quarta-feira, 11 de junho de 2014

Leiam o diz este professor. É a nossa realidade educacional. - Um professor liberal no ensino público


R. Penny *, publicado no Instituto Liberal
O relato pessoal de um professor de História da prefeitura de São Paulo que revela o caos e o domínio esquerdista na educação pública brasileira
Sou professor concursado. Funcionário público. Tenho estabilidade e só posso ser exonerado se aprontar algo cataclísmico. Recebo rigorosamente em dia, sou crivado de benefícios trabalhistas, posso faltar quando quiser sem ser incomodado e não tenho de apresentar resultados. Ao final da carreira gloriosa, terei direito a aposentadoria integral.
Sobrevivi à dominação comuno-petista e à coação explícita das esquerdas terroristas na universidade.
Formei-me em história, o maior reduto “intelequitual” da corja. Não tive uma mísera aula sobre História Medieval ou uma definição político-social do Império Romano. Era apenas doutrinação marxista. Qualquer postura liberal era rechaçada de imediato pela maioria estridente.
De posse do canudo, passei num concurso, para, literalmente, buscar “endireitar” um pouco o ensino de História, atualmente agonizando nas mãos dos guevaristas.
Leciono para 6° e 7° anos do Ensino Fundamental numa escola na periferia paulistana, reduto que se considera acarinhado pelo PT por receber o assistencialismo comprador de votos do partido. Tenho quórum constante. Meus alunos não faltam nem sob chuva de enxofre com medo de perder o benefício do leite ou o bolsa-família. A presença maciça é um ponto positivo, mas seria melhor se ao menos trouxessem o material escolar (que receberam integralmente da prefeitura). Anos de permissividade e tolerância à indisciplina os tornaram imunes aos poucos mecanismos de controle que tenho. Damos o material, mas não podemos exigir que o levem. Damos o uniforme, mas não podemos impedir que entrem se estiverem sem ele, e em tempos de funk ostentação, o desfile fashion se torna inevitável. O Estatuto da Criança e do Adolescente os garante. Não há fator que posso impedir o Acesso e Permanência.
E isso os alunos aprenderam. Podem não ter aprendido a decompor frações, a enumerar a herança filosófica grega e a conjugar o futuro do pretérito, mas aprenderam que, perante a lei, são inimputáveis.
Alunos me xingam e me afrontam porque represento a autoridade que eles aprenderam nas manifestações recentes a repudiar, vendo a polícia apanhar nos protestos e ainda ser considerada a culpada por isso.Fui recentemente ameaçado de ir parar “na vala” por ter erguido minha voz com um aluno. Não sou “melhor do que ele” para querer impor minha vontade. Palmas para Paulo Freire!
Não há livros didáticos para os trinta e cinco alunos de cada sala. Por ser material compartilhado, há nas páginas pichações toscamente grafadas, com xingamentos e palavras de baixo calão, com crassos erros de ortografia.
Sou orientado a usar o livro deteriorado, mesmo sendo uma tranqueira escrita por prosélitos de Fidel. Outros materiais de apoio não podem passar disso, textos de apoio, comprados com meu dinheiro. A escola não tem condições de tirar cópias a meu bel-prazer. A verba da escola tem outros importantes destinos. Não está sujeita aos meus caprichos pedagógicos e ideológicos.
Há um laboratório de informática excelente. Não posso reclamar. O professor responsável é formado em geografia. Não tem preparo. Fez dois cursos na Diretoria Regional de Educação, ministrados por alguém que deve saber menos que ele e não consegue orientar-nos a como usar o ambiente. Os alunos usam o laboratório como lan-house. A burocracia para usar o equipamento para, por exemplo, fazer uma pesquisa em sala sobre os benefícios da Revolução Industrial é desalentadora. Querem que os alunos fiquem com a opinião do livro. Foi a Revolução do Capitalismo Perverso e Assassino.
Na sala dos professores a situação é ainda mais inominável. Num quadro de avisos um aviso de greve “eminente”. Sei que a categoria presta histórica reverência ao “grevismo”, não obstante, o erro ortográfico, em tal ambiente, deveria ser imperdoável. Não conhecem a diferença entre “iminente” e “eminente”, nem o contrassenso crasso que é um funcionário público concursado, prestador de um serviço essencial, entrar em greve para questionar o salário que aceitara ao ler o edital, prestar o concurso e tomar posse do cargo.
Recebemos “formação” diária. Oito horas-aula por semana a mais no holerite. É o momento em que os educadores se reúnem e atualizam-se. Mostram as fotos da viagem de fim de semana que postaram no “face”, fazem pedidos nas revistas “Avon” e “Natura” que proliferam-se no meio mais do que qualquer livro de pedagogia. Entre uma ação pitoresca e outra, motivos de greve são aventados, afinal, ninguém é de ferro.
O representante do sindicato aparece mais vezes na escola que o supervisor da Regional. Também cumpre seu “papel” de forma mais efetiva. Há sempre a possibilidade de um novo levante irromper se um abono, benefício ou exigência da “categoria” não for acatado.
O Conselho de Escola, como propagam orgulhosamente, é soberano. Toma as decisões que ditam o rumo das verbas. Definiu a compra de um telão para a Sala de Leitura. Agora, graças ao Conselho, os alunos entram na sala, onde há oito mil livros, para assistir comédias de gosto discutível e animações da Disney. A professora de Sala de Leitura sorri e não esconde que a situação melhorou muito. Agora ninguém tira os livros do lugar e lhe dá trabalho extra. Os oito mil livros, adquiridos às expensas dos contribuintes, estão protegidos da ação dos desavisados que poderiam cometer a temeridade de querer lê-los. Estão agora onde querem que estejam: adornando prateleiras.
Em flagrante desrespeito aos alunos frequentes, se um desaparece por seis, sete ou mesmo oito meses inteiros, devo proporcionar a ele a oportunidade de fazer um (!) trabalho de compensação que apague suas faltas. O trabalho, me explicam os superiores, não deve ser difícil demais. Apenas uma documentação para o prontuário que garanta a promoção do aluno para o ano seguinte, sem ter frequentado este. E lá vou eu, passar de ano, rumo ao Ensino Médio, um analfabeto que me imprimiu uma página da wikipedia e colocou o primeiro nome em cima, em garranchos de letra de forma, já que ele não aprendeu a cursiva e foi promovido mesmo assim.
Chega a reunião pedagógica bimestral e lá vamos nós, receber um pouco mais de “Paulo-Freirezação”. Tudo de acordo com a cartilha. Nós fingimos que ensinamos e eles fingem que aprendem.
Mas tudo bem. Temos estabilidade, aposentadoria integral e, claro, greves bienais que aumentam nossos benefícios regularmente.
* Professor de História

Artigo, Astor Wartchow - O advogado macartista que afrontou Joaquim Barbosa

Do blog do Políbio Braga
A falência do Estado demonstra que tudo começa assim, aos poucos: invasões de propriedade, greves generalizadas, autoridades desrespeitadas, presidente desautorizando os policiais(agredidos no dia anterior) recebendo o MTST. Semanas depois, recebendo novamente o MTST que acabara de pichar a sede de empreiteiras em São Paulo. o ex-presidente diz que o mensalão não existiu... sistematicamente fala em "subordinar"  a imprensa. Barbosa é ameaçado de morte e importunado num restaurante...e assim vamos...

. Agora, um advogado contagiado não respeita o regimento interno da maior Corte... no Rio de Janeiro, um ator petista (Paulo Betti) faz lista daqueles que haviam se encontrado com Aecio (lembra o macartismo?).......mais um tempo, e estaremos todos nos perguntando, quando tudo isso começou realmente?  A mesma pergunta que se fizeram russos, alemães e cubanos, quando suas ditaduras cresceram e floresceram.

Astor Wartchow
Advogado

Em tempo - A nota da OAB é corporativista!

Diário do Poder- ADVOGADO DE GENOINO ESTAVA BÊBADO QUANDO DESAFIOU JOAQUIM

Servidor do quadro de seguranças do Supremo Tribunal Federal relatou aos superiores que o advogado Luiz Fernando Pacheco, defensor do mensaleiro José Genoino, estava “visivelmente embriagado” quando interrompeu uma sessão plenária da Corte para exigir que um agravo que ele interpôs fosse colocar na pauta de julgamentos. Barbosa afirou inclusive que foi ameaçado pelo advogado, fato que ele considerou “gravíssimo”.
A Secretaria de Imprensa do STF divulgou em que afirma que o presidente, ministro Joaquim Barbosa, considerou “lamentável” o episódio ocorrido no início da sessão plenária de hoje, envolvendo o advogado que defende o ex-deputado Genoino. Segundo a nota, Pacheco “interrompeu abruptamente o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para exigir que fosse imediatamente julgado recurso por ele interposto e concluso para julgamento no fim da semana passada”.
“Agindo de modo violento e dirigindo ameaças contra o Chefe do Poder Judiciário, o advogado adotou atitude nunca vista anteriormente em sessão deste Supremo Tribunal Federal. O Presidente zela para que todas as normas regimentais e legais sejam integralmente cumpridas e observadas igualmente por todos os advogados que militam perante esta Corte”, conclui a nota do STF.
Na tarde de hoje, o ministro Joaquim Barbosa determinou a seguranças do STF que retirassem do plenário o advogado, depois que Pacheco foi à tribuna e fez uma intervenção, pedindo que Barbosa colocasse em pauta um recurso com o qual pretende garantir o retorno de Genoino para a prisão domiciliar.
Depois de Pacheco afirmar que o presidente do STF deveria honrar o tribunal e colocar o recurso em julgamento, Barbosa determinou aos seguranças que retirassem o advogado do plenário. “O senhor pode cortar a palavra. Vou continuar falando”, reagiu. Ao ser levado pelos seguranças, Pacheco gritou que era “abuso de autoridade”. Barbosa respondeu: Quem está abusando de autoridade é Vossa Excelência. A República não pertence à Vossa Excelência e nem a sua grei, saiba disso.”
O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Joaquim Barbosa, considerou lamentável o episódio ocorrido no início da sessão plenária desta quarta-feira (11), quando o advogado Dr. Luiz Fernando Pacheco interrompeu abruptamente o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para exigir que fosse imediatamente julgado recurso por ele interposto e concluso para julgamento no fim da semana passada.
Agindo de modo violento e dirigindo ameaças contra o Chefe do Poder Judiciário, o advogado adotou atitude nunca vista anteriormente em sessão deste Supremo Tribunal Federal.
O Presidente zela para que todas as normas regimentais e legais sejam integralmente cumpridas e observadas igualmente por todos os advogados que militam perante esta Corte. Ao mesmo tempo, disponibiliza o áudio e o vídeo, para conhecimento.

Ricardo Setti- A lógica incompreensível


COPA 2014: A lógica incompreensível — mais uma — na construção dos estádios: cidade maior, estádio menor. Me expliquem, que eu quero entender!

A Arena da Baixada: para uma cidade de 1,7 milhão de habitantes e um campeonato bem disputado, um estádio de 38.533 lugares (Foto: Estadão Conteúdo)
A Arena da Baixada: para uma cidade de 1,7 milhão de habitantes e um campeonato bem disputado, um estádio de 38.533 lugares (Foto: Estadão Conteúdo)
Já se falou e escreveu quase tudo o que era possível para comentar os absurdos perpetrados para realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Talvez não tenha sido suficientemente apontado algo que, realmente, não dá para entender.
É simples: a lógica ao contrário adotada para o tamanho das arenas parece ter sido, de propósito, uma maluquice segundo a qual para uma cidade maior, fez-se um estádio menor.
Senão, vejamos.
Arena das Dunas, em Natal: um belo estádio com mais lugares do que o de Curitiba, para população inferior à metade da que vive na capital do Paraná (Foto: O Globo)
Arena das Dunas, em Natal: um belo estádio com mais lugares do que o de Curitiba, para população inferior à metade da que vive na capital do Paraná (Foto: O Globo)
Qual é a maior cidade entre Curitiba, Natal e Cuiabá?
Como nem todo mundo tem os números da população das capitais brasileiras na ponta da língua, recordemos que Curitiba tem 1,752 milhão de habitantes, Natal tem 803 mil e Cuiabá, 551 mil.
Pois bem, mesmo havendo essa desproporção entre os contingentes populacionais das três cidades, Curitiba — de longe, a mais populosa delas — tem o estádio com menos capacidade: a Arena da Baixada, com 38.533 assentos.
Não custa lembrar que o Paraná tem um futebol disputado, com pelo menos três clubes considerados grandes e participantes de certames nacionais: o Atlético Paranaense e o Coritiba disputam a série A do Brasileirão e o Paraná Clube — que atualmente está na série B — já foi duas vezes campeão da B, pentacampeão estadual entre 1993 e 1997 e disputou uma Libertadores da América.
Já no Rio Grande do Norte, que não tem clubes na série A do Brasileirão (e dois na série B), sua capital abriga menos da metade da população de Curitiba, mas a bela Arena das Dunas (38.958) é não menor, mais um pouquinho maior, em capacidade, do que o estádio que a capital do Paraná oferece para a Copa.
A Arena Pantanal, belo estádio para um Estado que não tem futebol suficiente para preenchê-la (Foto: Secopa/MT)
A Arena Pantanal, belo estádio para um Estado que não tem futebol suficiente para preenchê-la (Foto: Secopa/MT)
Um absurdo, certamente, é Cuiabá, a capital de um Estado, o Mato Grosso, que não tem qualquer clube na série A do Campeonato Brasileiro e um único, o Luverdense, na série B haver, mesmo assim, erigido a Arena Pantanal, maior (39.859 lugares) e mais cara (570 milhões, contra 360) do que a reforma da Arena da Baixada.

TSE multa a Caixa Econômica

Caixa: propaganda multada
Caixa: propaganda multada
O Tribunal Superior Eleitoral acaba de aplicar uma multa de 25 000 reais na Caixa Econômica Federal. Uma campanha publicitária promovendo o Minha Casa, Minha Vida foi considerada de finalidade eleitoral a partir de uma representação do PSDB. A propaganda terá que ser retirada do ar.
Por Lauro Jardim

Ex-diretor da Petrobras é preso novamente no Rio

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, apontado como um dos pivôs do esquema de lavagem de 10 bilhões de reais descoberto pela operação Lava-Jato, foi preso por volta das 16h desta quarta-feira, em sua casa, no condomínio Rio Mar IX, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, decretou a prisão preventiva de Costa para prevenir o risco de fuga em função de ter ocultado da Justiça e da CPI do Senado que possuía 23 milhões de dólares depositados em bancos suíços. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.
"A manutenção de contas secretas no exterior pelo acusado e até o momento ocultadas deste Juízo - e do próprio Supremo Tribunal Federal, além da Comissão Parlamentar de Inquérito instalada perante o Senado Federal - indica também risco à aplicação da lei penal, com a possibilidade do acusado evadir-se do país e ainda fruir do patrimônio ilícito mantido às ocultas no exterior e longe do alcance das autoridades brasileiras", diz a decisão judicial.
Na ordem, o juiz determinou que "deve ser evitado o uso de algemas". "Não se tratando de acusado perigoso, em sentido físico, deve ser evitado o uso de algemas, salvo se verificada a sua necessidade para fins de garantia dos executores da prisão e condutores do preso", afirmou no despacho.
Além dos recursos na Suíça, Costa possui 1,3 milhão de reais, bloqueados pela Justiça, em contas no Brasil. A Justiça Federal avalia que o patrimônio do ex-diretor é incompatível "com a prévia condição de empregado público, ainda que em cargo de diretoria". Reportagem do site de VEJA mostrou que o ex-diretor e familiares gastaram mais de 10 milhões de reais nos últimos cinco anos com compra de imóveis.
O mandado de prisão contra Costa foi expedido pela Justiça a partir de descoberta de força-tarefa do Ministério Público Federal. Os procuradores da república tiveram a informação de que o ex-diretor tinha 23 milhões de dólares – ou cerca de 51 milhões de reais – em bancos suíços. Isso foi verificado após contato com o Ministério Público da Suíça, que rastreou e identificou as contas bancárias. Houve bloqueio administrativo, até o momento, dos valores depositados nas contas suíças.
Autoridades suíças também descobriram no país cerca de 5 milhões de dólares depositados em contas atribuídas a parentes do ex-diretor. As duas filhas de Costa, Arianna e Shanni Bachmann, e os genros Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita seriam os donos dos recursos. Um dos comparsas do doleiro Alberto Youssef, João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, também foi identificado como um dos beneficiários de contas na Suíça. 
O trabalho de cooperação internacional do Ministério Público Federal constatou que os valores movimentados pelo ex-diretor e familiares estavam em nome de empresas off-shore, tais como White Candle Invest SA, Quinus Services SA, Omega Partners SA, International Team Enterprise Ltd, entre outras. Os procuradores da república desconfiam que Costa possa ter contas em outros países.
A partir de agora, o Ministério Público Federal pretende pedir à Justiça Federal do Paraná o bloqueio judicial dos valores encontrados no exterior. 
VEJA

Alexandre Garcia-Ganhando a copa

A moça e o rapaz, no topo de escadas, enfeitavam o teto do supermercado com fitinhas verde-e-amarelas. “Já, Semana da Pátria?” – perguntei, provocativo. Os dois ficaram surpresos com minha reação. Depois de um tempo, a moça explicou: “Semana da Copa”. Insisti: “ E como é que não vi a loja enfeitada assim para o Sete de Setembro?”. A verdade é que não tenho visto nos automóveis, nas ruas, nas casas, nas lojas, o país embandeirado de verde-e-amarelo para festejar a Pátria. Festeja-se, sim, um time profissional de futebol, num torneio comandando por uma empresa com sede na Suíça. Como o certame dá exposição quase mundial aos países anfitriões, a regra é que esses países têm aproveitado a oportunidade para projetarem e expandirem seu poder nacional. 

Nos últimos jogos de inverno, na Rússia, foi a ocasião para Putin. Barcelona se tornou ainda mais procurada depois dos jogos olímpicos; a Alemanha usou a Copa para o mundo relevar os crimes de Hitler; a África do Sul mostrou-se potência africana na Copa; e imagine os Estados Unidos reiterando competência ao sediar o campeonato mundial de um esporte que lá não é popular. O Japão aproveitou os jogos olímpicos de Tóquio para inaugurar o trem-bala, em 1964. Aqui, se tivéssemos nosso trem-bala circulando entre Rio e São Paulo, como prometido pelo governo, já seria uma vitória, embora meio século depois do Japão. 

Se tivéssemos resolvido a mobilidade urbana, sem congestionamentos e com transporte de massa eficiente, já seria uma vitória. Já imaginaram, os hospitais públicos totalmente equipados e sem espera? E se já pudéssemos andar nas ruas; ficar em casa, frequentar lojas – sem perigo de assaltos ou balas perdidas? - ainda que a pretexto da Copa? Que vitória! Jornalistas estrangeiros me contam que tiveram um choque ao perceberem a pobreza e as péssimas condições de vida nas periferias. É que a propaganda do governo, o marketing, fizeram crer no exterior que os pobres tinham virado classe média; que a pobreza havia acabado e as diferenças sociais eliminadas. 

O próprio governo que trouxe a Copa se torna vítima da exposição da realidade. Jornalistas estrangeiros desacostumados devem estranhar nos jornais brasileiros todos os dias notícias de homicídios e corrupção. Se tivéssemos usado a Copa para nos enquadrarmos no padrão FIFA de educação, saúde, segurança, organização das cidades, não nos importaríamos se nossa equipe de futebol perdesse todos os jogos. Já teríamos ganhado a Copa. 

Merval Pereira- Oposição em alta

O pior dos resultados para o Palácio do Planalto acabou se concretizando. A oposição está em alta, não apenas a externa como também a dos partidos aliados. Desde 2002 o PMDB não vai tão dividido às eleições presidenciais, quando indicou Rita Camata para vice na chapa tucana liderada por José Serra, derrotado então pelo ex-presidente Lula, que contou com o apoio de diversos grupos dissidentes regionais do PMDB.
A convenção nacional do partido decidiu apoiar a reeleição de Dilma por 59% contra 41%, dando-lhe mais 4 minutos e 36 segundos de propaganda eleitoral no rádio e televisão, mas negando o apoio de sua máquina partidária em muitos estados.
Para se ter uma ideia da defecção registrada este ano, em 2010 o apoio a Dilma foi de 84% dos convencionais do PMDB. A dissidência tem uma razão única: a disputa de espaço político com o PT. O diretório do Rio de Janeiro votou em peso contra a coligação com o PT, apesar de o governador Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral terem reafirmado seus apoios à presidente Dilma.
Mas todos ressaltaram que a razão da dissidência estadual, que eles fazem questão de não controlar, deve-se à candidatura do senador Lindbergh Farias, apoiado especialmente por Lula.

Na Bahia, com uma chapa oposicionista já montada com a dissidência do PMDB, não houve o propalado acordo entre Geddel Vieira Lima e a cúpula partidária: a votação maciça foi contra a aliança com o PT.
Outras bancadas, como as de Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Ceará, também demonstraram sua insatisfação, sendo que no Ceará é possível que em breve a dissidência potencial do senador Eunício de Oliveira acabe fechando um acordo com o gupo do tucano Tasso Jereissatti. Paraiba e Santa Catarina, pelo número de faltas de seus representantes, entraram no radar da direção nacional como possíveis problemas.

Toda essa situação somou-se ao resultado da mais nova pesquisa do Ibope, que mostrou a oposição em alta e confirmou a queda da presidente Dilma, prevendo a realização de um segundo turno.
O crescimento dos candidatos do PSDB Aécio Neves (de 20% para 22%) e do PSB Eduardo Campos (de 11% para 13%) mostra o início da migração dos votos dos indecisos para a oposição, com Campos voltando à disputa pela terceira via, embora ainda longe de Aécio. Pelo menos deixou de disputar o terceiro lugar com o pastor Everaldo do PSC.

Assim como a recente pesquisa do Datafolha, também o Ibope constatou que a diferença a favor de Dilma em um eventual segundo turno reduziu-se dramaticamente. Contra Aécio, a vantagem de Dilma caiu de 19 para 9 pontos porcentuais - em menos de um mês, o resultado passou de 43% a 24% para 42% a 33%. No confronto com Campos, a vantagem diminuiu de 20 para 11 pontos. Para culminar, a rejeição à presidente Dilma subiu para 38|%.
Esse conjunto de notícias ruins fez a presidente Dilma subir o tom nas duas convenções de que participou, a do PDT pela manhã e a do PMDB à tarde. 

Num discurso que marcou a oposição até meses atrás, agora é a presidente Dilma quem acusa seus adversários de quererem “surrupiar” os programas do governo.
Foi uma crítica indireta ao candidato do PSDB Aécio Neves que apresentou no Congresso diversos projetos alterando o Bolsa Família para “aprimorá-lo”. O governo votou contra a proposta de permanecer pagando o benefício até seis meses depois de o beneficiário ter conseguido um emprego formal, e também não quer incluí-lo no Loas (Lei Orgânica de Assistência Social), o que, no dizer de Aécio, transformaria o Bolsa-Família em um programa de Estado, e não de governo.

Incomodada com a definição dos adversários de que o PT e o governo representam o atraso, Dilma garantiu: "Nós somos o avanço: o atraso são eles". Um discurso defensivo e claramente de uma candidata acuada.

Os governos do PT e o PT mandaram e as forças da desordem desobstruíram as ruas em todo o País

Políbio Braga
O sumiço dos black blocs, sindicalistas e comunistas das ruas brasileiras, apenas revela que por trás deles sempre estiveram as consignas ideológicas e o farto dinheiro dos governos do PT, o próprio PT e suas forças auxiliares nas ONGs, sindicatos, sem-terra, sem teto, entidades estudantis, judiciário, ministério público, defensorias públicas, mídia e forças policiais.

. Quando essas tropas de assalto de camisas negras voltarem para intimidar as multidões que protestarem contra Dilma e o PT, o povo saberá quem são, a quem servem e como devem ser enfrentados.

. E a Pax Dilmista a que se referiu a presidente, ontem, no fechamento do seu discurso eleitoral na TV. 

Goela abaixo

Dora Kramer
Como previsto pela direção, o PMDB aprovou a aliança com o PT pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. O imprevisto foi a divisão expressa no resultado de 59% a 41%.
Na abertura da convenção o senador Valdir Raupp, presidente do partido, havia anunciado uma vitória de pelo menos 80% dos votos. Na verdade, previa uma dissidência de 10%. Ele errou nas contas também depois, ao anunciar os números finais: disse que a aliança havia sido aprovada por 69,7% dos convencionais presentes.
Errou no total de votos apurados e desconsiderou os brancos, os nulos e as abstenções. Fez, como o governo, uma contabilidade criativa. Inútil, porque nada naquela reunião lembrava a unidade de 2010, quando o PMDB inteiro aderiu com entusiasmo à candidata do então presidente Luiz Inácio da Silva. A começar pela estética do auditório Petrônio Portela, no Senado. Não havia no recinto um único cartaz, faixa ou banner onde estivesse escrito o nome de Dilma ou da dupla cuja aliança seria ali consagrada.
A sombra da dissidência pairava no ambiente. No discurso pela manhã, enquanto os convencionais votavam, Michel Temer disse que não acreditava nas notícias de traições que chegavam a ele. E as traições corriam soltas nas cabines.
Em seguida, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, quase que pediu pelo amor de Deus para que os delegados não levassem em conta as divergências locais com o PT na decisão sobre a aliança nacional.
A maioria, como se viu pelo resultado, atendeu. Mas, nos discursos, não pouparam críticas aos petistas nem fizeram louvações ao governo federal. Ficou patente o seguinte: deram a vaga de vice a Michel Temer, mas não firmaram compromisso inarredável de suar a camisa por Dilma Rousseff.
Note-se a delegação do Rio. O ex-governador Sergio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o governador e candidato Luiz Fernando Pezão, todos manifestaram apoio à presidente, criticaram duramente o PT local e não desgrudaram do presidente do PMDB fluminense, Jorge Picciani.
Citado nos discursos, levado à mesa principal dos trabalhos, Picciani é nada menos que o chefe da dissidência idealizados do movimento “Aezão”, que na semana passada reunião 1.600 lideranças políticas do Rio para celebrar apoio a Aécio Neves.
Nenhuma delas rompidas com Sérgio Cabral, Eduardo Paes ou Pezão.
Pauliceia desvairada. São Paulo, o berço do PT onde o partido joga suas fichas para quebrar a hegemonia de anos a fio de domínio do PSDB, aparece no recorte da pesquisa do Datafolha como o pior cenário para a presidente Dilma e o melhor para seus adversários.
Dos 140 milhões, 646 mil e 446 eleitores brasileiros, 31 milhões, 253 mil e 317 votam em São Paulo. Representam 22% do eleitorado do País. Um peso considerável no resultado geral.
Pois no Estado Dilma aparece praticamente empatada no primeiro turno com Aécio Neves (23% a 20%) e na simulação do segundo turno perderia para o tucano de 46% a 34% e, para Eduardo Campos, do PSB, de 43% aos mesmo 34%.
O poder de influência de Lula no plano nacional é de 36%; entre os paulistas cai para 24%.
Em compensação, é o Estado em que há mais margem para conquista de votos: enquanto no País o índice de nulos, brancos e indecisos é de 30%, em São Paulo sobe para 37%.
Segundo plano. O último mês de intensa exposição da presidente Dilma Rousseff, combinada com sua queda na pesquisa Datafolha, notadamente no índice de apoio no segundo turno – em que ficou a oito pontos porcentuais do tucano Aécio Neves –, leva a uma conclusão lógica: quanto mais aparece, pior para ela.
De onde pode ser que não seja uma grande vantagem o fato de sua candidatura ter o maior tempo de televisão no horário eleitoral. Ou então teremos uma situação em que o protagonista não será Dilma. 

RACHADO, PMDB PODE DEPOR TEMER DA PRESIDÊNCIA

A demonstração de força dos rebeldes do PMDB, que fizeram ontem mais de 40% dos votos contrários ao projeto do vice Michel Temer de manter aliança pela reeleição da presidenta Dilma, foi vista pela cúpula como um recado do que pode vir nas eleições ao comando do partido. Segundo dissidentes, a recondução por aclamação de Temer em 2013 para presidente do PMDB corre sério risco de não se repetir em 2015.
O crescente coro dos descontentes no PMDB exige “um tratamento digno no governo Dilma”. Leia-se cargos e protagonismo nas políticas.
Não compareceram dez convencionais da Paraíba, o senador Vital do Rêgo, e oito de Santa Catarina, além do senador Luiz Henrique.
Contrários a Dilma, Darcísio Perondi (RS), Leonardo Picciani (RJ) e Danilo Forte (CE) destacaram o “sabor de derrota” da vitória de Temer. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.