segunda-feira, 5 de maio de 2014

IBGE recua e desiste de suspender divulgação da Pnad Contínua

O Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou nesta segunda-feira que vai manter o calendário de divulgações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A diretora de Pesquisas em exercício, Zélia Bianchini, informou em comunicado que a contabilização dos resultados da pesquisa referentes ao primeiro trimestre de 2014 está em fase de finalização, o que permitirá a divulgação no próximo dia 3 de junho, conforme o cronograma original. A decisão foi concluída por votação unânime.
No dia 10 de abril, a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, havia comunicado que o calendário de divulgações da nova pesquisa de emprego do instituto, com abrangência nacional, seria suspenso e a metodologia seria revista. A medida visava a atender a questionamentos de parlamentares sobre a precisão das informações sobre a renda domiciliar per capita para as Unidades da Federação, já que as estimativas servirão como base para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), conforme definido na Lei Complementar nº 143/2013.
A revisão de metodologia foi motivada pelo pedido dos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Armando Monteiro (PTB-PE) no início de abril. Por essa razão, levantou-se a possibilidade de ingerência no IBGE que deu início a uma grave crise institucional no órgão — com direito à debandada de técnicos. Especulou-se que os parlamentares governistas estavam descontentes quanto aos dados estatísticos sobre a taxa média de desemprego no Brasil no ano de 2013 na apuração da Pnad — que seriam divergentes da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também feita pelo IBGE. Segundo a Pnad Contínua, a taxa foi de 7,1%, e não de 5,4%, como apurado pela PME — e divulgada pelo governo como sendo o menor nível da história.
A diretora de Pesquisa do órgão, Marcia Quintslr, pediu exoneração do cargo por discordar da decisão de suspender a divulgação dos resultados da Pnad. Marcia deixa o cargo, mas segue como servidora do IBGE. Denise Britz do Nascimento Silva, coordenadora-geral da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), também pediu para sair. Ambas integravam o Conselho diretor do IBGE, ao lado de Wasmália e de outros cinco membros.
Logo após as renúncias, dezoito coordenadores e gerentes estratégicos de pesquisas ameaçaram entregar seus cargos, caso a direção não voltasse atrás na decisão. A situação chegou ao ponto de os membros restantes do conselho diretor decidirem se reunir com o corpo técnico da instituição para tentar evitar a saída em massa. Entre os coordenadores que ameaçaram entregar seus cargos estavam Eulina Nunes dos Santos, responsável pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e Cimar Azeredo, responsável pelas taxas de desemprego apuradas pela própria Pnad Contínua e pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
Há dez dias o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública com pedido de liminar para impedir que o órgão engavetasse a pesquisa. Além disso, também no final de abril, servidores do IBGE aprovaram indicativo de greve e paralisação para protestar não só contra as suspeitas de ingerência, mas também pelo aumento de salários. O Sindicato de servidores disse que houve interrupção dos trabalhos nas filiais de Manaus, Maceió, Recife, São Paulo, Vitória, Belo Horizonte, Curitiba, Mato Grosso do Sul, Florianópolis e Porto Alegre.

Caio Blinder- No caos ucraniano, o crime organizado (III)

Os russos perfazem menos de 20% da população ucraniana, concentrados no leste e sul do país. Seria, portanto, desonesto escrever algumas colunas sobre crime organizado na Ucrânia, concentradas na frente pró-russa, sem enfatizar o óbvio: a corrupção, a venalidade e o oportunismo são marcas endêmicas que ironicamente unem o país ameaçado de desmembramento por instigação do nosso homem em Moscou. A Ucrânia teve uma revolução que culminou na deposição do venal presidente pró-russo Viktor Yanukovich em fevereiro. No entanto, o Parlamento ainda é o mesmo, conhecido por suas negociatas, fisiologismo e pugilato. E a lista dos candidatos às eleições presidenciais do próximo dia 25 (isto se a encrenca em curso permitir que sejam realizadas) é nebulosa.
Dos 23 candidatos, apenas dois estão com dois dígitos nas pesquisas e o favorito de longe é um dos oligarcas bilionários do país, Petro Poroshenko, seguido pela ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko. Como os demais candidatos, ambos têm laços profundos com a corrupção endêmica no país. Poroshenko tem negócios que vão de estaleiros à indústria de chocolate (é, por este motivo, foi alcunhado de “rei do chocolate”). Ele já teve cargos ministeriais e, usando um eufemismo, é conhecido por seu pragmatismo. Nem sempre se norteou pelas convicções pró-ocidentais do momento.
Yulia Tymoshenko foi musa da Revolução Laranja em 2004 e desiludiu a moçada idealista. Não é à toa que sua reaparição, após ser libertada da prisão, não cativou os ativistas desta nova revolução. Ela tem um histórico muito controvertido por envolvimento em contratos de energia. É, por este motivo, conhecida como a “princesa do gás”.
E o gás eleitoral destes dois candidatos dá uma boa medida de como pouca coisa mudou na política institucional ucraniana: o “rei do chocolate” x “a princesa do gás” (tudo é mais doce ou menos inflamável do que o czar russo). Tymoshenko já circulou pelo espectro. Dizem que Vladimir Putin a respeita, embora hoje ela seja destemida na postura contrária a Moscou. Na frase maldosa da musa da coluna, a jornalista Julia Yoffe, uma coisa é ser conhecida como uma “mulher de culhões” e a outra como o “Putin de tranças”.
Além de terem nomes que rimam, Poroshenko e Tymoshenko em comum não oferecem uma nova visão. Sem dúvida que a resistência contra os russos dá um sabor glorioso e devemos saudar as pesquisas mostrando que 85% dos ucranianos pretendem votar em 25 de maio, mas a jogatina política desta elite ucraniana nos alerta para o seu caráter inglório. Basta ver que o “rei do chocolate” quer adocicar a “princesa do gás” com o cargo de primeiro-ministro caso ela desista de concorrer.
O chocolate político ucraniano é muito amargo. No entanto, é melhor engolir Poroshenko na falta de opções melhores. Ele é o que a Ucrânia tem de mais tolerável no momento, especialmente por seu empenho para forjar laços mais fortes com a Europa, sem cortar o cordão umbilical que une o país à Rússia.
A vitória será do “rei do chocolate” se o czar russo não derreter as coisas até 25 de maio.

Caio Blinder- No caos ucraniano, o crime organizado (II)

Na domingueira ucraniana, um pouco mais do mesmo sobre o crime organizado na crise políticaA reportagem de Jamie Dettmer no site americano The Daily Beast revela como o selvagem assassinato de um político local (ex-policial) em abril está ligado a uma rede de agentes russos, mafiosos e coronéis políticos que tocam a sublevação no leste ucraniano.
O ex-policial Volodymyr Rybak era vereador na cidade de Horlivka, no coração do que hoje é conhecido no leste do país como Triângulo das Bermudas, onde dezenas de pessoas desapareceram nas últimas semanas, vítimas dos esquadrões separatistas pró-russos. Ele enfureceu os militantes quando tentou remover sua bandeira de um prédio municipal e substituí-la-por uma faixa ucraniana. Rybak foi sequestrado, torturado e provavelmente jogado ainda vivo em um rio perto de Slovanysk, onde foi encontrado.
O assassinato de Rybak ilustra este entrelaçamento entre agentes da inteligência russa, que, de acordo com as autoridades ucranianas, ordenaram a sua morte, chefes do crime organizado e associados do deposto presidente pró-russo Viktor Yanukovich. As indicações são de que o ex-detetive Rybak sabia demais. A cidade para a qual ele foi levado, Slovanysk, se tornou um cartão-postal da rebelião separatista.
Já a cidade de Rybak, Horlivka, também é chave na insurreição manipulada por Moscou e serve como centro de operações para as ações clandestinas. Também é centro de operações de um poderoso mafioso regional, Gagik Agavelyan, que forneceu capangas para badernarem protestos contra Yanukovich antes de sua queda.
Os laços entre políticos, chefes do crime organizado e os chamados “diretores vermelhos” (os burocratas estatais da era soviética que se tornaram empresários privados) eram fundamentais para o governo Yanukovich. No leste da Ucrânia, existe um padrão semelhante ao da Crimeia, anexada em março pela Rússia, onde um núcleo duro de separatistas tinha um sórdido prontuário, misturando política, corrupção e extorsão.
Por precaução, a mulher e a filha de Rybak fugiram para Kiev, com medo de acabarem também no Triângulo das Bermudas do leste ucraniano.
***

Caio Blinder- No caos ucraniano, o crime organizado

A Rússia empreende uma guerra assimétrica para desestabilizar a Ucrânia e gerar o caos de um estado disfuncional. Eu ainda não acredito que interesse a Vladimir Putin ordenar uma invasão convencional do país vizinho (e se isto acontecer precisará ser antes das eleições gerais de 25 de maio e depois da farsa de referendos nas “repúblicas populares” de Donetsk e Luhansk no leste) na próxima sexta-feira.
Por ora, é melhor esta guerra assimétrica com o uso de forças especiais (Spetsnaz), agentes de inteligência, uma descarada campanha de propaganda veiculada pela mídia russa (manifestantes pacíficos pró-russos x fascistas ucranianos), manipulação das ansiedades da população local e o mero uso do crime organizado.
Este material da publicação Foreign Policy ilustra com detalhes como Putin é, de fato, o poderoso chefão em ação na Ucrânia. Ele recorre a gangsters locais (pequenos e grandes), que na guerra assimétrica proporcionam desde aliados políticos a capangas para as brigas de rua. Este cenário é fruto da endêmica criminalização do estado ucraniano sob líderes sucessivos (pró-russos ou não).
Como a Rússia, com o fim da URSS, a Ucrânia vivenciou um boom do crime organizado nos anos 90 (na URSS, o estado era o crime institucionalizado), quando uma nova dinâmica política e econômica foi criada em tempos de um devastador e fraco controle estatal. Gangsterismo nas ruas foi acompanhado pela ascensão de uma nova elite que misturava negócios criminosos, econômicos e políticos. Daí surgiram oligarcas bilionários com poder político. Na Rússia, sob Putin após o caos da era Yeltsin, o estado reafirmou o seu primado. Basicamente, Putin se tornou o poderoso chefão. Ele se desfez de oligarcas inconvenientes e passou a proteger outros. O crime ficou mais organizado.
Na guerra assimétrica, o Kremlin tem condições de conectar gangues ucranianas (intimamente vinculadas a oligarcas e autoridades corruptas) às redes do crime organizado russo. Um exemplo é o uso político agora das conexões da mais poderosa “família” do crime organizado russo, Solntsevo, com o “clã Donetsk”, uma rede que atua tanto no crime como na política na cidade do leste ucraniano e um dos focos do clamor separatista (inclusive com a proclamação de uma “república popular” que irá organizar um referendo sobre independência no próximo dia 11).
Donetsk é a base do deposto presidente pró-russo Viktor Yanukovich (e seu filho é bem ativo no gangsterismo que mistura política com o crime comum). É esta gente fina que aderiu com entusiasmo à causa separatista, enquanto outras redes criminosas estão engajadas na preservação de uma Ucrânia unificada ou agindo com duplicidade. O crime compensa na Ucrânia, especialmente quando organizado por Vladimir Putin.

E COMO DIZ JOSEFINA ESPONJA

E como diz Josefina Esponja, filha única, hoje na casa dos setenta, moradora da Favela do Gato, que na juventude bebeu toda a herança deixada pelo pai fazendeiro, e que ainda fez dívidas de fazer corar o maior dos perdulários: “Deixe para qualquer dia o que você nem deveria ter pensado em fazer hoje.”

O veneno está na Fiocruz


A Fiocruz continua com sua doutrinação marxista em ritmo frenético. Dessa vez foi ajudando a promover um filme que condena o uso de agrotóxicos (agentes químicos seria um termo melhor), lembrando que graças a eles é possível alimentar bilhões de bocas no planeta. Eis o convite do evento que ocorreu mês passado:
Fiocruz
Claro, tinha que ser no Leblon, o metro quadrado mais caro do país e habitat natural da esquerda caviar. Para o “debate”, foram convidados o cineasta Silvio Tendler, cujo maior sucesso de bilheteria é um filme sobre Os Trapalhões, o que lhe permitiu bancar seus projetos “sociais” defendendo a esquerda radical; e João Pedro Stédile, o invasor do MST com longa ficha policial, defensor de uma luta armada para instaurar no Brasil o regime marxista.
É o casamento perfeito entre “ambientalistas” e comunistas, disseminando o ecoterrorismo que serve, no fundo, para atacar o capitalismo e o agronegócio. Como não canso de repetir, a seita verde virou o refúgio das viúvas de Stalin para atacar o sistema de propriedade privada. São os “melancias”: verdes por fora e vermelhos por dentro.
O veneno está, na verdade, na própria Fiocruz, e chama-se comunismo.
Rodrigo Constantino


  1. Ronaldo Braga
     - 
    05/05/2014 às 12:40
    Escrevi este texto justamente pra discutir a razão de uma pessoa dotada de conhecimento ser marxista.
    (Contos de Fadas Sanguinários)
    Uma coisa balança a minha cabeça, não em um vai pra lá e vem pra cá, mas povoa minha mente com perguntas que as respostas que eu tenho ainda não me agradam.
    Como pode uma pessoa com conhecimentos, estudos acadêmicos aceitar a eliminação do pensamento do outro? Como pode uma pessoa que escreve não perceber que a contradição é a base, o sustentáculo da própria vida?
    Essas perguntas me intrigam por eu não aceitar a lógica da resposta que me vem: São bandidos, eu penso exatamente isso, mas não quero aceitar essa facilidade de resposta, esse caminho menor, acredito mais em uma doença a doença da cultura envenenada, onde os indivíduos não aceitam a verdade que seus heróis são apenas senhores donos das verdades, senhores que aniquilam toda a contradição pra reinarem no bem bom gerado pelo suor alheio. Cultura essa envenenada e gerada nos primeiros momentos da infância, quando o jovem se sente orgulhoso por querer mudar o mundo e por não ter ainda a capacidade de descobrir as armadilhas que os conceitos e as palavras guardam em cada vinco, em cada dobra, em cada afirmação e aceitam como verdade as mentiras que professores de história mete goela a dentro, fazendo valer a máxima nazista que uma mentira dita mil vezes vale mais que uma verdade, frase proferida inúmeras vezes por Joseph Goebbels ministro da propaganda de Hitler que bem poderia ser de Fidel ou de Dilma, todos usam esta máxima com enfase e frieza, são os contos de fadas sanguinários que o imaginário infantil recebe com entusiamo e que o corpo aparentemente adulto rejeita a nova realidade e então infantiliza a mente e marmanjo e moçoila com mais de trinta anos sai repetindo frases prontas e palavras de ordem e acreditam que vomitam conhecimento e ciência, quando apenas se revelam igual ao cavalo Sansão que cada vez trabalha mais pra manter a revolução enquanto seus lideres e heróis desfrutam nas noites e nas camas e nas mesas o melhor que o suor do besta Sansão pode dar.
    Nos contos de fadas aprendemos que os reis são donos de tudo e os reis ou eram bonzinhos ou intratáveis, mas depois descobrimos que os heróis vermelhos são como os reis absolutistas eles se tornam os donos de tudo, inclusive das mentes e das escolhas,o que ler, o que comer, o que assistir, tudo é decidido pelo senhor herói vermelho e os homens e mulheres eternas crianças dependentes da sabedoria de um figurão comunista ou socialista: A desgraça é a mesma.
    Bom a questão que me cansa hoje é essa, pois saber que a esquerda é um vírus mortal e perigoso eu já sei e que esquerda democrática só existe quando esta tá na oposição, também já sei, uma vez no poder o papel dela ( da esquerda ) é destruir toda a democracia, todo o contraditório que exista para implantar seu discurso único e o primeiro passo é chamar toda a oposição de inimiga.
    Quem poder contribuir com este pensamento que eu trago nestas linhas que faça isso, eu por não ser de esquerda adoro o contraditório.

China tem um plano para o colapso da Coreia do Norte, apontam documentos

A China já possui um detalhado plano de contingência para um eventual colapso do regime norte-coreano, releva nesta segunda-feira o jornal britânico The Telegraph, com base em documentos que vazaram para a imprensa. A existência do plano indica que Pequim não mantém muitas esperanças no futuro do governo ditatorial comandado por Kim Jong-un.
Os documentos foram elaborados pelo Exército chinês e vazaram para a imprensa japonesa. Ainda não se sabe a extensão das informações e o grau de detalhes do projeto chinês, mas há indícios sugerindo que a China planeja construir campo de refugiados na fronteira com a Coreia do Norte para o caso de um surto de agitação civil no país vizinho. As autoridades chinesas pretendem questionar os recém-chegados, determinar suas identidades e isolarem quaisquer indivíduos que são considerados perigosos ou indesejáveis.

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Os documentos sugerem que "forças estrangeiras" poderiam ser responsáveis por um incidente que leve à ruptura dos controles internos na Coreia do Norte, resultando em milhões de refugiados que tentariam fugir. O relatório também faz um apelo para as autoridades chinesas reforçarem a fiscalização nos 879 quilômetros de fronteira terrestre entre os dois países. Há ainda um plano de proteção de figuras-chave da política e do Exército norte-coreano em caso de um colapso no país. A proteção seria contra possíveis ataques de “outras forças militares” interessadas em desmantelar o regime norte-coreano – numa referência aos Estados Unidos, segundo a imprensa japonesa.
De acordo com o jornal japonês Kyodo News, os documentos chineses propõem que os principais líderes políticos e militares norte-coreanos devem ser detidos em campos especiais, onde possam ser monitorados, mas também impedidos de dirigir operações militares ou tomar parte em ações que poderiam ser prejudiciais para o interesse nacional da China.
"Isso [o relatório] só sublinha que todos os países envolvidos e preocupados com a estabilidade do nordeste da Ásia precisam conversar uns com os outros”, disse ao jornal Jun Okumura, especialista do Instituto Meiji para Assuntos Globais. "O que nós aprendemos com o fim de outras ditaduras – a União Soviética, a Líbia de Muammar Kaddafi – é que quanto mais totalitário for o regime, mais rápido ele cai", acrescentou Okumura. "É por isso que precisamos de planos de contingência e tenho certeza de que os EUA e a Coreia do Sul também têm projetos nesse sentido, mas a descoberta das medidas chinesas é nova", finalizou.

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A revelação dos planos chineses vem apenas dias depois de Pequim emitir um alerta a Pyongyang antes de um possível quarto teste nuclear norte-coreano. Sendo um dos únicos países com interlocução com os norte-coreanos, a China comunicou a seus vizinhos que “não permitiria ter uma guerra ou o caos em sua porta”. Por causa de atritos entre Pequim e Pyongyang, a China se recusou a exportar petróleo para a Coreia do Norte nos primeiros três meses deste ano. 
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'FT' faz crítica dura contra presidente Dilma

O jornal Financial Times pede um "choque de credibilidade" no Brasil. Em editorial publicado nesta segunda-feira, a publicação argumenta que se o governo de Dilma Rousseff não mudar de rumo, as eleições presidenciais podem resultar em uma mudança. Segundo a publicação, o Brasil enfrenta três desafios imediatos: o caso Pasadena da Petrobras, o fornecimento de energia elétrica após a recente seca e a chance de protestos e insucesso da Copa do Mundo. "O país precisa de um choque de credibilidade. Se Dilma não entregá-lo, as eleições presidenciais de outubro o farão."
O editorial tem um tom duro contra a presidente brasileira, apresentada como "Pobre Dilma Rousseff" no início do texto. Para o Financial Times, a presidente do Brasil projetava "uma aura tediosa da eficiência de Angela Merkel", mas resulta em um trabalho mais parecido com o dos comediantes Irmãos Marx. "Os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o país, enquanto o trabalho para os Jogos Olímpicos de 2016 é classificado como 'o pior' que o Comitê Internacional já viu. A economia também está em queda. O Brasil, uma vez que o queridinho do mercado, vê investidores caindo fora", diz o texto.
Apesar do forte tom duro, a publicação dá um voto de confiança à presidente. "Dilma Rousseff é conhecida por falar em vez de ouvir, mas há sinais de que ela mesma está reconhecendo as críticas", diz o texto. Cita-se, então, a possível independência maior do Banco Central em um eventual segundo mandato de Dilma e a chance de indicação de Alexandre Tombini para o lugar de Guido Mantega, "o desafortunado ministro da Fazenda".
Mesmo assim, deixa claro que é difícil saber se Dilma seria a pessoa certa para colocar o Brasil de volta aos trilhos, pois sua primeira administração foi uma "decepção". Contudo, os "sinais" dados pelo mercado brasileiro de que há uma preocupação generalizada e crescente com a gestão pública está começando, de acordo com o texto, a empurrar o debate político em uma direção favorável aos investidores. "Isso só pode ser uma coisa boa", diz o editorial.


(com Estadão Conteúdo)

Judiciário da Venezuela serve ao ditador Maduro e ignora tortura, alerta relatório do Human Rights Watch

Um relatório do Human Rights Watch divulgado na manhã desta segunda-feira denuncia abusos cometidos sistematicamente pelas forças de segurança sob o comando do ditador venezuelano Nicolás Maduro, durante e após as manifestações de fevereiro, quando a população foi às ruas para protestar contra o governo. O documento de pouco mais de cem páginas alerta que as violações de direitos humanos cometidas na Venezuela não foram casos isolados de membros das forças de segurança, mas um padrão sistematicamente aplicado em diferentes locais do país – inclusive no interior de unidades militares. A organização denuncia a participação ou conivência de juízes e promotores, que, segundo o relatório, “fecharam os olhos” para provas nitidamente forjadas, pessoas detidas sem direito a defesa e a sinais de tortura física e psicológica.
Para o Human Rights Watch, o poder judiciário venezuelano deixou de funcionar de forma independente. “A Suprema Corte efetivamente rejeitou seu papel de garantir os direitos fundamentais, com muitos dos juízes publicamente empenhados em dar suporte à agenda política do governo”, adverte a organização. O documento alerta ainda para a “intensa pressão” exercida sobre os juízes de primeira instância para que evitem emitir sentenças que possam incomodar autoridades do governo Maduro. O governo chega a suspender ou demitir sumariamente juízes que profiram decisões em favor de opositores do regime.

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