quarta-feira, 30 de abril de 2014

‘Ela anda meio caída’, por Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN
Não, não é questão de pesquisa: pela pesquisa, Dilma caiu, Aécio subiu, mas a presidente continua favoritíssima. A questão é outra: é o discreto afastamento de sua candidatura de políticos cujo faro, por questão de sobrevivência, é apurado. Eles sentem antes de todos quem vai nomear e demitir no próximo Governo.
Romero Jucá, que foi líder do Governo tanto de Fernando Henrique quanto de Lula, expoente da equipe de raposas predadoras do PMDB, já está na oposição – Aécio ou Eduardo, tanto faz, mas com quem estiver na frente. O PR, do mensaleiro preso Valdemar Costa Neto, decidiu romper com o Governo (sem, naturalmente, abandonar os cargos que ocupa). O líder da bancada, deputado Bernardo Santana, tirou o retrato de Dilma da parede e colocou o de Lula. Com Lula, diz, o PR marcha. Com Dilma, nem sonhar (a menos, claro, que ela exiba maior musculatura eleitoral). O PMDB apoia Dilma, mas importantes seções estaduais – como a do Rio – vão para a oposição. E o cacique-mor do PSD, Gilberto Kassab, comprometido com a reeleição, negocia em São Paulo com PSDB e PMDB, e liberou as seções estaduais para que apoiem quem quiserem para a Presidência.
O usineiro Maurílio Biagi entrou no PR com o compromisso de ser vice de Alexandre Padilha, candidato do PT ao Governo paulista. Já desistiu: disse que o agronegócio vai mal, que a culpa é de Dilma e que fará campanha para candidatos de oposição. A coisa pode mudar se o candidato for Lula (a colunista Joyce Pascowitch garante que Lula já decidiu disputar).
Mas, se isso demorar, desanda.
Gente é pra brilhar…
A sacada do lateral Daniel Alves, da Seleção brasileira, de comer a banana que um idiota atirou em campo, teve efeito-cascata instantâneo: despertou a opinião pública para a tragédia do racismo no futebol. É ótimo, mas tardio. No futebol brasileiro, por exemplo, o racismo é antigo e já foi bem mais explícito. O Palmeiras só contratou o primeiro jogador negro, o volante Og Moreira, em 1942, 28 anos após a fundação do clube (o segundo negro, Djalma Santos, viria em 1959, dez anos após a saída de Og Moreira). O time do Santos era conhecido como “Melindrosas”, por jogar todo de branco e não aceitar negros no elenco – justo o Santos, que teria Pelé, Coutinho e Edu! O Fluminense, fundado em 1902, contratou em 1914 um mulato, Carlos Alberto – e, para disfarçar, fez com que entrasse em campo coberto com pó-de-arroz. Valeu até que começasse a transpirar; o Flu ganhou o apelido que ostenta até hoje, “pó de arroz”. E a Seleção?
…não pra ser insultada
Depois que o Brasil perdeu para o Uruguai em 1950, no Maracanã, surgiu a lenda de que negro não tinha condições emocionais de aguentar a pressão de uma final. À Seleção, “faltava raça”. Em 1958, houve vários negros convocados, mas os brancos eram preferidos: De Sordi, grande jogador, pôs Djalma Santos, muito melhor, na reserva; Zózimo perdeu o posto para Orlando (que, aliás, jogou um bolão); o mulato Canhoteiro nem foi cogitado para a ponta-esquerda. Didi era titular, mas seu reserva Moacir também era negro. Pelé era Pelé. Djalma Santos jogou só a final, e foi considerado o melhor lateral do mundo. Pelé e Didi liquidaram o mito. Pelé – o Crioulo, o Negrão, o Craque-Café – era indiscutível.
Morreu ali, nos campos da Suécia, a discriminação no time campeão do mundo.
Paga quem deveO Tribunal de Contas da União determinou que o senador Delcídio Amaral, do PT sul-mato-grossense, 12 diretores da Petrobras e a empresa Termoceará Ltda. devolvam R$ 14 milhões. Motivo: responsabilidade por contratos “expressivamente desfavoráveis à Petrobras”. Delcídio está citado juntamente com Nestor Cerveró, aquele que, segundo Dilma, apresentou parecer falho no caso Pasadena.
Tem mais samba
Fala-se do cartel do Metrô e dos trens urbanos, fala-se de pagamento de propina, mas algo que não pode ser esquecido está ficando de fora. Comenta-se que equipamentos auxiliares de estações, como escadas rolantes e elevadores, merecem investigações tanto nas licitações e nas compras quanto nas especificações.
Os sobrepreços, pelos padrões brasileiros, nem são tão grandes: uns 40%.
A turma lá de trás gritou
Existe gente que é capaz de atravessar a rua só para pisar numa casca de banana na outra calçada. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que pretende ser candidato do PT ao Governo paulista, disse que vai à Justiça contra o deputado André Vargas, seu ex-companheiro de partido. Quer explicações sobre informações prestadas pelo deputado a respeito de sua interferência, como ministro, na nomeação de um executivo para o Laboratório Labogen, que pleiteava contratos com o Ministério.
É uma iniciativa perigosa: Vargas conhece bem os bastidores, é lutador, ousado, não tem o que perder. E adora ser deputado. Mesmo que escape de todos os problemas legais, odiaria voltar à planície. Nascer pobre, como nasceu, tudo bem. Mas ficar pobre de novo não passa por sua cabeça.
Nova luz
As lâmpadas comuns saíram de linha. A Osram lança sua alternativa às lâmpada eletrônicas: as de LED, modernas, de luz mais parecida com as tradicionais.

Não dá para levar a sério

O Estado de S.Paulo
Não se deve levar a sério quem não leva a sério a si mesmo. Diante das nuvens que ameaçam carregar de sombras o cenário eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu abrir a caixa de ferramentas e "partir para cima" de quem ou o que quer que seja que represente risco para o projeto de perpetuação do PT no poder.
Tem aproveitado todas as oportunidades para exercitar sua conhecida e inexcedível desfaçatez. Na noite de sábado passado, em entrevista à TV portuguesa, chegou ao cúmulo, ao interromper a entrevistadora que queria saber o nível de suas relações com José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares e sair-se com uma inacreditável novidade: "Não se trata de gente de minha confiança".
Então está tudo explicado. E toda a Nação tem a obrigação de reconhecer que o ex-presidente falava a verdade em agosto de 2006, quando o escândalo do mensalão estourou: "Quero dizer, com franqueza, que me sinto traído. Não tenho vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas". O fato de as pessoas (a "gente") a que Lula se referia serem o seu então ministro-chefe da Casa Civil - na verdade, um primeiro-ministro ad hoc -, o presidente nacional e o tesoureiro de seu partido tinha então toda a importância, a ponto de o presidente se sentir traído.
Mas, em 2006, surfando no prestígio popular garantido pelo sucesso de seus projetos sociais, Lula reelegeu-se presidente e, cheio de si, subestimando como de hábito o discernimento das pessoas, começou a, digamos, mudar de ideia sobre o mensalão.
Afinal, se estava tão bem na foto, por que posar de vítima?
Em novembro de 2009, já na pré-campanha eleitoral do ano seguinte, passou uma borracha nas declarações anteriores e proclamou diante das câmeras de televisão: "Foi uma tentativa de golpe no governo. Foi a maior armação já feita contra o governo".
Exatamente um ano depois, já comemorando a eleição da sucessora que havia escolhido a dedo, anunciou, onipotente, sua primeira proeza tão logo deixasse o governo: "Vou desmontar a farsa do mensalão".
Os fatos acabaram demonstrando que Lula não estava com essa bola toda. Provavelmente até hoje ele não entendeu direito como é que um colegiado de 11 ministros, dos quais 8 - esmagadora maioria - foram escolhidos por ele próprio e por sua sucessora, foi capaz de armar uma falseta dessas contra "nós".
Mas Lula nunca foi de dar bola para os fatos. Quando não gosta deles, simplesmente os descarta. Prefere criar suas próprias versões.
Uma dessas criativas versões, novidade no repertório do grande palanqueiro pela precisão quase científica que aparenta conter, foi revelada nessa entrevista televisiva que concedeu em Lisboa, durante sua estada em Portugal para as comemorações dos 40 anos da Revolução dos Cravos. E bota criatividade nisso: "O mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica". Quer dizer: a Suprema Corte de Justiça do País tornou-se politicamente cúmplice da "maior armação já feita contra o governo".
A entrevistadora da TV portuguesa estranhou a esdrúxula divisão, mas o ilustre personagem não hesitou em, novamente, sacrificar a lógica e a coerência em benefício de sua cruzada contra o Mal. E encerrou o assunto: "O que eu acho é que não houve mensalão".
Pelo menos ele está "achando" - não tem a categórica certeza que demonstrou quando garantiu, na prematura apoteose do pré-sal, que o Brasil se tornara "autossuficiente" em petróleo.
Outra pérola do pensamento lulista foi oferecida aos telespectadores quando a entrevistadora provocou o entrevistado sobre o fato de sua popularidade manter-se incólume enquanto a de sua sucessora despenca. Ato falho ou exacerbação do ego, Lula sentenciou: "O povo é mais esperto do que algumas pessoas imaginam".
De resto, o fato de, certamente julgando a partir de seu próprio exemplo, entender que a "esperteza" é uma grande virtude do povo brasileiro, Lula dá a exata medida dos valores éticos que cultiva, na hipótese generosa de que cultive algum.
Levá-lo a sério é cada vez mais difícil.

A obra iraquiana

Caio Blinder
Nesta quarta-feira, o Iraque realiza suas primeiras eleições parlamentares sem a presença das tropas americanas, que partiram no final de 2011. As eleições são um referendo sobre o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, que busca um terceiro mandato (ele está no poder desde 2006). O Iraque tem apetrechos de uma democracia. É um avanço. Mas outras coisas também avançam, como o risco de guerra civil, banhos de sangue sectários em larga escala e o desmembramento do país.
Maliki, através de sua coalizão encabeçada pelo partido Dawa, é o favorito. O ressurgimento dos xiitas no Iraque foi o grande legado da invasão americana de 2003, algo inevitável se o projeto era devolver o país aos habitantes locais em um cenário democrático, pois os xiitas são 2/3 da população e as identidades sectárias não foram abafadas durante a cruel ditadura do sunita Saddam Hussein.
Dois governos americanos (o do republicano Bush que invadiu o Iraque e o do democrata Obama, eleito com a promessa de bater em retirada do país) investiram esperanças e recursos em Maliki. Uma vasta reportagem (13 páginas) da revista The New Yorker é um indiciamento do papel americano e do desempenho de Maliki.  O primeiro-ministro arrocha o controle sobre o estado. Um veterano associado de Maliki confidenciou ao repórter Dexter Filkins que “se ele ganhar desta vez, ele nunca deixará o poder”. E o que isto significa?
Além do óbvio avanço rumo ao autoritarismo, o Iraque terá o acirramento dos conflitos sectários e uma influência ainda maior do vizinho Irã. Maliki recorre a milícias xiitas treinadas pelos iranianos para combater insurgentes sunitas. Os conflitos inclusive já são mais intensos perto de Bagdá e a vasta região desértica povoada por tribos sunitas que faz fronteira com a Síria está inserida na dinâmica jihadista da guerra civil do país vizinho. Maliki, que nos últimos meses recebeu armamento americano para combater os insurgentes jihadistas, permite que o espaço aéreo do seu país seja violado pelos iranianos para transportar armas e combatentes para o aliado sírio Bashar Assad.
A ironia é que Bush e Obama investiram tanto em Maliki que ele se tornou mais poderoso, mais autoritário e mais sectário. Ele parecia ser a solução em um certo momento para construir pontes para algum tipo de projeto nacional. Mas, Maliki usou o seu poder para intensificar o cerco dos sunitas, que ele considera revanchistas. Na lógica da radicalização, a postura de Maliki reforçou os jihadistas, como o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, renegado até pela rede Al Qaeda, pois considera legítimo assassinar xiitas e não apenas os “cruzados e os judeus”.
E falando em construção de pontes, existe a corrupção, como os contratos falsos, um deles envolvendo US$ 1.2 bilhão para a construção de dez usinas de energia elétrica. A empresa canadense contratada para a obra existia apenas no papel. As alegações de corrupção envolvem do círculo íntimo de Maliki ao baixo escalão. Incrível, mas sempre tem um “lulinha” nas transações. No caso iraquiano, ele é Ahmed Maliki, que, de acordo com alegações, pede comissão por cada contrato concedido pelo governo às empresas privadas. Grande fonte de corrupção? Petróleo. Só ano passado, receitas acima de US$ 90 bilhões.
Não há dúvida sobre avanços positivos no Iraque. O destaque é a região autônoma do Curdistão, ao norte de Bagdá. Oprimidos e massacrados por Saddam Hussein (cerca de 200 mil foram mortos nos anos 8o e 90 na chamada Guerra de Aniquilação), hoje os curdos prosperam e vivem num ambiente mais pacífico, democrático e secular do que o resto do país. A rigor, o Curdistão é um estado independente, com seu exército e Parlamento. Até a corrupção é supostamente menos escandalosa. Na reportagem da New Yorker, um amigo curdo do repórter Dexter Filkins, diz que no Curdistão os líderes roubam 20%  e 80% das divisas do petróleo beneficiam a população. Em Bagdá, é o reverso
Em parte, este Iraque de Maliki e do sucesso curdo é obra americana. Idiotice recorrer ao jargão que os iraquianos eram felizes na época de Saddam Hussein e não sabiam. No entanto, os americanos não sabiam onde estavam se metendo  quando entraram e tampouco souberam como sair de lá.

IRAQUE QUER LEGALIZAR ESTUPRO E PEDOFILIA

Janer Cristaldo
Um projeto de lei quer legalizar o casamento das meninas e o estupro conjugal no Iraque. Um de seus artigos permite que as crianças se divorciem a partir dos nove anos, o que significa que podem se casar antes desta idade. Outro prevê que uma mulher seja obrigada a ter relações sexuais com seu marido quando ele pedir. É o que leio nos jornais.

Tudo muito coerente com o Islã. Maomé – abençoado seja seu nome – não se casou com Aisha quando ela tinha seis e consumou o casamento aos nove? Se o profeta pode, por que não poderiam os crentes? 

Os opositores ao projeto afirmam que representa um retrocesso em matéria de direitos da mulher e que pode agravar as tensões entre diferentes confissões do país. Os partidários do projeto de lei afirmam que o texto apenas regula práticas que já existem.

— A ideia da lei é que cada religião regule e organize a condição jurídica pessoal em função de suas crenças — estimou Ammar Toma, um parlamentar xiita do partido Fadhila.

De minha parte, não me desagradaria que o projeto fosse adotado. Torna o Islã mais transparente, traz à luz sua barbárie. E isso não trará maiores prejuízos às meninas nem às mulheres. Os jornais seguidamente nos trazem notícias de casamentos de meninas e, de qualquer forma, elas não têm como escolher marido. São prometidas desde crianças a primos, tios e velhotes ricos, sem chance alguma de recusa. Quanto às mulheres casadas, duvido que alguma ouse recusar-se ao ato, quando solicitada por seu marido. Mereceria no mínimo um talak.

Já falei da lei dos três talaks. Em 2002. Então é bom repetir. Aconteceu na Arábia Saudita, em 79, em uma copa de futebol. O fato foi relatado no jornal Al Medina, de Riad. Abdul Rahman El Otaibi, rico comerciante, assistia o jogo entre a equipe Ittihad, de Djeddah, e a equipe Ahli, de Riad. Abdul torcia por Ittihad, sua mulher preferia encorajar os Ahli. Para desgraça da senhora El Otaibi, seu time marcou um gol. Ela vibra e Abdul pronuncia a fórmula ritual:

- Em nome de Alá, eu te repudio.

O jogo continua. Os Ahli fazem um segundo gol, a senhora Otaibi não se controla e aplaude seu time. Abdul repete a fórmula:

- Em nome de Alá, eu te repudio.

Para suprema desgraça da senhora Otaibi, em uma dessas jogadas que nem mesmo um ficcionista ousaria criar, quis o destino que os Ahli marcassem um terceiro gol. Ela vibra. Abdul pronuncia pela terceira vez a fórmula fatídica:

- Em nome de Alá, eu te repudio.

Ora, no Islã basta que o marido repudie a mulher três vezes para que o divórcio se consume. A partir do terceiro gol, a senhora Otaibi estava no olho da rua. O caso acabou na corte corânica de Meca. Para sua sorte, em algum lugar disse Maomé: "o divórcio não será válido se for pronunciado sob o império de cólera extrema". Em severo editorial, o Al Medina anatematizava não o Corão, evidentemente, mas o futebol: "até quando nossa obsessão pelo futebol continuará a destruir o caráter sagrado de nossa família?"

Ainda em janeiro daquele ano, o Corriere della Sera nos contava uma versão mais ágil do divórcio árabe. Uma professora de Literatura em Genova, casada em segundo matrimônio com um marroquino, descobriu-se divorciada por celular. Recebeu um singelo SMS com a mensagem: EU TE REPUDIO, EU TE REPUDIO, EU REPUDIO. O divórcio estava consumado. Em 2001, um tribunal de Manila, Filipinas, reconheceu que o direito dos maridos ao divórcio se poderá efetivar via SMS. A tecnologia unida à barbárie torna tudo mais rápido.

É a chamada lei dos três talaks (repúdio). Pronunciado três vezes o repúdio pelo marido, a mulher está divorciada. Claro que o inverso é inimaginável. Mulher vale sempre metade no Islã. Se o Corão reconhece às mulheres o direito à herança, os doutores da lei decidiram que a mulher só pode receber metade da parte devida ao homem. O testemunho de um homem vale pelo testemunho de duas mulheres. Um homem pode ter quatro mulheres. A mulher, um homem só.

Permitir legalmente que uma criança se case antes dos nove anos no Iraque é o mesmo que liberar as drogas no Brasil: há muito estão liberadas. Se o projeto não passar, tanto fez como tanto faz. A prática continua vigendo.

A mulher nada pode esperar do Islã em matéria de direitos. Este é o nó górdio que separa muçulmanos de ocidentais e não há Alexandre que o desate.

COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO- AO RENEGAR AMIGOS, LULA CAUSOU MAL-ESTAR NO PT

  • O ex-presidente Lula provocou grande mal-estar no governo e no PT ao declarar, em entrevista à TV portuguesa RTP que os mensaleiros cumprindo pena no presídio da Papuda não são da sua “confiança”. Até porque não é verdade: um dos presos, José Dirceu, por exemplo, exerceu em seu governo o cargo de maior confiança de presidente da República: ministro-chefe da Casa Civil, espécie de “primeiro-ministro”.
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  • Um dos mais afetados pela declaração de Lula, segundo fontes do PT, foi o ex-deputado José Genoino, velho amigo do ex-presidente.
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  • Outros velhos amigos, que estão presos e não entregaram o líder, como Delúbio Soares, sentiram-se ofendidos com a afirmação de Lula.
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  • Ao renegar os amigos mensaleiros, Lula dá razão aos que o comparam a Macunaíma, o “herói sem caráter” da obra de Mário de Andrade.
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  • Após negar três vezes amizade a “cumpanhêros” do mensalão, Lula vai dizer que sua íntima amiga Rose também “não era de sua confiança”?
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  • Convidado ao jantar oferecido pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, domingo, o senador Aécio Neves (PSDB) intensifica as negociações para fechar um acordo político que pode passar, inclusive, pela posição de vice, na chapa tucana. O PSD tem a oferecer precioso tempo de TV, no horário gratuito, na disputa pela Presidência da República, e a retirada da candidatura de Kassab ao governo paulista.
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  • A candidatura de Kassab ao governo paulista é incentivada por Lula. O objetivo é tirar votos de Geraldo Alckmin, para forçar o segundo turno.
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  • O PSDB vê na queda da presidenta Dilma nas pesquisas a chance de atrair partidos como o PSD, que também negociam com o PT.
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  • O PSDB tem tudo a ver com o PSD: o partido foi criado por Kassab com o estímulo do ex-prefeito paulistano José Serra.
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  • O deputado André Vargas (PR) corre risco zero de ter seu mandato pedido pelo PT, que não quer cutucar ainda mais a fera com vara curta. Além disso, ele poderia alegar pressão e perseguição do PT.
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  • O PT indicará José Pimentel (PT- CE) relator e João Alberto (PMDB-MA), obediente a José Sarney, para presidir a CPI da Petrobras. Ou seja, a CPI será instalada dia 7, mas não vai investigar coisa alguma.
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  • Cresce no Congresso a tese de que o “volta Lula” é alimentado pelo próprio ex-presidente, que se colocaria como alternativa à presidenta Dilma, roubando qualquer espaço ou protagonismo da oposição.
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  • Para enfrentar o drama dos imigrantes haitianos que chegam em massa ao Brasil, o governo federal ao menos deveria parar de emitir vistos de turistas ou “humanitários” a quem chega sem o primeiro.
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  • Em crise de labirintite, o ex-presidente Lula poderia ter procurado um médico cubano, dando uma força no programa “Mais Médicos”, de Dilma e do ex-ministro Alexandre Padilha. Mas preferiu o Sírio Libanês.
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  • Boa pauta para os presidenciáveis: tirar as duas décadas de gaveta do projeto do ex-senador Marco Maciel (DEM-PE) regulamentando a profissão de lobista. O multidoleiro Yousseff pagaria imposto de renda.
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  • Dono da terceira maior bancada na Assembleia Legislativa de São Paulo, o PV obteve, há mais de mês, a garantia do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de que ocuparia a secretaria de Minas e Energia.
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  • Aspirante à cadeira no Senado, o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), já avisou ao PMDB que só entrará na disputa caso o senador Pedro Simon desista de sair candidato à reeleição.
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  • A tontura que levou Lula ao hospital Sírio e Libanês, no fim de semana, ganhou diagnóstico no Twitter: “Labirintite 8 anos, rótulo vermelho”.
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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.