sábado, 26 de abril de 2014

Darwin: retrato de um gênio

O historiador britânico Paul Johnson virou mestre em biografias concisas, algo que exige certo talento, pois resumir vidas complexas de gênios como Churchill não é moleza. Em sua fantástica trilogia Os IntelectuaisOs Criadores e Os Heróis, Johnson já havia exercitado esse talento com mini-biografias de vários pensadores ou figuras importantes.
Por isso não fiquei surpreso com o resultado excelente do mais novo trabalho, justamente sobre Charles Darwin. Em apenas 130 páginas emerge o essencial deste gigante que alterou para sempre nossas vidas, para o bem ou para o mal. Para quem acreditava muito na importância da hereditariedade, Darwin nasceu na família certa, com toda uma linhagem de pensadores inteligentes. E contou muito com a sorte durante sua vida, como mostra Johnson.
A começar pelo conforto financeiro que lhe permitiu se dedicar sem grandes preocupações às pesquisas naturais. Ou quando surgiu a oportunidade de ouro para embarcar no Beagle e rodar o mundo por anos em busca de descobertas e estudos científicos. 
Mas Darwin morria de medo dos fanáticos religiosos, e também da reação de sua esposa Emma, ela mesma uma crente devota. Isso fez com que ele postergasse por anos a publicação de sua obra-prima, o livro que o tornaria famoso para sempre. A Origem das Espécies receberia um forte empurrão quando Alfred Wallace enviou diretamente a Darwin suas conclusões sobre a evolução, muito similares às suas próprias. Foi então que Darwin decidiu divulgar de uma vez, em formato mais conciso e popular, o resultado de anos de pesquisa, para mudar o mundo.
Tanto Wallace como Darwin tiveram o grande insight após a leitura da famosa obra de Malthus. Por isso mesmo, e pela falta de conhecimento mais aprofundado em matemática, Darwin retratou a natureza como uma infindável batalha de todos contra todos. Seu livro é permeado de termos como luta, guerra, extermínio. Os equívocos malthusianos teriam impacto no darwinismo, especialmente em sua versão sociológica deturpada, o darwinismo social.
O que Paul Johnson argumenta é que dois fatores extremamente emocionais influenciaram muito um cientista que tinha bastante rigor com os dados e fatos. O primeiro foi a já mencionada leitura de Malthus, em uma época em que tal catastrofismo parecia fazer mais sentido. O segundo foi a morte precoce de sua filha preferida, que abalou de vez sua crença remanescente em alguma divindade.
Apesar de seus receios, o livro foi um sucesso, e não houve perseguição alguma. Ao contrário, Darwin virou uma espécie de celebridade na era vitoriana. Seus estudos poderiam ter ido ainda mais longe não fosse sua deficiência em matemática, ou se ele tivesse contratado um assistente para mantê-lo informado sobre as novidades científicas mundiais. Coube a Mendel descobrir como a seleção natural realmente operava, dando início à genética.
Nada disso reduz a genialidade e a importância de Darwin. O lado negativo, reservado à última parte do pequeno livro de Johnson, tem ligação com o que pensadores de outras áreas fizeram com o darwinismo. Até que ponto ele deve ou não ser responsabilizado por isso é uma questão em aberto. O próprio Darwin evitava os temas políticos. Mas é inegável que o darwinismo abriu portas perigosas e fez surgir o darwinismo social.
Em primeiro lugar, o imperialismo foi alimentado, pois a “corrida pela África” passou a ser vista como uma luta pela sobrevivência entre as principais potências europeias. Bismark deu início a um programa nacional de imperialismo alemão com um slogan que ecoava o darwinismo: “Sangue e ferro”. Darwin teria grande influência na Alemanha.
O segundo aspecto derivado do darwinismo foi a eugenia, criada por seu sobrinho Francis Galton, alimentando a ideia de uma “raça superior” por meio da seleção natural. Galton queria que o estado compilasse um índice biográfico nacional de “desejáveis” e “indesejáveis”, permitindo unicamente o casamento de quem pudesse produzir seres bem-adaptados.
Vários países, como os Estados Unidos e os escandinavos, deram início a grandes programas de esterilização de criminosos e incapazes. Em Virgínia a prática continuou até 1970. O Império Britânico rejeitou a ideia em boa parte graças a G.K. Chesterton, que escreveu um livro condenando a esterilização, auxiliado pela fantástica distopia Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, publicada em 1932, retratando uma população higienizada, porém dócil e submissa, desumana.
Vários socialistas se encantaram com a esterilização também. Bernard Shaw, Beatrice e Sydney Webb e vários outros intelectuais de esquerda favoreceram a prática. Pol-Pot aprendeu com Sartre na França sobre a evolução e formas mais apuradas, regressando ao Camboja imbuído da ideia de forçar o progresso no país, o que resultou no extermínio de um terço da população. E o maior defensor da eugenia, que teve o poder de colocá-la em prática em larga escala, foi sem dúvida Adolf Hitler. Nacional-socialistas importantes como Himmler e Goebbels estudaram Darwin.
Tanto Marx como Engels ficaram encantados com o livro de Darwin logo na primeira semana do lançamento. Outros comunistas, como Lênin, Trotsky, Stálin e Mao Tse-Tung também lançaram mão da teoria da seleção natural para justificar a luta de classes.
Talvez o que a teoria da seleção natural deixou passar, especialmente no caso dos homens, foi o fato de que tão importante ou mais do que a competição pela sobrevivência está a cooperação. Basta pensar no próprio capitalismo e na globalização. É evidente que a concorrência é parte importante do processo, e assim deve ser, pois é isso que força a constante busca por excelência. Mas a palavra-chave é outra: cooperação. Basta entrar em um supermercado para constatar isso.
Outro corolário do darwinismo é o niilismo. O próprio Darwin, já descrente, preferiu dedicar o final de sua vida ao estudo de vermes e plantas, talvez para não ter de enfrentar as últimas conseqüências de suas teorias. Se não há propósito para nada, se o homem não é diferente em essência por ter autoconsciência e poder examinar a própria natureza da existência, então nada tem significado, e resta um vácuo colossal que engole o universo em inutilidade.
Eis um destino lógico que o próprio Darwin não quis chegar, mas que muitos de seus seguidores acabaram chegando. Os gênios nem sempre produzem resultados apenas positivos, e isso fica claro com a biografia escrita por Paul Johnson.
Rodrigo Constantino

Lula é Dilma é Lula: a campanha do “Volta, Lula” é apenas briga interna de poder

A campanha do “Volta, Lula”, instigada pelos próprios petistas insatisfeitos com o governo Dilma, tem criado um racha no PT que pode custar caro ao partido: as próprias eleições. A reportagem de capa da revista Veja desta semana mostra justamente como as intrigas, ameaças e traições na disputa de poder no PT pode colocar em risco a reeleição da preisdente Dilma (se Deus quiser, e há de querer se for mesmo brasileiro!).
O grande marco dessa disputa interna se deu quando o ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, em entrevista ao Estadão, disse em tom de ameaça que Dilma deveria assumir sua responsabilidade na compra de Pasadena, o maior escândalo da estatal no momento. Gabrielli é da turma ligada ao ex-presidente Lula, e por isso se sentiu à vontade para colocar a presidente contra a parede.
Dilma era do PDT, nunca teve a alma petista. Mas como política foi o “poste” criado por Lula, e deve sua eleição totalmente a ele. Gostaria de ter dado uma cara própria à sua gestão, mas erro atrás de erro fez com que as máscaras fossem caindo. Quem é Dilma? Gestora eficiente? Faxineira ética? Nada disso se sustenta mais. E com a economia patinando, os escândalos de corrupção aumentando, e o PT fragilizado, ganhou corpo o movimento antagônico à Dilma dentro do próprio partido.
No fundo, há um claro desespero dos petistas em perder tanta boquinha, apenas isso. São 18 ministérios e um orçamento de R$ 1,2 trilhão, além de mais de 22 mil cargos comissionados. Eis o que está em jogo. A ala mais pragmática do PT, ciente disso, deseja preservar a união. Mas a “banda podre” (entre aspas, pois creio que o PT todo seja uma grande banda podre) partiu para a briga, receosa de ter de pagar o pato para salvar o conjunto.
Além da briga interna de poder, a campanha do “Volta, Lula” conta com o apoio de muitos empresários, pois julgam que Lula era mais pragmático e menos ideológico. Demétrio Magnoli, em sua coluna de hoje na Folha, toca no assunto, rebatendo tal crença e lembrando que, no fundo, Dilma é Lula, apesar de algumas diferenças mais cosméticas do que estruturais.
O grande empresariado pode achar que Dilma é menos flexível nas suas demandas, e que Lula tinha mais “habilidade política”, mais jogo de cintura e uma disposição maior a ouvir as reclamações do “mercado”. Mas o que não pode ser ignorado é que muito ou quase tudo do que o governo Dilma fez de errado tem suas raízes no governo Lula, ou seja, Dilma representa a continuidade, e não a ruptura do legado de Lula.
Diz Magnoli: ”Dilma é Lula no sentido bem preciso de que, nos momentos cruciais, a prerrogativa de decidir repousa nas mãos do presidente de facto”. Todos os grandes equívocos desenvolvimentistas já tinham sido plantados por Lula. Como afirma o sociólogo, Lula nunca saiu, e ambos, Lula e Dilma, concordam com isso.
Por essas e outras o “Volta, Lula” não passa de uma briga interna de poder. Aécio Neves é que está certo quando diz que não importa quem seja o candidato do PT, pois o que deve ser derrotado é o modelo petista, esse que claramente fracassou. Lula é Dilma é Lula: diferenças e nuanças à parte, a essência é a mesma, e é dessa que o Brasil precisa se livrar de uma vez por todas se pretende prosperar.
Rodrigo Constantino

ESPERANÇA

ESPERANÇA


Formigas caminham pela varanda despreocupadas enquanto um cão preguiçoso boceja deitado satisfeito na cerâmica fria. Nuvens passeiam pelo céu, sem pressa. O sol vespertino é forte; o verde das árvores se destaca; o cantar dos pássaros presos é triste. Alados libertos cruzam os ares fazendo alarido e lamentando a má-sorte dos irmãos engaiolados. Não tem jeito, quem está na gaiola canta de tristeza, mas os obtusos pensam que é de alegria. Quem canta seus males espanta; eles sabem disso mais do que ninguém. Uns poucos ainda olham para cima com esperança de um dia poder novamente voar. A esperança, sempre ela, junto do ser até o derradeiro suspiro.

ENGAIOLADO

ENGAIOLADO

Era um domingo de sol. Poucas pessoas estavam na praça naquela hora. Enquanto o pipoqueiro gritava, o guarda municipal dormia num banco sombreado. Um pombo manso catava milho pela calçada. Crianças brincavam na areia com baldes e pás. Era um domingo normal, como outro qualquer já passado. Foi quando passou por mim um pássaro enorme carregando um homem numa gaiola. O homem preso não gritava, não cantava. Através das grades da sua prisão vi apenas duas lágrimas caindo dos seus olhos. Mas o pássaro proprietário parecia feliz.



Governador do Acre é grosseiro, arrogante e demagogo ao criticar São Paulo por “elitismo” e “racismo” no caso dos asilados haitianos

Ricardo Setti
(Foto: Roosevelt Pinheiro)
Tião Viana: grosseria, arrogância e demagogia que não se volta apenas contra o governo paulista, mas contra os brasileiros de São Paulo (Foto: Roosevelt Pinheiro)
Foi um espanto a atitude do governador do Acre, o petista Tião Viana, diante da contrariedade manifestada por integrantes do governo paulista pelo fato de o governo acreano estar financiado a viagem, para São Paulo, de centenas de cidadãos do Haiti que haviam acorrido ao Estado em busca de melhores condições de vida.
Viana falou em “preconceito racial” e em um suposto “processo de higienização”, referindo-se à “elite paulista” e aos “bacanas” de São Paulo.
O Acre tem sido um dos destinos de haitianos desesperados com a falta de oportunidades no país mais pobre da América Latina, que ficou ainda pior depois do grande terremoto de 2010.
A secretária de Justiça do Estado de São Paulo, Eloisa Arruda, diante do problema social representado por quase mil cidadãos do Haiti que chegaram à capital em poucos dias, chamou de “irresponsável” o procedimento do governo de Tião Viana ao financiar a vinda dos refugiados econômicos.
Refugiados haitianos retiram carteira de trabalho em São Paulo (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Folhapress)
Refugiados haitianos retiram carteira de trabalho em São Paulo (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Folhapress)
É um absurdo Tião Viana querer fazer política contra o governo tucano de São Paulo e, na verdade, agredir o maior Estado da Federação.
Quem é a “elite” paulista? Serão os 900 mil baianos que residem só na capital paulista?
Quem são os “bacanas”? Os milhões de nordestinos estabelecidos em São Paulo, cujo número é superior à população de vários Estados do Nordeste?
Quem são os “racistas”? Alguém entre os cerca de 46% de pardos e negros que vivem no Estado?
Viana, ao pretender obter vantagens políticas com suas declarações absurdas e infelizes, agride, na verdade, um Estado com 43,6 milhões de habitantes, construído com o ingente trabalho de migrantes vindo de TODOS os Estados brasileiros, e seus descendentes, e de imigrantes e seus descendentes provenientes de 120 diferentes países, raças, cores e culturas.
O governo de São Paulo apenas reagiu à solução fácil encontrada por Tião Viana sem qualquer aviso prévio para que houvesse preparativos para abrigar os asilados econômicos: chegou haitiano no Acre? Manda para São Paulo — a gente paga a passagem e se livra do “problema”.

MARCOS FAVA NEVES: “Parte da nossa sociedade parece passar por um processo de ‘vagabundização’, onde o importante, o correto, o almejado é depender do Estado”

Do blog do Ricardo Setti
COMO O FATOR TRABALHO PASSOU A SER DESVANTAGEM PARA O BRASIL NOS ÚLTIMOS ANOS

Por Marcos Fava Neves, professor titular de planejamento estratégico e cadeias alimentares da FEA-RP/USP
A deterioração do fator trabalho no Brasil
marcos-fava-neves“Minha vida é andar por este país, para ver se um dia descanso feliz”… Inspirado no mestre Luiz Gonzaga, minha vida como cientista, investigador e palestrante faz com que eu possa rodar o Brasil.
Normalmente falo uma hora para muita gente, e ouço muita gente por muitas horas, sempre aprendendo, desde Petrolina (PE) até Naviraí (MS), de Vacaria (RS) até Campo Novo dos Parecis (MT). Este texto é um compartilhamento das discussões, minha leitura dos fatos.
É o trabalho que gera produção, serviços e valores que são usados para promover desenvolvimento econômico, social e ambiental. A propensão ao trabalho e ao empreendedorismo são valores presentes em muitas sociedades que deram certo e que merecem admiração. Cabe a um país criar condições institucionais para estimular este ambiente.
Se nas viagens os empresários reclamavam de protecionismo, de câmbio, de falta de crédito, hoje a questão do trabalho salta e toma boa parte do tempo de troca de ideias, pois estamos perdendo competitividade por problemas de quantidade (oferta) e qualidade (preparo e custo) das pessoas.
Sobre a quantidade, costumo dizer que somos (o Brasil) uma empresa com 200 milhões de sócios. É uma maneira simples para que as pessoas entendam que todos têm responsabilidade sobre o patrimônio do país. Me parece que questões de cidadania, da antiga “educação, moral e cívica” estão lentamente sendo perdidas em nossa sociedade.
Estamos todos vibrando com a ideia do Brasil a pleno emprego, porém, um aspecto não muito comentado é que temos em nossa sociedade 61 milhões de pessoas em idade de trabalho e produção que não trabalham, não estudam, e não estão procurando trabalho, portanto não aparecem na taxa de desemprego.
É certo que dentro destes 61 milhões há muitas pessoas no trabalho do lar, no “trabalho de mãe” e em atividades informais, entre outras alocações de tempo. Mas há uma parte grande apta a trabalhar e que não trabalha, não gerando produção e impostos à sociedade.
Faço uma simples analogia com um condomínio. Imaginemos morar num edifício com 200 apartamentos. Pois bem, 61 apartamentos que deveriam e poderiam, não pagam o condomínio, e usufruem de toda a infraestrutura existente onerando os demais. Não pagam e não querem pagar.
É preciso ampla investigação nas causas existentes nestas 61 milhões de pessoas, e são distintas, mas está claro que uma parte capaz não está procurando trabalho pois está contemplada em programas assistencialistas, que cresceram muito nos últimos 20 anos. Se encontrar trabalho, perde algum tipo das inúmeras bolsas. Duplo prejuízo ao Brasil, pois perde-se um trabalhador e mantém-se o gasto com a bolsa.
Há tempos queria trazer este aprendizado em um texto, mas a motivação final veio de uma entrevista em VEJA (20/04/14) com George Osborne, ministro das Finanças da Inglaterra, que assumiu em 2010 tendo que cortar o gasto público, pois herdou de seus antecessores do partido trabalhista um déficit orçamentário de 11% do PIB.
Quando perguntado se os cortes de benefícios sociais podem ser bons no longo prazo, disse:
“Eu acredito em um estado de bem-estar social que apoie os necessitados. Ou seja, os deficientes físicos, os idosos e as pessoas que não conseguem encontrar um novo emprego. No Reino Unido, porém, os incentivos sociais se tornaram um equivoco completo. Às vezes, o cidadão ganha mais dinheiro ficando em casa e recebendo seguro-desemprego e outros benefícios do que se decidir trabalhar. Como resultado, o número de famílias de desempregados estava aumentando. A reforma do sistema de bem-estar social é uma parte importante do programa deste governo, e não apenas porque permite economizar dinheiro público, mas porque encoraja as pessoas a procurarem emprego. Trabalhar é a melhor forma de sair da pobreza. Desde que começamos a reformar os programas assistenciais, o número de famílias desempregadas caiu ao menor nível nos últimos vinte anos”.
Abro um parênteses neste texto sobre o trabalho para externar uma opinião de que passamos por uma perda de valores morais e sociais, de ética e de transparência.
Parece que as pessoas perderam a vergonha e acham normal viver às custas dos demais. Tenho dito que parte da nossa sociedade parece passar por um processo de “vagabundização”, onde o importante, o correto, o almejado é depender do Estado, da sociedade, seja pendurados desnecessariamente nas inúmeras bolsas, ou nos milhares de cargos da estrutura Federal, Estadual e Municipal do enorme e ineficiente Estado brasileiro.
George Osborne: “Às vezes, o cidadão ganha mais dinheiro ficando em casa e recebendo seguro-desemprego e outros benefícios do que se decidir trabalhar” (Foto: Jon Super/AP)
Me parece que nossa sociedade não se choca mais com o fato, absolutamente anormal, das pessoas saírem de cargos públicos e irem para a cadeia.
A vagabundagem, a corrupção e o assalto ao bem público atingiu patamares incríveis e uma aceitação na sociedade, nas organizações estudantis, como nunca tinha visto.
O patrimônio do país vem sendo dilapidado, destruído aos nossos olhos, sob uma indignação “homeopática” da sociedade. Nunca imaginei que chegaríamos a este nível de tolerância generalizada.
Finalizando o aspecto da quantidade do trabalho, precisamos resgatar o principio de Osborne, pois é o trabalho que deve fazer a pessoa sair da pobreza, portanto é necessário que revisemos imediatamente os programas assistencialistas no Brasil, para que ele fique apenas onde é estritamente necessário, visando ofertar mais quantidade de mão de obra. Converter quem tem capacidade, mas está parado, acomodado, em força produtiva para o país.
O segundo aspecto é a qualidade e custo do trabalho.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

O discurso no Pará aprofunda o maior enigma da História do Brasil e de suas brasileirices: como alguém como Dilma chegou à Presidência da República?

Augusto Nunes
Ainda convalescendo de discursos recentes, o jornalista CELSO ARNALDO ARAÚJO foi abalroado pelo palavrório de Dilma Rousseff no Pará. Imediatamente, mandou três trechos escoltados por observações que imploram por internações no Sanatório Geral. Mas uma trinca de comentários de Celso Arnaldo é coisa para o Direto ao Ponto. Confira. (AN)
De tempos em tempos, a Dilma faz um discurso que supera os anteriores e passa a vigorar, pelo menos por alguns dias, como o pior de todos os tempos. Este, feito ontem no interior do Pará, em mais uma daquelas transcendentais entregas da santíssima trindade “retroescavadeira, motoniveladora e pás carregadeiras” para municípios com menos de 50 mil habitantes, é quase imbatível. Pelo menos até o próximo…
Sem nenhum esforço, a esmo, pincei três passagens que, na verdade, falando sério, simbolizam, no reino das palavras e das ideias, o maior enigma da História do Brasil e de suas brasileirices – como alguém como Dilma Rousseff chegou à Presidência da República?
A DILMA COMO ELA É
“Vocês vejam como é que é a vida. Eu nunca acho uma Dilma, e hoje uma Dilma fala e a outra Dilma depois fala”. (Na abertura do discurso na entrega de 32 máquinas a municípios do Pará, dirigindo-se à prefeita de Belterra, Dilma Serrão, ao confirmar que ainda não se achou e que, de todas as Dilmas do Brasil, ela é a única que não fala português)
TEORIA GERAL DA DILMA
“O início do Brasil e o fim do Brasil e o meio do Brasil são os municípios, porque não existe, de fato… nem é União, nem é um estado, um estado fisicamente. Existem, fisicamente, os municípios, as cidades e as zonas rurais”. (Ao admitir que o Brasil não precisa de uma presidente da República)
PRA FRENTE, PARÁ
“Então, eu vou concluir dizendo para a maioria e para a minoria, para todos, por que é que eu dei esse exemplo? Eu dei esse exemplo pelo seguinte, eu quero dizer para vocês que o Brasil só vai para frente se o Pará for para frente”. (No fecho do discurso, ao anunciar que, se o Pará for para frente, o Brasil – onde maioria e minoria formam o todo – ganha mais um pedaço do Oceano Atlântico)

Amar é... Ficar no tanque enquanto ela assiste novela. (Mim)

“Algumas mentes andam em círculos. Repetem clichês, adotam o pronto-pensar. São como bois tocando a roda do moinho.” (Filosofeno)

Você adora os discursos da Dilma? Parabéns, você é um burro assumido!

“A verdade é um bichinho que rói a perna da mentira bem devagar.” (Limão)

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