terça-feira, 29 de abril de 2014

Reynaldo-BH: A queda nas pesquisas e a fuga dos ratos avisam que a candidatura de Dilma Rousseff avança para o naufrágio

REYNALDO ROCHA
Não é possível acreditar em pesquisas, mesmo quando trazem boas notícias. São tantos os institutos que vivem de medições que não sabemos, ao certo, qual metodologia foi usada ou como se compôs o universo de entrevistados. Não conheço ninguém que tenha sido consultado nestas amostragens. E são inúmeros os casos de reviravoltas no dia da eleição, só detectados na última pesquisa de boca de urna.
Mas há algo no ar além dos aviões de carreira. Todos os institutos, sem exceção, registram uma queda do que está aí infelicitando o Brasil e sinais de cansaço extremo. A  dúvida é se os números estão corretos ou se a realidade é ainda pior para a candidata Dilma Rousseff.
Falcatruas, desacertos, economia em franca queda, inflação disparada, mensaleiros e doleiros ligados aos mandatários do partido, ministério de aluguel para a base alugada, destruição da Petrobras e da Eletrobras, Lula no esplendor de sua (dele) ignorância, postes que ao estilo de Maluf se negam a responder às perguntas formuladas e usam o tempo disponível para fazer propaganda antecipada, entre outros absurdos. É muita coisa. É o fundo do poço.
Antigos aliados flertam com a oposição. Partidos da base rifam o nome de Dilma e clamam pela volta de Lula. Há no PT uma guerra entre as dezenas de correntes, cada uma com uma proposta e um caminho diferente para chegar-se ao bolivarianismo tupiniquim.
A nova classe média endividada. O Bolsa Família comprando cada vez menos. Estudantes formados pelos prounis da vida sem emprego, vítimas da má formação para o mercado de trabalho. E Dilma afirmando que os médicos cubanos são melhores que os nossos brasileiros.
Os partidos de apoio buscam alternativas. Os ratos vão abandonando o navio.
O Poder Judiciário continua sob o ataque feroz do PT, que despreza o estado de direito e ofende a cidadania. Tudo isso em nome de um projeto de poder, pois projeto de governo não há.
São ratazanas em desespero com a perspectiva da perda do esquema criminoso que transformou o Brasil em feudo de bandidos.
Continuo sem acreditar nas pesquisas de opinião. Para mim, Dilma está ainda menor do que as pesquisas indicam.

Papuda: nesta terça, na 'sala' do detento 95.413, teve futebol na TV de plasma

Nesta terça-feira, uma comissão de deputados federais de diferentes partidos fez uma visita ao mais prócere detento da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro José Dirceu. O objetivo do grupo, formado majoritariamente por aliados do petista, era tentar atestar que o petista não detém regalias na cadeia e pressionar a Justiça a liberá-lo para trabalhar fora da Papuda durante o dia. Mas não foi o que ocorreu. Ao chegar ao presídio, os parlamentares encontraram o detento 95.413 em uma cela privilegiada, eufórico diante de uma televisão de plasma que exibia a vitória do Real Madrid sobre o Bayern de Munique pela Liga dos Campeões da Europa.
“Estou assistindo ao Real dar uma surra no Bayern”, disse o mensaleiro, sorridente, ao receber a comitiva em sua cela – o time espanhol goleou o rival alemão por 4 a 0.
Segundo relato do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a cela do petista é a maior do complexo, equipada com micro-ondas, chuveiro quente, televisão e uma cama diferente das demais. Dirceu foi colocado em um espaço de 23 m² no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), cujas celas têm padrão de 15 m² e reúnem até quatro detentos. O local servia de cantina, mas passou por uma reforma para receber o ex-ministro.
“A cela do Dirceu é completamente diferente das outras que a gente viu, não há dúvidas. Vimos pessoas com deficiência física que deveriam ficar separadas porque os presos pegam parte da cadeira de rodas para fazer armas. Mas elas seguem misturadas, dormem em colchões piores e tomam banho em chuveiro frio”, afirmou a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é cadeirante.

Os deputados de oposição reclamaram que o coordenador-geral da Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário), João Feitosa, impôs uma série de restrições durante a visita: "Ele queria nos mostrar a cantina, as melhores celas e que seguíssemos o roteiro definido por ele. Disse ainda que não poderíamos ir a outros setores por falta de acessibilidade para a deputada Mara", disse Jordy. Após a insistência, foram liberados três dos cinco parlamentares para visitar outras alas da penitenciária – inclusive a própria Mara Gabrilli, que negou ter enfrentado dificuldades durante o trajeto.

Além de Jordy e Mara Gabrilli, integraram a comitiva os deputados Nilmário Miranda (PT-MG), Luiza Erundina (PSB-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).
Podólogo – No mês passado, VEJA revelou uma série de mordomias de Dirceu na Papuda. O petista passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia. O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas – incluindo um podólogo –, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas.
Comandada pelo PT, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou a diligência até a Papuda com o objetivo de negar a existência de benefícios aos condenados no julgamento do mensalão e, dessa forma, evitar sanções aos mensaleiros. Além de pressionar pela liberação do trabalho externo para Dirceu, petistas temem que seus companheiros sejam transferidos para uma penitenciária com regime mais duro.
Dirceu está sendo investigado pela Justiça por ter usado um celular dentro da cadeia do secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia, James Correia, no dia 6 de janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, cobrou investigações sobre essa e outras regalias de Dirceu e aguarda um parecer para decidir sobre a autorização para ele trabalhar em um escritório de advocacia.

No meio da polvadeira, reeleição de Graça Foster nem foi percebida no Brasil

Políbio Braga
O que levaria a Petrobrás a não anunciar através da imprensa, como sempre faz, a reeleição de sua presidente? É a pergunta que faz hoje o blog Petronotícias. O assunto não mereceu nem notinha de pé de página dos jornalões, apesar da sua importância. Leia mais:

Para quem não sabe, o Conselho de Administração da Companhia reelegeu Graça Foster por mais três anos no dia 21 de março, apesar de estar à frente da empresa há pouco mais de dois anos. Com ela, todos os diretores, que receberam votos unânimes para que dessem continuidade ao trabalho que estão desenvolvendo. Apenas um deles, José Figueiredo, da engenharia, mereceu um voto contrário, que foi dado pelo representante dos funcionários, José Maria Ferreira Rangel. Mesmo assim, o diretor foi mantido na função. O Petronotícias ouviu alguns executivos do mercado, que também se surpreenderam com a informação, mas ninguém quis se manifestar. As denúncias sucessivas contra a Petrobrás faz com que as pessoas se recolham e não queiram se comprometer.

O fato é que a comunicação da empresa ao mercado só se deu através da publicação de uma ata da reunião do seu conselho, o que é legal, mas incomum. Foster foi reeleita quando já sabia que iria depor no Senado Federal sobre o caso Pasadena. Os escândalos que se sucederam manchando o nome da companhia no  mercado brasileiro e internacional, provocam um certo no imobilismo em alguns setores nas operações da companhia.

CLIQUE AQUI para saber mais. 

GOL fica com R$ 350 milhões “presos” na Venezuela

A GOL informou aos investidores ontem à noite que tem R$ 350 milhões em caixa na Venezuela, mas que não sabe quando ou em que condições vai conseguir retirar o dinheiro do País.
A companhia aérea também reconheceu uma perda de R$ 75,9 milhões referentes a este caixa, já que a moeda venezuelana foi desvalorizada desde o fim do ano passado.
No catálogo das maluquices que acontecem em países com taxas de câmbio irrealistas, a Venezuela tem uma página própria.
Uma das formas do venezuelano de comprar dólares no câmbio oficial (mais barato) era provar às autoridades que tinha viagem marcada ao exterior.
Assim, muitos venezuelanos compravam passagens aéreas internacionais (da GOL, por exemplo), não viajavam, compravam o dólar no câmbio oficial, e o revendiam no paralelo. A diferença entre os dois, que chegou a cerca de 10 vezes, mais do que compensava a passagem perdida.
Com o tempo, na medida em que perceberam que as passagens ajudavam os clientes a ganhar um extra no paralelo, as companhias aéreas foram aumentando os preços. Nada mais natural.  Alguém aí já viu companhia aérea dar mole pra cliente?
Por Geraldo Samor

Joyce Pascovich anunciou que Lula substituirá Dilma como candidato do PT

A bem informada jornalista Joyce Pascowitch, editora da revista Poder, informou nesta tarde que Lula já decidiu e será candidato no lugar de Dilma Roussef.

. A nota agitou o mercado político e também financeiro, provocando alta nas ações da Petrobras.

. o ex-presidente Lula teria confidenciado a pessoas próximas que aceitou o desafio de concorrer ao Palácio do Planalto já em 2014.  "Ele já deu como certa nesse fim de semana, para amigos mais próximos, sua intenção de voltar ao posto", diz a jornalista.

. No PT e no governo ninguém quis fazer comentários.

. A revista Veja deste final de semana, em reportagem de capa, informou que a luta entre dilmistas e lulistas já é fratricida. 

. Veja deixou claro na reportagem que entre Lula e Dilma, ela prefere Dilma. 

Políbio Braga

Os donos do poder e o patrimonialismo brasileiro

Certa vez o economista Paulo Guedes resumiu em uma palestra no Fórum da Liberdade a eleição brasileira da seguinte forma: uma disputa para ver quem coloca a mão num cartão de crédito que dá direito a gastar 40% da produção nacional. O estado inchado e paquiderme com uma estrutura burocrática gigantesca representa o grande prêmio nas disputas eleitorais.
É assim desde muito tempo, e vem piorando. Mas Raymundo Faoro, em seu clássico Os donos do poder, já havia dissecado o problema central e feito um diagnóstico certeiro de sua origem: a vinda da família real para cá, com seu séquito encastelado na estrutura estatal, vista como patrimônio particular em vez de coisa pública.
O cientista político Nelson Paes Leme resgata Faoro em um excelente artigo publicado no GLOBO hoje. Faz um resumido retrato da trajetória desse monstrengo estatal agindo sempre em prol do grupo enraizado no poder, que varia de tempos em tempos (sendo que alguns nunca saem de lá). Hoje são os pelegos que tomaram conta de tudo, que usam uma retórica socialista para pilhar os demais por meio do estado:
O Estado brasileiro sempre foi um paquiderme a serviço desses “donos” eventuais do poder. Inicialmente foram os próprios reis portugueses, depois os imperadores, depois os militares positivistas da República Velha. Depois o ditador Vargas em duas etapas, sendo que na última já dividiu parte do poder (inclusive a Petrobras) com um peleguismo ainda incipiente e amadorista. Nada parecido com o atual, altamente sofisticado e requintado. São pelegos muitas vezes com PhD e que andam acompanhados, em jatinhos executivos, de poderosos empreiteiros e subempreiteiros de gigantescas obras públicas. Alguns com mandato popular nas câmaras, assembleias legislativas e até no Congresso Nacional. Pelegos que tomam vinhos caríssimos de safras de colecionador, mas não arredam pé de um sindicalismo em decadência porque alinhado a um socialismo que já não existe. Um socialismo que foi atropelado pela revolução científico-tecnológica e pela deterioração da vida planetária, de todas as espécies viventes a exigir rever as prioridades no campo do social e da própria economia de mercado.
Com um discurso romântico e idealista, além de igualitário, o Partido dos Trabalhadores foi conquistando mais adeptos, até vestir uma embalagem mais suave e chegar ao poder. O projeto? Tomar conta de tudo. Nas palavras do cientista político:
Esse partido, aparentemente ingênuo e idealista, forjado ainda nos ideais distributivistas da pré-Guerra Fria e do trotskismo revolucionário do princípio do século passado tinha, no entanto, um projeto histórico de poder idêntico ao dos reis de Portugal, dos imperadores, dos militares positivistas, dos ditadores e dos militares golpistas: tomar conta do aparelho do Estado e tornar-se dono da República e de sua economia altamente estatizada e burocratizada. 
[...]
Ascenderam ao poder. Locupletaram-se nas companhias e bancos estatais, reinventando o “presidencialismo de coalizão” com o pior do fisiologismo herdado da ditadura militar. E aí estão. Não há força que os remova. Saqueiam o Erário de forma torpe, solerte e desavergonhada. E nenhuma força do restante da sociedade civil lhes contrapõe qualquer resistência. Até quando irão corroendo o tecido republicano, ninguém sabe. Seu combustível é a ignorância, a indigência cultural e a miséria humana.
A conclusão de Paes Leme, com a qual concordo, é que nas próximas eleições será decidido o futuro desses “donos do poder”, assim como sua percepção atrasada do papel do estado. O Brasil precisa de um novo pacto republicano, precisa reconstruir o próprio estado, algo que não faz parte ainda dos discursos dos candidatos.
É verdade que deixam claro que o objetivo é colocar um ponto final no aparelhamento feito pelo PT, resgatar a ideia de república (coisa pública) em si. Mas falta no debate político nacional uma proposta mais séria e aprofundada sobre o que é o estado, quais as suas funções básicas, e como evitar ou mitigar o risco do patrimonialismo, uma de nossas mais graves doenças políticas.
Enquanto o escopo do estado for gigantesco, mais de 40% dos recursos produzidos pela iniciativa privada passarem por seus tentáculos, o poder nele concentrado for enorme e arbitrário, e uma casta parasitária de burocratas gozar de tantos privilégios, parece natural esperar que cada eleição seja apenas uma acirrada disputa pelo glorioso prêmio disponível: ser a próxima patota dos donos do poder.
Rodrigo Constantino

Volta Lula

Criador e criatura
Nova avaliação do governo Dilma
Amanhã, o “Volta Lula” pode ganhar mais um alento nas hostes petistas. Será divulgada a nova rodada de pesquisa CNT/MDA com a avaliação do governo Dilma e a intenção  de voto para presidente.
Por Lauro Jardim

Amplamente impositivo

Filme torrado
Projeto-bomba
Romero Jucá está finalizando um projeto que tende a levar o governo à loucura. Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para estender as regras do orçamento impositivo às emendas coletivas ou de bancada, ou seja, elaboradas por mais de um parlamentar.
Desde o ano passado, quando o orçamento impositivo foi aprovado, o governo é obrigado a executar pelo menos parte das emendas parlamentares individuais.
A ideia de Jucá é: a cada ano, o relator do Orçamento definirá uma lista das áreas prioritárias para o governo. A partir daí, um percentual das emendas de bancada terão que destinar melhorias aos setores pré-estabelecidos.
No fim das contas, se a PEC caminhar e for aprovada no Congresso, o resultado para o governo será um só: perda de autonomia sobre o orçamento.
Por Lauro Jardim

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