domingo, 1 de junho de 2014

Do blog do Felipe Moura Brasil- CASO DG – Preso em Niterói, ex-chefe do tráfico do PPG teria informações sobre a morte do dançarino do Esquenta



Wellington delegado
Delegado Wellington Vieira chegou ao acusado através de denúncia anônima. Foto: Julio Silva
Veja abaixo (alô, imprensa!) a notícia de sexta-feira do jornal O Fluminense (com grifos meus para os leitores preguiçosos).
Volto em seguida:
Foragido escondido no Hospital Antônio Pedro em Niterói
Ex-gerente do tráfico no Rio prestava serviços para hospital, afirma delegado
Após receber denúncia anônima, o delegado Wellington Vieira, titular da Divisão de Homicídios (DH) de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, prendeu no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), Leandro Oliveira Resende, apontado pela polícia como ex-chefe do tráfico de drogas dos Morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo [vulgo PPG], em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, antes da instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital. O acusado, que trabalhava no hospital como prestador de serviço contratado por uma empresa terceirizada, não resistiu à prisão.
De acordo com o delegado, contra Leandro existiam três mandados de prisão, sendo dois por roubo e um por tráfico de drogas. O nome de Leandro aparece em 10 inquéritos policiais de delegacias da Zona Sul do Rio. 
Segundo as investigações, Azul, como era conhecido, teria informações sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 26 anos, o DG, do programa Esquenta, da Rede Globo, morto em abril. O corpo do dançarino foi encontrado dentro de uma creche na comunidade do Morro Pavão-Pavãozinho. O crime foi atribuído a policiais militares.
O Serviço Disque-Denúncia oferecia R$ 2 mil de recompensa por informações que levassem ao acusado. 
Esconderijo – Ainda de acordo com o delegado, o Azul usava o nome falso de André Luiz Ferreira, além dos apelidos de Macaco e Preto. Ele teria migrado para Niterói após a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em dezembro de 2009, na comunidade onde controlaria o tráfico. 
“Na hora da prisão, ele alegou que não fazia mais parte do tráfico, que agora frequentava a igreja. Mas a polícia acredita que ele ainda trabalhava nos bastidores do crime, passando informações a comparsas. Ele também será interrogado por delegados do Rio, por causa de informações que teria sobre a morte do dançarino”, afirmou o delegado, sem mencionar que informações poderiam ser.
Segundo o Disque-Denúncia, o tráfico do morro Pavão-Pavãozinho lucrava antes da UPP, em média, R$ 3 milhões por mês, sendo R$ 1,4 milhão somente com a venda de crack. O morro do Pavão-Pavãozinho possuía a maior cracolândia da Zona Sul carioca. Ainda de acordo com o Disque-Denúncia, eram vendidos em média 40 quilos da droga por mês, o que gerava um faturamento de cerca de R$ 1,4 milhão.
O-dancarino-DG-ao-lado-de-Regina-Case-apresentadora-do-Esquenta--size-598Muito bem. O título da matéria é um. O título do meu post é outro. Chamo a atenção para o caso DG, sobre o qual escrevi uma porção de artigos (que seguem abaixo), repletos de informações em primeira mão, e do qual os repórteres da grande imprensa parecem ter se esquecido. Durante cerca de dez dias, o assunto recebeu enorme atenção dos jornais e da TV. Depois,puf! Sumiu, como o Compadre Washington naquela propaganda censurada pela Conar. Mas que fim levaram as investigações da polícia, assumidas pelo delegado Gilberto da Cruz Ribeiro? De quem afinal partiu o tiro: dos PMs ou dos traficantes? A reportagem do Fluminensefala que “o crime foi atribuído a policiais millitares”, mas atribuído por quem? Pelos traficantes e pela militância de esquerda, sem dúvida. Pelos fanáticos da desmilitarização e do fim da UPP, também. Pelos “especialistas” do Esquenta, talvez. E era possível que o tiro tivesse vindo da PM? Sim, era uma possibilidade. E era também precipitado culpar os policiais e cínico culpar a instituição inteira. Mas cadê a conclusão do caso? A prisão de Azul pode ser importante para desvendar esse mistério e cabe aos jornalistas ficar de olho. Há relatos públicos de que Azul, quando era o “frente” do morro, colocava DG para dançar em eventos na quadra do Cantagalo, antes de o dançarino virar mototáxi com a chegada da UPP. Decerto, o traficante o conhecia. Se tem informações sobre sua morte, é outra história que ainda precisamos descobrir.
Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

Reynaldo-BH: Temos de usar o voto para pagar nossa dívida com Joaquim Barbosa

REYNALDO ROCHA
O que difere um homem honesto e transparente de um outro escondido em sua própria insignificância? A verdade. O comportamento que demonstra e cada ato da vida, o preço que paga por cada ação que toma e a certeza do agir certo.
Óbvio que falo de Joaquim Barbosa. Muito já se escreveu sobre este magistrado que,  mesmo mercurial por vezes, jamais deixou de ser simplesmente honesto. Isso torna ainda mais grave o crime – mais um – praticado pela canalha quadrilheira e sectários xiitas.
Sabemos agora que o presidente do Poder Judiciário foi ameaçado, ofendido e perseguido por especialistas em covardia e exemplo maior da baixeza moral.
As ameaças e ofensas insuportáveis são filhas diletas do poder que enfraqueceu. Só um Poder já carcomido e enferrujado dá espaço a tais indignidades. Em qualquer país do mundo, ameaçar um juiz é quase um ato terrorista.
Não se tem – exceto nas ditaduras – notícia de ameaças ao presidente de uma Suprema Corte. E sob o silêncio incompreensível dos pares, o incentivo indireto de parlamentares e a dócil aceitação de ministros do Executivo.
Quem no governo disse alguma palavra de repúdio à ofensa de André Vargas, o bandido doleiro, na sessão de abertura ano legislativo do Congresso Nacional? Quem se importou com a cara ainda mais amarrada de Maria, a Louca na posse de Teori Zavascki, ao quase recusar-se a cumprimentar Joaquim Barbosa?
Agora, telefonemas no meio da noite, xingamentos pelas ruas, dúvidas sobre o caráter de Joaquim. Emocionado, o diplomata que serve ao presidente do STF como chefe de gabinete revela: “Ele cansou das ameaças dirigidas ao gabinete a até à casa dele!”
O crime de ameaça (“Sua hora está chegando!”) configurado e praticado. O Poder Judiciário atingido em sua figura maior, institucionalmente. Um Supremo composto em sua maioria por rábulas com conhecimento jurídico e com apego às nobres funções.
Não temos mais Legislativo. São casas de tolerância comandadas por cafetinas em sistema de rodízio. E que sabem quem são os seus (deles) chefes e mandatários. Basta atravessar a praça. São assumidamente venais.
O Executivo fatiado não pelo critério da competência. Importante é É comum vermos quanto cada partido de/no governo tem no orçamento federal. A conta é feira por aí. Num vergonhoso e abjeto leilão, dá-se um ministério aqui e uma diretoria acolá.
Por fim, Joaquim Barbosa se foi. Cansou. Honrou a biografia até o fim. Poderia usar o tempo (muito) que lhe restava para asfaltar uma carreira política. Teria tribuna, impunidade e atenção. Escolheu a dignidade.
Que não se acuse o ministro de medo. Está mais que provado que não é portador desse defeito.  Que se entenda a dor de quem sabe que perdeu para uma quadrilha uma batalha em uma trincheira que é de todos nós.
Eles acham que ganharam. Não creio. Foi-se o Joaquim Barbosa presidente do Supremo. Passamos a ter o cidadão Joaquim. E este basta para nossa luta.
Em outubro, nosso voto vale por dois ou mais. Saibamos usar o voto para eleger um candidato à Presidência de oposição e dizer com isso que apoiamos Joaquim Barbosa.
Devo isto ao ministro que se vai. Pagarei.

DESCONTROLADO, VARGAS AGORA XINGA OS PETISTAS

É genuína a revolta do deputado paranaense André Vargas, por ter sido abandonado pelos ex-correligionários do PT, após vir à tona suas relações promíscuas com Alberto Youssef, doleiro preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Nervoso, descontrolado, ameaçador, ele aborda pessoas que nem conhece para desabafar contra os ex-“cumpanhero”. Dias atrás, foi um jornalista que ouviu o seu desabafo.
André Vargas não poupa adjetivos contra Rui Falcão, presidente do partido, e a presidenta Dilma, chamando-os de “canalha”, “vaca” etc.
Após renunciar à vice-presidência da Câmara, André Vargas não está otimista quanto ao próprio futuro. Acha que será cassado. Por perjúrio.
A revolta à flor da pele pode fazer de André Vargas um aliado decisivo dos opositores de Dilma, na eleição. Ele parece louco para abrir o jogo.
Cândido Vaccarezza (PT-SP), também citado na Operação Lava Jato, é um dos poucos amigos que restam a André Vargas.
Diário do Poder

OPOSIÇÃO QUER EVITAR CRIAÇÃO DE “CONSELHOS POPULARES”

Brasília - Inconformados com o que chamam de “disposição do Executivo de usurpar prerrogativas do Congresso”, os três principais partidos de oposição – DEM, PSDB e PPS – querem suspender um decreto editado pela presidente Dilma Rousseff que obriga os órgãos do governo a promover consultas populares, por meio de nove conselhos, sobre grandes temas, antes que propostas legais venham a ser adotadas e se transformem em políticas públicas.
A Rede Sustentabilidade, do PSB de Eduardo Campos, também criticou a ação do governo, especialmente pelo momento em que ocorreu. “É uma discussão importante, mas o governo teve três anos e meio para tomar essas medidas importantes”, apontou Bazileu Margarido, coordenador-executivo da Rede. “Agora isso gera algum desconforto e alguma desconfiança de que essa seja uma atitude mais eleitoreira do que realmente um aperfeiçoamento das instituições públicas e da democracia.”
Na sexta-feira, o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), apresentou projeto de decreto legislativo para revogar o decreto que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação com seus nove conselhos. “A instância que o cidadão tem para ser ouvido é o Congresso e não um conselho aparelhado pelo atual governo e o PT. Isso é uma usurpação do poder do Legislativo pelo Executivo”, desabafou.
“Isso é inadmissível, uma aberração, uma afronta à Constituição”, prosseguiu Mendonça Filho, que vai pedir às demais lideranças partidárias apoio para a aprovação do regime de urgências para que o seu projeto de suspensão deste decreto seja derrubado “o mais rápido possível”. Para o líder do DEM, se este decreto permanecer em vigor, “o País terá criado cidadãos de primeira e segunda classes, cidadãos que têm mais direito a votos do que outros, instalando aqui o que se tornou comum entre nossos vizinhos bolivarianos”.
Constitucionalidade
O líder do PSDB, Antonio Imbassahy, que também já determinou que sua assessoria verifique se há “vício de inconstitucionalidade” no decreto, acredita que a manobra ocorreu porque o Planalto “percebeu a possibilidade de derrota nas eleições de outubro e quer aparelhar ainda mais os órgãos para que os petistas continuem a ter influência, em caso de derrota, e dificultem as ações do novo governo”. E emendou: “É uma apólice de seguro que deixará na estrutura da máquina pública”.
O deputado tucano Luiz Carlos Hauly (PR), após classificar o decreto presidencial como “antidemocrático”, ressaltou que esta é uma “forma totalmente escancarada” de querer instituir um novo Poder. “Isso cheira a aparelhamento para manipulação por parte do Partido dos Trabalhadores e de seus interesses escusos aos interesses da democracia”, afirmou, acentuando que “chegamos ao fundo do poço” porque esta é uma forma de tentar “calar o Congresso para dar lugar a uma participação popular manipulada”.
Para Hauly, a criação desse tipo de “conselho dito popular mostra que querem transformar o Brasil em uma nova Cuba ou Venezuela. É uma afronta ao processo democrático introduzido a duras penas com a derrubada do regime militar”.
Para o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), a medida é ilegal. “Um decreto não pode inovar, ele tem apenas que regulamentar o que uma lei determina, e não tem lei sobre isso”, argumentou. “Com esse decreto, o PT atesta que não tem respeito pela democracia representativa. Significa passar por cima de todas as instituições que tenham como base a representação popular”, criticou. (Tânia Monteiro e Laís Alegretti/Agência Estado)

O “carinho” da plateia com a presidente Dilma em show do Rappa

Aconteceu em Ribeirão Preto, São Paulo, a 13ª edição do João Rock, considerado o maior festival de música pop e rock do interior. Segundo estimativas, 40 mil pessoas estavam no evento. E eis o que aconteceu: Sinais dos tempos? Artistas saindo da toca em quantidade cada vez maior, cansados do governo petista? O clima está realmente estranho. O PT conseguiu segregar mesmo a população toda. De um lado, aqueles pagos para defender o indefensável; do outro, o restante, de saco cheio de tanta incompetência, corrupção, mediocridade e ufanismo oportunista. Vou torcer para o Brasil na Copa. Nosso país é maior do que o PT, e a seleção não tem culpa das falcatruas do governo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Quero que nosso país seja campeão. Só não quero ver uso e abuso político disso depois, pelo governo, o que seria asqueroso. Mas acho, sinceramente, que a maioria do povo está ciente disso e poderia ser até um tiro no pé o PT tentar se aproveitar de uma eventual vitória. Chega de PT! Viva o Brasil!

 Rodrigo Constantino

ESTADÃO- O pibinho, os gringos e a conspiração de São Pedro

Rolf Kuntz
30 Maio 2014 | 20h 31

Com o desastre econômico do primeiro trimestre, uma expansão miserável de 0,2% combinada com inflação alta e enorme rombo comercial, a presidente-gerente Dilma Rousseff completou três anos e três meses de fracasso econômico registrado oficialmente. O fracasso continua, como confirmam vários indicadores parciais, e continuará nos próximos meses, porque a indústria permanece emperrada e o ambiente econômico é de baixa produtividade. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, parece desconhecer a história dos últimos três anos e um quarto. Em criativa entrevista, ele atribuiu o baixo crescimento brasileiro no primeiro trimestre a fatores externos e a problemas ocasionais. A lista inclui a instabilidade cambial, a recuperação ainda lenta das economias do mundo rico e a inflação elevada principalmente por causa dos alimentos. Culpa dos gringos, portanto, e isso vale igualmente para o judeu Simão, também conhecido como São Pedro, supervisor e distribuidor das chuvas e trovoadas.
No triste cenário das contas nacionais divulgadas nesta sexta-feira, só se salva a produção agropecuária, com crescimento de 3,6% no trimestre e de 4,8% no acumulado de um ano. Os detalhes mais feios são o investimento em queda e o péssimo desempenho da indústria. Em sua pitoresca entrevista, o ministro da Fazenda atribuiu o baixo investimento à situação dos estoques e ao leve recuo - queda de 0,1% - do consumo das famílias, causado em grande parte pela alta do custo da alimentação. A explicação pode ser instigante, mas deixa em total escuridão o fiasco econômico dos últimos anos, quando o consumo, tanto das famílias quanto do governo, cresceu rapidamente.
O investimento em máquinas, equipamentos, construções civis e obras públicas - a chamada formação bruta de capital fixo - caiu, como proporção do produto interno bruto (PIB), durante toda a gestão da presidente Dilma Rousseff.
No primeiro trimestre de 2011, quando o governo estava recém-instalado, essa proporção chegou a 19,5%. Caiu seguidamente a partir daí, até 17,7% nos primeiros três meses de 2014. Durante esse período o consumo das famílias aumentou velozmente, sustentado pela expansão da renda e do crédito, mas nem por isso os empresários investiram muito mais.
Além disso, o governo foi incapaz de ir muito além da retórica e das bravatas quando se tratou de executar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nem as obras da Copa avançaram no ritmo necessário, apesar do risco de um papelão internacional.
A estagnação da indústria reflete o baixo nível de investimentos, tanto privados quanto públicos, e a consequente perda de poder de competição. Por três trimestres consecutivos a produção industrial tem sido menor que nos três meses anteriores. Encolheu 0,1% no período julho-setembro, diminuiu 0,2% no trimestre final de 2013 e 0,8% no primeiro deste ano. Não há como culpar as potências estrangeiras ou celestiais por esse desempenho.
O conjunto da economia brasileira é cada vez menos produtivo, embora alguns segmentos, como o agronegócio, e algumas empresas importantes, como a Embraer, continuem sendo exemplos internacionais de competitividade.
O baixo crescimento do PIB, apenas 0,2% no trimestre e 2,5% em 12 meses, reflete essa perda de vigor, associada tanto à insuficiência do investimento em capital fixo quanto à escassez crescente de pessoal qualificado. Não por acaso, o País apareceu em 54.º lugar, numa lista de 60 países, na última classificação de competitividade elaborada pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça.
O baixo desempenho da economia, especialmente da indústria, tem tudo a ver com a piora das contas externas. O efeito mais evidente é a erosão do saldo comercial. No primeiro trimestre, período de referência das contas nacionais atualizadas, o País acumulou um déficit de US$ 6,1 bilhões no comércio de mercadorias. O resultado melhorou um pouco desde abril, mas na penúltima semana de maio o buraco ainda era de US$ 5,9 bilhões. O Banco Central (BC) continua projetando um saldo de US$ 8 bilhões para o ano, muito pequeno para as necessidades brasileiras. No mercado, a mediana das projeções coletadas em 23 de maio na pesquisa semanal do BC indicava um superávit de apenas US$ 3 bilhões.
Estranhamente, os deuses parecem ter poupado outros países dos males atribuídos pelo ministro da Fazenda ao quadro externo. Outras economias continuaram crescendo mais que a brasileira e com inflação menor, apesar de sujeitas à instabilidade dos mercados financeiros e a outros problemas internacionais. A inflação no Brasil tem permanecido muito acima da meta oficial, 4,5%, e a maior parte das projeções ainda aponta um resultado final em torno de 6% para 2o14. Até agora, o recuo de alguns preços no atacado pouco afetou o varejo e os consumidores continuam sujeitos a taxas mensais de inflação superiores a 0,5%. O ritmo poderá diminuir nos próximos meses, mas, por enquanto, as estimativas indicam um repique nos quatro ou cinco meses finais de 2014.
O aperto monetário, interrompido pelo BC na quarta-feira, pode ter produzido algum efeito, mas o desajuste das contas do governo ainda alimenta um excesso de demanda. Na quinta-feira o Tesouro anunciou um superávit primário de R$ 26,7 bilhões nos primeiros quatro meses. Quase um terço desse total, R$ 9,2 bilhões, ou 31%, correspondeu a receita de concessões e dividendos. As concessões renderam 207,4% mais que no período de janeiro a abril do ano passado. Os dividendos foram 716,4% maiores que os do primeiro quadrimestre de 2013. Chamar isso de arrecadação normal e recorrente sem ficar corado vale pelo menos um Oscar de ator coadjuvante. A economia vai mal, mas a arte cênica brasileira ainda será reconhecida. Há mais valores entre o céu e a terra do sonham os críticos da política econômica.
*
JORNALISTA

Janer Cristaldo-PNPS: TODO PODER AOS SOVIETES

Soviete – dizem os dicionários – é a palavra russa que significa conselho, mas depois passou a ser mais especificamente usada em linguagem revolucionária para significar os comi¬tês de trabalhadores na Revolução Russa de 1905 e depois na de Fevereiro de 1917. Foi quando conseguiram o controle do Soviete de Petersburgo que usaram para derrubar o Governo Provisório chefiado por Kerensky, que os bolchevistas conseguiram tomar o poder em Outubro de 1917 e quando o Soviete tornou-se a justificativa para a ditadura do proletariado. 

O resultado é que o termo foi usado para todos os órgãos primários do governo em níveis nacionais, estaduais e municipais, com um Soviete Supre¬mo composto de delegados de todas as Repúblicas Soviéticas da União. Os sovietes voltaram a reaparecer nas malogradas Revolução Espanhola (1936-1939), na Revolução dos Cravos (Portugal, 1974) e na Revolução Polonesa de 1980. A estrutura dos sovietes consistia num sistema piramidal de conselhos. A base era formada pelos soviets de fábricas, nas cidades, ou de aldeias, no campo. Níveis sucessivos estabeleciam-se a partir de então. Nas cidades soviets de distrito e de província. O conjunto era coroado pelo Congresso de soviets de operários, soldados e camponeses, órgão supremo e soberano, que elegia um Comitê Executivo que, por sua vez, designava um Conselho dos Comissários do Povo (CCP), o governo efetivo do País.

Segundo Anton Pannekoek, teórico marxista holandês, os conselhos operários da Revolução de 1905, essencialmente, eram simples comitês de greve, tais quais aqueles que aparecem em greves selvagens. Como as greves na Rússia começaram em grandes fábricas, e rapidamente se espalharam pelas cidades menores e distritos, os trabalhadores precisaram manter contato permanente. Nas oficinas, os trabalhadores se juntavam e discutiam regularmente no final da jornada de trabalho, ou continuamente, o dia inteiro, em momentos de tensão. Eles enviavam seus delegados a outras fábricas e aos comitês centrais, onde a informação era trocada, dificuldades discutidas, decisões tomadas, e novas tarefas consideradas.

Eles tiveram que regular a vida pública, tiveram que cuidar da ordem e da segurança públicas e providenciar os serviços públicos essenciais. Eles tiveram que desempenhar funções de governo; o que eles decidiram era executado pelos trabalhadores, enquanto o governo e a polícia ficavam de lado, conscientes de sua impotência contra as massas rebeldes. Então os delegados de outros grupos, de intelectuais, camponeses, soldados, que vieram para se juntar aos sovietes centrais, tomaram parte nas discussões e decisões. Mas todo esse poder foi semelhante a um clarão de raio, como um meteoro passando. Quando finalmente o governo czarista reuniu sua força militar e golpeou o movimento, os sovietes desapareceram.

Ou seja, assumiram o governo do país sem serem eleitos. As pretensões ditatoriais do PT nunca foram segredo para ninguém. Filho de uma partouse ideológica entre comunistas, trostskistas, Igreja Católica, classe média deslumbrada e sindicatos, não tem paternidade precisa. Mas está em seu DNA o desejo de perpetuar-se eternamente no poder, algo assim como um Reich de mil anos, se possível for.

Dona Dilma, ao que parece, já desconfia que não vai levar estas eleições. Sob pretexto de querer modificar o sistema brasileiro de governo, está apelando à fórmula bolchevique encontrada há mais de século. Baixou decreto criando a Política Nacional de Participação Social (PNPS), com o objetivo de "consolidar a participação social como método de governo" e aprimorar "a relação do governo federal com a sociedade". 

O decreto determina que sejam criados conselhos, a realização de conferências nacionais, audiências, entre outras sete formas de diálogo com a sociedade, para fazer consultas públicas antes de tomar decisões sobre temas de interesse da "sociedade civil".

Os dez formatos de atuação da Política Nacional de Participação Social serão, além dos conselhos, conferências e audiências, por iniciativas próprias da sociedade civil, comissões de políticas, ouvidorias, mesas de diálogos, fóruns, ambientes virtuais de participação social e consultas públicas. 

Ou seja, a presidente deu um solene chute na bunda do Congresso, a quem cabia a função de legislar sem consultar conselho algum. Que deputados e senadores não legislam com muita propriedade, disto sabemos. Mas bem ou mal eram eleitos pelo povo. Os novos legisladores – pois obviamente não resistirão à tentação de legislar – serão obviamente eleitos pelo PT.

O decreto, obviamente, não é idéia da presidente. Não teria audácia nem bestunto para tanto. Terá sido achado de seu entourage petista. A ideia é desde há muito advogada por Tarso Genro. Que, em setembro de 2012, escreva na Folha de São Paulo:

“Na Europa, não somente foi feita uma moratória com a utopia socialista, cujo impulso foi responsável pelas grandes conquistas de proteção social e de coesão nacional no século passado, mas também foi congelada a utopia democrática. Os governos eleitos, sejam socialdemocratas ou conservadores, na primeira fala que fazem, quando chegam ao poder, é que “não há alternativa”.

Ao falar de impulso responsável pelas grandes conquistas de proteção social e de coesão nacional, Genro se referia à obra dos sovietes, seu antigo sonho. Dona Dilma parece ter aderido com gosto às esperanças do velho stalinista gaúcho. De uma penada, quer mudar por decreto o sistema democrático do país. O princípio um homem-um voto seria substituído por um apparatchik do PT-milhares de votos.

Teremos agora ongueiros, sem-terra, sem-teto, bugres e quem sabe até membros do PCC dando seu pitaco na hora de dar uma estrutura jurídica ao país. Só a CUT já dispõe de 400 comitês, espalhados pelas 27 unidades do país. O Congresso, pelo que leio, até agora nem notou ter sido diminuída sua função de legislar. 

O sonho não acabou. Todo poder aos sovietes!

Rainha do pibinho e madrinha da inflação



Dilma rainha
A economia brasileira cresceu ridículos 0,2% no primeiro trimestre, com queda na indústria e, principalmente, nos investimentos, que ficaram abaixo de 13% do PIB. Essa taxa é absurdamente baixa e impossibilita um crescimento sustentável. Economistas sérios concordam que ela deveria ser, ao menos, o dobro da atual para colocar o país em uma trajetória de progresso.
Não obstante, a inflação permanece perto do teto da elevada meta, rodando acima de 6% ao ano mesmo com vários preços administrados pelo governo represados. O ministro Guido Mantega culpa a própria inflação pelo baixo crescimento, esquecendo que foi sua equipe a responsável por esse resultado, ninguém mais. Foram os desenvolvimentistas que venderam a falácia de que era preciso ter mais inflação para ter mais crescimento. Acabamos com alta inflação e nada de crescimento.
No começo do ano, o governo insistia ainda em um crescimento perto de 3%, o mercado falava em algo mais perto de 2%, e alguns economistas liberais, como este que vos escreve, achavam que se a taxa chegasse a 1,5% já era de “bom” tamanho, frente à quantidade enorme de equívocos de gestão. Hoje, muitos já falam em 1% de crescimento, e olhe lá! Somos um dos países que menos crescem no mundo!
Dilma é mesmo a rainha do pibinho e a madrinha da inflação, como disseram por aí. É responsabilidade dela, e somente dela, esse lamentável quadro de estagflação: estagnação econômica com elevada inflação. Vem dela a crença no “novo tripé macroeconômico”, que arruinou de vez com os fundamentos econômicos do Brasil. Esse clima de mau humor, de desesperança, de apatia, deve-se totalmente às trapalhadas de Dilma e sua equipe medíocre.
Mas Dilma sempre poderá alegar que o país cresceu, sob sua gestão, mais do que na era Collor! Não é incrível? Confisco de poupança, crise aguda, caos econômico: essas foram as marcas deixadas por Collor, atual aliado do PT. E Dilma, em época de ventos favoráveis para países emergentes, conseguirá entregar um resultado parecido, talvez um pouco melhor. E os petistas ainda celebram a mediocridade!
Os empresários jogam a toalha em quantidade cada vez maior, finalmente compreendendo o que significa manter Dilma no poder. Nem todos, é verdade. Ainda há gente como Luíza Trajano, da Magazine Luíza, que se mostra muito otimista com tanta mediocridade, ou Edson de Bueno Godoy, ex-dono da Amil, que, segundo Jorge Bastos Moreno, declarou abertamente seu voto em um jantar para a presidente: “Eu não tenho vergonha de declarar que voto na senhora”. Pois deveria, Edson! Deveria!
A tendência, com a inexorável deterioração desse quadro já caótico da economia, será mais e mais gente abandonar o barco, mudar o discurso, tornar-se pessimista. Sim, as coisas vão piorar ainda! O PT armou várias armadilhas que ainda vão assombrar a nossa economia. O pior não passou. A rainha do pibinho e a madrinha da inflação ainda tem mais surpresas na cartola. Será cada vez mais difícil fingir que está tudo bem. Como escreveu o senador Cristovam Buarque em sua coluna de hoje no GLOBO:
Fingimos ser um país com ambição de grandeza, mas nos contentamos com tão pouco que os governantes se recusam a ouvir críticas sobre a ineficiência dos serviços públicos. Preferem um otimismo ufanista, comparando com o passado que já foi pior, e denunciam como antipatriotas aqueles que ambicionam mais e criticam as prioridades definidas e a incompetência como elas são executadas. Antipatriota é achar que o Brasil não tem como ir além, é acreditar nos fingimentos.
Antipatriota, hoje em dia, é endossar o projeto bolivariano do PT, autoritário na política e mortal na economia. Não será uma morte abrupta, com uma crise iminente de imensas proporções, mas uma morte lenta, que já estamos vendo, com a perda gradual de otimismo, com a deterioração constante dos fundamentos, uma vez mais deixando uma ótima oportunidade passar. Tudo isso é muito triste, e essa elite que defende tal projeto tem sua grande parcela de culpa.
Rodrigo Constantino

É preciso fazer uma cesariana para extirpar o comunismo da Fiocruz

Não sou médico nem mulher. Logo, não pretendo entrar no mérito em si da questão “cesariana versus parto normal”. Deixo isso para os que entendem mais do assunto. O que sei é que há claramente um fator ideológico poluindo o debate, justamente por parte daqueles quenão entendem do assunto, e que os médicos têm se tornado os bodes expiatórios do atual governo.
E pule de dez: basta colocar a lupa e lá estarão as impressões digitais da Fiocruz, que virou um verdadeiro antro de doutrinação ideológica, um instrumento partidário totalmente desvinculado de suas funções básicas e originais. A Fiocruz virou uma máquina de produzir ideologia em vez de vacina.
Em recente pesquisa, a Fiocruz trouxe à tona o tema das cesarianas. Mas a Associação de Ginecologia Obstetrícia do Rio de Janeiro já se manifestou, mostrando a falta de critérios científicos dessa pesquisa, como tem sido de praxe na Fiocruz. Segue um trecho da carta que será publicada pelos representantes dos obstetras, e que foi enviada em primeira mão a este blog:
Os resultados da pesquisa “Nascer no Brasil” divulgados hoje com grande pompa pela FIOCRUZ mostram como sempre conclusões claramente contra os médicos obstetras e contra a cesariana com uma ideologia bastante enviesada nesse sentido. Isso começa a ter repercussão na qualidade e confiança dos estudos divulgados por essas instituições. Mais importante ainda esse cuidado após pesquisa do IPEA (outro órgão governamental) mostrar em seus resultados inicialmente liberados que a maioria da população brasileira era a favor de atacar mulheres que se vestem mostrando o corpo e depois virem a público com novos dados. Verbas imensas com valores de muitos milhões de reais são liberadas pelos institutos públicos de fomento brasileiros para pesquisas sobre desfechos relacionados à via de parto e os grupos que ganham os editais são, na maioria das vezes, os mesmos. Os resultados, antes mesmo dos estudos serem iniciados, já se sabem que serão contrários aos médicos obstetras. As conclusões, por vezes, são completamente discordantes dos resultados mostrados pelos estudos ou não têm embasamento e poder para tal assertiva. 
[...]
O governo usa essa cortina de fumaça contra a cesariana e os médicos para esconder a precariedade do sistema público de saúde notória. Retirar o médico da assistência e diminuir as taxas de cesarianas é uma forma de diminuir gastos em detrimento da saúde dos brasileiros. Impressionante como no atual momento ONGs de feministas são mais ouvidas em questões técnicas em relação ao parto que as associações científicas da ginecologia e obstetrícia. Mais que um absurdo que coloca em risco a população, isso é um desrespeito com os profissionais obstetras do Brasil. Recentemente, uma reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara sobre temas relacionados a partos de onde saiu um projeto de lei sobre o tema não chamou qualquer entidade representativa dos ginecologistas-obstetras. O resultado disso foi um Projeto de Lei completamente absurdo que se aprovado da forma como está colocará em risco as gestantes do Brasil.
[...]
O aumento das cesarianas no Brasil vem sendo acompanhado por diminuição das taxas de mortalidades materna e neonatal nas últimas décadas. Embora não tenhamos como assumir associação causal, não podemos esquecer esse dado. Esse cuidado de não se assumir associação causal sem provas não existe entre os detratores dos médicos obstetras que teimam em relacionar aumento de prematuridade com a taxa de cesarianas, embora os estudos deles nem de longe permitam essa assunção.
Importante também lembrar que a Coreia do Sul que tem taxas similares às do Brasil na quantidade de cesarianas tem uma das menores mortalidades maternas do mundo, juntamente com o Japão. 
[...]
Querem tirar o direito das brasileiras pobres de escolherem sua via de parto. Mas se sabe que as abastadas podem e geralmente escolhem a cesariana como via de parto. Não à toa as taxas próximas de 90% de cesarianas em hospitais privados. A própria filha da Presidente da República teve seu parto por cesariana em hospital privado feito por médica obstetra com sua mãe no exercício da Presidência. O desfecho foi perfeito tendo resultado em um menino saudável que é o grande xodó da Presidente.
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Clamamos para que os estudiosos de saúde pública do Brasil que nos trouxeram tantas pesquisas de qualidade nas mais diversas áreas tenham um pouco mais de imparcialidade nessa área tão importante para que possamos realmente compreender melhor nossa realidade e buscarmos soluções conjuntas que sejam efetivas e não embustes para que os obstetras e a população voltem a confiar nos resultados dos estudos sobre esse tema e, principalmente, para que esses estudos tenham utilidade prática pois as nossas taxas de cesarianas somente sobem nas últimas décadas. É importante destacar que a FIOCRUZ que tem tantas áreas de excelência na pesquisa de doenças naturais com programas de pós-graduação com nota máxima pela CAPES (nota 7) tenha nota 4 no programa de Saúde da Mulher. A FIOCRUZ, recentemente, foi acusada pelas associações de agrotóxicos por lançar pesquisas com viés ideológico. Recentemente, a FIOCRUZ contratou um instituto de pesquisa para avaliar sua confiabilidade pela imprensa. Algo inimaginável tempos atrás. Acreditamos que essa importante instituição tenha que adotar uma nova postura.
Pedir imparcialidade da Fiocruz dos dias de hoje é pedir por um milagre! E o pior é que parte da mídia adota a mesma postura. O diretor da SGORJ, Raphael Câmara, foi entrevistado na Globo News. Mas reparem como a entrevistadora Leilane Neubarth vestiu o papel de ativista e o impediu de concluir qualquer tipo de raciocínio. Isso é uma entrevistadora? Não pareceu. Era uma ativista com uma causa, tentando extrair a fórceps do entrevistado concordâncias robóticas, nada mais.
A SGORJ já também publicou uma carta contestando a reportagem do jornal do mesmo grupo sobre o excesso de cesarianas. O que podemos verificar é que um importante assunto vem sendo tratado como bandeira ideológica, não como algo que deva ser debatido de forma mais isenta e por especialistas, sem deixar de lado jamais a liberdade de escolha das próprias mulheres.
Se o parto normal é melhor ou pior do que a cesariana, eu não sei dizer. Creio que depende muito de cada caso, apesar de julgar como balela o viés mais naturalista de algumas pessoas, que tendem a rejeitar qualquer avanço da ciência (mas duvido que, na prática, rejeitem uma anestesia na hora de tirar um dente). Mas de uma coisa eu sei: está na hora de fazer uma cesariana na Fiocruz e extirpar dela todo o comunismo enraizado lá dentro!
Rodrigo Constantino

Caio Blinder- Eisenhower, o novo herói de Obama

Peter Beinart apresenta os argumentos contrários ao meu divórcio (em política externa) de Mr. Obama, tema da coluna de sexta-feira. O presidente americano é pródigo para fazer comparações ou buscar muletas históricas com outros inquilinos da Casa Branca, como Lincoln, Teddy Roosevelt, Franklin Roosevelt e Ronald Reagan. Detratores conservadores colocam Obama na lata de lixo da história com Jimmy Carter.
No seu texto, Beinart lembra algo muito interessante. No seu discurso esta semana na Academia Militar de West Point, uma referência de Obama foi Dwight Eisenhower, o presidente que fora comandante das tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial e que era conhecido como Ike. Parafraseando o apelido, será que Obama pode ser “like Ike”?
No discurso de despedida
No discurso de despedida
Ike entendia de guerra, viu muita guerra e tinha ojeriza de guerra. Obama, que não entende e nunca viu guerra, não pode ser rotulado de pacifista. Isto é bobagem. Ele expressa reticência estratégica para o uso de força militar, o que é bem diferente. Beinart lembra que, como Eisenhower, Obama tem passado boa parte de sua presidência argumentando contra os críticos que insistem que os EUA devam gastar mais em defesa e realizar mais intervenções militares, pois os inimigos estão avançando. Ike, que, no seu antológico discurso de despedida do poder em janeiro de 1961, advertiu contra o “complexo militar industrial” e se preocupava que uma reação exagerada à ameaça soviética pudesse quebrar a economia americana.
O republicano Eisenhower terminou a Guerra da Coreia, embora muitos no seu partido pressionassem por sua escalada, e ele se recusou a salvar os franceses no Vietnã. Como escreve Beinart, Ike é um modelo para Obama: terminar guerras não vencíveis, não começar outras e reconstruir a fundação econômica do poder americano. Beinart reconhece que não se trata de um desempenho de herói e o herói Eisenhower terminou a presidência visto como fraco e passivo, um praticante da “política da fadiga”.
Será que Obama ainda quer terminar sua presidência “like Ike”?
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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.