sexta-feira, 13 de junho de 2014

Venezuela-O desabastecimento chega à sala de cirurgia

O pior pesadelo da classe média da Venezuela, e em geral de todos aqueles que possuem planos de saúde, começa a virar realidade. As clínicas privadas começaram a sofrer os efeitos da prolongada escassez que afeta a Venezuela desde 2013 e a qualidade do serviço começa a cair. Isto não deixa de ser uma tragédia em um país cujos hospitais públicos estão em ruínas. Nos centros assistenciais mantidos pelo Estado, por exemplo, são adiadas durante meses as cirurgias aos feridos em acidentes de motocicleta por falta de próteses. Nas emergências e nas consultas os pacientes esperam por muito tempo devido ao déficit de médicos e materiais cirúrgicos. Muitos recém-formados preferem emigrar em busca de melhores oportunidades de trabalho.
Ainda que nas clínicas – a simples menção deste nome evoca a medicina privada na Venezuela – a falta de insumos não chegou a este extremo, suas diretorias estão mais do que preocupadas. Na semana passada a imprensa local publicou um informe da Associação Venezuelana de Distribuidores de Equipamentos Médicos, Odontológicos, de Laboratórios e Afins que denunciava o aumento de amputações dos membros inferiores nas clínicas e hospitais graças à escassez de stents periféricos, que dilatam as artérias para normalizar o fluxo de sangue das pernas e pés.
Cristino García, diretor da Associação Venezuela de Clínicas e Hospitais, confirmou à mídia venezuelana que isto aconteceu na medicina privada. Por falta de insumos, conta, estão sendo postergadas as intervenções eletivas como implantes cocleares (um dispositivo que permite recuperar a audição, especialmente de crianças entre 3 e 5 anos), cirurgias bariátricas (redução do tamanho do estômago em pacientes com obesidade mórbida) e a colocação de válvulas cardíacas. O protocolo para tratar de infartes do miocárdio retrocedeu uns 20 anos, segundo suas estimativas. Alguns médicos estão voltando a aplicar a estreptoquinase, um medicamento que dissolve os coágulos em pacientes que sofrem ataques do coração, por não ter stentscoronários, um dispositivo que dilata as artérias estreitas, para efetuar angioplastias.
A crise atual começou com discretas chamadas de atenção no final de 2013. Mas em 24 de abril de 2014 a direção publicou em sua página na internet um comunicado que mostrava a profundidade dos problemas operacionais. Há um mês e meio afirmavam que dos 239 insumos, fármacos e equipamentos médicos de uso corrente utilizados em seus estabelecimentos afiliados, 200 estavam esgotados no país e o resto se conseguia com muita dificuldade. Hoje García sente que esta situação não mudou. Reuniram-se em três ocasiões com o Ministério da Saúde e comprovaram as dificuldades burocráticas dos fornecedores nacionais para receber dólares, como a maioria dos setores do país.
Trata-se de um capítulo – mais um – que revela os estragos do controle de câmbio na economia local, em vigor desde 2003. Depois de 11 anoso modelo econômico chavista parece estar esgotado. Não chegam ao Governo os dólares subsidiados para entregar aos fornecedores das clínicas, os quais importaram insumos contando com este dinheiro. O elevado gasto público, os compromissos com as alianças políticas no Caribe e a impossibilidade de aumentar a produção de petróleo por conta dos problemas operacionais da Petróleos de Venezuela provocaram a acumulação de dívidas quase impossíveis de manejar com todo o setor privado, de vocação importadora por antonomásia. A corporação da medicina privada calcula que o Estado deve aos importadores locais de equipamentos médicos por volta de 1,3 bilhões de dólares (2,90 bilhões de reais) desde 2012. Depois de três reuniões, conta García, o Governo só pagou 10% deste compromisso.
O Governo assegura que saíram mais de 20 bilhões de dólares (44,68 bilhões de reais) em importações fictícias e que por esta razão está restringindo a entrega da moeda norte-americana. E deu a tarefa de revisar com lupa esta dívida que mantém com o setor privado. O Governo, enquanto isso, assumiu a intermediação de um esforço para reativar a economia, mas não teve melhor desempenho. Por vezes devido à ineficiência, em outras pela falta de perícia e em outras pelo setor não ter sido levado em conta. Este é o caso das clínicas. Cristino García diz que o Ministério da Saúde está importando material médico do Uruguai e da Argentina para o setor público para abastecer hospitais. A associação não está incluída entre os destinatários.
As cifras da inflação no setor de serviços hospitalares – 12,3% até março, muito mais que a média nacional de 9,8% até este mês – dão conta também da crise do negócio. Há um ano o governo regulou os preços que as clínicas privadas deviam cobrar por seus serviços. García afirma que 83% de seus afiliados fecharam o balanço de 2013 no vermelho. Depois de descrever todo este panorama não lhe restam dúvidas. “A medicina privada na Venezuela atravessa a pior crise de sua história”.
EL PAÍS

Os feriados e o PIB

Celso Ming
Se junho e julho já são naturalmente meses de festejo, férias e de menos trabalho, neste ano serão especialmente carregados de feriados gerais.
Se a seleção brasileira chegar às finais da Copa do Mundo, além da parada de ontem em São Paulo, haverá ao menos mais seis nas cidades que sediarão as partidas. No restante do País, servidores públicos e funcionários do setor privado devem ser liberados ao meio-dia ou ao menos três horas antes dos jogos, a depender do que for deliberado pelas autoridades locais ou, mesmo, pela direção das empresas. Cidades-sede de outros jogos da Copa, como Porto Alegre, Salvador e Recife, decretaram ponto facultativo nesses dias. No Rio, os dias com jogos no Maracanã serão feriado.
E qual será o impacto desse calendário atípico deste meião de ano sobre a atividade econômica do Brasil, que já não vinha bem das pernas?
"Os trabalhadores serão menos produtivos", adverte Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Para ele, o setor de turismo de negócios em São Paulo será fortemente prejudicado: "Ninguém marcou convenções, congressos, nem reuniões ou viagens profissionais nesse período de Copa".
Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria, pensa diferentemente. Para ela, a quebra de atividade econômica não deverá ser relevante. "Já enfrentamos uma conjuntura enfraquecida e de competitividade em baixa. Isso é mais relevante do que qualquer efeito marginal que a Copa possa produzir."
O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Azevedo, também acredita que os impactos serão meramente episódicos. "As perdas em horas trabalhadas têm influência pequena no atual cenário de perda de confiança", diz. Do lado positivo, haverá ligeiro aumento na demanda por bebidas, vestuário e itens de ornamentação: "Esse movimento já foi captado". Azevedo acrescenta que, apesar dos estragos no turismo de negócios, os setores a hotelaria e as atividades de entretenimento, como bares e restaurantes, também deverão ser beneficiados.
Fernando Fix, economista-chefe da Votorantim Wealth Management, calcula que os turistas estrangeiros devem deixar R$ 8,6 bilhões, o equivalente a 0,17% do PIB. "É um resultado macroeconômico de baixo alcance comparado com as dimensões da economia brasileira", afirma.
Os efeitos positivos a serem gerados pelo turismo, no entanto, ficaram aquém do esperado, argumenta Fernando de Holanda Barbosa Filho: "O impulso de demanda não se concretizou como se imaginava, da mesma forma como ocorreu na Olimpíada de Londres". As expectativas do setor hoteleiro, por exemplo, ficaram frustradas.
Mais relevante, para Fix, são os efeitos psicológicos provocados pela perda de confiança que aparentemente foi potencializada pela disseminação da percepção de que houve inversão de prioridades na utilização de verbas públicas: "Os atrasos e os estouros nos orçamentos das obras dos estádios e da infraestrutura podem ter contribuído em parte para essa perda de confiança", afirma. / COLABOROU DANIELLE VILLELA

Dora Kramer- Mistura de estações

Dora Kramer
Quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo, a ideia era que a euforia tivesse vida longa e que o governo estivesse agora sendo tão festejado quanto a seleção que ontem entrou em campo para derrotar a Croácia por 3 a 1.
A intenção era recolher dividendos políticos. A realidade, contudo, não permitiu o cumprimento dos desígnios e o que se vê é o governo perdendo a confiança da população devido à deterioração da economia, que assume uma dimensão superlativa justamente pela realização da Copa com seus gastos e atrasos.
Não é o resultado em campo que vai determinar o resultado das eleições, embora a ineficácia fora dele tenha contribuído bastante para que se consolidasse a percepção de que a capacidade do governo de "realizar" não correspondia aos fatos.
Sem muito a fazer para inverter a tendência de queda na intenção de votos e no aumento da rejeição nas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff tenta nitidamente tirar algum partido da Copa. Faz uma manobra para virar o jogo e dizer que as coisas são o contrário do que na verdade são.
Diz a presidente que nem na ditadura se misturava o futebol com a política. Não é verdade. O ditador da vez a que se referia Dilma, em 1970, Garrastazu Médici, misturava sim. O que não havia era espaço para contestações, em manifestações. Não havia sequer eleições.
Agora ninguém está misturando nada com nada. O que há é uma insatisfação concreta com os serviços públicos, a ação de vândalos e a incapacidade do poder público, em todas as esferas, de responder de maneira adequada. Isso em relação a junho de 2013.
As promessas da ocasião ficaram pelo meio do caminho ou eram inexequíveis (Constituinte exclusiva para reforma política, por exemplo) e a baderna correu solta até espantar os manifestantes de boa-fé das ruas.
Em 2014, os protestos voltaram com outro perfil: categorias profissionais e movimentos, alguns politicamente instrumentalizados, que procuraram tirar proveito da visibilidade do Mundial para obter vantagens dos governos. Alguns com sucesso.
Mas não há nisso uma linha de ligação direta com os jogos propriamente ditos. A não ser aquela que a própria presidente estabelece quando atribui as críticas aos gastos e aos atrasos - o chamado mau humor geral - aos opositores do governo.
Dilma os qualifica de "pessimistas" e determina que foram "derrotados". Eram também assim chamados os que alertavam para a condução errática da economia enquanto o governo previa crescimento irreal do PIB e dizia que o aumento dos preços não era motivo de preocupação. Se alguma tese saiu derrotada aí não foi a dos que estavam sendo apenas realistas.
Agora a presidente faz uma manobra em que tenta confundir os críticos à incompetência governamental com maus brasileiros que torcem pela derrota da seleção. Foi esse o recado de seu último pronunciamento em cadeia de rádio e televisão.
Impossibilitada de colher os louros de uma organização à altura das promessas feitas sete anos atrás pelo antecessor, Lula da Silva, Dilma opta por criminalizar o senso crítico da população em relação aos deveres do poder público e a consciência de que a realização da Copa do Mundo no Brasil não é uma dádiva merecedora de gratidão eterna.
Se alguém está misturando as estações - de propósito e convenientemente com sinal trocado - é a própria presidente, que vai à televisão dizer que há uma campanha contra a Copa que, na verdade, é uma campanha contra o governo. Só faltou dizer explicitamente, porque implicitamente deu a entender, que quem não vota nela não gosta do Brasil. Por esse raciocínio, sua queda nas pesquisas é grave crime de lesa-pátria.
Tudo fantasia, fruto de manipulação marqueteira. Na batata, como se dizia antigamente, agora todo mundo vai torcer. E, em outubro, votar como bem entender.

Nelson Motta- Imagina depois da Copa


Lula chegou a atribuir o baixo crescimento do PIB ao mau humor dos empresários, trocando a consequência pela causa


Alguma coisa está dando errado e o estrategista João Santana deve estar muito preocupado: quanto mais se intensifica a propaganda oficial em todas as mídias, alardeando as realizações do governo e todos os ganhos com a Copa do Mundo, mais caem a aprovação e as intenções de voto da presidente Dilma e mais aumentam os seus índices de rejeição. E a Bolsa sobe.

Imagina depois da Copa, com metade do tempo do horário eleitoral na televisão ocupado por avassaladora publicidade triunfalista tentando convencer os eleitores que a sua vida e seu país estão muito melhores do que eles pensam. E que quem ganha salário de mil reais agora é classe média.

Não dá para rejeitar as pesquisas agora e aceitá-las há três anos, quando eram positivas. Nem responsabilizar a “mídia golpista”, se há dois ou três anos, apesar dela, a aprovação do governo era muito maior. Resta sempre a conspiração. Blogueiros oficialistas denunciam que todas essas manifestações que estão parando cidades por aumentos salariais têm o único objetivo de impedir a reeleição da presidente Dilma… rsrs.

Lula chegou a atribuir o baixo crescimento do PIB ao mau humor dos empresários, trocando a consequência pela causa. Mas quem azedou o humor de 70% da população? Se fosse Chávez dizia logo que era uma conspiração do Império e explicava tudo, mas aqui nem o Zé Dirceu ousaria tanto.

Como explicar que só pouco mais da metade dos delegados na convenção do PMDB, mesmo com o vice da chapa e todos os seus cargos no governo, tenha votado pelo apoio à candidatura de Dilma? Numa votação secreta, no escurinho da cabine… com delegados peemedebistas… vocês sabem como é… ainda bem que os peemedebistas não traem seus aliados… só quando é pelo bem do Brasil… rsrs.

A saia está tão justa que a estratégia de Dilma tem sido responder com veemência e cheia de razão… a acusações que não lhe foram feitas, mas não consegue se defender das evidências que provocam danos à sua candidatura: crescimento baixo + inflação alta + obras atrasadas = má gestão.

Se João Santana conseguir reverter isso, mereceria ser ele o presidente, e não Dilma.

Beckenbauer suspenso

Beckenbauer - Fifa aplica a primeira punição em relação ao escândalo das suspeitas de compra de votos pelo Catar para realizar a Copa de 2022. Franz Beckenbauer foi suspenso por 90 dias de todas as atividades do futebol por se recusar a cooperar com as investigações da entidade. (Jamil Chade, Rio de Janeiro - O Estado de S. Paulo)

Dilma vaiada em Copacabana

Do blog do Coronel

Dilma vaiada pelo povão em Copacabana.

Espaço na areia de Copacabana possui 42 mil metros quadrados Foto: Marcelo Piu / Agência O Globo
Às 17:09 de ontem, o Estadão publicava:

Ao aparecer no telão, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada por torcedores presentes à Fifa Fan Fest na Praia de Copacabana. Até estrangeiros entoaram vaias. Já a entrada da seleção brasileira em campo foi muito aplaudida e o hino foi cantado. A área comporta 20 mil pessoas e está bem cheia.

Após as vaias, nas redes sociais, os defensores do PT alegavam que só houve vaias porque não havia pobres e, especialmente, negros no jogo de abertura da Copa do Mundo. Não podem dizer o mesmo sobre uma multidão, na praia mais popular do Brasil, em evento com ingresso gratuito.

Caio Blinder- A guerra em Siraque

Com suas operações de fusões e aquisições (sem esquecer as decapitações e crucificações), o grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e da Síria se consolidou como uma Internacional Terrorista, inspirada pela rede Al Qaeda, que investe no projeto sem fronteiras de um califado. O grupo prospera na porosa fronteira Síria/Iraque, que virtualmente desapareceu nos últimos meses, na avaliação de analistas como Andrew Tabler, do Washington Institute for Near East Policy.
Os militantes jihadistas realizaram um dos seus ataques mais audaciosos na terça-feira com a ocupação da estratégica Mosul, a segunda cidade do Iraque, o que compensa algumas perdas na frente síria, especialmente em confrontos com outras facções rebeldes (tanto moderadas como rivais islâmicos).
Na Síria, existe uma guerra civil dentro da guerra civil e o regime Assad “modera” seus ataques contra os mais radicais entretidos em combates contra grupos financiados e armados por países árabes como a Arábia Saudita e o Ocidente. Já no Iraque, foi um vexame para o governo de Nouri al-Maliki, o xiita que é próximo tanto de Assad como do regime iraniano, sofrer esta perda em Mosul para insurgentes sunitas. As tropas governamentais debandaram de Mosul e, nesta quarta-feira, os dados eram de mais de 500 mil refugiados.
Onze anos depois da invasão do Iraque por George W. Bush e dois anos e meio da retirada das tropas americanas, o conflito teve uma mutação. Temos a guerra em Siraque, devido ao contágio da guerra civil síria no Iraque. É provável que os militantes do Estado Islâmico do Iraque e  Síria não consigam controlar a estratégica Mosul por muito tempo (embora seja bom lembrar que as tropas iraquianas ainda não conseguiram retomar outras cidades importantes ocupadas como Fallujah e Ramadi). A vitória psicológica é escancarada e o golpe político contra o governo Maliki é imenso.
E está claro como foi precipitado decretar o sucesso da contra-insurgência americana no Iraque, uma alegação que facilitou a retirada das tropas do país. O negócio é decretar vitória e cair fora. Nem pensar em regressar. Em 2007, o comandante de uma brigada americana, o coronel Stephen Twitty, disse a o jornalistas que “nós realmente vemos Mosul como um modelo para todo o Iraque”, ou seja, o modelo de contra-insurgência de atuação conjunta de tropas regulares com tribos azeitadas com dinheiro para combater a insurgência sunita. No entanto, o que vemos hoje é o controle de partes de Falluja e Ramadi pelos jihadistas.
O Estado Islâmico do Iraque e da Síria tem uma área de influência que se estende do leste da Síria ao oeste do Iraque. Seu comando é composto de veteranos de uma década de insurgência contra as tropas americanas no Iraque e também contra os xiitas. Seus militantes vieram de todas as partes do mundo árabe, assim como da Europa Ocidental, Cáucaso  e sul/sudeste da Ásia, delirando e matando em nome deste califado no fértil terreno da guerra civil síria, especialmente quando os grupos rebeldes mais moderados não conseguiram virar o jogo no começo do conflito. Em termos concretos, existe um enclave militante binacional e, em termos estratégicos, os jihadistas querem enfraquecer o já frágil estado iraquiano e expandir o teatro de operações na Síria.
Os jihadistas deverão saquear o que puderem em Mosul, além de cobrar por “proteção (são terroristas mafiosos), em lances que deverão vitaminar o grupo na Síria. A guerra civil no país apenas parcialmente controlado por Assad está longe de fim e o Iraque é palco de uma escalada de sectarismo. Na Síria, os americanos vacilam em armar rebeldes que combatem Assad, que, por sua vez,  é municiado convictamente por russos, iranianos e conta com tropas do Hezbollah, o movimento terrorista xita no Líbano. Já no Iraque, os americanos fornecem armamento pesado para o governo Maliki. O poder de gente como o genocida Assad e o sectário Maliki alimenta os insurgentes sunitas nos dois países e mobiliza militantes multinacionais no planeta Jihadistão.
A invasão americana guindou os xiitas ao poder no Iraque e vitaminou o regime iraniano. O Ocidente sente azia do regime Assad e teme os jihadistas sem fronteiras. Não ajudou quem deveria ter ajudado lá atrás, conforme salienta agora o ex-embaixador americano na Síria, Robert Ford, um defensor da assistência a grupos mais moderados e que após renunciar ao cargo governamental está à vontade para criticar a política oficial.
Neste quadro poroso na Síria e no Iraque, hoje quem é amigo? Quem é o maior inimigo? Siraque não é para amadores.

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