quinta-feira, 29 de maio de 2014

QUEM MANDA?

PGR em pauta
Não gostou…
O general Marco Antônio Amaro, homem forte do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e que atua junto à Presidência da República, passou por cima de Michel Temer.
Desde que assumiu a vice-presidência, Temer tenta reduzir o enorme aparato de proteção que o envolve: costuma dispensar detector de metais, não gosta de esquema ostensivo de segurança e pede que seja evitado ao máximo o processo de identificação de pessoas presentes em cada ambiente.
Hoje, em viagem a Curitiba, Temer encontrou tudo o que não queria e soube que seus pedidos não tinham sido atendidos por ordem do general Amaro. Resultado: Temer não engoliu a atitude.
Por Lauro Jardim

DECEPÇÃO


Às vezes você não se sente um estranho no seu próprio país?
Será que eu penso tão diferente dos demais, será que sou parte de uma minoria tão minoria assim?
Cada vez mais me convenço que os oportunistas e safados estão vencendo o jogo. Os que gostam de levar vantagem em tudo estão por cima, certo?
A sociedade como um todo não me dá respostas, ou me dá respostas podres. Mas será que o errado nessa história não sou eu?  
Não estarei esperando demais de um povo que consegue dar mandato para tanta coisinha ruim?
Não serão essas coisinhas reflexos da imundície da sociedade em que vivemos?
Eu tenho, tu tens, não importa como. Até quando será assim?
Pensemos.

Não sou infantil, mas preciso saber quem escondeu a minha mamadeira.

“Filme na locadora? O último foi no lançamento do Naufrago. Era um presságio, quem naufragou fui eu.” (Climério)

Patrão estatal: governo paga quase 30% dos salários no país

Deu no Estadão: Governo paga quase 30% dos salários do pessoal ocupado no Brasil, diz IBGE
O governo é responsável por pagar quase 30% dos salários do País, segundo o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora represente apenas 0,4% das organizações do cadastro, a administração pública, incluindo as três esferas do governo (Federal, Municipal e Estadual), absorveu 19,9% do pessoal ocupado assalariado e pagou 29,8% dos salários e outras remunerações em 2012.
O governo também pagou os salários médios mensais mais elevados, R$ 2.723,29, contra uma média de R$ 1.842,09 das entidades sem fins lucrativos e R$ 1.722,71 das entidades empresariais.
No ano, as empresas representavam 89,9% das organizações do País, com 76,3% do pessoal ocupado total (que inclui sócios e proprietários), 73,4% dos empregados assalariados e 63,9% dos salários e outras remunerações pagos em 2012.
Depois querem saber por que o Brasil é um país com tantos defensores do aumento do estado… eis a resposta mais prosaica: interesses! Claro, a ideologia é que permite esse tipo de coisa. Trata-se, na verdade, de uma simbiose entre crenças ideológicas e interesses comezinhos, e eis o resultado: um monstrengo que banca quase 30% dos brasileiros.
O fardo fica cada vez mais pesado para quem cria riqueza, para quem produz a renda que paga os funcionários ligados direta ou indiretamente ao estado. É muito parasita para pouco hospedeiro. Claro que não são parasitas todos esses dependentes do salário pago pelo estado. Muitos de fato trabalham duro e em funções necessárias.
Mas há muito acomodado, encostado em tetas sem a devida cobrança e distante da meritocracia do mercado. E com salários acima da média do mercado! A conta não fecha. É muito dependente para pouca fonte de recursos. Como fica a isenção na hora do voto? Quem vai contra um modelo que defenda mais recursos para o Leviatã estatal, esse pesado paquiderme?
Como dizia Stanislaw Ponte Preta, personagem humorístico de Sérgio Porto: “Ou restaura-se a moralidade, ou nos locupletemos todos”. O Brasil, com esse modelo tão focado no patrão estatal, acaba criando um mecanismo perverso de incentivos, que pune aqueles de quem mais precisamos para o progresso: os empreendedores.
Rodrigo Constantino

Estou guardando uma grana.. Se o PT ganhar de novo pretendo largar emprego, família, amigos e ser monge no Tibete.

Sequelas no sistema

xxx
Telefones inoperantes
A invasão de hackers ao site do Itamaraty, ocorrida anteontem de manhã, deixou sequelas (Leia mais aqui). Até agora, parte das embaixadas continua com o sistema de comunicação combalido.
Vários servidores ainda estão sem acesso ao e-mail e à rede privada do ministério, a chamada intranet. Há quem ainda não tenha recebido sequer uma nova senha. Até a situação ser completamente normalizada, fica prejudicada a consulta a documentos e boletins internos.
Nas exterior, sobram queixas à dificuldade de contato com a central de atendimento do Itamaraty, que normalmente funciona 24 horas, para atender aos variados fusos horários.
embaixada de Roma vive situação caótica: grande parte dos telefones também está fora do ar.
Por Lauro Jardim

Dilma decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe!

Atenção, leitores!
Seus direitos, neste exato momento, estão sendo roubados, solapados, diminuídos. A menos que você seja um membro do MTST, do MST, de uma dessas siglas que optaram pela truculência como forma de expressão política.
De mansinho, o PT e a presidente Dilma Rousseff resolveram instalar no país a ditadura petista por decreto. Leiam o conteúdo do decreto 8.243, de 23 de maio deste ano, que cria uma tal “Política Nacional de Participação Social” e um certo “Sistema Nacional de Participação Social”. O Estadão escreve nesta quinta um excelente editorial a respeito. Trata-se de um texto escandalosamente inconstitucional, que afronta o fundamento da igualdade perante a lei, que fere o princípio da representação democrática e cria uma categoria de aristocratas com poderes acima dos outros cidadãos: a dos membros de “movimentos sociais”.
O que faz o decreto da digníssima presidente? Em primeiro lugar, define o que é “sociedade civil” em vários incisos do Artigo 2º. Logo o inciso I é uma graça, a saber: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.
Pronto! Cabe qualquer coisa aí. Afinal, convenham: tudo aquilo que não é institucional é, por natureza, não institucional. Em seguida, o texto da Soberana estabelece que “todos os órgãos da administração pública direta ou indireta” contarão, em seus conselhos, com representantes dessa tal sociedade civil — que, como já vimos, será tudo aquilo que o governo de turno decidir que é… sociedade civil
Todos os órgãos da gestão pública, incluindo agências reguladoras, por exemplo, estariam submetidos aos tais movimentos sociais — que, de resto, sabemos, são controlados pelo PT. Ao estabelecer em lei a sua participação na administração pública, os petistas querem se eternizar no poder, ganhem ou percam as eleições.
Isso que a presidente está chamando de “sistema de participação” é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida púbica e os que não têm. Alguém dirá: “Ora, basta integrar um movimento social”. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.
A Constituição brasileira assegura o direito à livre manifestação e consagra a forma da democracia representativa: por meio de eleições livres, que escolhem o Parlamento. O que Dilma está fazendo, por decreto, é criar uma outra categoria de representação, que não passa pelo processo eletivo. Trata-se de uma iniciativa que busca corroer por dentro o regime democrático.
O PT está tentando consolidar um comissariado à moda soviética. Trata-se de um golpe institucional. Será um escândalo se a Ordem dos Advogados do Brasil não recorrer ao Supremo contra essa excrescência. Com esse decreto, os petistas querem, finalmente, tornar obsoletas as eleições. O texto segue o melhor padrão da ditadura venezuelana e das protoditaduras de Bolívia, Equador e Nicarágua. Afinal, na América Latina, hoje em dia, os golpes são dados pelas esquerdas, pela via aparentemente legal.
Inconformado com a democracia, o PT quer agora extingui-la por decreto.

Por Reinaldo Azevedo

Alexandre Garcia- Cidadãos indefesos

O governador de Mato Grosso foi preso por posse ilegal de arma. A pistola, na casa dele, estava com o registro vencido, enquanto ele tentava renovar o cadastro. Mas a burocracia é tanta, as exigências são muitas e complicadas, e a arma - na verdade constante do registro de armas - foi considerada ilegal, embora estivesse no endereço conhecido pelo Sistema Nacional de Armas. Nenhum bandido precisa de tudo isso para portar armas, atirar contra a polícia, assaltar bancos e sequestrar cidadãos.  


No referendo de 2005, dois em cada três eleitores responderam contra a proibição do comércio de armas de fogo. Na cabeça da população, o argumento básico é de que precisa ter o direito de se defender, já que o estado, que recebe impostos para prestar segurança, não assegura esse direito. Mesmo com o resultado acachapante de 64% sobre 36%, o governo fingiu que não entendeu, e faz de tudo para impedir que o cidadão exerça o direito natural de defesa, criando dificuldades para as famílias terem arma em casa ou, para aqueles que estão sob risco, andarem armados. A arma foi o que igualou a velhinha de Caxias do Sul ao bandido que a ameaçava dentro da própria casa.


 Defender sua própria casa e família é o mínimo que se pode esperar como direito numa nação civilizada e organizada. A arma não é por medo, mas para não precisar ter medo; não para buscar encrenca, mas para mostrar que não quer ser atacado. O que o governo faz é deixar o bandido tranquilo, sabendo que vai assaltar sem ter resistência. Nos Estados Unidos, onde há arma em toda casa, ninguém se atreve a invadir território alheio, pois sabe que a velhinha ou o menino manejam bem uma boa espingarda. Há 60 milhões de caçadores registrados por lá. Quem ousaria invadir um país assim? Com tanta dificuldade para renovar registro de arma, calcula-se que há, no Brasil, mais de oito milhões de armas tão ilegais quanto a do governador Silval Barbosa: em 2010, havia 8.974.456 armas de fogo com registro; neste ano, o registro ativo despencou para cerca de 600 mil armas. Será que vão prender, como fizeram com o governador, mais de 8 milhões de brasileiros? 

Além dessa pergunta, há outra: que interesse existe por trás da intenção de ter a cidadania desarmada, inerme, indefesa? 

Depois daquela nota

Dora Kramer
E a nota redigida pela presidente da Petrobrás, Graça Foster, rasgada pela presidente Dilma Rousseff e substituída por uma resposta escrita de próprio punho ao Estado sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas? Nunca mais se falou nela. Ficou esquecida na lata de lixo em que foi jogada num rompante, cujo custo revelou-se altíssimo.
Na perspectiva das consequências geradas pelo gesto nesses últimos mais de dois meses, seria interessante revisitar o texto original. Segundo consta, dizia que o assunto estava sendo examinado pelas instâncias competentes (Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e Ministério Público, além da própria Petrobrás) e que a posição do governo já havia sido explicitada por ela e pelo antecessor, Sergio Gabrielli, em audiências no Congresso.
De fato, ambos haviam ido ao Parlamento para tratar do tema e dito, em suma, que à época a compra tinha sido considerada um bom negócio. Nenhum dos dois fez qualquer referência a decisões tomadas com base de informações incompletas e era nessa moldura que se enquadrava o texto sugerido por Graça Foster e rejeitado por Dilma. Se aceito, a coisa provavelmente teria ficado por aí.
Agora, todo o esforço do governo na CPI de faz de conta montada no Senado tem sido para reparar o dano político causado pela equivocada avaliação da presidente de que, transferindo a responsabilidade para um "parecer técnica e juridicamente falho", estaria matando o mal pela raiz e se precavendo de prejuízo maior durante a campanha eleitoral.
Com aquela atitude a presidente não pretendia - como sugeriram alguns aliados para tentar salvar a situação - enfrentar a questão na base da firmeza e da transparência. Essa foi a versão escolhida para tentar reduzir o tamanho da ferida produzida pelo tiro no pé.
E como é possível afirmar que a intenção da presidente não era a melhor? Pela reação da própria presidente. Se o motor do impulso fosse o desvendar da verdade, Dilma não estaria hoje dedicando-se à tarefa de fazer o diabo para impedir o Congresso de mostrar à nação o que vai pela Petrobrás.
De maduro. Não procedem as recentes especulações sobre a possibilidade de a escolha do vice na chapa de Aécio Neves ficar para depois da convenção do PSDB marcada para o próximo dia 14. O senador por enquanto ainda faz mistério, mas pretende antes disso anunciar a decisão.
Inclusive porque, se não o fizer, entrará no chamado processo "indecisório", cuja marca reforça a imagem do tucano eternamente refugiado no muro.
Agora foi. Há no PMDB o sentimento de que foi um equívoco marcar a convenção para o dia 10 de junho. Será a primeira e, no entanto, a mais polêmica. Entre os convencionais contrários à renovação da aliança com o PT viceja o arrependimento.
A avaliação é a de que houve precipitação, pois até o fim do mês, quando termina o prazo para as definições partidárias, muita coisa poderia acontecer. E, no momento, o clima que já esteve pior para o lado do governo melhorou depois que Lula entrou nas negociações de bastidor para conter insatisfações ao custo até de alguns interesses do PT.
Filhotes. Protocolar no jantar oferecido a ela pelo PMDB, a presidente Dilma Rousseff não teria como fugir de desejar "boa sorte" aos filhos de Jader Barbalho, Romero Jucá, Renan Calheiros e Edison Lobão, candidatos aos governos dos Estados onde os pais têm seus feudos.
Já os respectivos eleitorados não estão obrigados a seguir liturgias. Livres para se guiar pela sabedoria popular: quem sai aos seus não degenera. Para o bem e para o mal.

Caio Blinder- Um espectro ronda a Europa…o nacionalismo extremista

Em 1848, o barbudo e seu lugar-tenente se manifestaram: “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se em uma Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha.”
Em 2014, vamos atualizar, na verdade, parafrasear o manifesto de Marx e Engels: “Um espectro ronda a Europa – o espectro do nacionalismo extremista”. Entre os integrantes desta nova santa aliança estão o czar Putin e os radicais da França capitaneados por Marine Le Pen. Ainda bem, ufa, ufa, ufa, que a policial alemã Angela Merkel não integra esta Internacional Nacionalista. São dias perigosos (e nem quero globalizar a conversa levando em conta o nacionalismo extremista em alta na Ásia) que ameaçam a ordem europeia.
Putin violou fronteiras internacionais na Ucrânia, com a anexação da Crimeia, em nome da mãe Rússia, e alimenta ódios nacionalistas. Acho bobagem compará-lo a Hitler, como fizeram o principe Charles e a rainha Hillary Clinton. Ele está mais para o sérvio Slobodan Milosevic, que rasgou o uniforme comunista para se cobrir sem pudor com a bandeira do nacionalismo e do cristianismo ortodoxo.
Já Marine Le Pen é a nova roupagem da xenofobia. Ela humilhou a avacalhada liderança política francesa (socialistas e gaullistas) com seu triunfo nas eleições no Parlamento Europeu. Repito: são os bárbaros nos portões dispostos a solapar as instituições da civilização europeia, de uma civilização que no pós-guerra se empenhou para domar rancores nacionalistas, rivalidades étnicas e xenofobia (com excesso burocrático).
E para quem acha que eu exagero ao apontar os bárbaros nos portões, estou na boa companhia do venerável ministro das Finanças de Angela Merkel, o conservador Wolfgang Schaeuble. Em uma conferência em Berlim, na terça-feira, ele fez questão de dizer (e em inglês) que a Frente Nacional, de Marine Le Pen, “não é um partido de direita, mas um partido extremista, fascista”.
Marine Le Pen é a face moderna, com o botox da marquetagem, da extrema direita. A expressão mais virulenta (literalmente) continua sendo seu pére Jean-Marie, fundador da Frente Nacional, com suas apologias do colaboracionismo com os nazistas na Segunda Guerra Mundial e a observação de que o Holocausto era um detalhe. Na semana passada, ao advertir sobre as hordas de imigrantes africanos invadindo a Europa, Jean-Marie Le Pen não resistiu a uma diatribe, dizendo que o vírus Ebola resolvia o problema em três semanas.
O Karl Marx dos furúnculos só furou. A classe trabalhadora não é internacionalista. A Frente Nacional de Le Pen está vitaminada com o apoio de amplos setores do proletariado francês que perderão com a globalização e a modernização da economia. São, de fato, reacionários.
Putinetes e marinetes, uni-vos! A filha de Jean-Marie admira o viril Vladimir. Ela considera o presidente russo um valoroso aliado para castrar a devassa União Europeia e prega a criação de um eixo Paris-Berlim-Moscou (a Angela está fora da trama). Em visita a Moscou antes das eleições europeias, a líder da Frente Nacional disse que Putin estava “consciente de que nós estamos defendendo valores comuns”. E perguntada quais eram os valores, a resposta foi: “A herança cristã da civilização europeia”. E com Putin que nós queremos defender a civilização ocidental? É com os bárbaros nos portões de Paris ou de Bruxelas que a história vai marchar?
Marine Le Pen é mais sutil, esperta e ambiciosa do que seu pai. Nosso homem em Moscou não poderia estar mais orgulhoso e feliz com sua vitoriosa mulher em Paris. Viva a Internacional Nacionalista!

Caio Blinder-O copo meio vazio da Copa




O estado das obras em Fortaleza, na foto que ilustra a reportagem
Com um dia de atraso, mas, mesmo na instântanea era digital, antes tarde do que nunca. No cardápio do meu café da manhã está o 10-Point, o memo online aos assinantes de Gerald Baker, o editor-chefe do Wall Street Journal. Na quarta-feira, um dos pontos era sobre a reportagem devastadora do jornalão sobre a Copa no Brasil.
A reportagem começa na primeira página e cobre quase uma página interna inteira. O resumão do Baker tem título com trocadilho precioso: The Cup Half Empty. E para quem acompanha oManhattan Connection, da Globo News, há um sabor especial pelos nossos comentários e brincadeiras se o copo brasileiro está meio cheio ou meio vazio (ok, preferem, meio vazio ou meio cheio?).
Baker lembra a seus leitores gringos que o Brasil é recordista de consagração na Copa e que sua população diz viver no “pais do futebol”. Aí, é a observação de que agora apenas 48% dos habitantes do país do futebol acham uma boa ideia sediar o torneio, em comparação a 79% em 2008, nos tempos da euforia Lula.
A vasta reportagem do jornal mostra como a Cup se tornou um símbolo de promessas cheias não concretizadas de um boom econômico no Brasil, com o custo recordista de US$ 11.5 bilhões (e olhe lá ou não olhe ). E a exatas duas semanas do pontapé inicial, o Brasil toma um pé naquele lugar com os atrasos nas obras e os vexames na infra-estrutura. O editor-chefe do Wall Street Journal chuta que a chiadeira vai baixar se o Brasil ao menos corresponder às expectativas e levar a taça em 13 de julho.
Por ora, a reportagem do jornal americano merece não apenas uma colher de chá dos cartolas do Instituto Blinder & Blainder, mas a cup of tea.

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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.