quarta-feira, 14 de maio de 2014

ALEXANDRE GARCIA- OS RATOS E O NAVIO

Volto da Itália e, depois de três semanas de férias, percebo que na Sicília, onde passei as férias, tem menos máfia que no Brasil. A corrupção, os desvios, as falsidades continuam, a violência do dia-a-dia está cada vez mais selvagem. Prepara-se uma festa esportiva como se preparasse para uma guerra. A única diferença está nas pesquisas eleitorais. Dilma estaria reeleita em primeiro turno até início de abril; agora já se aponta segundo turno, em tendência cada vez mais forte. E não é por causa da oposição, mas pelos erros, enganos, escândalos, dentro do próprio governo. As pesquisas permitem várias interpretações. Se Dilma está com 34% da amostragem(segundo Sensus/Isto É), pode-se deduzir que 66% não querem Dilma. Sob essa ótica, os outros candidatos estão em situação pior: a soma das intenções de votos para todos os outros não chega a 32%, mostrando que 68% dos eleitores não os querem. As pesquisas também mostram que um em cada três eleitores ou não sabe em quem votar, ou já decidiu votar em branco ou anular o voto. Esses, se não quiserem desperdiçar o direito do voto, terão que escolher dos males o menor. Os políticos são o que têm as antenas mais sensíveis, e hoje dão indicações mais seguras que as próprias pesquisas. Integrantes do governo, começam a cair fora. O Senador Romero Jucá, PMDB, que foi líder no governo Lula, já está na oposição. O senador Eunício Oliveira, PMDB, que foi ministro de Lula, pretende abrir palanque para Aécio por falta de apoio à sua candidatura ao governo do Ceará. O PR do condenado Valdemar da Costa Neto, já tirou o retrato de Dilma da liderança da bancada. O dono do PSB, Gilberto Kassab, já negocia com o PSDB e liberou os diretórios estaduais para apoiarem  quem for mais conveniente. O ex-ministtro de Dilma, Aguinaldo Ribeiro, do PP, já trabalha para que o partido feche com Aécio. Na Bahia, no Rio, em Minas, a situação está de vaca não reconhecer bezerro. Embora as pesquisas indiquem que Dilma ainda é a favorita, políticos e partidos que estão no governo já começam a se prevenir sobre quem vai estar com a força da caneta das nomeações no ano que vem. Percebendo que começa a fazer água o navio que os fez navegar até agora nas benesses do poder, já estão preparando a sobrevivência. Procuram outro barco que os permita continuar flutuando. E não se diga que o navio de Dilma faz água por ter sido atingido por algum torpedo inimigo. Não; faz água porque a comandante atrapalha-se com o timão. - See more at: http://www.sonoticias.com.br/coluna/os-ratos-e-o-navio#sthash.DPFhZIB0.dpuf

Medicina eleitoral: o diagnóstico está claro, assim como o remédio!

Em artigo publicado hoje no GLOBO, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) resume bem a postura do governo Dilma em relação à saúde pública no país, citando especificamente o programa Mais Médicos. Sidnei Ferreira toca no ponto certo ao frisar o caráter eleitoreiro do programa: “Ocultando a verdade e distorcendo os fatos, a presidente tenta, desesperadamente, contabilizar os últimos dividendos do investimento eleitoral”.
Ele se referia ao comentário esdrúxulo da presidente Dilma, de que os médicos estrangeiros eram mais atenciosos do que os brasileiros, e esta seria a razão pela qual prefeitos estariam substituindo uns pelos outros. Nada mais falso! Como Ferreira lembra, o motivo é mais comezinho e prosaico, e também mesquinho: agindo assim, os prefeitos jogam a conta para o governo federal, apenas isso:
Na verdade, médicos brasileiros estão sendo substituídos por médicos estrangeiros pelos prefeitos pelo abjeto motivo de diminuir ainda mais os investimentos na saúde e fazer propaganda eleitoral, enganando a boa vontade e a crença do povo. O cidadão pode ser enganado por confiar, por não resistir à propaganda de bilhões de reais, mas não é bobo. As denúncias se multiplicam e pode ser que as despesas tenham sido em vão.
No seu contumaz autoritarismo, o governo, esquecendo a responsabilidade conferida pelo voto, não usou o Revalida e tirou dos conselhos regionais o dever de registrar os médicos do programa. Sabia que os conselhos não registrariam médicos estrangeiros que não fossem submetidos ao exame, inaptos a atuarem no nosso país. Restou o direito e dever de fiscalizar.
A acusação feita pelo presidente do Cremerj é séria. Ele alega que as autoridades não cumpriram as leis, e sequer deram respostas dignas às suas indagações e solicitações. O Cremerj diz ter encontrado algumas unidades de saúde com médicos estrangeiros fazendo assistência, atuando sem supervisão ou preceptoria, sozinhos. Não foram avaliados e não se sabe se têm ou não capacidade para tal.
Para Sidnei Ferreira, o governo carece de “sensibilidade democrática”. Vale tudo pela eleição, para se perpetuar no poder, até mesmo “brincar” com a saúde do povo brasileiro. O Tribunal de Contas da União está de olho nas irregularidades, e os médicos estão indignados: “A negação do diálogo com as entidades médicas, o desrespeito e a soberba do governo transformam a decepção no desejo de lutar em defesa da profissão, da medicina de qualidade que praticamos e do atendimento digno que a população merece”.
O presidente do Cremerj cobra mais responsabilidade do governo. Mas sabemos que isso é pedir demais quando se trata do PT. Confesso que tenho dificuldade de entender como alguém pode votar no PT, a menos que coloque interesses mesquinhos acima de valores básicos da sociedade. Mas um médico? Aí já julgo algo impossível. Que médico seria capaz de dar seu voto a um partido que trata como bode expiatório dos males da saúde pública a própria categoria de médicos brasileiros?
O diagnóstico está claro: os problemas são agravados pelo populismo e pela demagogia do PT. O remédio também é bastante evidente: tirar o PT do poder nas próximas eleições!
Rodrigo Constantino

Uma preocupação grande do governo: refugiados que, abrigados no Brasil, somem — e acabam indo parar no crime organizado

Ricardo Setti
MILÍCIA REFUGIADA
Nota de Otávio Cabral publicada na seção “Holofote” de VEJA 
O Itamaraty recebeu uma pesquisa que mostra que até 80% da população do Haiti deseja deixar o país.
E a maioria tem o Brasil como destino preferido.
Mas não são só os haitianos que preocupam o ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.
Há uma onda de imigrantes de países africanos e asiáticos, por exemplo, que chegam aqui, pedem refúgio e somem.
Nos casos em que o pedido é negado, não há como encontrá-los e deportá-los.
Muitos, diz a Polícia Federal, têm treinamento miliciano e passam a atuar no crime organizado.
Há especial preocupação com imigrantes vindos de Bangladesh (1 830 pedidos de refúgio), Senegal (799 pedidos) e Nigéria (154).

CAIO BLINDER- O desastre turco

O acidente na mina de carvão em Soma, no oeste da Turquia, em que morreram mais de 270 trabalhadores, promete explosivas ramificações políticas em um país soterrado pela polarização. Protestos, alguns violentos, contra a empresa proprietária da mina e também contra o governo de Recep Erdogan irromperam já nesta quarta-feira em Ancara (a capital), Istambul, a principal cidade, e em Soma. Existe o chamado por uma greve nacional nesta quinta-feira. O primeiro-ministro islamista Erdogan, com sua postura cada vez mais autoritária, arrogante e paranoica, disse que o país não deve dar ouvidos aos “grupos extremistas” que exploram a tragédia com fins políticos.
Acidentes e mortes ocorreram no ano passado na mesma região de Soma onde teve lugar a tragédia de terça-feira. O representante da região no Parlamento é Ozgur Ozel, do Partido Republicano do Povo, o principal da oposição. Em outubro passsado, ele apresentou uma moção no Parlamento para que os acidentes fossem investigados e que fossem identificados os responsáveis.
Nova petição apresentada pelo deputado em abril e ela foi derrotada no último dia 29 pelo governista Partido da Justiça e Desenvolvimento. O ministério do Trabalho e Previdência Social alega que a mina foi inspecionada quatro vezes nos últimos dois anos e passou na inspeção de segurança e de condições trabalhistas e de saúde. O terrível papel do então governo de centro-esquerda chefiado por Bulent Ecevit no terremoto de 1999 contribuiu para a ascensão ao poder do Partido da Justiça e Desenvolvimento.
Para Erdogan, a oposição está meramente fazendo politicagem com a tragédia. Ele garante que tudo será investigado e na típica reflexão filosófica de políticos, o primeiro-ministro observou que acidentes acontecem, lembrando que era assim nas minas inglesas no século 19. Erdogan também é um desastre que ameaça ser contínuo. Em agosto, terá lugar a primeira eleição presidencial direta na Turquia (o cargo é mais cerimonial). Erdogan deverá concorrer, ganhar e obviamente não se contentará com um papel cerimonial, disposto a estender seu poder por mais uma década.
***

CAIO BLINDER- A Alemanha precisa crescer

Há dois anos, Radek Sikorski, o ministro das Relações Exterior da Polônia, fez uma observação muito arguta. Ele disse que temia mais a inatividade alemã do que o seu poder. Hoje a própria Alemanha parece temer sua inatividade e se mostra muito ativa na crise ucraniana. Na expressão clássica que define (ou definia) a Alemanha moderna, não dá mais para ser uma superpotência econômica e uma anã política.
Os fantasmas da Segunda Guerra Mundial não devem desaparecer, mas a Alemanha acertou de forma decente suas contas com o passado e precisa enfrentar os demônios do presente e os desafios do futuro. Uma boa reportagem do jornal espanhol El Pais ressalta que a Alemanhaassume um papel de liderança sem complexos. E eu arremato que ela faz isto por necessidade e ainda não chegou lá.
A Alemanha não pode ver as coisas degringolarem na Europa. E seu ativismo mescla uma ofensiva diplomática através de um diálogo entre os atores ucranianos com ameaças de sanções mais vigorosas contra a Rússia se Vladimir Putin passar da conta na sua intromissão na crise ucraniana (já não passou?).
A primeira-ministra democrata-cristã Angela Merkel insiste que não existe solução militar para o conflito. Por este motivo, seu governo investe grandes esforços diplomáticos, mas brandindo o porrete das sanções, que até agora não assustou os russos. Merkel age em consonância com seus aliados europeus e também com os americanos, mas mantendo uma certa distância de Barack Obama, que cobra atitudes mais vigorosas.
Nesta ofensiva, o lugar-tenente de Merkel é o ministro das Relações Exteriores, o social-democrata Franz-Walter Steinmeier (os democrata-cristãos e os social-democratas integram a chamada grande coalizão de governo). Steinmeier esteve na terça-feira na Ucrânia para uma maratona diplomática para aproximar o governo central e líderes regionais (mas não os bandoleiros separatistas) com vistas a um “diálogo nacional”. E ecoou o alerta de Angela Merkel de que a chave para a estabilização ucraniana é a plena realização das eleições gerais de 25 de maio. E os russos vão encarar sanções mais severas caso desestabilizem a votação. De novo, o objetivo essencial de Vladimir Putin é neutralizar uma Ucrânia forte e alinhada com o Ocidente.
Existem obstáculos imensos dentro de casa para o ativismo de Merkel e Steinmeier, a destacar a propensão da opinião pública para o país não se engajar na crise ucraniana (na ilusão de que os alemães possam preservar o seu conforto dentro de uma bolha) e o lobby empresarial empenhado em impedir sanções contra a Rússia que prejudiquem seus negócios. Parte ativa deste lobby é o venal ex-primeiro-ministro social-democrata Gerhard Schroeder (de quem Steinmeier já foi muito próximo), a serviço e amigão de Vladimir Putin, com uma desenvoltura na Europa que apenas se compara a de Silvio Berlusconi.
Obstáculos imensos dentro de casa e uma corrida contra o tempo (e Putin) na Ucrânia para impedir uma guerra civil. Angela Merkel irá crescer se superar estes obstáculos e impedir o pior na mais grave crise na Europa desde o final da Guerra Fria.

“Sou da geração ração. Não fui educado para brincar com ossos de verdade.” (Bilu Cão)

“Não entendo nada de masturbação. Este é um assunto para os símios.” (Bilu Cão)

CUBA- “Aqui somos todos alfabetizados, mas só podemos ler bulas.” (Cubaninho)

"Não posso ficar sem carboidratos. Sem eles sinto um enorme vazio." (Fofucho)

“A impunidade é o sêmen que fecunda dentro da sociedade os maus.” (Filosofeno)

“A história não é mais do que um desfile de falsos Absolutos.” (Emil Cioran)

SPONHOLZ


Bem que o PMDB poderia dar uma rasteira no PT para salvar a nossa democracia. Até no Sarney eu votaria pela continuidade democrática. PARA SALVAR A NAÇÃO EU VOTO NO BIGODÃO!

O futuro me dá calafrios e o presente arrepios. A propaganda oficial não me conforta.

Com Maluf já aconteceu, acontece também com outros abençoados por aí. Só me resta gritar para o mundo: na minha conta ninguém deposita nada,nem por engano.

Os comunistas seriam risíveis se não fossem trágicos.Para eles, que são os donos da verdade, imprensa verdadeira é aquela que tece loas para suas merdas.Arre!

RS-Conheça o homem que Tarso botou na TVE para aprovar a apresentação das "Putinhas Aborteiras"


CLIQUE AQUI para examinar o contraveneno elaborado por grupos contrários às putinhas aborteiras. 


Neste comentário que intitula "Chefão da TVE-RS é diretamente ligado a Tarso Genro e a uma entidade que quer controlar a mídia”, o jornalista Reinaldo Azevedo (www.veja.com.br) escreve hoje que as "Putinhas Aborteiras" só encontraram espaço na TVE porque assim quis o presidente da Fundação Piratini, Pedro Luiz Osório (foto ao lado), homem diretamente subordinado ao governador Tarso Genro. Militante petista, Pedro Luiz é professor da católica Unisinos - e um ferrenho defensor da censura à imprensa. Leia o que escreveu Reinaldo Azevedo:

Deixem que lhes diga uma coisa. Alguns bobalhões sempre perdem um tempo danado achando que escrevo por arroubos. Lamento pelos errados! Eu escrevo por método. Publiquei aqui um post sobre o grupo “As Putinhas Aborteiras”, apresentado na TVE do Rio Grande do Sul. São aquelas moças de um grupo de “anarcofunk” que usaram o dinheiro dos gaúchos para dizer que o “Amarildo se esconde debaixo do vestido do papa” e que convidaram a população ao vandalismo porque, segundo dizem, quem paga a conta é o patrão.
Chamei Tarso Genro, o governador do Estado, na chincha — ou na “cincha”, para os cultores do latino-gauchês castiço… E, claro!, alguns tentaram reagir: “Ah, mas como é que o governador sabe? Que responsabilidade ele tem?”. Tem toda.
Tarso escolheu pessoalmente o professor Pedro Luiz da Silveira Osório (foto)para comandar a Fundação Cultural Piratini, que tem as concessões da TVE e da Rádio FM Cultura. O cargo é ligado diretamente ao gabinete do governador. Militante petista conhecido, é professor de jornalismo da Unisinos e presidente do Conselho Deliberativo da Fundação desde 2008. Também é membro de uma dessas entidades que defendem o tal “controle social da mídia”, entenderam? Um tal Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC).
Aquelas moçoilas foram à TVE pregar o vandalismo — enquanto Tarso chamava os brigadianos para levar, coitados!, coquetel molotov na cabeça — com as bênçãos do Silveira Osório, escolhido a dedo para o cargo. Este senhor, aliás, na presidência do Conselho, infernizou o quanto pôde a vida da então governadora Yeda Crusius.

Pois é… Fico imaginando o que poderia acontecer se essa gente, um dia, viesse mesmo a controlar a mídia.

Do blog do Políbio Braga

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