo orquestrado por Moscou, o que é negado pelos russos. Do lado do governo Putin, sempre paira a ameaça de uma intervenção na Ucrânia para “proteger” os setores pró-russos. Conversa mafiosa de oferta de proteção. O poderoso chefão de Moscou irá agir caso haja ataques contra seus “soldados” no leste ucraniano
Está aí a montagem (no sentido de farsa) do cenário semelhante ao da anexação da Crimeia no mês passado. Irrompem manifestações no leste da Ucrânia, com exigências de referendo e de independência. A situação fica tensa e a Rússia é forçada a intervir. Até 6 de abril, as coisas estavam relativamente mais calmas, com os comícios separatistas perdendo o vigor, mas aí ocorreu a revitalização do clamor separatista com estes vários focos de agitação, provocação armada e confronto.
Como na Crimeia antes da anexação e do referendo, estão em ação no leste ucraniano homens fortemente armados, de formação militar, mas sem insígnias. No entanto, não há indicações de apoio em larga escala por separação no leste (e sim por mais autonomia da parte da população pró-russa). Alerta novilíngua: é fácil manipular os sentimentos populares.
O que quer o governo de Moscou? Pela lógica, fomentar a instabilidade e ameaçar com intervenção militar têm o objetivo de forçar a “federalização” da Ucrânia, o que também é novilíngua russa. Em última instância, “federalização” significa a partilha da Ucrânia. Por este cálculo, é o menor dos males. O maior seria a guerra civil, com intervenção russa. Imagino que em Washington e nas capitais europeias, estejam feitos cálculos sobre as ofertas mafiosas de Moscou.
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Caio Blinder- Os passos de Tito Mainardi em São Paulo



Tito, Diogo e Nico (Foto Ruy Teixeira/Divulgação)
Pessoal, estou colocando na praça novamente meu texto sobre o Tito, o filho do Diogo Mainardi. Quem acabou de assistir ao Manhattan Connection deste domingo, entende este passo. Boa leitura ou releitura. O Tito merece.

Estou em São Paulo. No sábado à noite, eu acompanhei os passos de Tito Mainardi pelas ruas dos Jardins. Por alguns minutos fiz o que Diogo, meu amigo e colega de serviço no Manhattan Connection, no canal GloboNews, faz de sua vida. Diogo faz e conta de forma arrebatadora (qualquer adjetivo emocional positivo envolvendo Diogo me deixa intimidado, pois ele é arredio para tal). Ok, ok, mas Diogo sendo Diogo, também é duro, duríssimo.
Seu livro A Queda: As Memórias de um Pai em 424 Passos (editora Record) é uma obra (e que obra literária) sobre a caminhada de Diogo e de Tito, o filho que nasceu com paralisia cerebral, numa narrativa enredada na história familiar (na caminhada que tem também a mulher Anna e o filho mais novo Nico), na literatura, na arte e nas ideias. Tudo enredado, mas meu amigo se solta na sua catarse.
Sei, sei, amigo, melhor foi a indenização devido ao crime cometido no hospital de Veneza no nascimento do Tito. Mas agora, nós, leitores, também somos recompensados com este livro sobre os passos cambaleantes de Tito e as rasteiras que Diogo dá na vaidade humana (e bem típico dele, num autogolpe).
Não estou aqui para fazer resenha do livro (para isto recomendo o detalhado e decodificantetexto de Mario Sabino na edição corrente de VEJA e publicada no site). Estou aqui para dizer que gosto muito da família Mainardi e recomendar a leitura para todos (sei, sei, os detratores panacas do Diogo vão denunciar o golpe do veneziano para se humanizar e gerar compaixão). Meu amigo deveria processar quem o denuncia por autocomiseração.
Diogo talvez possa ser processado por excesso de resmungos. Além de nossas divergências políticas e sobre qual é a melhor água mineral do mundo, discordamos sobre São Paulo. Ele até me acusa de hipócrita por cantar uma ode à nossa cidade natal (argumenta que eu gosto, mas estou fora há quase 25 anos). Eu realmente gosto de visitar São Paulo. Diogo nem isso.
A gente conversava sobre o assunto (que falta de assunto) andando na rua Bela Cintra, ao lado de Anna, Nico e Tito. No livro. Diogo fulmina que “saber cair tem muito mais valor do que saber caminhar”. Coitado do Tito e de todos nós. Nas ruas de São Paulo, tem muito valor saber caminhar nas ruas. Aqui o resmungo do Diogo é inacatável. As ruas de nossa cidade natal são muito esburacadas.
Diogo, perdão se esta coluna está muito pedestre. 
PS – e por que Diogo e eu viemos para São Paulo? Ele para lançar o livro e também para a participação ontem, no domingo à noite, ao lado do nosso Reinaldo Azevedo (feliz aniversário!), do “Papo de Redação”, promovido pela Federação Israelita do Estado de São Paulo e A Hebraica (foi lá, claro, no clube onde bati muita bola de moleque) sobre Israel, Primavera Árabe, antissemitismo e eleição americana (go Obama?). No papo, dei meus passos familiares, sempre em defesa de Israel e bem menos do governo de plantão. Naquelas bandas do Oriente Médio, está tudo mais esburacado do que nas calçadas de São Paulo.
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