segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bloomberg destaca despreparo do Brasil para a Copa

Bloomberg TV
Depois de uma abordagem mais gentil no The New York Times de ontem, o (des)preparo do Brasil para a Copa ganhou destaque hoje naBloomberg Television, um canal voltado aos investidores em Wall Street.
Entre outras vergonhas, o enviado do canal ao Brasil, Erik Schatzker, fala do “engarrafamento épico” das grandes cidades e das obras atrasadas em nove dos 12 estádios.
No Twitter, a Bloomberg promoveu a matéria com uma foto (veja ao lado) do correspondente onde deveria ser o estacionamento do Itaquerão — e onde há apenas uma área terraplenada, num chão de areia.
Com o título de “Estamos a dias da Copa do Mundo, mas o Brasil está pronto?” a Bloomberg faz a pergunta cuja resposta todo mundo sabe.
Mas para não deixar dúvida, um professor da UFRJ (não exatamente um bastião da oposição ao Governo) responde assim ao porquê do atraso: “Somos incompetentes. Todo mundo sabe disso”.
A matéria termina com Schatzker dizendo: “O que está realmente em jogo não é se os turistas virão, mas se eles retornarão.”
O vídeo está aqui.
Por Geraldo Samor

Caio Blinder- A rainha Hillary e o game of thrones da política americana


Bonita, ambiciosa e implacável
Bonita, ambiciosa e implacável
Hillary Clinton nunca foi embora. No entanto, ela volta para uma grande reapresentação esta semana para promover seu novo livro, Escolhas Difíceis, mais uma plataforma para uma possível candidatura presidencial. É uma operação de autopromoção sem nenhuma sutileza, que carece obviamente da informação que realmente interessa (ela vai tentar ir para o trono ou não?). Estamos em mais um episódio do Game of Thrones da política americana com esta eventual competição entre dinastias em 2016:  Clinton x Bush (Jeb). E eu antecipo que até vejo com simpatia as duas candidaturas.
Na sinopse da série de televisão, a rainha Cersei é definida como bonita, ambiciosa e implacável. Além de ser impiedosa, a rainha é descrita como altamente protetora dos filhos e engraçada, dotada de um rápido e aguçado senso de humor. Descartando o incesto da rainha Cersei com o irmão, soa familiar? Outra hora a gente tenta encaixar Jeb Bush entre os personagens da série de televisão.
Hillary atua muito bem no jogo dos tronos ao estilo americano. Ela não formaliza a candidatura e mantém a alta ansiedade da imprensa, em geral entediada com o governo Obama (uma das exceções para o tédio é o histerismo de canais de televisão engajados contra e a favor do presidente, a Fox News e MSNBC). No domingo, em entrevista à televisão, Hillary disse que a decisão sobre a candidatura está “a caminho”, provavelmente na virada do ano. Suas tarefas agora são promover o livro e ajudar candidatos democratas nas eleições em novembro (Congresso e governos estaduais). Os candidatos preferem mais a ajuda de Hillary do que a do presidente impopular.
Estatura icônica
Estatura icônica
Sobre o livro, a agenda é vender Hillary como a experiente secretária de Estado no primeiro mandato de Obama (desta vez a experiência conta mais do que a esperança), embora ela nunca tenha sido uma grande estrategista ao estilo Henry Kissinger. Este é e o foco, não os escândalos nos quais ela mergulhou com o rei Bill nos anos 90 ou o caos de sua campanha presidencial em 2008. Tudo calibrado no livro. Hillary soa um pouco mais durona e decisória do que o presidente em política externa, mas também salienta que errou na decisão de apoiar a guerra do Iraque nos tempos em que era senadora. Hillary precisa calibrar entre manter a lealdade a Obama e estabelecer uma certa distância.
No capítulo sobre Bengasi, um tom de desafio para neutralizar a guerra sem tréguas movida pelos republicanos contra Obama e a sua ex-secretária de Estado. Hillary pontifica que não vai fazer parte da “pancadaria política nas costas de americanos mortos” em um ataque preventivo contra as acusações de sua responsabilidade na ação terrorista no consulado dos EUA em Bengasi, na Líbia, em 11 de setembro de 2012, que resultou na morte de quatro americanos, entre eles o embaixador Chris Stevens, motivo de contínuas investigações na Câmara do  Deputados controlada pelos republicanos.
A pancadaria Bengasi sinaliza como será brutal o game of thrones em 2016 com a eventual presença de Hillary. Assim como Jeb Bush, ela é dotada de uma petulância sobre o seu direito natural, não apenas para concorrer, mas para governar.  No entanto, é inegável a estatura icônica de Hillary.
Ross Douthat, o arguto colunista conservador do New York Times escreveu no domingo que apenas a rainha Clinton é capaz de preservar a potente coalizão democrata tão bem costurada por Obama. Na sua metáfora game of thrones, Douthat observa que o Partido Democrata hoje é o Império Austro-Húngaro das maiorias presidenciais: vasto, frágil e um arranjo heterogêneo, a uma crise de sua dissolução. Precisa de uma rainha impiedosa para governá-lo.
***

Políbio Braga-Overdose publicitária dos governos federal e gaúcho faz a alegria da mídia

A abundante carga de publicidade dos governos federal e estadual, Banco do Brasil, Caixa, Petrobrás e Banrisul, todas incensando a Copa e o maravilhoso momento por que passam o Brasil e o RS, fazem a alegria do ano de jornais, rádios e TVs, mas principalmente das TVs.



. A overdose publicitária incensa a Copa e os governos do PT como nunca aconteceu antes neste País. 

. Rola dinheiro como nunca nos comerciais. 

. Isto também ajuda a explicar por que razão a mídia fechou espaços para divulgação de protestos, que são condenados com mão de ferro pelos noticiários e seguranças do governo.


Comentários do blog do Políbio Braga. Eles estão certos.
Anônimo disse...
Em país sério, governo nenhum faz propaganda de suas ações: quem quiser saber o que o governo faz, que vá atrás, acesse o site e verifique.

Nesta republiqueta bananeira sindicalista, descobriram que a melhor maneira de manter o povinho alienado e a mídia dócil é gastando dinheiro do contribuinte com propaganda estatal.

E é exatamente por isso que o PT tanto quer a regulação da mídia, por que sabe que quando forem defenestrados do poder, o próximo partido pode fazer exatamente a mesma coisa e jogá-los ao ostracismo ...

E sabem por que quase nenhum jornalista fala isso ? Por que o patrão não quer, pois é muito fácil e cômodo vender espaços publicitários pro governo, ao invés de vendê-los pra iniciativa privada ...

E ainda tem otário que acredita em telejornal ou programas de rádio patrocinados por Banrisul, Petrobras, Caixa Federal, Correios, etc ...

 Anônimo disse...
Nunca poderemos falar em liberdade de imprensa enquanto não for proibido propaganda de governo em TV e radio que são concessões. Um governo está certo ou errado ao perseguir uma emissora de TV que mostra seus podres? Uma emissora de TV está certa ou errada ao omitir os podres de um governo, cliente que representa 70% de sua receita em propagandas?

Venezuela: quase 2 milhões de “novos pobres” em um só ano!

O “socialismo do século 21″, mantra do bolivarianismo admirado por muita gente do PT, não passa do velho populismo turbinado por petrodólares. O “sucesso” inicial de Hugo Chávez no combate à miséria tem tudo a ver com Fed e China, ainda que quase ninguém da esquerda saiba disso. Custo de capital barato no mundo e dólar fraco, com crescimento acelerado chinês, fizeram com que o preço do petróleo disparasse. A Venezuela ganhou na loteria.
O que permitiu o uso da PDVSA, estatal de petróleo venezuelana, pelo governo populista de Chávez, distribuindo benesses pra todo lado, comprando a aprovação dos mais pobres. A esquerda celebrou, inclusive no Brasil. Durante muito tempo Chávez foi visto como um legítimo defensor dos mais pobres, e vários socialistas brasileiros se encantaram com o bufão.
Mas o populismo cobra seu alto preço, e a festa não pode durar para sempre. A conta chegou, o país mergulhou em quadro hiperinflacionário, a violência saiu de controle, e a pobreza voltou a aumentar de forma bastante acentuada. Um texto publicado no Estadão mostra que quase 2 milhões de pessoas, ou 6% do total da população, entraram na pobreza apenas no ano passado!
A situação é ainda pior quando se trata da pobreza extrema, ou seja, o número de pessoas cuja renda não é suficiente nem mesmo para comprar uma cesta de alimentos. No ano passado o número de venezuelanos nesta situação aumentou em 730 mil, totalizando quase três milhões – aproximadamente 10% da população.
A revolução chavista de fato ajudou os pobres venezuelanos entre 2003 e 2007, mas desde aquele ano o número de pobres na verdade aumentou.
É possível bancar a farra por algum tempo, mas inexoravelmente o dinheiro acabará. O socialismo nunca foi capaz de criar riqueza. Os petrodólares jorravam, principalmente com a compra de petróleo pelos americanos (exploradores?), mas isso se reverteu apenas em corrupção e demagogia, em esmolas temporárias que se esgotaram com o tempo. Agora resta somente a miséria, a inflação e a violência:
No final, a vitória do chavismo contra a pobreza é apenas retórica. Os poucos ganhos foram devidos a um governo que converteu a alta do petróleo num crescimento do consumo passageiro. Essa fase terminou e a pobreza retorna para sua tendência de longo prazo. A hora da verdade aproxima-se rapidamente para o modelo chavista populista. A rapidez com que chegará vai depender do preço do petróleo. Mas se o preço do petróleo cair, a pobreza continuará aumentando e os novos pobres continuarão nas ruas.
Mas quem disse que as pessoas aprendem a lição? Aprendemos com a História que poucos aprendem com a História. Não fosse o caso, ninguém teria embarcado na canoa furada do “socialismo bolivariano”, apontado pelos liberais como engodo insustentável desde o começo.
As esquerdas radicais, porém, insistem nos mesmos equívocos do passado. E querem, pasmem!, o mesmo “experimento” para o Brasil, cujo governo petista segue em parte a receita populista inspirada no chavismo. Um espanto!
Rodrigo Constantino

Saneamento básico: a saída é a privatização

A reportagem de capa da última revista Exame foi sobre desigualdade, com base no livro do francês Thomas Piketty, e mereceu duras críticas aqui por seu título sensacionalista, que já condenava o capitalismo na largada. Mas outra reportagem, dentro da revista, merece atenção e aplausos. Trata-se de uma matéria sobre o sucesso da operação de saneamento em Niterói. Operação privada, claro!
Com o título “Milagre? Não. Gestão”, a Exame disseca os números da empresa que detém a concessão para operar o saneamento básico na região. São números impressionantes. Em 1999, com uma população de 450 mil pessoas, 120 mil não contavam com acesso a água tratada. A estatal Cedae alegava que era inviável aumentar o abastecimento na cidade, pois é escassa a fonte de água doce por ali.
Mas sem captar uma gota extra de água, o fato é que a empresa privada resolveu o problema. A mesma quantidade de água que abastecia 320 mil pessoas em 1999 passou a ser suficiente para servir 500 mil no ano passado. Não foi milagre. Foi gestão mais eficiente, como costuma acontecer na iniciativa privada.
Há 15 anos, só para se ter ideia, algo como 40% da água destinada a abastecer o município era perdida em tubulações rachadas ou corroídas. Os “gatos” também prejudicavam aqueles consumidores que pagavam pelo serviço. O índice total de perda da empresa caiu para 16%, frente a uma média nacional de 37%.
Outros indicadores comprovam: a privatização foi um retumbante sucesso. O caso de Niterói foi citado em meu livro Privatize Já. Eu escrevi:
Desde 1999, o saneamento da cidade é administrado pela Águas do Brasil. Em uma década de gestão privada, a posição da cidade passou de 79º para o 9º lugar no ranking organizado pelo instituto Trata Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Quando o grupo assumiu o serviço, apenas 70% da população tinha rede de água e 20% tinham rede de esgoto. Os dados mais recentes mostravam um salto para 100% e 90%, respectivamente.
Os dados do censo feito pelo IBGE confirmam a tendência: o índice de saneamento da cidade teria saltado de 73% em 2000 para 87% em 2010. Nos próximos quatro anos, a empresa pretende investir R$ 700 milhões para universalizar o serviço de esgoto.
Estamos falando de vidas salvas aqui, pois saneamento é saúde! Diarreias, disenterias, dengue, febre amarela, malária e leptospirose são algumas das doenças relacionadas à falta de rede de esgotos. A incompetência estatal, portanto, mata. Será que a ideologia deve estar acima das vidas? Só porque o sujeito não aprecia o lucro e o capitalismo ele vai ignorar os riscos que a gestão estatal traz?
A ineficiência estatal na gestão de serviços não é por acaso; é resultado direto de seu mecanismo de incentivos inadequado. A reportagem da Exame conclui:
Exame
Quer mais saneamento no país? Quer acesso geral ao tratamento de água e esgoto? Então faça coro comigo: privatize já!
Rodrigo Constantino

Vice-presidente do TSE alerta para infiltração do crime organizado em partidos

por Fausto Macedo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alertou nesta segunda-feira, 9, sobre o risco de o crime organizado se infiltrar nas estruturas partidárias a poucos meses das eleições gerais.
Para o ministro, que é vice presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o veto às empresas para doações nas campanhas abre caminho para organizações como o PCC, mais notória e agressiva facção do crime em São Paulo.
Em São Paulo, onde participou de um debate sobre guerra fiscal, Gilmar Mendes chamou a atenção para os “episódios recentes” em São Paulo.
O ministro não citou nomes, mas um capítulo recente da crônica policial mostra que, no dia 17 de março, o deputado estadual Luiz Moura (PT) participou de reunião com um grupo sob suspeita de integrar o PCC na garagem de uma cooperativa de ônibus na zona Leste da Capital.
Na ocasião, a Polícia Civil deteve 42, um deles condenado por assaltos a bancos. Luiz Moura alegou que participava de um encontro para tratar de melhorias no transporte público de massa. Na semana passada, ele foi suspenso pelo PT por 60 dias. A medida o alija da disputa pela reeleição.
Luiz Moura já foi condenado nos anos 1990 por roubo a mão armada no interior do Paraná e de Santa Catarina. Ele pegou 12 anos de prisão, cumpriu um ano e meio e fugiu. Depois, reabilitou-se tecnicamente, pelos critérios da Justiça.
Em 2010 elegeu-se deputado estadual pelo PT em São Paulo, com patrimônio declarado de R$ 5,1 milhões.
“A Justiça eleitoral e todo o sistema institucional devem dar toda a atenção e rigor na apuração sobre episódios recentes que mostram a integração do PCC na estrutura de partidos, é o crime organizado se enraizando na estrutura partidária, isso é muito perigoso”, advertiu o ministro.
Gilmar Mendes argumenta que “se isso (o PCC na política) ganha dimensões maiores estaremos diante de um quando muito preocupante”.
Está na pauta do Supremo o financiamento eleitoral. A maioria dos ministros do STF já votou pelo banimento das empresas privadas do processo de doações. Até aqui, por 6 votos, a 1 – alguns ministros anteciparam seus votos – a Corte máxima veta que pessoas jurídicas façam repasses a partidos.
Gilmar Mendes pediu vista dos autos. O julgamento deve ser retomado no início do segundo semestre.
“Eu quero alertar que tudo indica, a partir da realidade de São Paulo, que, de alguma forma, vamos estar admitindo o crime organizado na política. Devemos estar muito atentos quando ao aprofundamento dessas investigações.”
Para Gilmar Mendes, o risco maior é que o bloqueio às empresas privadas abra caminho “para financiamentos individuais, legitimando recursos ilícitos para campanhas eleitorais”.
“Estamos discutindo a cultura política do País na questão dos financiamentos, mas em torno de referências e balizas meramente formais”, alerta Gilmar Mendes. “Mas há aspectos que não podem ser desprezados em hipótese alguma. Ao proibir doações de companhias estruturadas, existentes, declaradas perante os órgãos públicos, o País está abrindo caminho para práticas informais, inclusive do crime organizado como mostra a própria realidade vivida em São Paulo. É um caminho perigoso.”

Economistas reduzem estimativa de crescimento do PIB deste ano a 1,44%

REUTERS E AGÊNCIA ESTADO
09 Junho 2014 | 08h 49

Para 2015, projeção para o PIB caiu de 1,85% para 1,80% na pesquisa Focus do Banco Central

Economistas de instituições financeiras pioraram o cenário para a economia brasileira neste ano e passaram a ver que o Produto Interno Bruto crescerá 1,44%, contra 1,50% projetado na semana anterior, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, 9. Para 2015, eles passaram a ver expansão de 1,80% ante 1,85% da pesquisa anterior.
A projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2014 ficou estável em 6,47%. Para 2015, a projeção subiu de 6,01% para 6,03%. A previsão de inflação para os próximos 12 meses à frente ficou estável em 6,01%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. 
Os economistas consultados mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 em 11% ao ano. Para 2015, a mediana ficou estável em 12%. A taxa básica de juros está em 11% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu em 27 e 28 de maio. O próximo encontro da diretoria colegiada do BC ocorre em 15 e 16 de julho.
A previsão para a Selic média em 2014 segue em 10,91%. Para 2015, recuou de 12,00% para 11,97%.

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