sábado, 31 de maio de 2014

DOIS COMUNISTAS CUBANOS NO INFERNO

Dois dirigentes comunistas cubanos chegaram ao inferno e o capeta foi logo dizendo:

“Vocês não deverão estranhar o inferno, pois é muito parecido com o regime que vocês implantaram em Cuba. Boa vida aqui só para nós os capetas comandantes; temos também o nosso jornal único que alimenta o povo com meias verdades; alimentação do povo residente é apenas o suficiente para se manter de pé; os discursos de Lúcifer são de 6h ou mais de duração, e bem pertinho dos fornos. A vantagem com relação a Cuba é que não temos mar e nem tubarões, mas não se preocupem em pensar em fugir, pois para isso acontecer só ressuscitando, e esta mágica, infelizmente para vocês, só o filho do homem conhece.”

(Mim)

Igrejas são demolidas em nova onda de perseguição a cristãos na China

VEJA
Recentes casos de demolição de igrejas e destruição de estátuas que evocavam passagens da vida de Cristo reacenderam o alerta contra a perseguição a cristãos na China. A cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, costa leste do país, é conhecida como ‘Jerusalém da China’, e tem sido o foco das ações. No entanto, cristãos temem que uma campanha nacional esteja sendo preparada, em uma tentativa de barrar o crescimento do cristianismo no país.
“Ainda não está claro se isso é o início de uma campanha mais ampla contra o cristianismo. No entanto, o que aconteceu em Zhejiang deve ter ao menos a aprovação tácita do governo central”, acredita Fenggang Yang, diretor do Centro de Religião e Sociedade Chinesa da Universidade Purdue. “Nos últimos anos, as autoridades comunistas ficaram mais assustadas com o rápido crescimento do cristianismo”.
O professor Yang, autor de Religião na China: Sobrevivência e Ressurgimento sob o Domínio Comunista’, afirma que o crescimento do cristianismo foi rápido nas últimas três décadas, com média de 10% ao ano desde 1980. O número de católicos desde então passou de 3 milhões para 9 a 12 milhões em 2010, enquanto o número de protestantes saltou de 3 milhões para ao menos 58 milhões em 2010, ou 4,3% da população chinesa, segundo o Pew Research Center.
O instituto ressalta que saber com precisão quantos cristãos há na China é tarefa dificultada pelo fato de que muitos frequentam igrejas clandestinas. Por outro lado, acrescenta que até pouco tempo atrás, poucos pesquisadores sabiam se a religião havia sobrevivido à Revolução Cultural desencadeada por Mao Tsé-tung nos anos 60. Agora sabe-se que milhões de chineses têm alguma fé religiosa.
“Nos últimos trinta anos, a sociedade chinesa tem vivenciado um momento de abertura e o governo se deu conta de que teria de tolerar, até certo ponto, a liberdade dos indivíduos”, pontua Feng Wang, professor de sociologia da Universidade de Michigan especializado em China. Essa abertura – iniciada por Deng Xiaoping no final de década de 1970 e ao longo dos nos anos 1980 – propiciou o uso limitado da internet e o abandono do marxismo como ideologia oficial, por exemplo. “Nesse contexto, muitas pessoas na sociedade chinesa decidiram buscar uma zona de conforto espiritual (...) O governo tem consciência que não pode suprimir esse desejo. Contudo, o que o governo não entende, não autoriza e, mais ainda, teme é a criação de organizações religiosas”.  
Numa democracia funcional, as religiões também têm um papel de coesão social e são regidas por instituições estruturadas que podem, eventualmente, se contrapor aos governos e criticar os governantes. E isso é tudo que Pequim não deseja. “O Partido Comunista não pode tolerar qualquer outra organização que não seja a do próprio partido. Admitem a prática religiosa, desde que esteja, de alguma forma, atrelada ao Estado. Tanto que a China não reconhece o Vaticano. E, inclusive, é o próprio partido que determina quem serão os bispos e padres”, lembra Wang.
A Associação Católica Patriótica Chinesa, versão da Igreja que segue os preceitos do Partido Comunista, sempre viveu em conflito com o Vaticano, que não reconhece os padres e bispos nomeados pela associação. A Constituição de 1982 permite o culto a cinco religiões, mas proíbe qualquer influência estrangeira.
No caso das recentes ações em Zhejiang, o professor Fenggang Yang aponta uma motivação política para as medidas extremas destinadas a controlar o crescimento do cristianismo: a ânsia dos líderes provinciais em impressionar o presidente Xi Jinping e, desta forma, subir na hierarquia comunista.
O governo chinês tenta justificar a recente onda de demolições – que já deixou ao menos seis locais de culto completa ou parcialmente demolidos, segundo o jornal britânico Daily Telegraph– dizendo que os prédios vieram abaixo porque havia irregularidades nas construções. O especialista de Purdue rejeita o argumento: “O fato é que muitos prédios governamentais, comerciais e outras construções religiosas também violaram regras, mas até aqui a maior parte dos grandes prédios demolidos eram igrejas cristãs. Mais do que isso, não há nenhuma justificativa legal para tirar cruzes de igrejas ou cortar a luz de igrejas à noite. Que tipo de regra as cruzes ou as luzes violaram? O alvo claramente são as igrejas cristãs”.
(Com reportagem de Ana Clara Costa)

‘Mudança de regime por decreto’, editorial do Estadão

A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia.
A fórmula não é muito original. O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil" participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de "consolidar a participação social como método de governo". Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos. O que se vê é que a companheira Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro, definido pela Assembleia Constituinte de 1988, e quer, por decreto, instituir outra fonte de poder: a "participação direta".
Não se trata de um ato ingênuo, como se a Presidência da República tivesse descoberto uma nova forma de fazer democracia, mais aberta e menos "burocrática". O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem - isso sim - um efeito profundamente antidemocrático. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática ("uma pessoa, um voto") ao propiciar que alguns determinados cidadãos, aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia, sejam mais ouvidos.
A participação em movimentos sociais, em si legítima, não pode significar um aumento do poder político institucional, que é o que em outras palavras estabelece o tal decreto. Institucionaliza-se assim a desigualdade, especialmente quando o Partido (leia-se, o Governo) subvenciona e controla esses "movimentos sociais".
O grande desafio da democracia - e, ao mesmo tempo, o grande mérito da democracia representativa - é dar voz a todos os cidadãos, com independência da sua atuação e do seu grau de conscientização. Não há cidadãos de primeira e de segunda categoria, discriminação que por decreto a presidente Dilma Rousseff pretende instituir, ao criar canais específicos para que uns sejam mais ouvidos do que outros. Ou ela acha que a maioria dos brasileiros, que trabalha a semana inteira, terá tempo para participar de todas essas audiências, comissões, conselhos e mesas de diálogo?
Ao longo do decreto fica explícito o sofisma que o sustenta: a ideia de que os "movimentos sociais" são a mais pura manifestação da democracia. A História mostra o contrário. Onde não há a institucionalização do poder, há a institucionalização da lei do mais forte. Por isso, o Estado Democrático de Direito significou um enorme passo civilizatório, ao institucionalizar no voto individual e secreto a origem do poder estatal. Quando se criam canais paralelos de poder, não legitimados pelas urnas, inverte-se a lógica do sistema. No mínimo, a companheira Dilma e os seus amigos precisariam para esse novo arranjo de uma nova Constituição, que já não seria democrática. No entanto, tiveram o descaramento de fazê-lo por decreto.
Querem reprisar o engodo totalitário, vendendo um mundo romântico, mas entregando o mais frio e cinzento dos mundos, onde uns poucos pretendem dominar muitos. Em resumo: é mais um ato inconstitucional da presidente Dilma. Que o Congresso esteja atento - não apenas o STF, para declarar a inconstitucionalidade do decreto -, já que a mensagem subliminar em toda essa história é a de que o Poder Legislativo é dispensável.

DESALENTADOR

Celso Ming
TAMANHO DE TEXTO:A A A A

Desalentador

30 de maio de 2014 | 21h00
Celso Ming
Nada muito diferente do que já se esperava. A presidente Dilma obteve mais uma pérola medíocre de crescimento do PIB. Não consegue entregar o prometido, nem em avanço da atividade econômica nem em investimento.
Mesmo levando em conta a revisão positiva do avanço do PIB de 2013 (de 2,3% para 2,5%) e da indústria, que cresceu no último trimestre do ano passado mais do que havia sido anunciado (1,7%, em vez de 1,3%), o desempenho fortemente insatisfatório deste início do ano, de um crescimento de apenas 0,2% sobre o último trimestre, é frustrante, especialmente quando se levam em conta outros parâmetros fracos, como a queda do consumo das famílias sobre o trimestre anterior, de 0,1%, e a queda do investimento (Formação Bruta do Capital Fixo), de 2,1%.
O governo desfila as desculpas esfarrapadas de sempre: o mau desempenho da economia brasileira é, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, consequência da estagnação da economia internacional e do repique inflacionário que corroeu o poder aquisitivo. Mas, ministro, a crise externa começou em 2007 e não é fato novo que explique mais este fiasco. E a inflação em 12 meses está praticamente no mesmo nível desde o início do governo Dilma.
Chegamos ao ponto em que causa e consequência se compõem para produzir resultados medíocres. O desempenho sufocante da economia derruba a confiança tanto do empresário como do consumidor; e o baixo nível de confiança, por sua vez, também derruba o investimento, a produção e a disposição de mudar. É um quadro básico que reforça o repeteco fraco para os três trimestres seguintes de 2014, ao contrário do que também disse Mantega.
A aposta do governo é de que a Copa acabará por reativar o consumo e de que a inflação recuará, fatores que acabarão por reativar o consumo e o PIB. São hipóteses frágeis de que nem o ministro parece convencido.
A Copa vai reduzir a atividade com mais feriados. As instituições ligadas ao comércio já avisaram que, em frente da TV, o consumidor não se sente estimulado a puxar pelo cartão de crédito. De mais a mais, a inflação mensal pode recuar em alguma coisa, mas, medida em 12 meses, deverá estourar o teto da meta, possivelmente já em junho e por lá ficar nos meses seguintes.
O momento é de economia tão devagar como antes, quase parando. O gráfico que mostra o mergulho acentuado da poupança e do investimento ao longo do governo Dilma explica muita coisa (veja o Confira): se a semeadura é cada vez menor, a produção também será. São fatores que solapam capacidade de crescimento econômico.
Não há nenhum elemento novo nas telas de radar que pareça capaz de virar o jogo ainda este ano e de resgatar a confiança perdida com esse mau desempenho. É uma situação ruim que tende a se acentuar com a falta de resposta do governo e com as incertezas trazidas pela própria campanha eleitoral.

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