domingo, 4 de maio de 2014

‘Acabou o teflon’, por Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN
O deputado federal Paulinho da Força, do Solidariedade, foi grosseiro ao se referir à presidente Dilma Rousseff. Não precisava; não devia (e avançar na tequila num ato político é claramente inconveniente). Correu o risco de abafar a mais importante constatação dos festejos de Primeiro de Maio: a de que acabou a época em que acusações a líderes petistas não aderiam a eles. Dilma, ausente, foi vaiada; vaiados foram, presentes, os ministros Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini, o prefeito paulistano Fernando Haddad (ficou mui-to bra-vo!), o candidato ao Governo paulista, Alexandre Padilha. Não foram vaiados só na festa da Força Sindical, que montou um palanque oposicionista; foram vaiados também — e alvejados por latas e garrafas — na festa da CUT, o braço sindical do PT.
É importante lembrar, também, que a CUT, de longe a maior central sindical do país, reuniu muito menos gente em sua festa de Primeiro de Maio do que a Força Sindical. A Força reuniu mais de cem mil pessoas (e anunciou um milhão e meio). A CUT reuniu algo como três mil (e anunciou 80 mil). Até os números inflados por ambas as centrais mostram a diferença de público entre suas festas.
Pior ainda, a CUT festejava também o discurso como eu sou boazinha da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de TV, com farta distribuição daquilo que o pessoal do Palácio chamou de “bondades”. Não adiantou e as vaias dominaram a comemoração. A explicação oficial é que “houve infiltração”.
OK. E tudo indica que a tal infiltração cada vez será mais visível e barulhenta.
Coisa estranha
Certo, Polícia Federal é órgão de Estado, não de Governo. É mas não é. E por que, sendo oficialmente subordinada ao ministro da Justiça, criou com a Operação Lava-Jato tantos problemas para o Governo Federal? Atingiu a Petrobras (e, com isso, não apenas Graça Foster, um dos mais fiéis braços da presidente Dilma; atingiu a própria presidente Dilma); atingiu empreiteiras imensas, bem nas vésperas da eleição presidencial, na hora mais propícia para ordenhá-las; atingiu candidatos do bolso do colete do ex-presidente Lula, como o até há pouco ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato-poste ao Governo paulista. Acertou André Vargas, petista roxo, capaz até da besteira de fazer desfeita ao presidente do Supremo, que se atreveu a votar pela condenação dos mensaleiros.
Durante um determinado período, dizia-se que a Polícia Federal tinha uma ala ligada ao ex-ministro José Serra, do PSDB. Mas Serra saiu do Ministério há 12 anos. E?
Siga os salários
Quem nada tem a perder é perigoso, ensina Goethe. A Polícia Federal se queixa de estar há sete anos sem aumento. Queixa-se de ingerência política, de transferência a outros setores de suas atribuições constitucionais, de más condições de trabalho. Um delegado da Polícia Federal começa com R$ 14 mil. E o promotor, que fez o mesmo curso jurídico e também prestou concurso? O Ministério Público do Rio está contratando promotores substitutos por R$ 22.800.
Talvez por isso a Polícia Federal ameace fazer greve na época da Copa. Ou, em vez de cruzar os braços, esteja fazendo o que é pior para o Governo: trabalhar.
Os amigos de Vargas
Estranhando que o deputado paranaense André Vargas, ex-PT, tenha desaparecido para não ser intimado a depor a respeito de suas ligações com Alberto Youssef, acusado de, entre outras coisas, ser doleiro e articulador de negócios pouco ortodoxos na área governamental?
Não estranhe: Vargas precisa de algum tempo para arregimentar seus aliados. Por exemplo, o presidente do PT paranaense, Enio Verri, já partiu em sua defesa. Falando à jornalista Joice Hasselman (http://blogdajoice.com), Verri acusa o PT nacional e o presidente do partido, Rui Falcão, de ser duros demais com Vargas. Afirma que, se pudesse votaria pela absolvição do velho amigo e orientaria a bancada a também votar por ele. Verri não é o único.
Vargas sempre soube obter recursos e dividi-los com os colegas.
Sorria, você paga a folia
Veja o cálculo emhttp://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/8426, do portal Contas Abertas: os partidos políticos receberam no ano passado, do Fundo Partidário, R$ 294 milhões em dinheiro público. Só? Não! Os horários destinados a cada partido são gratuitos para eles, não para nós. As emissoras deduzem o custo dos programas de seu imposto — e pela tabela cheia, que não é cobrada de nenhum outro anunciante (há más línguas que dizem que a tabela cheia só é utilizada na propaganda que chamamos de gratuita).
Neste ano, o custo se multiplica, com mais de 30 partidos usando o tempo na TV e no rádio para a campanha.
Notícia boa, notícia má
A notícia boa é que Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, não será candidato ao Governo do Estado (vai apoiar seu filho, Renanzinho).
A má notícia é que, não sendo candidato ao Governo de Alagoas, Renan continua no Senado.
Para gregos e goianos
O PMDB de Goiás chegou a um acordo de pacificação. Íris Rezende desiste de ser candidato, Junior Friboi, preferido pela cúpula nacional do partido, vai enfrentar Marconi Perillo, PSDB.
Íris tem os votos, mas Junior Friboi tem dinheiro.

JANER CRISTALDO- HOMOLESBOTRANSFOBIA VIRA BANDEIRA ELEITORAL

Os fatos são teimosos. Em falta de poder transformar a realidade, dá-se novo nome às coisas. Vivemos em época fértil em neologismos: afrodescendente, homoafetividade, poliamor. Comunidade não é exatamente um neologismo, mas adquiriu um sentido novo, o de favela. Na verdade, em termos: se não fica bem falar em líder da favela, tampouco soa bem falar em tráfico na comunidade.

Nestes dias eufemísticos, acabo de ler mais um neologismo, pelo jeito com futuro pela frente: homolesbotransfobia. Meio difícil de gravar pelo cidadão comum, mas se barbaridades como homoafetividade e poliamor passam, por que não passaria esta? É só martelar na imprensa e televisão e logo a palavrinha será digerida até por adolescentes.

Aparentemente, o neologismo surgiu ano passado e teve como padrinho o deputado Jean Wyllys. Agora virou bandeira. Um dos lemas da 18ª Parada Gay, realizada hoje em São Paulo é: "País vencedor é país sem homolesbotransfobia". Para dona Dilma, país rico era país sem pobreza. Pobreza já era, para o governo já somos ricos. A grande chaga social, daqui pra frente, é a homolesbotransfobia.

Verdade que, defendendo suas causas, os militantes contra a homolesbostransfobia deixaram de lado duas facetas importantes das opções, como os bissexuais, os heteros e os travestis. Os heteros, vá lá, a passeata se pretende das minorias. Mas e bissexuais e os travestis que, segundo os ideólogos da classificação de sexos, não são transexuais?

Segundo o Manual de Comunicação LGBT, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros, travesti, por exemplo, nada tem a ver com homossexual. Travesti é pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade.

Travesti é homossexual? Nada disso. Homossexual é categoria à parte: é a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero. O que vai gerar uma curiosa tautologia, o travesti homossexual. Ou um solecismo, o travesti heterossexual. Algo como um homem se travestir de homem para ter relações com mulheres.

E se bissexual – conforme a cartilha – é a pessoa que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas de ambos os sexos/gêneros, teremos – ó coincidência! – o travesti bissexual. E por aí vai. O manual define várias outras categorias, mas esqueceu de definir a neomulher, conceito criado pela Folha de São Paulo no Dia Internacional da Mulher, em 2011. Pelo jeito, não pegou. 

E durma-se com um barulho destes. Para ser realmente abrangente, o lema deveria ser heterobihomolesbotranstravestifobia. Verdade que a palavrinha começa a ficar longa e dificilmente caberia em um título de jornal. E por que não sexofobia simplesmente? Assim não tem graça. Não distingue os homolesbotransfóbicos dos meros heterófobos.

Mas isso é o de menos. O inusitado nesta marcha são seus patrocínios. Ano eleitoral vale tudo, como dizia dona Dilma. Pela primeira vez, o próprio governo federal aparece como patrocinador da parada, ao lado de Petrobras e Caixa Econômica Federal, empresas estatais que patrocinam o evento desde 2007.

O ministério da Saúde reaparece em 2014 contribuindo para o ato, o que tinha acontecido de 2000 e 2010 com uma verba de R$ 290 mil no período. Neste ano, um edital do ministério deslocou R$ 600 mil para paradas, incluindo a de São Paulo, para divulgar campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, além de distribuição de preservativos. 

Por seu lado, a Petrobras aumentou sua cota de patrocínio, subindo de R$ 200 mil dados em 2013 para R$ 220 mil desembolsados neste ano. Já a Caixa manteve o valor de R$ 50 mil que contribuiu na última edição. O Estado financiando bandeiras sexuais! Morro e não vejo tudo. Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! não verás nenhum país como este! E os ingênuos militares de 64 ainda achavam que seria o comunismo quem destruiria a sacra organização da família no Brasil e no Ocidente.

Alexandre Padilha, titular do ministério da Saúde até o início do ano e candidato ao governo de São Paulo - atolado até o pescoço nas corrupções do dia a dia do PT - não deixaria de tirar sua casquinha: foi o primeiro a chegar na entrevista coletiva da parada. "Estamos tranquilos e vamos fazer uma campanha de paz contra os tucanos", disse o pré-candidato do PT aos anti-homolesbotransfóbicos. 

O apelo das urnas é forte e até mesmo o governador Geraldo Alckmin, católico temente a Deus e membro da Opus Dei, principal rival de Padilha, também bateu ponto na parada.

Cadê a autossuficiência?

Petróleo: déficit só cresce
Petróleo: déficit só cresce
Quem olha para o déficit da conta-petróleo do Brasil (exportação menos importação de petróleoe derivados) neste primeiro trimestre  pode se impressionar com o vermelho de 4,5 bilhões de dólares. É, de fato, superlativo.
Mas é café pequeno diante do rombo de 53,3 bilhões de dólares registradas desde abril de 2006. A data não foi escolhida ao acaso. Naquele mês, Lula estufou o peito e declarou que o Brasil tornara-se autossuficiente na produção de petróleo.
Por Lauro Jardim

A vantagem de ser “reaça” no país do “Esquenta” – e o que está por trás dos casos DG e Victor Hugo Deppman



Michael JacksonSe a gente faz uma piada de política que envolve o Michael Jackson, por exemplo, atingimos não só a pessoa que gosta de política, mas também a que gosta de Michael Jackson.
Esta foi uma das lições que Cleyton Boson, coordenador de mídias sociais da Prefeitura de Guarulhos, ensinou aos militantes virtuais do PT no “camping digital” do partido.
Tenho dó dos escoteiros petistas, coitados, obrigados a queimar seus parcos neurônios para estabelecer uma conexão entre estrelas do show business internacional e assuntos corriqueiros da política brasileira. A vantagem de ser “reaça” num país de celebridades de esquerda é nem precisar caprichar na analogia. De Fabio PorchatGabriel O Pensador, de Jean Wyllys a Manoel Carlos, de Regina Casé a Caetano Veloso, os próprios “famosos” que eventualmente serviriam como chamarizes são os mesmos que fazem por merecer todas as piadas – embora insistam em trazê-las prontas.
DeppmanSe o PT tem Michael Jackson, eu tenho o “Esquenta” inteiro. Meu artigo sobre a edição especial em homenagem ao dançarino morto DG atingiu 8 milhões de pessoas, entre elas o tio de Victor Hugo Deppman, o jovem assassinado por um menor na porta de casa há um ano, mesmo após entregar o celular. Demerval Riello não mora mais no Brasil “devido ao incidente”, mas comentou aqui: “Eu me revoltei, não com a morte do rapaz, que lamento muito, mas pelo fato de meu sobrinho não ter tido essa mesma exposição, porque talvez ele fosse um loirinho, um trabalhador, que não andava numa favela com traficantes, talvez por não ser gay ou porque o caso dele não envolveu policiais que, cumprindo sua obrigação, são achincalhados pela Rede Globo. Regina Casé esqueceu de citar o bailarino do programa envolvido com tráfico de drogas, mas esse também não dá ibope.”
Os versos “Eu fumo, eu fumo, eu fumo mesmo / Curto minha viagem / E de vez em quando / Até vejo miragem”, da música de DG e um parceiro, cantada por ambos em vídeo no Facebook, tampouco foram citados. Não pega bem mostrar a vítima como um maconheiro confesso, orgulhoso – para não dizer apologista – do hábito. Vai que as pessoas associam o uso de drogas às “saudades eternas” do Cachorrão, aos “amigos” de “bico” na mão, ao suposto churrasco com o foragido Pitbull, à fuga pulando de laje em laje, e concluem que ele não era apenas “um dos dançarinos mais alegres e queridos pelas crianças”, ainda que isto não justifique a sua morte, não é mesmo? Só quem pode chegar a conclusões – muito mais graves e sem provas; e não só morais, mas de culpabilidade – são os acusadores da PM, é claro.
(Ou Wagner Moura, o garoto-propaganda do PSOL para quem a morte do coronel Paulo Malhães “é queima de arquivo” e “mostra como as forças conservadoras são atuantes”. Será que ele viu o caseiro do coronel estudando Thomas Sowell?)
Captura de Tela 2014-05-03 às 01.32.42A irmã de Demerval e mãe de Victor Hugo se tornou, aliás, uma das vozes mais contundentes no combate à lei de maioridade penal, aquela mesma que os exploradores psolistas da morte de DG [ver print] defendem com unhas e dentes.Marisa Rita Riello Deppman não quer que “aquele bandido, aquele verme sem-vergonha” que matou seu filho fique na cadeia por apenas três anos, em muitos casos reduzidos a meros nove meses, porque acha que ele vai voltar lá para o bairro onde ela mora e vai matar outro jovem de celular na mão – assim como o adulto Pitbull, foragido após receber o benefício do regime semiaberto, voltou lá para o PPG e continuou sendo o “frente” do morro. “Prisão é um mau negócio“, diria Marcelo Freixo, de modo que bom mesmo é bandido solto na porta de casa ou em confronto com a polícia, para, quando morrer alguém no fogo cruzado, o PSOL poder culpar a PM e exigir a desmilitarização. O cinismo socialista é assim: explora politicamente o ressentimento de pobres e negros contra o mesmo Estado que se fortalecerá ainda mais com a aprovação de suas propostas, como a PEC 51.
Traficante PPG com menoresEm agosto de 2013, Marisa Deppman afirmouna Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional: “Os traficantes armam os menores para a linha de frente porque eles sabem exatamente disso: o ECA os protege.” Só faltou dizer: a cartilha do Freixo também. A esquerda socialista não se importa que os Pitbulls do Brasil reforcem o seu poder com a turma da “caixa baixa”. Uma semana após a morte de DG, a ‘maldita’ PM prendeu em Cabo Frio outro traficante do PPG, Paulo Vitor Souza da Costa, de 20 anos, conhecido como Pavãozinho, e junto com ele – adivinhe! – dois menores, um de 16 e outro de 17, com 40 pedras de crack, farto material para endolação e um revólver calibre 38 com duas munições intactas. Paulo Vitor teria migrado para a Região dos Lagos exatamente após o início dos conflitos entre bandidos e polícia na favela da Zona Sul e – oh, surpresa! – ele próprio já havia passado pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) por delitos quando menor de idade. Só mesmo em cabeça de traficante ou psolista teria sido mau negócio deixá-lo preso.
A esquerda do PT e do PSOL é assim: o problema são as doações ilegais para campanhas eleitorais, ela quer proibir as doações legais; o problema são as armas ilegais nas mãos dos bandidos, ela quer proibir as armas legais nas mãos da população civil; o problema é o sistema prisional falho, ela quer deixar os bandidos soltos! No país das soluções agravantes, Marisa Deppman é mesmo uma luz. Sobre a matéria “Dirceu tem cela privilegiada na Papuda, diz oposição“, ela comentou: “Além de padrão FIFA na saúde e na educação, deveria haver padrão ZÉ DIRCEU nos demais presídios do Brasil” – quem sabe com micro-ondas, chuveiro quente e TV de plasma para ver a Liga dos Campeões, como na Papuda.
José de Abreu crop“Agora resta uma pergunta a todas as pessoas e familiares vítimas de violência no país: alguém recebeu visita, telefonema, carta, telegrama, e-mail, ou qualquer outra forma de contato dos membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias???” E quantos terão recebido isso do ator e militante petista José de Abreu, que está firme e forte na disputa para “Puxa-saco do ano de José Dirceu” no Twitter, com todo o seu “nojo” à deputada e cadeirante Mara Gabrilli (PSDB-SP), chamada de “safada sem vergonha” e “venal” em função de seu relato após visita ao presídio? “Pois é, no Brasil os direitos humanos são para os ‘manos’, para a ‘cumpanheirada’; às vítimas e a seus familiares, só os direitos desumanos…
Enquanto 50 mil brasileiros como Victor Hugo Deppman morrem assassinados por ano, sem que seus familiares recebam um décimo da atenção esquerdista que recebeu a mãe “perita” de DG e, em mais de 90% dos casos, sem que os assassinos sejam presos, o PT ensina aos futuros Zés de Abreu da militância a usar Michael Jackson para fazer piada de política. Eu aproveito, é claro. Como comprova a cada dia o “moonwalk” moral das celebridades, nunca antes na história “deste paíf” o Brasil andou tão perfeitamente para trás.
Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil

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