quinta-feira, 5 de junho de 2014

RS-DCE da Ufrgs denuncia pró-reitor da Ufrgs, o militante petista Ângelo da Silva

Políbio Braga


A foto aí ao lado é de um militante todo embandeirado do PT, carregando no peito os adesivos de Tarso, Maria do Rosário e Oliboni, o Cristo do Morro da Cruz, que está ao seu lado.

. Trata-se do atual pró-reitor de Assuntos Estudantis da Universidade Federal do RS, a Ufrgs, terceiro maior orçamento do RS, R$ 1,5 bilhão por ano. Ele se chama Ângelo Ronaldo Pereira da Silva. Até 2012 acompanhou Maria do Rosário em Brasília, ocupando vários cargos federais de livre nomeação, sempre amparado pela madrinha, a Mãe dos Direitos Humanos no Brasil.

. Acompanhe o que ele tem feito na sua função de interlocutor com os estudantes,  sempre movendo tenaz perseguição contra os adversários do seu Partido, o PT, desalojados do comando do principal diretório estudantil do RS, o DCE da Ufrgs:

- Omissão diante da exigência de devolução ao DCE do Posto de Recarga do TRI, ocupado irregularmente por uma videolocadora.
- Veto à participação do presidente do DCE do colegiado do Conselho de Curadores.

- Proibição de assembleias gerais estudantis via Internet

- Veto de auxílios financeiros  às chamadas Associações Atléticas, grandes eleitorais da atual administração do DCE.

. A gestão atual do DCE da Ufrgs resultou de uma eleição história realizada no ano passado, quando foram derrotadas todas as chapas apresentadas pelo PT, PSOL, PSTU e PCdoB. Votaram 6 mil estudantes.

. O DCE resolveu denunciar abertamente o que vem acontecendo na alta administração da Universidade Federal do RS. 

Janer Cristaldo- DEPUTADO QUER VETAR IMPORTAÇÃO DE SABER

A conspiração para analfabetizar o país deve ter começado há pelo menos meio século. Foi quando retiraram do secundário o ensino do grego e do latim e do francês. De lá para cá, só tem avançado. Continuou com o despreparo dos professores, a tal de progressão continuada e culminou recentemente com a adaptação de O Alienista, de Machado, a uma linguagem que os jovens entendam. Curiosamente, ninguém pensou ainda em traduzir Guimarães Rosa ao português.

A analfabetização imposta ao ensino secundário avançou universidade adentro. Ainda há pouco, falei do que ouvi na UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina, na primeira reunião que participei no Departamento de Língua e Literatura Vernáculas. Duas alunas, quartanistas de Letras, pediam ao Departamento um professor para explicar-lhes o que era sujeito e predicado, que até então elas desconheciam o que fosse. Perplexo, eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo, nem como elas haviam sido admitidas na universidade. Pior ainda, estavam se formando e já praticamente habilitadas a exercer o magistério. Que se pode esperar desta geração de professores?

O esforço para analfabetizar o país acaba de marcar mais um tento, com o Projeto de Lei nº 7299/2014, de autoria do deputado federal Vicentinho (do PT, é claro), que visa a proibir a compra de publicações estrangeiras pelo setor público. No texto, o parlamentar alega que não se deve “favorecer o mercado externo em detrimento das produções nacionais” e que é necessária a “adoção de restrições à importação de livros e demais publicações gráficas comumente adquiridas”.

Vicentinho – que não nasceu ontem – está querendo voltar aos dias da ditadura, quando tínhamos de viajar para comprar certos livros e ver determinados filmes, que o regime militar houvera por bem vetar, para preservar o Ocidente dos perigos do comunismo. Na verdade, o projeto do iluminado deputado é tímido. Livros até que não são tão nocivos assim. O pior são esses periódicos, como The EconomistNew York TimesEl País, que tentam solapar, com suas calúnias, tanto a Copa como o governo de Dona Dilma.

Por outro lado, dada a excelência de nossas universidades e das pesquisas de nossos acadêmicos, dispensamos tratados de medicina ou engenharia, física ou química, história ou economia, publicados no estrangeiro. O mundo editorial brasileiro supre com suficiência quaisquer novas pesquisas. Aliás, proíba-se também a importação de revistas científicas, que só servem para humilhar nossos pesquisadores.

Melhor ainda: proíba-se o ensino de línguas, aprendizado que sempre foi mal visto em democracias como as soviéticas. Para que precisamos do inglês, do alemão, espanhol ou francês, quando temos língua tão linda quanto a última flor do Lácio, incuta e bela? Esta proibição seria inclusive bem mais eficaz que a proibição da importação de livros. Esta pode ser burlada pelos contrabandistas. A proibição de idiomas estrangeiros torna inútil qualquer tentativa de contrabando ou compras inadequadas por turistas nacionais no Exterior.

Estou sendo maldoso com o excelso projeto do nobre deputado. Segundo seu chefe de gabinete, Paulo Cesar de Mello, “o foco principal da proposição é a proteção ao parque industrial gráfico brasileiro, com consequências na geração de empregos nacionais e aquecimento da economia”.

Ah bom! Então era para resguardar a indústria editorial brasileira, empenhada em produzir a altos custos literatura inócua feita pelos amigos do MinC, para ser enfiada goela abaixo dos alunos. No entanto, segundo o assessor do deputado, a proposta vem sendo descaracterizada nas redes sociais, levando o leitor a acreditar que o projeto visa a proibição de livros estrangeiros – científicos ou não. “Qualquer um poderá adquiri-los, menos o governo, que no nosso entendimento não deveria concorrer com o próprio mercado interno, favorecendo editoras estrangeiras.”

O deputado mirou bem. Com a aquisição de tais publicações pelo governo, ocorre o risco de que acabem em bibliotecas públicas, onde ficariam ao alcance de quem não as pode comprar. Educação é para elites, ora bolas, e não para desprovidos de poder de compra.

Questionado se o projeto não facilitaria a criação de uma reserva de mercado para o setor gráfico, Mello refutou. Para ele, “apenas protegeria o mercado interno, com as suas concorrências de praxe”.

Confiando que o público ao qual se dirige não conhece o idioma que fala, o assessor pretende que proteção de mercado interno e reserva de mercado são dois conceitos distintos, que nada têm a ver um com o outro. Parece também não lembrar do atraso em informática amargado pelo Brasil, com a tentativa do governo de proteger a indústria nacional. 

Já em reduzir impostos para tornar o produto nacional acessível aos nacionais, nisto nem pensar.

O deputado Vicentinho enviou a seguinte nota à comunidade científica:

"A propósito das mensagens recebidas tecendo considerações sobre o PL 7299/14, cumpre-nos informar que o projeto foi gestado em comum acordo com os trabalhadores da indústria gráfica brasileira.. Consideramos as argumentações do setor e apresentamos a proposta com o objetivo de proteger os empregos, a indústria e o desenvolvimento econômico nacionais.”

Nada de insólito. Só não foi consultado o consumidor. Continua o paladino da indústria da indústria nacional: “Em hipótese alguma aventamos a possibilidade de restringir o acesso da comunidade científica e/ou outros setores às publicações tão necessárias para o desenvolvimento do conhecimento e da pesquisa”.

Ora, claro que não. É óbvio que restringir a importação de livros estrangeiros em nada prejudica o desenvolvimento do conhecimento e da pesquisa. É espantoso ouvir tal despautério de alguém que propõe leis.

Há alguns meses, falei de livro que comprei, uma edição no mínimo curiosa. Trata-se de Cristianismo, organizada por Ann Marie Bahr, uma muito bem elaborada história do Cristianismo, que analisa a religião, desde seu surgimento, a Bíblia, a oração, os ritos religiosos, entre outros tópicos. No cardápio: Os primeiros cristãos e as primeiras igrejas; O Cristianismo durante o Império Romano; O Sacro Império Romano; As cruzadas; As mulheres cristãs ao longo dos séculos; A Reforma; Espanha, Portugal, e a Inquisição; A Igreja anglicana; A Contra-Reforma; Ciência e Religião; Os cristãos indígenas; Do evangelismo ao tele-evangelismo; entre outros.

Mas isto é o de menos. O que espanta é a obra, com bela e farta iconografia, ter sido publicada em Postdam, Alemanha (2011) e impressa na China, em português. Capa dura, iconografia belíssima, dimensões 32,5 x 24,5cm, 448 páginas. Atenção! A obra é literalmente de peso: 3,3 quilos. 

Até aí, nada muito surpreendente. O que me deixou perplexo foi o preço, 199 reais. É obra que jamais seria editada e impressa no Brasil. Custaria no mínimo 500 reais. Ora, se um livro editado lá nas antípodas em português, considerando-se ainda o custo de transporte, sai por menos da metade do preço que custaria no Brasil, a culpa obviamente não é da China. 

Em nome da sacrossanta economia nacional, o deputado quer revogar a lei da oferta e da procura.

VIDA EM CUBA- O “drone” de Miguel

Yoani Sánchez
Ninguém sabe como entrou com ele, com tantas restrições alfandegárias e paranóia governamental, mas Miguel tem um drone. Pequenino, parecido com um brinquedo de crianças e com câmera incluída. Em seus momentos de ócio este havanero de quarenta anos se dedica a explorar os pátios próximos e os terraços dos vizinhos com seu novo entretenimento. De tão diminuto apenas se nota quando sobrevoa o bairro, enquanto transmite imagens e vídeos para uma tela na casa do seu orgulhoso proprietário.
Agora é uma travessura, porém se Miguel e seu divertimento forem descobertos, algum dia, na melhor hipótese aparecerá na televisão oficial como “agente da CIA”. Nunca se sabe. Um tio seu de setenta anos foi detido na Rua por carregar um gravador de fita que pertencia ao jornal oficial onde trabalhava. Passou longas horas numa delegacia de polícia até que o próprio diretor do jornal teve que interceder por ele. O tempo voou e agora os objetos “do medo” são outros, porém as represálias soem serem as mesmas.
De qualquer maneira, além do presumível castigo, Miguel já averiguou algumas coisas importantes. Viu a piscina escondida por trás do muro alto do coronel seu vizinho, a antena parabólica que um ex-ministro tem no terraço da sua residência e até a carne que transborda do prato do rottweiler de um pintor que vive na esquina. Também observou, com a visão noturna do seu artefato, o homem que a cada madrugada mergulha no latão de lixo e sai com seus “tesouros” debaixo do braço. O segurança que dedica tempo para abrir os recipientes do armazém para roubar, sem que fiquem marcas no selo de segurança. Numa madrugada até captou o presidente do CDR traficando álcool de um hospital muito próximo.
Miguel está olhando Cuba do ar, através dos olhos do seu drone, e o que está vendo é um país partido em pedaços que não encaixam.
Tradução por Humberto Sisley

Alexandre Garcia- Sociólogo Valcke

O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, acaba de perceber que para os brasileiros ganhar a Copa é mais importante que a organização do evento. Ele começou a carreira como jornalista de um canal de televisão francês(o mesmo do repórter francês que teve o carro arrombado nesta semana, no primeiro dia de Brasil) e depois foi diretor de marketing da FIFA. Tem uma boa experiência de observação de multidões, portanto. Está no Brasil há algum tempo, acompanhando a preparação do torneio, marcado há sete curtos anos. 

Acostumado com a organização européia, chegou a dizer, há dois anos, que os organizadores da Copa no Brasil deveriam receber um pontapé no traseiro, para tocar as obras. As autoridades brasileiras manifestaram a indignação de praxe, mas sem o pontapé merecido, as obras foram se arrastando, despeito dos nossos brios. Os estádios talvez fiquem prontos na véspera; as obras nos aeroportos e de mobilidade urbana serão concluídas bem depois de terminada a Copa. 


 Pois o senhor Valcke já está um conhecedor da alma brasileira, um Gilberto Freyre atualizado. Na sua análise quase sociológica, disse que é preferível que o anfitrião fique o maior tempo possível na competição, porque isso motiva mais o dono da casa em torno do evento. E, principalmente, deseja que a competição seja motivo de “esperança e alegria” para os brasileiros. Deve saber o quanto estão sem esperança os que não estão alienados e o quanto sobrevivem de esperança os que não conseguem perceber o que se passa com este país. 

 Quanto à alegria, Valcke deve ter percebido o quanto ficamos facilmente alegres com o resultado de um jogo de futebol, ainda que na segunda-feira se reencontre o atraso no transporte público e na escola para os filhos. E com o medo de precisar da saúde pública. Por falar em medo, o estranho é que o sociólogo Valcke desdenhe a média de 154 homicídios por dia, ao dizer que se filho se sente seguro no Brasil. Mas enfim, atesta que já nos conhece: afirma que para o brasileiro, mais importante que organizar a Copa é vencer a competição. 

Esse é o espírito da maioria: futebol é mais importante que o tal dístico “ordem e progresso” na bandeira da seleção. Bandeira da seleção? Claro. Não vejo essa bandeira nas lojas, nos carros, nas casas, nos shoppings, durante a Semana da Pátria. Vejo-a apenas para jogos da seleção. Argumentam meus amigos que a seleção dá alegrias e nos ajuda a pensar que somos felizes com tudo que nos desrespeita e oprime.  

Dilma tenta recuperar credibilidade do governo junto ao empresariado. Mas usa dados que… vou te contar

Ricardo Setti
A presidente Dilma Rousseff anda muito preocupada com sua imagem diante das forças produtivas, do pessoal que faz o país andar — os empresários e os comandantes de grandes companhias — e, por isso, tem intensificado suas conversas no setor.
Nesses contatos, ela expõe teses e esgrime números.
Foi nesse contexto que ela afirmou, recentemente, que “nós [o Brasil] não somos um ‘paisinho’, somos um paisão” — o que não significa, a rigor, nada, pois ser grande, terminar em “ão” não chega a ser virtude se não estiver associado a determinadas virtudes. Os grandões bobos que, no basquetebol, só são escalados pelos técnicos para atrapalhar o adversário dificilmente configura excelência esportiva, por exemplo.
Infelizmente, para a presidente, os encontros com empresários têm se realizado à sombra de números ruins, como, por exemplo, o recém-divulgado crescimento miserável de apenas 0,2% medido pelo IBGE no primeiro trimestre do ano, o que levou o próprio governo — que sempre apregoa o que não vai conseguir alcançar — a estimar que o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer abaixo de 2% este ano.
O problema, porém, não são os números reais, mas os números fictícios que — digamos que por distração — a presidente apresenta.
É espantoso que quem ocupa o principal gabinete no Planalto cometa o erro em que a presidente incorreu em um desses encontros.
Respondendo a um questionamento do empresário João Dória Jr. — o mesmo que organizou o Fórum de Comandatuba, na Bahia, em que os empresários aplaudiram de pé o candidato tucano Aécio Neves — sobre a crise de credibilidade que o país enfrentaria no exterior, Dilma afastou-se de comparações do Brasil com outros países da América do Sul (estamos em último lugar entre 12 países em matéria de crescimento) e rebateu que comparações, se feitas, devem ser com os países do G 20, as 20 maiores economias do planeta.
E assegurou:
– Nós fomos o quarto maior crescimento do G-20, onde estão todas as maiores economias do mundo.
Ignora-se totalmente a que período e a que números a presidente se refere, pois dados oficiais do Fundo Monetário Internacional revelam que, entre 2011 e 2014, a variação média de crescimento do PIB entre os 19 países membros do G-20 e mais a União Europeia coloca o Brasil não em quarto, mas em DÉCIMO-QUARTO lugar!
Com magérrimos 2% no período, todo ele transcorrido no governo Dilma, a verdade dura é que estamos atrás da campeoníssima China (8%), e de Indonésia (6%), Arábia Saudita (5,6%), Índia (5,3%), Turquia (4,3%), Argentina (3,8%), Coreia do Sul (3,1%), México (3,0%), Austrália (2,8%), África do Sul (2.6%), Rússia (2,6%), Estados Unidos (2,3%) e Canadá (2,1%).
O país governado pela gerentona está à frente apenas dos países europeus em crise grave e do Japão, virtualmente estagnado há duas décadas, a saber: Alemanha, Reino Unido, Japão, França, União Europeia (como um todo) e Itália.
Quando se fala em crise de credibilidade em relação ao país, e a presidente deste país de certa forma “chuta” números… A presidente parece se esquecer de que empresários e executivos são pessoas muito bem informadas sobre essas questões.

Oposição vai obstruir matérias na Câmara para obrigar Henrique Alves a iniciar tramitação de decreto que susta decisão de Dilma

Cobrança pública
Pressionado
A oposição esticará a corda para tentar derrubar o decreto assinado por Dilma Rousseff, obrigando os órgãos do governo a consultar conselhos populares antes de pôr em prática iniciativas do Executivo. A estratégia: apertar Henrique Eduardo Alves contra a parede.
DEM, PSDB, Solidariedade e PPS decidiram obstruir todas as votações na Câmara, até que Henrique Alves paute o pedido de urgência do decreto que susta os efeitos da decisão do governo, apresentado por Mendonça Filho na semana passada.
Henrique Alves tem até terça-feira para se mover. Caso contrário, a oposição cruzará os braços e, na prática, jogará o esforço concentrado na latrina.
Por Lauro Jardim

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