quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ricardo Setti- Arena do atraso


Dilma vai a Curitiba na 6ª inaugurar a Arena da Baixada. Só que, por falta de dinheiro, a obra parou. E agora?

A Arena da Baixada: (Foto: Estadão Conteúdo)
A Arena da Baixada: parou de chegar dinheiro, os salários atrasaram e a obra não termina (Foto: Estadão Conteúdo)
VISITA INAUGURAL DE DILMA À ARENA DA BAIXADA NA 6ª FEIRA PODE SER CANCELADA. O MOTIVO; ATRASO DAS VERBAS
A presidente Dilma Rousseff confirmou visita à Curitiba na próxima sexta-feira, 9.
O documento do cerimonial da Presidência da República (veja mais adiante) confirma duas agendas. Uma é a cerimônia de contratação do Metrô de Curitiba e o lançamento do Edital. Tudo certo.
O problema está na segunda agenda que envolve a Arena da Baixada.
Dilma vem dar o pontapé inicial de inauguração do estádio, fazer as firulas todas e quer ter certeza que, depois de todo vexame envolvendo os atrasos nas obras, a coisa agora está nos eixos.
A presidente, porém, pode ficar a ver navios.
Isso porque, de novo, houve atraso no repasse do dinheiro para as obras.
A verba vem do BNDES, passa pela agência estadual Fomento Paraná e deveria chegar na conta da Arena, mas houve um falha no meio do caminho, mais uma vez, e com isso iniciou-se um novo jogo do conhecido empurra-empurra.
O BNDES diz que fez sua parte e o problema está na Fomento Paraná que não repassa a verba. A Fomento diz que o dinheiro não chegou e por isso não pode repassar a Arena.
Aiaiaiai.
O fato é que sem dinheiro não tem obra e até os salários dos funcionários estão atrasados.

APÓS AGRESSÃO, CLIMA É DE PUGILATO NO CONSULADO EM ATLANTA

Consulado Brasil Atlanta copy
Prédio do Consulado brasileiro em Atlanta
O Itamaraty troca as luvas de pelica pelas de boxe: foi preciso chamar a polícia após a suposta agressão de um diplomata a uma funcionária local no consulado-geral em Atlanta, nos Estados Unidos. O sindicato dos funcionários locais – Associação Internacional dos Funcionários Servidores locais do MRE no Mundo (Aflex) – pediu sindicância e ameaça greve na semana que vem, depois que servidores permanentes pediram ao cônsul-geral a demissão da agredida e de representantes da Associação.
O clima esquentou após o Itamaraty atrasar salários, sem reajuste há anos, e após virar “pizza” o processo contra o embaixador Américo Fontenelle, acusado de assédio moral, sexual e homofobia contra contratados no consulado em Sidney (Austrália). Resultado: ele ficou três meses sem salário.

ALEXANDRE GARCIA- O país imutável

TAORMINA, Itália - Aqui vizinho ao altaneiro e fumegante Etna, aproveito a tranquilidade das alturas de onde se vê constantemente o mar Jônico sempre azul, para ler sobre o Brasil.  D.H.Lawrence morou aqui para se inspirar, quando escreveu o Amante de Lady Chatterley. Quase cem anos depois, Woody Allen usou o teatro grego-romano aqui a meu lado para filmar A Poderosa Afrodite. Quem sabe este lugar tão especial me ajude a compreender meu país, tão grande e com tanto potencial, mas que se comporta como um vulcão adormecido, ao contrário do Etna, o mais alto e mais ativo da Europa. Estou a ler a história da República, 1889, do Laurentino Gomes.             

O livro fala de um país em que o governo se metia em tudo e era inibidor da livre-iniciativa. O governo central regulamentava tudo, dava subsídios, juros favorecidos, definia prioridades e assegurava isenções fiscais. Uma das consequências da excessiva presença do Estado erra a proliferação do empreguismo público, aumentando as despesas e desorganizando os serviços. O empreguismo  era um viveiro político, abrigando uma rede de clientelismo. A contrapartida era o desestímulo ao conhecimento nacional. Um país fechado em todas as direções - como escreveu Joaquim Nabuco. Artistas e intelectuais viviam pendurados nas tetas do governo.             

Essa é uma descrição dos tempos de Pedro II - atualíssima, como pode perceber o leitor. Havia uma Constituição escrita, mas a realidade do país era outra, diferente dos altos princípios registrados na magna carta. A maioria da população era mantida à parte das decisões, sem condições de preencher os requisitos mínimos para exercer o voto. O governo central recebia 77% dos tributos, as províncias 18% e os municípios minguados 5%. Tudo a ver com o Brasil de hoje.             

Tobias Barreto identificou, em 1887, o que era organizado no Brasil: “É o governo, é a administração, por seus altos funcionários na corte, por seus sub-rogados nas províncias, por seus ínfimos caudatários nos municípios, não é o povo, o qual permanece amorfo e dissolvido, sem outro liame entre si, a não ser a comunhão da língua, dos maus costumes e do servilismo”. Ao olhar do alto destas montanhas para o país em que tenho vivido há 73 anos, resta-me o consolo de mudar a convicção de que estamos em decadência. Apenas não saímos do lugar. 

VALOR ECONÔMICO- Risco de falta de água e de energia muda estratégias

O risco de racionamento de água e energia fez a indústria brasileira se movimentar, a fim de minimizar possíveis impactos sobre a produção. Setores como automobilístico e químico adotaram estratégias que incluem o uso de geradores e caminhões-pipa, redirecionamento da produção e importação de produtos. Algumas empresas já investem em geração própria de energia. Fontes do setor, entretanto, afirmam que, caso haja uma restrição severa no fornecimento destes insumos, não haverá como evitar prejuízos - e a conta poderá ir parar no bolso do consumidor.

No setor químico, a água é elemento indispensável para os sistemas de refrigeração, destaca a diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Coviello Ferreira. "Sem refrigeração adequada, não dá para produzir", observa. As companhias que possuem fábricas em várias regiões do país, diz Fátima, estão buscando maximizar a produção em locais que sofrem menos com a estiagem para aliviar as operações nas demais localidades. Reforçar a produção em horários mais frescos, que permitem esforço menor de resfriamento, é outra tática adotada pelo setor.

Em fevereiro, diante da baixa disponibilidade de água para captação no rio Atibaia, no interior de São Paulo, a Rhodia se viu obrigada a suspender a produção no complexo de Paulínia por duas semanas. Na ocasião, a companhia reduziu estoques e importou produtos - medidas que, segundo a empresa, poderão ser tomadas novamente caso a situação se repita.

Tão ou mais preocupante que a falta d'água, afirma a diretora da Abiquim, é o risco de cortes no fornecimento de energia. "Tememos os apagões porque as fábricas não podem sofrer paradas abruptas, e nem todas as plantas possuem geradores. Isso provocaria perdas de produção", diz. "A energia no Brasil, além de insegura, é cara. Se houvesse estímulos para cogeração de energia, as empresas investiriam mais e poderiam aliviar o sistema." De acordo com a Abiquim, a energia responde de 20% a 40% do custo de produção do setor.

Mesmo sem uma política de incentivos, algumas montadoras decidiram investir em geração. A Volkswagen, que desde 2010 conta com uma hidrelétrica de pequeno porte no interior paulista, anunciou em 2012 que investiria R$ 160 milhões em uma segunda usina, ainda sem data prevista para construção. Juntas, as duas plantas forneceriam à empresa cerca de 40% de toda a energia utilizada em suas operações. Por e-mail, a companhia informou que o custo de gerar energia própria e comprá-la de grandes hidrelétricas é quase o mesmo e, por isso, a principal razão para se investir nas usinas é "a sustentabilidade ambiental, com o uso cada vez mais intensivo de energia renovável". A montadora, entretanto, não informou como está se posicionando diante do risco de restrições no fornecimento de eletricidade e água.

Com a queda nas vendas e o aumento dos estoques, a Volks decidiu reduzir o ritmo das atividades na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) por cinco meses, afastando cerca de 900 operários. Além destes, outros 400 trabalhadores do parque industrial no Paraná também terão seus contratos temporariamente suspensos a partir deste mês, mas continuarão recebendo salários, em parte bancados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Já a Honda, que diz não ter planos de desacelerar a produção, pretende suprir toda a demanda de energia de sua fábrica em Sumaré, no interior de São Paulo, com a construção de um parque eólico na cidade de Xangri-lá, no Rio Grande do Sul. O projeto, que tem investimento inicial de R$ 100 milhões, foi anunciado no ano passado, com a expectativa de início de funcionamento em setembro de 2014. "Naquela época, não imaginávamos uma situação energética tão grave como a de hoje, mas já colocávamos na balança os custos e os riscos da energia", diz Carlos Eigi, presidente da Honda Energy do Brasil, ressaltando que há chances desse modelo ser estendido à fábrica de motocicletas, em Manaus.

Segundo ele, a Honda possui geradores que podem sustentar as operações básicas enquanto houver a disponibilidade de combustível, mas há segmentos que teriam as atividades suspensas diante da ausência de energia, como é o caso da linha de montagem. "Não há como se manter uma fábrica inteira operando por geradores", afirma.

Já a falta de água, diz Eigi, poderia ser contornada com a contratação de caminhões-pipa e o uso de poços artesianos. "Ainda não conseguimos poços com um bom volume de água em Sumaré, mas na fábrica de Itirapina [ainda em fase de construção, no interior de SP] há."

Estratégia semelhante está sendo estudada pela General Motors (GM). Em março, o diretor responsável pelas instalações da montadora, João Sidney Fernandes, afirmou ao Valor que em caso de extrema necessidade poderia transportar a água em reservas da fábrica de São José dos Campos, no interior paulista, para as linhas de produção de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Mas essa solução seria adotada apenas na "pior das hipóteses", já que o custo da operação seria alto.

Luiz Moan, presidente da Anfavea, entidade que reúne as montadoras no Brasil, diz que a economia de água e energia que vem sendo feita pelo setor há alguns anos minimizou bastante os riscos, mas a situação não deixa de ser preocupante. Segundo ele, entre 2008 e 2011, a indústria automobilística baixou em quase 30% o consumo de água na fabricação de veículos e em 11% o de energia.

"A partir de 2012, essa economia deve ter sido maior, com o aumento do reuso de água, a captação de chuvas, a reciclagem da água de pintura e a instalação de placas solares em algumas unidades", ressalta Moan.

No segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, pouco pode ser feito para se evitar queda de produção, afirma João Carlos Basilio, presidente da ABIHPEC, entidade que representa mais de 350 companhias do setor. Segundo ele, as únicas alternativas são o uso de geradores extras e a contratação de caminhões-pipa, mas o executivo ressalta que essas medidas, se adotadas por longo período, vão impor às companhias aumento nos custos de produção - e isso poderá chegar ao consumidor.

Férias coletivas da Randon confirmam crise na indústria brasileira

Políbio Braga
Em SP, fabricantes como Mercedes Benz também apelaram para férias coletivas. Na MB, a queda das vendas em abril foi de 11%. 

A Randon confirmou esta manhã em Caxias, que além de manter a adoção de feriados prolongados, as empresas do grupo concederam, ontem. férias coletivas para perto de 95% dos seus trabalhadores. A medida reforça a estratégia em andamento de adequar a atividade às atuais demandas do mercado e à produção das montadoras de automóveis e caminhões para as quais fornece. 

. Nos últimos meses, os clientes desaceleraram produção em função da atual conjuntura econômica e das dificuldades na contratação de financiamentos.

. O caso da Randon não é único, porque a produção industrial vem caindo e caiu 0,50% no mês de março sobre fevereiro, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quarta-feira a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física. O resultado veio no teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de queda de 0,50% a retração de 3,90%, o que resultou em mediana negativa de 2,50%. Em relação a março de 2013, a produção recuou 0,90%

MULHERES VALEM U$ 12 NA NIGÉRIA

Janer Cristaldo
O Islã avança rumo a uma religiosidade cada vez mais pura e próxima às fontes. No norte da Nigéria, um homem que se diz líder do Boko Haram assume sequestro de mais de 200 adolescentes no norte da Nigéria. A organização – cuja tradução é “a educação ocidental é um pecado” - deseja fundar Estado islâmico no país e já teria matado mais de 3.000 pessoas. Segundo os jornais, os puros e duros islâmicos do grupo reivindicaram ontem o sequestro de 276 meninas de Chibok, no norte do país, ocorrido no dia 14 de abril. Em vídeo, o movimento prometeu tratar as adolescentes como escravas, vendê-las em países vizinhos e forçá-las a casar. 

A mensagem foi lida por um homem que se identificou como Abubakar Shekau, líder do grupo radical. "Eu capturei suas meninas. Nós vamos vendê-las no mercado, por Alá. Alá diz que eu devo vendê-las. Ele me ordenou que as venda. Vou vender mulheres. Eu vendo mulheres". 

No vídeo, ele aparece usando uniforme militar e de pé diante de um veículo blindado e duas camionetes com metralhadoras. 

"Eu disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar", acrescentou Shekau, que indicou manter as jovens como "escravas". 

Alguém ainda lembra de Malala Yousufzai? Aconteceu há pouco mais de um ano. As celebridades criadas pela mídia são tão fugazes que até eu, que escrevi sobre o assunto, não mais lembrava. 

Malala foi aquela estudante paquistanesa, de 16 anos, atacada com tiros na cabeça pelos talibãs por defender o direito de educação das meninas, que ganhou projeção mundial ao defender o óbvio. Em julho passado, foi aplaudida de pé na sede da ONU, onde pediu aos líderes mundiais que proporcionem educação compulsória e gratuita para todas as crianças. 

Ora, quem não quer educação gratuita e compulsória para as crianças? A fortuna de Malala foi viver em um país dominado por fanáticos muçulmanos e ter sido alvejada na cabeça. Suas conclamações nada têm de novo ou original. Até parece o papa pedindo preces pela paz. A ONU declarou a data de seu aniversário, 12 de julho, como Dia de Malala.

Ao discursar para líderes jovens de mais de 100 países, ela pediu "uma luta global contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo". "Vamos pegar nossos livros e canetas", disse ela. "Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a solução". 

Só que a fama súbita parece ter subido à cabeça da menina e inspirado sandices. Malala inaugurou em setembro passado, na Inglaterra, a maior biblioteca pública da Europa, na região central de Birmingham.

Com a mosca azul zumbindo sobre sua cabecinha adolescente, Malala desatou a dizer bobagens. “Não há arma mais poderosa do que o conhecimento nem maior fonte de conhecimento do que a palavra escrita. Canetas e livros são armas que derrotam o terrorismo”, disse Malala, que vive na cidade inglesa desde outubro, após ter sobrevivido ao atentado praticado por militantes do Talibã.

Que educação é a solução, isto não se discute. Que canetas e livros sejam armas que derrotam o terrorismo, isto é solene bobagem de jovem que melhor teria feito se inaugurasse a biblioteca em silêncio. Afinal, é um livro que está a base da opressão islâmica, da mesma forma que um livro oprime judeus e cristãos até hoje. Não por acaso, árabes, judeus e cristãos são chamados de povos do Livros. Livros libertam, sim. Mas podem muito bem oprimir. Todo movimento terrorista tem em sua base um livro.

Terrorismo não é achado de homens incultos, muito antes pelo contrário. Em meados do século XIX, surgiu na Rússia tzarista um pequeno manifesto intitulado O Catecismo do Revolucionário, escrito na Suíça e assinado por dois revolucionários russos, Serguei Guennadovich Netchaiev e Mikhail Bakunin. Este panfleto tem sido até hoje a cartilha que inspirou todo terrorismo do século seguinte, desde Lênin, Stalin, Yasser Arafat, George Habash, Wadi Haddad, Carlos, o Chacal, Che Guevara, Aloysio Nunes Ferreira, Lamarca, Marighella e Fernando Gabeira, etarras ou OLP. Entre milhares de outros, bem entendido. 

O atentado contra a menina provocou protestos ao redor do mundo, incluindo críticas da ONU e de potências ocidentais, assim como uma mobilização popular dentro do próprio Paquistão, ultrapassando as barreiras étnicas, religiosas e políticas do país. Malala foi indicada a premiações internacionais e recebeu o Prêmio Nacional da Paz, concedido pelo governo paquistanês, no ano passado.

Hoje, quem lembra de Malala? Mas o Islã avança, dizia. Há exatamente uma semana, eu comentava o projeto de lei que quer legalizar o casamento das meninas e o estupro conjugal no Iraque. Um de seus artigos permite que as crianças se divorciem a partir dos nove anos, o que significa que podem se casar antes desta idade. Outro prevê que uma mulher seja obrigada a ter relações sexuais com seu marido quando ele pedir. 

Tudo muito coerente com o Islã. Maomé – abençoado seja seu nome – não se casou com Aisha quando ela tinha seis e consumou o casamento aos nove? Se o profeta pode, por que não poderiam os crentes?

Os opositores ao projeto afirmam que representa um retrocesso em matéria de direitos da mulher e que pode agravar as tensões entre diferentes confissões do país. Os partidários do projeto de lei afirmam que o texto apenas regula práticas que já existem.

Segundo a imprensa nigeriana, Abubakar Shekau vendeu algumas das estudantes seqüestradas como esposas em mercados na fronteira com o Chade e Camarões, a US$ 12 (R$ 26). Perguntinha que me parece pertinente: qual mulher não é vendida no mundo árabe? Ou alguma muçulmana pode escolher namorado ou marido? Só que 12 dólares me parece muito barato. 

Os festivais de camelo de Riad, Arábia Saudita, atraem todos os anos milionários empresários árabes que pagam até US$ 5 milhões por um camelo.

Quem ficou rico com os prejuízos da Petrobrás?

José Nêumanne* - O Estado de S.Paulo


A 36 dias da abertura da Copa do Mundo, o futebol vai se tornando o assunto predominante no Brasil, embora as pesquisas de opinião pública sobre a disputa da Presidência continuem em voga. Então, talvez não seja de mau alvitre recorrer a lúcidos ensinamentos do futebol para aplicar na campanha eleitoral. Este é o caso da máxima dos treinadores que mais ganham campeonatos seguindo uma lição simples: "Em time que está ganhando não se mexe". Mas, com a importância cada vez maior dada ao marketing político nas democracias ocidentais, convém não esquecer o lema que está por trás de toda publicidade, seja comercial, seja religiosa, seja política, atribuído a Joseph Goebbels, o mago da propaganda do nazismo: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade".




Candidata obstinada à própria reeleição, a presidente Dilma Rousseff pode até não ter pensado nas duas sentenças, mas, na certa, as aplicou quando repetiu o mantra com que seu antecessor, padrinho e agora pedra no sapato Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Geraldo Alckmin, em 2006, e ela própria adotou para manter José Serra à distância, em 2010. Há oito anos, aparentemente debilitado pela denúncia do mensalão, o ex-presidente foi ajudado por uma campanha subliminar insinuando que os tucanos privatizariam a Petrobrás. O efeito deletério da patranha em seu desempenho fez o oponente vestir uma jaqueta com logomarcas de estatais, entre elas a Petrobrás. Em vão: teve menos votos no segundo do que no primeiro turno e deu-se a reeleição. Há quatro anos, a falácia levou Serra às cordas e o poste de Lula venceu.

A decisão do eleitor diante da urna depende de muitas motivações e as vitórias petistas não podem ser atribuídas apenas à mentira que, de tão repetida, passou a ser dada como verdadeira. Mas, por via das dúvidas, em Minas, berço dela mesma e de seu maior empecilho à permanência no poder, Aécio Neves, a presidente assumiu como sua a profecia de que a oposição privatizará a Petrobrás ou trocará seu nome.

O problema dela e do Partido dos Trabalhadores (PT) é que o contexto mudou significativamente nesta eleição. Nas duas disputas anteriores, o salário-família para os mais pobres e a bonança econômica para os abonados amplificavam bastante a fé popular na pregação governista. E a Petrobrás propagava ótimas notícias e, consequentemente, excelentes razões para o eleitor não permitir alterações profundas na gestão da maior empresa do Brasil. A fantasia dos Emirados Árabes do Brasil tinha prefixo, hífen e nome: pré-sal - o sonho de mil e uma noites, que Sheherazade não tinha tido a ideia de contar ao rei persa Shariar, de um país disposto a gastar petrodólares em educação e saúde para o povo.

Sete anos após a revelação do sonho, o petróleo extraído da camada do pré-sal no fundo do Atlântico brasileiro continua sendo uma miragem. E, 60 anos depois do delírio de "o petróleo é nosso", a pérola mais preciosa do colar da rainha das estatais, com sua fortuna enterrada em subsolo brasileiro, chafurda na lama de chiqueiros ocupados por figurões do PT e seus aliados, suspeitos de terem dilapidado um patrimônio bilionário em "nebulosas transações". E pior: a pérola jogada aos porcos se desvalorizou vertiginosamente. No palanque em que tenta recuperar o prestígio perdido nas pesquisas de intenção de votos, a "gerentona" de Lula se apega ao truísmo de que a empresa vale hoje mais do que valia no tempo de Fernando Henrique. Este desocupou o trono há mais de 11 anos e continua sendo o parâmetro universal do PT.

Essa comparação sem lógica feita pela candidata não elimina, porém, duas constatações assustadoras de fiasco: em seu mandato, a empresa teve o patrimônio reduzido à metade e desabou do 12.º para o 120.º lugar no ranking do Financial Times. Ou seja: a contabilidade da petroleira foi ao fundo do mar, até o pré-sal, mas não extraiu petróleo para vir à tona.

A princípio, pensava-se que a gigante estatal seria vítima apenas da ingerência política que sangrou seus cofres mantendo o preço de derivados abaixo do custo para evitar a má influência da inflação na medição da preferência eleitoral pela chefe do governo em outubro que vem. Essa má gestão causou, segundo O Globo, um rombo de R$ 13 bilhões em outra estatal, a Eletrobrás, para permitir que a candidata à reeleição baixasse demagogicamente o preço da tarifa de luz.

Mas este não foi o único "malfeito", para usar o termo favorito da beneficiária número um do aparelhamento das empresas públicas pelo PT. A Polícia Federal (PF), que, pelo visto, não foi totalmente submetida ao aparelhamento amplo, geral e irrestrito dos companheiros, constatou na Operação Lava Jato que houve bandalheira. Ao que se saiba até hoje, a desventura em Pasadena, Texas, custou ao cidadão brasileiro, proprietário da Petrobrás, um prejuízo de US$ 2 bilhões. Dez vezes este "troco de pinga" sumiram na obra faraônica da Refinaria Abreu e Lima, bancada pelo público para agradar ao tirânico compadre venezuelano Hugo Chávez.

Governo e oposição acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para resolver o impasse que adia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema: esta exige uma comissão mista e aquele não abre mão de circunscrevê-la ao Senado para controlá-la. A presidente da petroleira, Graça Foster, oscila entre o "mau negócio", pondo o mico nas costas do antecessor, José Sérgio Gabrielli, e o "bom negócio à época", quando lembrada que a empresa é gerida por petistas e aliados há 12 anos. Investigar será o único jeito de saber quem embolsou o lucro, além do barão belga Frère, da Astra Oil. As compras de altíssimo risco das refinarias de Pasadena e Okinawa, os custos estratosféricos da de Abreu e Lima e as suspeitas associações na operação de três termoelétricas são a parte exposta do iceberg. Quem ficou podre de rico com o rombo dos prejuízos que a Petrobrás teve - eis a questão submersa.

*José Nêumanne é jornalista, poeta e escritor.

Caio Blinder- A África do Sul no pós pós-apartheid

Há exatamente 20 anos, em maio de 1994, a Africa do Sul teve um momento sublime de dignidade com a primeira eleição livre na história do país que fora submetido ao apartheid. A votação na “nação arco-íris”, que decepcionou os catastrofistas que previam um banho de sangue, resultou no triunfo do Congresso Nacional Africano (CNA) de Nelson Mandela.
Nesta quarta-feira, os sul-africanos estão votando pela quinta vez desde o fim do apartheid. Nada sublime, são tempos menos dignos. Não existem dúvidas que o CNA irá manter sua hegemonia política. O suspense é se o partido do presidente Jacob Zuma (que busca um segundo mandato de cinco anos) ficará abaixo da marca simbólica dos 60% dos votos, o que seria caracterizado como uma espécie de derrota.
O CNA fez a jornada familiar de movimento de libertação nacional para máquina política no poder, lubrificada por clientelismo e corrupção. O legado Mandela e programas ao estilo bolsa-família preservam a força eleitoral do CNA, neutralizando uma pilha de problemas. Há indignação com a persistência ou agravamento de desigualdades sociais nas duas décadas pós-apartheid. Existem protestos quase diários contra a qualidade dos serviços públcos, mas a fúria é direcionada contra autoridades locais. Greves são constantes, a economia empacou e o desemprego, incluindo aqueles que desistiram de buscar trabalho, superou a marca de 35%. E existe cinismo com escândalos flagrantes, como o uso de dinheiro público por Zuma para reformar sua residência privada ao custo de US$ 23 milhões.
No entanto, o CNA é uma espécie de ditadura da falta de alternativas. Existe uma irresponsável oposição à esquerda liderada pelo ex-líder da ala jovem do CNA, Julius Malema, que prega a nacionalização das fazendas e minas dos brancos, além do pagamento da previdência social em dobro. Mas, o seu partido, o Economic Freedom Fighters, tem apenas 4% dos votos nas pesquisas. Com um capital eleitoral e administrativo mais maduro e crescente está a Aliança Democrática, o grande foco de oposição ao CNA nas últimas duas décadas, mas ainda vista como um bastião de brancos liberais, apesar dos esforços de inclusão multirracial.
A longa luta contra o apartheid garantiu direitos básicos a todos os sul-africanos. Ironicamente, a chamada geração “born free”, muito jovem para lembrar a ignomínia do apartheid, não exerce os seus direitos eleitorais. Pelas pesquisas, apenas 23% dos jovens com 18 e 19 anos pretendem votar nesta quarta-feira e 55% daqueles com idade entre 20 e 29 anos estão registrados para votar. Outra ironia nas pesquisas: 68% dos jovens são contra a reeleição de Zuma. Esta geração prefere formas diretas de protestos, o que pode gerar instabilidade em um país que desde o fim do apartheid se mostrou mais sólido do que muitos imaginavam.
E quais são os cenários adiante? Frans Cronje, do Instituto de Relações Raciais da Africa do Sul (SAIRR, na sigla em inglês), traça quatro possíveis caminhos para os próximos dez anos:
1) No caminho mais otimista, o CNA mantém uma sociedade aberta, respeita a democracia, combate com vigor a corrupção e realiza as necessárias reformas para a economia voltar a ganhar pique.
2) As reformas são realizadas, mas ao estilo autoritário. A sociedade aceita este preço.
3) Com o fim da complacência nacional, o CNA perde as eleições de 2024 para a Aliança Democrática, que, no entanto, irá sofrer com a herança maldita e suar muito para revitalizar o país.
4) O CNA continua causando danos e se torna repressivo, repetindo a fórmula atroz do vizinho Zimbábue.
Os fatos indiscutíveis são que Nelson Mandela merece descansar em paz, arco-íris é uma imagem fugaz no horizonte e o CNA de Jacob Zuma vencerá as eleições desta quarta-feira.

Venezuela e Cuba: os camaradas do PT

Duas reportagens publicadas no GLOBO hoje mostram como Venezuela e Cuba afundam na completa ausência de direitos humanos e liberdades individuais. Aprimeira trata do relatório preparado pela ONG Humans Right Watch sobre a situação venezuelana:
A Venezuela se tornou uma anomalia na América Latina, com o emprego de tortura e repressão brutal pelas forças de segurança e grupos civis armados contra opositores e manifestantes pacíficos, concluiu a ONG Human Rights Watch, após análise in loco de 45 casos de abusos contra 150 cidadãos desde 12 de fevereiro, quando explodiram os protestos nas ruas do país. Segundo a entidade, há um padrão sistemático de violência, perseguição, prisão, ameaça e desrespeito a garantias constitucionais, sob o beneplácito e o incentivo do presidente Nicolás Maduro e de outras autoridades. A violência teria ainda a cumplicidade do Judiciário e do Ministério Público, em desafio a princípios democráticos seguidos por outros mandatários latinos. Só a pressão da comunidade internacional, o quadro venezuelano pode ser alterado e o Brasil tem responsabilidade especial na resolução do problema, diz a ONG.
Cobrindo seis semanas de manifestações, o relatório “Punidos por protestar: violações de direitos nas ruas, centros de detenção e sistema judicial da Venezuela”, divulgado nesta segunda-feira, revela atrocidades cometidas pela Guarda Nacional Bolivariana, polícias regionais e outras forças do Estado. Nenhuma consta das 145 investigações abertas pelo governo. A Human Rights Watch afirma que o uso de violência pelos manifestantes, ao contrário, foi residual.
A violência tem sido patrocinada pelo governo de Maduro, aquele que recebe apoio irrestrito do PT e do governo Dilma. Também recebe apoio do PT e afagos da presidente Dilma a ditadura cubana, tema da segunda reportagem do jornal, que mostra como a ilha, ao contrário do que muitos pensam, não tem progredido em matéria de direitos humanos:
O último relatório sobre repressão política divulgado pela Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional revela o pior início de ano, nesta década, para aqueles que se opõem à ditadura no país. De janeiro a abril de 2014, foram 3.821 detenções de “dissidentes pacíficos”, de acordo com a comissão. O número é 140% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando 1.588 opositores foram detidos, e já corresponde a quase 60% do total de 2013, que terminou com 6.424 prisões.
Segundo o relatório, é o maior número já registrado de detenções, desde 2010, nos quatro primeiros meses de um ano. Nem quando o Papa Bento XVI visitou Cuba, em março de 2012, houve tantas prisões no primeiro quadrimestre.
Em Cuba, para ser criminoso basta se opor ao regime. Mas há quem diga que as coisas mudaram, ou quem justifique tal absurdo com base nas “conquistas sociais”, mitologia canhota que não bate com os fatos. São esses os melhores amigos do PT na América Latina.
E ainda somos obrigados a assistir ao espetáculo de hipocrisia dessa turma dizendo que lutava pela democracia no passado e que ainda luta hoje pela “justiça social” e pelos “direitos humanos”. Aqueles da Venezuela de Maduro? Ou aqueles de Cuba do Castro?
PS: Claro, os petistas podem alegar, ao lado do ditador norte-coreano, que são os Estados Unidos “o pior violador de direitos humanos” do planeta. Há idiota útil que ainda cai nessa…
Rodrigo Constantino

MARCO AURÉLIO MELLO – Lei que censura jornalistas não vale mais do que a Constituição. Hora de a Abert recorrer ao Supremo com uma ADI!

Daqui a pouco, no dia 1º de julho, o jornalismo de rádio e de televisão será submetido à censura. Sim, à censura, por força do Artigo 45 da Lei Eleitoral, a 9504. Entrevista concedida ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo, dá alguma esperança de se resgatar um valor essencial garantido pela democracia: a liberdade de expressão. Vamos ver. Não custa lembrar: ele exerce, no momento, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral e será o regente, no tribunal, das disputas de 2014.
Vamos ver o que está escrito na lei. A transcrição segue em vermelho. Volto em seguida com Marco Aurélio.
Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
I – transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
II – usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;
III – veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes;
IV – dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;
V – veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;
VI – divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.
§ 1º A partir de 1º de agosto do ano da eleição, é vedado ainda às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção.
§ 1o A partir do resultado da convenção, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção. (Redação dada pela Lei nº 11.300, de 2006)
§ 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art. 55, a inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento de multa no valor de vinte mil a cem mil UFIR, duplicada em caso de reincidência.
(…)
Voltei
Muito bem! Quem é que pode ser favorável a que se usem trucagem e montagem para depreciar candidatos? Ninguém! Seria um absurdo! Nesse caso, obviamente, a lei faz bem em ser restritiva.
Mas vejam lá o que está disposto no Inciso III. Um jornalista está impedido de emitir uma opinião, pouco importa o que pense o candidato. Se alguém propuser uma barbaridade qualquer, o jornalismo faz o quê? Deve se calar?
De resto, o que é uma “opinião contrária” e “uma opinião favorável”? A margem de subjetivismo é absurda. É o mesmo que votar uma lei que diga o seguinte: “Todos estão obrigados a ser bons, e é proibido ser mau”.
Se alguém propusesse, por exemplo, privatizar a Petrobras (ninguém fará isso, eu sei), eu tenderia a elogiar tal proposta. Então não posso dizer aos ouvintes, aos telespectadores, que essa proposta é boa? Se alguém propuser estatizar todos os bancos, estou proibido de dizer que se trata de uma coisa estúpida?
É claro que isso é censura! É claro que isso cerceia o livre debate de ideias.
Vamos ver o que disse o ministro Marco Aurélio:
OS PINGOS NOS IS – Ministro, a Lei Eleitoral criará, daqui a pouco, severas restrições para o trabalho do jornalismo em rádio e na TV. Uma simples análise poderá ser confundida com campanha. Não se trata de um resquício autoritário, que cerceia o livre debate de ideias.
MARCO AURÉLIO – Há realmente esse temor por parte da imprensa em geral. O que nós precisamos é ter presente a lei das leis, a Constituição Federal. E ela revela em bom português, em bom vernáculo, que a liberdade de informação, em um estado democrático de direito é a tônica. (…) Nós não podemos adotar uma ótica que inviabilize a atuação jornalística.
OS PINGOS NOS IS – Ministro, quer dizer que, se alguém decidir entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Eleitoral, com base na garantia da liberdade de expressão, que está na Constituição, poderia ter sucesso?
MARCO AURÉLIO – Olhe, no mínimo, será implementada aí a decisão conforme o texto constitucional. Nós não podemos colocar a Lei Eleitoral, que é a Lei 9.504, de 1997, acima do texto maior, ou seja, da Constituição Federal.
OS PINGOS NOS IS – Eu acho que a gente está dando junto um furo aqui, ministro, nacional!
MARCO AURÉLIO – Não, imagine! Eu estou revelando o convencimento que sempre exteriorizei no plenário. Aliás, eu sou um juiz previsível.
OS PINGOS NOS IS – Aliás, como devem ser os juízes nas democracias.
MARCO AURÉLIO – Sem dúvida, é a segurança.
OS PINGOS NOS IS – É a segurança jurídica.
Retomo
Eis aí. Quem sabe ler põe os pingos nos is e nem precisa que se corte o “t”. Sem entrar no mérito, parece que Marco Aurélio deixa claro que a Lei Eleitoral não tem o direito de interditar o debate. Cumpre agora que a Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) recorra a uma Ação Direita de Inconstitucionalidade contra parte ao menos do Artigo 45. Que fique claro: nos EUA, todo esse artigo seria considerado uma aberração porque a Primeira Emenda proíbe que se legisle sobre liberdade de expressão.
Mas nem é preciso querer tanto, embora fosse o ideal. Segundo a Constituição, entidades de classe de âmbito nacional, como é a Abert, têm poder de ajuizar uma ADI.
À luta, senhores! Que a Constituição se sobreponha a uma lei. Assim é nas democracias.
Por Reinaldo Azevedo

RS-Entrevista, Frederico Antunes - Há seis dias governo não cumpre ordem judicial de desalojar invasores da Fazenda Galatéia

Políbio Braga
ENTREVISTA
Frederico Antunes, deputado, PP do RS

O MST invadiu pelo menos 5 propriedades rurais do RS nos últimos 10 dias. O que há ?
O que estás cansado de saber.

Ainda há alguma fazenda invadida ?
Sim, na Colônia C3, a Fazenda Galatéia, em Pelotas. É uma fazenda altamente produtiva. Ela foi invadida no dia 29 de abril, no dia 30 o juiz federal ordenou a reintegração de posse e até agora não aconteceu nada.

Quem deveria agir ?
A Brigada Militar.

E o que alega a Brigada ?
Que precisa de reforço ou algo parecido, mas nós sabemos é que falta vontade política do governador Tarso Genro, que não impede a desordem sob as suas vistas. Os produtores rurais estão ameaçados, eles que concedem ao RS os altos índices de produção e de produtividade, saudados em prosa e verso pelo próprio Tarso. Eles salvam a economia do Estado.

RS- Deputado Goergen é ameaçado de morte e mostra video no qual chefe caingangue diz que vai matar todo mundo em Faxinalzinho

Políbio Braga
Em vídeo postado no Youtube, liderança caingangue dá ultimato a ministro da Justiça, promete fechar rodovias e fala em derramamento de sangue. O deputado Jerônimo Goergen,que postou o video, denunciou ameaças de morte que recebeu na semana passada na região. Ele chegou a ser cercado por caingangues que queiram matá-lo. 
CLIQUE AQUI para ver e ouvir.

O líder indígena Valério Oliveira fez declarações polêmicas em vídeo postado no Youtube na última quinta-feira , três dias após o assassinato de dois agricultores no município de Faxinalzinho, no norte do Rio Grande do Sul. Os irmãos Anderson e Alcemar Souza foram mortos a tiros e pauladas por índios da etnia caingangue que reivindicam a demarcação de reservas na região.

. Oliveira deu um ultimato ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ameaçou com mais derramamento de sangue. "Até a semana que vem (esta semana), os índios estão prontos para ir para a estrada e isolar os municípios de novo. Se o ministro não vier dar uma garantia aos índios sobre a portaria da Reserva Candoia, vamos juntar mais 5 mil índios e, aconteça o que acontecer, vai ficar a critério do ministro. Se ele não tomar providências, vai acontecer derramamento de sangue e vai haver mortes", ameaçou a liderança.

. O vídeo onde Valério Oliveira aparece fazendo as ameaças foi divulgado pelo deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) na reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), realizada nesta terça-feira (6), em Brasília. . 

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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.